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| DIFICIL COMEÇAR |
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| DIFICIL COMEÇAR |
TOUCH (2024), dirigido por Baltasar Kormákur, é uma coprodução entre Islândia, Reino Unido e Estados Unidos. Baseado no homônimo de Ólafur Jóhann Ólafsson. Na trama, Kristofer, um homem idoso que, ao perceber os sinais do avanço de uma doença que ameaça sua memória, decide interromper a rotina e partir em busca de uma pessoa importante de seu passado, mesmo em plena pandemia de covid19.
Assisti na Netflix esse filme calmo, lindo de viver, ou como chamam, um filme conforto. Mais perto do final da vida e procurando apenas resgatar uma memória, Kristofer volta a Londres onde cursou a universidade e isso o leva a outro país, onde descobre algo surpreendente sobre seu próprio passado.
Ontem, 25 de julho, voltei ao Terreiro de Crioulo, no Maria Zélia. Já virou agenda mensal... Desta vez não foi tão maravilhoso como no mês passado. Também estava frio, mas eu estava com a autoestima bem lá embaixo. Saí toda de marrom dourado, mas não brilhando como poderia. Acontece.
No meio do caminho tinha um XOU DA XUXA no Allianz Parque. Como seria um show dela hoje? Não consigo imaginar! Lembrei que um dos três a que fui, nos anos 1980, quando era criança, o primeiro deles, foi ali no estádio do Palmeiras. Eu estava com outras crianças, era pequena e a Xuxa mesma não me encantava. Só lembro dela como um pontinho pequeno, como uma formiguinha no palco. Mas eu me diverti muito, como sempre, dançando na arquibancada, como fazia com minhas vizinhas ouvindo o LP em casa.
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| Estranho |
Não sei o que a Xuxa fez nesse show agora, só sei que tinha muita gente. Nenhum baixinho, só gente véia da minha idade, algumas vestidas de Paquita. Achei algo meio falha na Matrix... mas não me tocou nem causou saudade. Envelheci. Ainda bem.
Corta para a minha vida atual, no Terreiro de Crioulo. Não cheguei muito atrasada, mas até esqueci do meu ingresso. Sorte que a moça resgatou no app Sympla. Deu tudo certo, mas novamente fiquei bem longe da roda de samba. Pela primeira vez, eles atrasaram o início. Começou só depois das 17 horas! E eu, juro, fiquei até com sono no samba. Nesse samba carioca? Sentir sono? Pois foi...
Abel do bandolim e eu
Quando começou, reparei no retorno do Abel. O samba, pontilhado pelo som do bandolim que tanto amo, me alegrou muito. Como acompanhei pelo Instagram, ele passou todos esses meses em Paris tocando seu bandolim e foi recebido com o amor que merece.
O fato é que logo saí da roda. Estava com frio, estava angustiada e fui procurar amigos. Encontrei a deusa Sté Oliveira, com quem troquei um abraço muito apertado e cheio de saudade. Saudade dela, de quando a gente se encontrava todo fim de semana no samba. Saudade de um tempo bom. Foi lindo! No samba sempre encontro abraços
Aí voltei para casa e encantei duas idosas no metrô, que me elogiaram muito: "Como você é bonita, esse sorriso ilumina tudo" rsrs.
Uma delas disse: "Todo dia dê bom dia para o Sol e se vista de laranja. Você veio para iluminar o mundo." ADOREI KKKK.
Enfim, aconteceu o de sempre: o samba foi minha cura! Gratidão!
Assisti a Dia D (2026), mais um filme sobre extraterrestres de Steven Spielberg. Lançado neste ano, é, antes de tudo, um banho de nostalgia para quem passou a vida assistindo aos filmes do diretor, um dos grandes ícones da indústria cinematográfica. Em termos de referências à sua própria filmografia, Spielberg entrega bastante: a música, algumas cenas de mãos dadas e certas revelações emocionais remetem imediatamente a obras anteriores.
Na trama, a presença alienígena é descoberta e revelada pela televisão, causando espanto em escala global. Desta vez, a abordagem é mais crua e direta. Quase não há espaço para conspirações governamentais; tudo gira em torno de instituições privadas que denunciam décadas de exploração conduzida por setores militares.
O que mais me chamou a atenção foi o fato de que a grande revelação da presença extraterrestre precisava ser feita pela TV — aquela velha televisão do século passado. Há algo de deliberadamente analógico nesse filme.
Sem esperar nada muito mirabolante, achei a experiência bastante satisfatória. Foi um filme divertido de assistir.
AVISO: Só depois que assusti so filme e escrevi esse comentário que eu soube sobre a origem do Backroom, em jogos online e etc. Como sobre isso não posso opinar, comento apenas minha impressão sobre o que vi no filme.
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| Observando agonia de Maria no cartaz🤣 |
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| "Ganhei" um beijinho de Clark |
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| Conhecemos Cali Buritis, Viramos fregueses |
A CELA (2000), de Tarsem Singh
Nesse filme, uma psicóloga que utiliza uma tecnologia capaz de entrar na mente de outras pessoas é convocada para penetrar no universo psíquico de um serial killer em coma, na esperança de descobrir o paradeiro de sua última vítima. A partir dessa premissa interessantíssima, nós assistimos a um filme de terror psicológico com forte apelo visual, em que pesadelo, beleza e violência nos levam a um passeio pela mente humana.
A única ressalva é o tempo longo dedicado à investigação policial; no decorrer da trama, isso acaba cortando o fluxo do que realmente interessa, que é o que passa na cabeça daquele homem perturbado. Para quem, como eu, gosta muito de histórias de suspense ou terror psicológico e de imagens de encher os olhos, super recomendo!
DEVORADORES DE ESTRELAS (Project Hail Mary, 2026), dirigido por Phil Lord e Christopher Miller: Foi por recomendação que, enfim, assisti a essa ficção científica delicinha e emocionante, com uma trilha sonora muito boa. São duas horas de muita ciência, imagens incríveis e um roteiro cheio de graça, lambuzado de afeto e humor. Claro que me lembrou E.T. – O Extraterrestre, só que ao contrário. Como alguém disse nas redes, fazia tempo que a iminência do fim do universo não deixava na gente essa sensação de leveza.
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FEIJOADA COM SAMBA E DIREITO À ÁRVORE
No sábado 18 de julho fomos a um arraial/festa da firma em Niterói, no mesmo lugar que tem aquela árvore pela qual sou apaixonada e voltei a cobiçar muito ela...
Como era quermesse, teve doces e eu.me diverti muito.
A feijoada foi legal, mas a roda de samba foi melhor, cheia de gente preta linda...e nesse clima eu até sambei, tanto que nem registrei, somente os rapazes!
Esse ano estou aproveitando a chance de aproveitar samba no RJ. Quem sabe um dia não vamos ao Cacique de Ramos?
Sonhar pode!
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| Aautógrafo de Fidel Castro exposto no centro médico em Niterói. Qual a história por trás disso? |
Visitei o Módulo Médico de família Jesús Montané em Niterói e descobri que , anos atrás, quem também esteve ali foi Fidel Castro, tendo até deixado um autógrafo por lá.
Esse autógrafo está no Posto de Saúde Médico de Família, em Niterói por. Qual é a história por trás disso?
Segundo a IA, em 30 de junho de 1999, Fidel Castro esteve no Rio de Janeiro para participar da I Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, Caribe e União Europeia. Na ocasião, aproveitou para conhecer o Módulo Médico de Família Jesús Montané, localizado no Morro do Palácio, no Ingá. A unidade tornou Niterói pioneira na implantação do Programa Médico de Família, modelo diretamente inspirado no programa cubano Médico y Enfermera de la Familia, criado em 1984 para descentralizar a assistência médica e priorizar a prevenção e o acompanhamento domiciliar.
O sucesso da experiência em Niterói serviu de base e inspiração para o que viria a se consolidar, em âmbito nacional, como o Programa Saúde da Família (PSF), dentro do SUS.
Conta-se que, depois da visita, Fidel seguiu para o Museu de Arte Contemporânea (MAC), onde teria encontrado seu velho companheiro Oscar Niemeyer. Que dia histórico para Nikiti. Amei!
THE CLOUD ATLAS (A Viagem) (2012) é um filme de ficção científica teuto-hongkonguês-cingapuriano-estadunidense, dirigido por Lana Wachowski e Lilly Wachowski (da trilogia Matrix) e por Tom Tykwer (Corra Lola corra). O filme conta seis histórias entrelaçadas, ambientadas em diferentes épocas: 1849; 1936; 1973; 2012; 2144; e 6 invernos após a Queda").
Contando com um excelente, e caro, elenco, desempenhando múltiplos papéis, às vezes bastante inusitados, o filme foi baseado no romance homônimo de David Mitchell. É um filme OVER, uma superprodução complexa e longa (cerca de três horas de duração), que levou cerca de quatro anos para ser concluída e terminou como um dos filmes independentes mais caros da história. Tudo nele é DEMAIS!
Quando terminou, pensei que poderia ter sido lançado em duas ou três partes. Daí seria quase uma minissérie, onde cada trama poderia ser melhor desenvolvida e, talvez, não fosse tão cansativo de assistir.
Mas eu gostei da experiência. Eis um projeto ousado e até bem desenvolvido, mas que pecou pelo excesso e acabou sendo muito menos conhecido do que poderia.
Pra quem tiver fôlego, recomendo!
A VIDA DE CHUCK (2025), Mike Flanagan
Qualquer coisa que eu diga sobre o filme será spoiler, então vou tentar ser discreta. Baseado em um conto de Stephen King, o filme conta exatamente o que o titulo sugere : a vida de Chuck, da morte à infância, destacando as principais descobertas que deram sentido à sua existência.
Apesar de ser baseado em uma história de Stephen King, não espere sustos. É um filme mais filosófico, parece mais a história de Benjamin Button. Vale a pena.
ARQUIVO 81 é uma série de suspense e terror psicológico da Netflix, lançada em 2022, e que achei muito boa. Não chega a ser algo no nível de Dark, mas tem grandes ambições narrativas e é extremamente envolvente.
A trama conta a história de Dan, um arquivista e restaurador que, nos dias atuais, é contratado para recuperar um conjunto de fitas de vídeo VHS que teria sobrevivido ao incêndio do edifício Visser, ocorrido em 1994. Nas gravações, Dan, e nós também, acompanhamos a rotina de Melody, uma doutoranda em História Oral cuja pesquisa se baseia nos relatos dos moradores do prédio. Por isso, ela registra constantemente entrevistas, observações e acontecimentos do cotidiano, produzindo inúmeros fragmentos que, aos poucos, nos permitem reconstruir sua história.
À medida que as fitas revelam relações obscuras envolvendo o edifício e seus moradores, a narrativa mergulha cada vez mais no terror. O resultado é uma trama muito envolvente.
Gostei de tudo. Como historiadora, senti-me particularmente próxima da premissa da série e da ideia de resgatar uma história a partir de fragmentos e indícios. Sim, sou ginzburgiana. Melody também parece seguir essa lógica: órfã, ela utiliza sua pesquisa de doutorado para buscar as próprias origens por meio de métodos da História Oral.
Os resultados dessa investigação chegam a Dan, e a nós espectadores, anos depois, na forma de gravações produzidas com a tecnologia dos anos 1990, repletas de falhas, ruídos e lacunas. Esse aspecto confere um charme especial à série.
Melody não está apenas investigando um mistério externo; ela tenta reconstruir a própria identidade. Dan, por sua vez, não está somente restaurando fitas: está remontando a história amaldiçoada do Visser e, de maneira surpreendente, a de sua própria família.
Foi uma pena que a série não tenha alcançado o sucesso esperado e não tenha ganhado uma segunda temporada. Eu adoraria continuar acompanhando essa história.
De qualquer forma, aos interessados no tema, recomendo vivamente.
TELA BRASIL
Baixei a plataforma Tela Brasil no celular e o primeiro filme que assisti foi o curta-metragem MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (2014), direção de Elizabete Martins Campos, um documentário autobiográfico e sensorial sobre a vida e a trajetória de Elza Soares, uma das maiores cantoras da música brasileira.
Trazendo uma Elza já madura, mas ainda na passagem dos séculos XX para o XXI, o filme tem um clima mais sofisticado, como no álbum Do Cóccix Até o Pescoço (2002), período anterior àquela fase de seus álbuns consagrados A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus É Mulher (2018), que a trouxe como referência feminina com mais de 80 anos!
Como uma espécie de complemento audiovisual à biografia Elza (2018), escrita por Zeca Camargo, no filme sua história é contada e cantada por ela mesma, apontando momentos que ela selecionou como importantes sobre a música, a negritude, o feminino, as humilhações e superações, os amores pelos filhos, pelo samba, pelo futebol e por Garrincha.
É um filme muito visceral. Ouvir bem alto e por tanto tempo aquela voz rouca, seu canto de lavadeira que carrega lata d'água na cabeça e que, magicamente, vira puro jazz no seu cantar, não é e nem deve ser confortável. Não o tempo todo. Chega a virar lamento e depois grito de dor.
Que experiência assistir a esse filme! Especialmente para mim, uma mulher negra brasileira, que já me sentia tão bombardeada com imagens, sons e narrativas de mulheres brancas no audiovisual nos streamings, foi o "gostinho" de realidade que eu queria e precisava.
Recomendo aos interessados! Obrigada por mais essa, Elza!
Faz mais de um ano que frequento a bela e deliciosa cidade de Niterói. Nas lembranças do Facebook me dei conta de que, em tão pouco tempo, já registrei pelo menos uma mudança no cenário da cidade. Em julho de 2025, como boa turista, mesmo sob protestos , consegui uma foto no letreiro Eu Amo Niterói...Agora, depois de um violento período de chuvas que destruiu ou debilitou partes da cidade, ele já não existe mais nesse lugar.
Quem viu, viu. Quem registrou pode contar a história...
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| Quando li novembro 2026 |
LENDO A MORENINHA (1844) Ousei parar para ler novamente o romance de Joaquim Manuel de Macedo. Não digo reler, porque só tinha feito leituras escolares dele. Agora sou uma leitora mais madura e a dúvida era se um texto de 1844, ícone do romantismo brasileiro, chamaria minha atenção.
Peguei um exemplar de uma coleção de leituras para vestibular que eu tinha em casa e certamente nunca tinha aberto para ler (quando li, na escola, foi um exemplar da biblioteca). Estava limpo de intervenções, mas já estou deixando minhas pegadas de leitora.
Amei fortemente o começo, “Duas palavras”. É uma introdução incrivel e divertida e parece muito "moderna" pra época, com seu tom de conversa prosaica, um dedo de prosa, dividindo um café com o leitor . Nela , o jovem narrador se apresenta, explica os motivos da escrita e o tipo de texto: “algumas palavras escritas que ele ousou chamar de romance”. Nesse tom ele se aproxima do leitor, cria uma intimidade para gerar empatia antes de afirmar que o livro é como uma filha, uma criança de seis meses de idade, pedindo tolerância com suas imperfeições. Nessas alturas, como pode o leitor fazer um julgamento duro? Kkkk Que malandrinho esse senhor Augusto! Kkk
Novamente estou lendo um livro e gostando mais do que eu esperava! Que matavilha, 2026!
Talvez por ser ficção científica, a Netflix me indicou a série Glitch (2015) e eu a maratonei. Não porque ela seja do tipo viciante, mas porque me divertiu mesmo. Trata-se de um produto desenvolvido para a TV australiana (como é bom ver um ambiente diferente dos EUA!) e conta a história de sete defuntos que levantaram do túmulo. Mas não se trata de uma série de zumbis ou terror: a tentativa de explicação, nem sempre desenvolvida com sucesso, vem primeiro da ciência, de um possível erro em experimentos com células-tronco, mas que deu origem a muitos conflitos, afinal, nenhum ressuscitado tinha deixado suas pendências resolvidas quando morreram na pequena cidade de Yoorana e usam a segunda chance pra se resolverem . No polêmico final, do qual devo ter sido uma das poucas pessoas que até gostou no contexto aerado do roteiro, foi o mais perto de um final feliz possível, onde vida e morte se enfrentam.
Não é um roteiro robusto, nem mesmo uma execução de encher os olhos. Não se compara às melhores séries de ficção científica, como Dark, mas me distraiu por algumas horas... passou meu tempo divertidamente.
UM PLUS : Assistindo essa série lembrei muito dos "ressurgidos" romance "oração para desaparecer" , de Socorro Acioli... especialmente pela forma como os sujeitos ressurgem da terra e depois ficam como corpos vazios de memória, consciência, significados...no livro a protagonista ressurgindo precisou até encomendar uma história do " vendedor de passados "...