segunda-feira, 8 de junho de 2026

Caí de para-quedas na Parada Gay

Érica Hilton : PRESIDENTA 

 PARADA GAY: PRESIDENTA!  Domingo eu estava indo ao Cinecesc Augusta Sp  de metrô,  sem saber de nada,  desci na estação Consolação e estava tudo colorido: estava rolando a Parada Gay 🌈🏳️‍🌈 Amei! Quando sai na esquina com a rua Augusta, tinha uma multidão tipo carnaval e de repente chegou o trio elétrico tocando VOGUE!  Eu pensei: Só não  rola pegar o celular ora fotografar,  mas já que estou adiantada, pq não  parar um pouquinho pra curtir, mesmo de casaco e bolsa? Quem resistente a essa música? 

Eis que chegou outro trio elétrico e quem estava nele?  ÉRICA HILTON! Como no carnaval, gritei com a multidão PRESIDENTA!  PRESIDENTA!

Foi a segunda vez que caí de paraquedas na Parada Gay e adorei!

(Sei que o nome mudou pra parada Orgulho várias siglas (Lgbtqia+...), mas pra mim gay inclui a todas e todo mundo entende)

Natal Amargo: Novo filme de Almodóvar


NATAL AMARGO: Uma obra sobre cinema, sobre roteiristas e suas narrativas. Achei engraçada, com muito humor negro, autorreferente e, sobretudo, um pouco morna. Não sei se chegou perto ou superou "O Quarto ao Lado" (2024), também sobre a brevidade da vida e gravado em inglês, e o último trabalho do diretor que eu tinha visto.

Parece mais com o belo "Dor e Glória" (2019), não só porque fala do envelhecimento e da proximidade da morte, mas sobretudo pela questão do filme dentro do filme (aqui seria um roteiro dentro do outro). Mas, nesse aspecto e saindo do universo almodovariano,  nem se aproximou de "Valor Sentimental" (2025), que para mim segue sendo o melhor do ano.

Mas, mesmo morno, um Almodóvar novo é um acontecimento. Vou querer, e precisar, assistir de novo, refletir, para falar com mais propriedade. Por hora, agradeço o privilégio de poder ter assistido a um lançamento de Almodóvar no telão do Cinesesc, ter meu cérebro e meus olhos alimentados por aquela estética, por aquela perspectiva de mundo, de cinema e das narrativas que moldaram minha juventude.

Coisas assim fazem a vida valer a pena.

Fui assistir usando cores  fortes,  cores de Almodóvar: azul, vermelho,  amarelo ... tudo junto em alguma harmonia. Pelo menos eu tentei. Não sabia que, no filme,  teriamos muitos azuis maus gelados ligados a hospitak e crises de pânico/ansiedade; alguns verdes mais apagados  ligados a triste personagem Patricia, amarelos tristes nas persinagens Natália e Raul e, especialmente, os  looks vermelhos fortíssimos da linda cineasta Elsa (possível alter-ego  de Almodovar ) naquele cenário paradisíacos branco e preto da ilha de Lazarotte ...

Outros comentários 



Algumas fotos 


Na esquerda Elsa, de vermelho. 
Na direita Natália, de amarelo. 

Em cima Raul, alter-ego de Almodóvar
Em baixo eu, também na frente da biblioteca 

Raul: cineasta em crise 




Elsa e Patrícia .Rosa e verde


Um acontecimento em cores

Me divirto.