segunda-feira, 22 de junho de 2026

Por trás dos seus olhos , Minissérie NETFLIX

 
         


POR TRÁS DOS SEUS OLHOS : Maratonei a minissérie inglesa da Netflix nesse fim de semana. Tinha expectativa , pois é uma série de suspense psicológico que gira em torno de um psiquiatra, sua bela e perturbada esposa Adele  e sua  secretária descolada Louise.. Achei que ia pirar o cabeção, mas foi bem morna e o final achei muito ruim. Ao invés de abordar a  complexidade da mente humana, preferiu partir pra temas como uso de drogas e experiências sobrenaturais. Não é meu tipo de narrativa. 


Uma coisa de bom trouxe dessa experiência,  os looks usados pela atriz britânica  Simona Brown, que interpreta a protagonista negra Louise. Ela lembra muito a Camila que fui às vésperas dos 30 anos e a paleta de cores de seus looks é minha preferida: Rosa, verdes, amarelo, laranja ... fotografei os melhores looks,  amei!




Muito inspiradora a Louise. É difícil encontrar personagens negras e lindas assim nos streamings. Foi um deleite e uma inspiração. 

A janela indiscreta, Alfred



Acreditam que eu nunca tinha assistido ao famoso filme de Hitchcock? Fui ver esses dias. Já tinha começado a ler o conto "It Had to Be Murder"(traduzido como "A janela indiscreta"), de Cornell Woolrich, mas não quis terminar para não tomar spoiler, porque queria assistir ao filme primeiro. Foi uma decisão acertada, afinal agora posso terminar de ler o texto.

Uma questão que me chamou atenção no conto, mesmo eu só tendo lido as primeiras páginas, é a atenção dada ao ponto de vista do narrador. A história do homem imóvel, preso à janela do seu apartamento e que só pode observar a vida de seus vizinhos se desenvolvendo através daquela janela, é um ótimo recorte visual; quase pediu para ser filme.

Lembro que, no texto, ele começa observando que não conhecia nenhum dos vizinhos, não sabia seus nomes, nunca tinha ouvido suas vozes. No entanto, podia acompanhar, meio que de perto, o desenvolvimento de suas vidas. É como um experimento laboratorial, e os vizinhos, suas cobaias. Tudo isso é, de algum modo, explorado com imagens no filme.

Valeu muito a pena assistir, enfim, a esse clássico dos anos 1950, onde todo mundo bonito tinha os olhos extremamente azuis. Destaque para a exuberância inquestionável de Grace Kelly no papel de Lisa Fremont, noiva do fotógrafo L. B. "Jeff" Jefferies, personagem interpretado por James Stewart. Jeff é um fotógrafo indeciso sobre se deve ou não se casar com uma mulher tão performática, e que vai, aos poucos, se mostrando mais sensível e inteligente do que ele poderia suspeitar. E livre! Decide, por si mesma, dormir em sua casa. Para uma mulher solteira da época, isso deve ter sido um choque.

Agora vou procurar novamente o conto e terminar a leitura para ver se vale uma comparação mais aprofundada. Por hora, foi muito bom assistir a esse clássico de Hitchcock.

domingo, 21 de junho de 2026

"Obsessão " e " O convite" : Dois filmes de terror

 


Assisti a Obsessão (2026), de Curry Barker, um filminho ainda em cartaz nos cinemas e muito comentado e elogiado. 


Ainda que pouco atraída pela sinopse fraca, resolvi arriscar, afinal muita gente que respeito adorou, e também para não ficar no vácuo das discussões. Contando a história de um jovem com dificuldades de se declarar a uma colega de trabalho,  então compra um amuleto realizador de desejos e pede que ela o ame mais do que tudo, o filme mostra como ela perde a personalidade e passa a persegui-lo como um zumbi. Desde a premissa, achei a feitiçaria saída de um conto de fadas; o restante também não se afastou de uma história adolescente. Não que eu seja consumidora de filmes de terror, mas sinceramente não sei de onde tiraram que seria o "melhor filme do ano" , mais de uma pessoa cogitou isso! Tomara que não! Por exemplo, ano passado assisti a Faça Ela Voltar (2025), dos irmãos Danny e Michael Philippou, um filme muito melhor, com roteiro encaixado e discussões humanas e existenciais, temas que passam longe deste aqui e foi menos comentado. Para o meu gosto Obsessão não serviu.


Para contrabalancear, assisti na TV ao suspense O Convite (2015), de Karyn Kusama, que achei muito melhor. Contando a história de um homem que recebe o convite para ir ,com a nova namorada , a um jantar na casa onde viveu quando era casado. . Lá estariam não só a ex esposa e seu novo marido, como  velhos amigos do casal. O filme cria desde o início uma atmosfera suspeita, o constranginmento é lavável e a  tensão é gradativa, pois sabemos que algo não muito bom vai acontecer, mas não de onde vai partir. Um suspense que chama a atenção desde o começo,  , que não me tirou por burra nem por adolescente. Valeu a pena assistir.


sábado, 20 de junho de 2026

0 ALERTA QUE NÃO ME ALERTOU

 



​Como quase todo mundo, eu também recebi o alerta severo na última madrugada. Estava dormindo, acordei apressada e não li, pois achei que era o alerta para tomar remédio às 7 da manhã de todo dia. Tomei e dormi. Quando tocou de novo às 7, percebi que tinha acontecido algo estranho e fui ler a mensagem de ódio. 😮
​Parece série distópica do Vince Gilligan!
​E o mais impressionante foi que o alerta não me alertou, só confirmou o hábito...
​Estranho, muito estranho!


segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUSPIRIA (1977), de Dario Argento



SUSPIRIA (1977): Dirigido por Dario Argento, Suspiria é um clássico do horror sobrenatural italiano. O nome vem do latim e remonta todo um clima sobrenatural sentido na película 

Explicação fornecida pela IA

O filme conta a históra da jovem e esfusiante bailarina estadunidense Suzy Bannion (Jessica Harper), recém-chegada a uma prestigiada academia de dança na Alemanha. Após uma série de assassinatos brutais, Suzy passa a suspeitar que a escola pode ser amaldiçoada. Ao seu lado estão Sara (Stefania Casini), sua principal aliada na investigação, além das enigmáticas Madame Blanc (Joan Bennett) e Miss Tanner (Alida Valli), figuras de autoridade da academia que parecem saber mais do que revelam. 

Helena Markos,  a bruxa negra,  Mãe Suspirium

Pensando em filmes do gênero de terror, há algo diferente: aqui as mulheres não são apenas mocinhas sofredoras, uma vez que a maldição da escola de dança tem origem na atuação de bruxas malignas, dentre elas a marcante Helena Markos, a bruxa negra. Diretamente inspirado no expressionismo alemão, o longa mostra uma fotografia exuberante e, com a trilha sonora atmosférica da banda Goblin, é um dos filmes mais lembrados do gênero. 


Embora haja um remake de 2018, a obra que tivemos a sorte de assistir no telão do cinema da UFF é uma versão remasterizada do filme original dos anos 1970, todo colorido em Technicolor, o que dá um tom todo especial.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Playlist Monstros, irmãos Menendez



 PLAYLIST MONSTROS: Irmãos Menendez

Achei uma playlist da segunda temporada no Spotify e, por ser ótima, puro suco dos anos 1980 e 1990, voltei a pensar em por que essa série é tão boa. Na verdade, não posso afirmar que a série Monstros, sobre crimes reais famosos, seja boa, porque não a assisti por completo. Crimes, por si só, não costumam me interessar. Mas assisti a essa segunda temporada porque a história real e sua capacidade de movimentar a sociedade, a Justiça e a mídia em diferentes momentos do tempo me chamam mais atenção.

Especialmente essa temporada,  cheia de contradições e indefinições que a série explora muito bem no audiovisual. Quando terminamos de assistir, estamos mais em dúvida do que quando começamos. A série não define nada. Pelo contrário, deixa a batata quente na mão do espectador, e a impressão é que a história e suas discussões não têm fim.

A trilha sonora, escolhida a dedo, retrata e comenta essas questões e ambivalências. Para quem assistiu à série, ouvir as músicas e fazer a ligação com as cenas é a cereja do bolo. Para quem não assistiu, também recomendo: são canções muito boas.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Caí de para-quedas na Parada Gay

Érica Hilton : PRESIDENTA 

 PARADA GAY: PRESIDENTA!  Domingo eu estava indo ao Cinecesc Augusta Sp  de metrô,  sem saber de nada,  desci na estação Consolação e estava tudo colorido: estava rolando a Parada Gay 🌈🏳️‍🌈 Amei! Quando sai na esquina com a rua Augusta, tinha uma multidão tipo carnaval e de repente chegou o trio elétrico tocando VOGUE!  Eu pensei: Só não  rola pegar o celular ora fotografar,  mas já que estou adiantada, pq não  parar um pouquinho pra curtir, mesmo de casaco e bolsa? Quem resistente a essa música? 

Eis que chegou outro trio elétrico e quem estava nele?  ÉRICA HILTON! Como no carnaval, gritei com a multidão PRESIDENTA!  PRESIDENTA!

Foi a segunda vez que caí de paraquedas na Parada Gay e adorei!

(Sei que o nome mudou pra parada Orgulho várias siglas (Lgbtqia+...), mas pra mim gay inclui a todas e todo mundo entende)

Natal Amargo: Novo filme de Almodóvar


NATAL AMARGO: Uma obra sobre cinema, sobre roteiristas e suas narrativas. Achei engraçada, com muito humor negro, autorreferente e, sobretudo, um pouco morna. Não sei se chegou perto ou superou "O Quarto ao Lado" (2024), também sobre a brevidade da vida e gravado em inglês, e o último trabalho do diretor que eu tinha visto.

Parece mais com o belo "Dor e Glória" (2019), não só porque fala do envelhecimento e da proximidade da morte, mas sobretudo pela questão do filme dentro do filme (aqui seria um roteiro dentro do outro). Mas, nesse aspecto e saindo do universo almodovariano,  nem se aproximou de "Valor Sentimental" (2025), que para mim segue sendo o melhor do ano.

Mas, mesmo morno, um Almodóvar novo é um acontecimento. Vou querer, e precisar, assistir de novo, refletir, para falar com mais propriedade. Por hora, agradeço o privilégio de poder ter assistido a um lançamento de Almodóvar no telão do Cinesesc, ter meu cérebro e meus olhos alimentados por aquela estética, por aquela perspectiva de mundo, de cinema e das narrativas que moldaram minha juventude.

Coisas assim fazem a vida valer a pena.

Fui assistir usando cores  fortes,  cores de Almodóvar: azul, vermelho,  amarelo ... tudo junto em alguma harmonia. Pelo menos eu tentei. Não sabia que, no filme,  teriamos muitos azuis maus gelados ligados a hospitak e crises de pânico/ansiedade; alguns verdes mais apagados  ligados a triste personagem Patricia, amarelos tristes nas persinagens Natália e Raul e, especialmente, os  looks vermelhos fortíssimos da linda cineasta Elsa (possível alter-ego  de Almodovar ) naquele cenário paradisíacos branco e preto da ilha de Lazarotte ...

Outros comentários 



Algumas fotos 


Na esquerda Elsa, de vermelho. 
Na direita Natália, de amarelo. 

Em cima Raul, alter-ego de Almodóvar
Em baixo eu, também na frente da biblioteca 

Raul: cineasta em crise 




Elsa e Patrícia .Rosa e verde


Um acontecimento em cores

Me divirto. 




domingo, 7 de junho de 2026

Falando com a IA sobre "Fale com ela"

 

Mais tarde eu devo assistir "Natal amargo",  mais um lançamento de Almodóvar , e para entrar no clima iniciei um papo com a IA sobre o cineasta. Foi muito boa a "conversa" sobre temas e estéticas. Quando abordamos meu preferido, "Fale com ela", que assisti incontáveis vezes na vida e revi recentemente com Geraldo em Niterói,  disse que é um filme sobre solidão chegando num estremo de loucura (minha leitura deste filme de sempre), mas desta última vez me chamou mais  atenção que este também é  um filme sobre a amizade de dois homens que se encontram na plateia devPina Bausch e depois tentando cuidar de "suas mulheres"...

O que a IA me "disse ", foi enternecedor :

"Antes mesmo de Marco e Benigno se tornarem amigos, Benigno já o observa. Ele percebe a dor dele naquele espetáculo de Pina Bausch, vê aquele homem chorando sozinho na plateia e guarda essa imagem. Quando conversa com Alicia, ele fala sobre Marco como quem fala de alguém que, de alguma forma, já lhe é familiar.

Isso é muito característico de Benigno. Ele é uma pessoa profundamente solitária, mas também profundamente atenta. Ele observa. Repara. Constrói vínculos muito antes de os outros saberem que esses vínculos existem.

O bonito é que, por um momento, Alicia acaba funcionando como uma espécie de ponte entre eles. Benigno fala de Marco para ela antes de Marco sequer imaginar que Benigno existe. Como se a amizade deles começasse a nascer num espaço invisível.

E aí há uma ironia melancólica: Benigno acredita muito no poder da conversa. Ele fala com Alicia todos os dias. Fala de si, do mundo, de Marco. O título do filme — Fale com Ela — atravessa tudo isso. Benigno fala. Talvez fale até demais. Mas, entre todas as conversas dele, uma das mais genuínas é justamente quando fala sobre Marco.

O que me emociona é que, naquele momento, não há obsessão nem idealização. Há apenas reconhecimento. Ele vê um homem triste e sente empatia.

Você me fez lembrar de um detalhe que sempre achei bonito: Marco e Benigno não se tornam amigos porque têm vidas parecidas. Eles se tornam amigos porque conseguem enxergar a vulnerabilidade um do outro. E isso começa muito antes do primeiro diálogo entre eles.

Por isso sua observação é tão tocante. Quando assistimos novamente ao filme, percebemos que a amizade deles não começa no hospital. Ela começa naquela plateia, em silêncio, com um homem chorando e outro homem prestando atenção. Isso é de uma humanidade enorme. "

Poxa! E se a IA for minha Alicia?  🤔

Só sei que já entrei no clima Almodovar.

Adorei! 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

MONSTROS II : Uma segunda opinião

 


​Há alguns dias, critiquei  AQUI o início da segunda temporada de Monstros (de Ryan Murphy e Ian Brennan), sobre os irmãos Lyle Menendez e Erik Menendez, e disse que não continuaria assistindo. Pois bem: continuei, terminei e preciso voltar atrás.

 Assistir com as vozes originais salvou minha avaliação das atuações de Nicholas Alexander Chavez (Lyle) e Cooper Koch (Erik).

Fui injusta ao criticar o roteiro. Ele mergulha fundo na dinâmica dos irmãos, no impacto do pai José Menendez (Javier Bardem) e nas frustrações da mãe Kitty Menendez (Chloë Sevigny).

​A série ganha muita força na fase dos tribunais, especialmente pela atuação marcante de Ari Graynor como a advogada Leslie Abramson.

​A produção não nega a brutalidade do crime cometido pelos irmãos, mas humaniza a história ao trazer à tona os anos de abuso que sofreram. O roteiro levanta dúvidas incômodas: o abuso justifica o assassinato? Terem passado décadas de sua juventude na prisão bastam como punição?

​No fim, a experiência também me trouxe uma lição pessoal: nunca mais comento séries, filmes ou livros antes de terminar.

​Dito isso, o veredito para a história dos irmãos Menendez é: APROVADA.

terça-feira, 2 de junho de 2026

MONSTROS : Irmãos Mendez

 


TEM UMA REVISÃO DESTA MINHA OPINIÃO AQUI

IRMÃOS MENENDEZ

Já faz alguns anos. Acho que foi em 2023 ou 2024 que a minissérie Monstros, da Netflix, lançou a temporada sobre os irmãos Menendez, condenados pelo assassinato dos pais. A série acabou impulsionando uma campanha mundial pela soltura dos irmãos, que cumprem prisão perpétua. O pedido chegou a ser analisado, mas foi negado.

O caso virou assunto em toda parte e até eu, que nem assinava Netflix, sabia praticamente tudo sobre ele. Agora que tenho acesso à plataforma, tentei assistir aos dois primeiros episódios da série e achei que, como aconteceu com Matrix, eu estava melhor quando conhecia a história apenas de ouvir falar.

Assistir não tem sido uma boa experiência. Não gostei das atuações, do roteiro ( a história real é monstruosa em várias camadas, mas podia ser melhor contada)e, especialmente, da dublagem. Uma coisa que achei positiva foi a trilha sonora: músicas de Milli Vanilli e Vanilla Ice nos levam direto para 1990. Eu tinha 10 anos naquela época e me lembro bem desse universo musical.

Mesmo sem ter chegado na parte do julgamento, quando estara presente a atriz que interpreta a advogada dos irmãos,  que é a mais  elogiada,é bem provável que eu não continue assistindo. Achei a série muito ruim.


sexta-feira, 29 de maio de 2026

A Casa dos espíritos (2026) Prime Vídeo

 



A CASA DOS ESPÍRITOS (2026)

​Terminei de assistir à minissérie do Prime Video, uma adaptação do romance de 1982 de Isabel Allende (sim, a prima do ex-presidente do Chile), que ainda não li. A trama narra cinco décadas da história da família do patriarca Esteban Trueba, desde os anos 1920 até 1970, a partir da visão de três gerações de mulheres: sua esposa Clara (a clarividente), sua filha  Blanca (a duquesa) e sua neta, a neta  Alba ( a revolucionária). Acho que assisti alguma parte do filme da década de 1990, estrelado por Meryl Streep, Glenn Close e Antonio Banderas, quando eu era pré-adolescente. Na época, não devo ter entendido nada, pois só me lembro de algumas imagens isoladas.

​Fui ver a série às cegas e a achei propositadamente desconfortável, pois ela expõe a violência, o machismo, a opressão na América Latina e de seus tiranos. Mas t também mostra a beleza natural do Chile, a força e a delicadeza povo com sua  a riqueza cultural. Vou falar bem da minissérie. Pensando nos pontos positivos, o primeiro é que a achei muito bonita e suntuosa, uma verdadeira superprodução. Isso me leva ao segundo ponto: ela é extremamente latina, inclusive nos seus momentos problemáticos. A abertura, que traz um clipe com cartas de tarô. em referência ao misticismo de Clara, é , acompanhada por uma música muito dramática, parecendo a trilha sonora de uma novela mexicana, mas a trama narrada na série não segue por esse caminho. De qualquer forma, talvez essa abordagem seja melhor do que "americanizar" a história, retirabdo seu teor profundamente político, como deve ter acontecido com o filme. O terceiro ponto positivo, talvez o mais importante, é é o olhar feminino, que destaca o poder,  das mulheres ao lidarem com as piores barbaridades, às vezes de forma sutil, outras misteriosamente. No gera ali l, assistimos  a uma alegoria da história do Chile no século XX e, só por isso, já valeu a pena. Só lamento não ter encontrado, ainda, muitos comentários sobre a obra na internet, pois adoraria iniciar uma conversa sobre ela.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

DARK / MATRIX : FILOSOFIAS

 

DARK e MATRIX 

​Fui assistir a Matrix em busca de filosofia por causa de Dark, até encontrei filosofias,  mas muito mais  um filme de ação estadunidense focado em Neo: o escolhido messiânico que pode optar entre a pílula da realidade e a da fantasia. Se fizer a escolha certa, ele chega à redenção no tempo linear, bem ao estilo do self-made man. 🥴

​Corta para a Alemanha de Dark e a máxima de Schopenhauer: "O homem pode fazer o que quer, mas não pode querer o que quer". Jonas é o oposto do herói messiânico; para ele, não há escolha ou saída redentora. Quanto mais ele sabe, maior é a sua consciência da prisão temporal no eterno retorno de Nietzsche...

Dark, talvez, tenha sido a melhor coisa que assisti em 2026!

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Matrix: Enfim posso dizer que assis

 
      

MATRIX (1999) - Mesmo sabendo que continua sendo uma referência, só fui assistir ao filme dirigido pelas irmãs Lana e Lilly  Wachowski porque soube que em poucos dias sairá do catálogo da Netflix e talvez fosse a melhor oportunidade para vê-lo. Não foi fácil, foi enfadonho. Apesar de a discussão filosófica proposta por ele ser inquestionável, tê-lo assistido não esclareceu mais do que já saber anres dessas ideias por terceiros . É que, apesar do conteúdo filosófico permanecer vivo, para meu gosto o filme envelheceu muito mal.

Primeiro, o senti  muito longo. Podiam encurtá-lo diminuindo as cenas de luta, jiu-jitsu, tiro, porrada e bomba. Que saco essa estética de ação, que também aparece em filmes como "Eu, robô ", que gostei muito mais,  e que não tem sequencias de ação  tão longas. Os efeitos especiais ficaram muito mais datados do que os de filmes ainda mais antigos que vi esse ano como Blade Runner.Na metade de Matrix,  aproveitando que assisti em casa, já senti vontade de pausar, lavar roupa, comer um lanche... Em geral, eu não gosto de filmes longos, mas prefiro aqueles em que nem percebo o tempo passar, o que não foi o caso.

Outra coisa que estranhei, mas depois entendi melhor por causa do contexto da época, foi a narrativa do escolhido. No século XXI, preferimos os anti-heróis das séries, não é mesmo? Em todo caso, agora já posso dizer que assisti  Matrix, mas preferi assistir a serie Dark, que nele se inspirou.

Sigamos!

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Gabinete de curiosidades de Guilhermo Del Toro

 


Foi indicação da Netflix,  com base no conteúdo que eu mais gostei, mesmo que eu não seja uma consumidora de terror, eles acertaram mais uma vez. De cara vi que era coisa fina, que não  valeria à pena ver rapidinho no celular,  as imagens são de encher os olhos. E são mesmo!

Pedi a IA o roteiro da minissérie com títulos direção para ilustrar esse comentário. 


Série antológicoa de oito episódios dirigidos por nomes diferentes  , contando  histórias retiradas da literatura de terror e  escolhidas pelo diretor Guilhermo Del Toro. Aqui elas ganham versão áudio visual que, no geral, primeiro me agradaram, depois que refleti e ouvi sobre, passei a gostar mais.
Logo percebi  que a série não é tãooo aterrorizante,só às vezes fechei ou desviei os olhos, mais por nojo ou aflição do que por medo... e que cada episódio,  até por sua base literária, conta uma história,  há "motivos" para o terror e a estética é muito trabalhada.
É tudo muito cibematografico, a imagem em movimento e o som preenchem a tela.  Incrível8. .

Fotos do episódio A AUTÓPSIA 
estrelas viram teias ,  pedras na parede e horizonte 


FOTOS Episódio O MURMÚRIO 
A casa assombrada por pássaros e fantasmas  parece um quadro 


Um comentário por episódio :

1 LOTE 63

Um cara grotesco compra o depósito de um idoso nazista e fica enfeitiçado pelos objetos que este usava na prática de bruxaria. Muito mais do que entidades, o terror aqui está no que é esse protagonista desprezível. Um detalhe que fez valer ter assistido são os minutos iniciais, quando passa ao fundo um telejornal destacando a justificativa do presidente norte-americano para os atentados no Kosovo, durante a Guerra do Golfo na década de 1990, para estabelecer a nova ordem mundial onde ele domina tudo. É o mesmo discurso que Trump propaga atualmente: os EUA alegando proteger a humanidade enquanto se desenham como um imperador violento.

2 RATOS DE CEMITÉRIO

Mesmo sendo um dos episódios mais mórbidos da série, o roteiro é bom. Conta a história de um ladrão de cemitério em Salém de séculos atrás e que agora está com dificuldades porque os ratos estão roubando tudo antes. O episódio começa com jovens ladrões em volta de um caixão, que são interrompidos pelo protagonista, que mostra ter  mais experiência no ramo, mas qyw não considera que, embora ele esteja nisso há tempos, deve respeitar os ratos,  que já estavam lá desde sempre. Aqui o terror é a ambição, que se materializa no reino dos ratos nos caminhos debaixo da terra.

3 AUTÓPSIA

Esse é, talvez, meu episódio favorito. Conta a história de um médico legista que procura brecar a energia maligna extraterrestre arrogante que parasita os corpos mortos de humanos. Essa força habitava um dos corpos que ele estava analisando e agora procura entrar no seu próprio corpo. É um dos episódios esteticamente mais bonitos e cheio de detalhes. Um momento de brilho é o diálogo inteligente entre o legista e seu parasita arrogante, que está prestes a cair do pedestal.

4 POR FORA

Episódio mais Black Mirror da série. Conta a história de uma moça alérgica a creme de pele, mas que insiste em usar, levada pelas propagandas na televisão, até que o produto acaba materializando o terror da sua história. Escrito e dirigido por mulheres, vemos aqui como as pressões estéticas são, para elas, as mais aterrorizantes.

5 MODELO DE PICKMAN

Essa é uma das duas adaptações de contos de terror de H. P. Lovecraft, escritos na década de 1930. Nesse episódio conhecemos a história de um pintor enfeitiçado por quadros amaldiçoados de um outro artista de obras mais macabras. Como sempre, a adaptação é muito requintada, mas achei um dos mais chatinhos da série; parecia um filminho de medo.

6 SONHOS NA CASA DA BRUXA

Outra adaptação de Lovecraft, segue o mesmo ritmo do último, mas desta vez conta uma história sobre dois irmãos gêmeos, separados na infância quando a garota morre; o irmão passa a vida buscando formas de acessar o mundo dos mortos para reencontrar a menina. Muitas coisas acontecem, envolvendo bruxas e casas assombradas, para que o episódio coloque a questão da não aceitação da morte. Nada de muita novidade...

7 A INSPEÇÃO

Um dos episódios mais bonitos, todo trabalhado nas luzes, cores e enquadramentos para trazer o ambiente da década de 1970. Conta a história de um colecionador que, ao encontrar um objeto nunca conhecido pela humanidade, convida algumas pessoas interessantes para inspecioná-lo. Foi o capítulo mais hermético para mim. Entender eu entendi, mas fiquei com a sensação de que perdi alguma, ou muita coisa...

8 O MURMÚRIO

É outro episódio esteticamente lindo e, dessa vez, muito poético. Trata de um casal de cientistas, pesquisadores de pássaros, que se isolam em uma casa dita mal-assombrada, onde vão poder observar melhor as aves. Nesse período, eles acabam tendo que conversar sobre uma perda que tiveram, enquanto, efetivamente, fantasmas se manifestam na casa. Não vou dar muitas informações ou spoiler, só que o fim é, talvez, o mais esperançoso que eu esperaria de uma série de terror.

​Enfim, essas foram minhas impressões rápidas sobre essa minissérie incrível. RECOMENDO.


segunda-feira, 18 de maio de 2026

O drama : muito barulho por nada

 

​O Drama, escrito e dirigido pelo cineasta norueguês Kristoffer Borgli, é uma sátira romântica estrelada poe Zendaya  e por Robert Pattinson, vivendo o casal  Emma e. Charlie. Marcada por desconforto, angústia e humor negro, a obra conta a história de um casal que , ao organizar seu casamento, precisa lidar com as incertezas, medos e paranoias que surgem quando a vida está prestes a mudar drasticamente.

​Em um bar, às vésperas do grande dia, os noivos e um casal de padrinhos propõem o desafio: "O que você fez de pior na vida?". As respostas fazem com que os protagonistas comecem a questionar se realmente se conhecem.

​Evidentemente, percebe-se que a tensão principal funciona como um "muito barulho por nada", servindo mais para expor os conflitos internos dos personagens. Ainda assim, o filme é mestre em nos prender nesse universo mentalmente doentio por meio de imagens de memórias, sonhos, alucinações, absurdos e paranoias.

​Um filme para incitar reflexão e discussão. Gostei de assistir!

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Reservart um ano!

 


Quando fui passear em Niterói há um ano, presenciamos a inauguração da galeria Reservart no Reseva Cultural de Niterói.  Todas as vezes que voltei a cidade depois,  e sempre passei por lá,  agora tivemos a chance de estar na comemoração de um ano, inclusive com amigos que conhecemos lá

.Muito bom !

Algumas fotos...











quinta-feira, 14 de maio de 2026

BLADE RUNNER : caçador de androides

 


BLADE RUNNER (1982), direção Ridley Scott: mergulhando no meu momento “ficção científica”, fase robótica, assisti a esse clássico noir do qual só tinha ouvido falar. Na trama, uma corporação desenvolve clones humanos, chamados replicantes, para serem usados como escravos em colônias fora da Terra e, em 2019, um ex-policial interpretado por Harrison Ford é convocado para caçar androides disfarçados em Los Angeles.
É o tipo de trama que me interessa em ficção científica, pois  nos leva a questionamentos existenciais: o que nos faz humanos, diferentes de máquinas ou robôs? Sentimentos, memória, registros de nossa passagem? 🤔

Um trechos mais bonitos e existênciais é essa fala de um replicante antes de morrer, na qual ele se questionar se o que vou, viveu, merece ser descartado como lágrimas na chuva só porque ele não é humano:



VIDAS passadas: sutilidades do amor idades


VIDAS PASSADAS (2024)  é um drama coreano  romântico sensível ( não Dorama),escrito e dirigido por Celine Song. O filme conta a história de Nora (Greta Lee), uma escritora coreana que imigrou ainda criança para o Canadá e, anos depois, reencontra virtualmente Hae Sung (Teo Yoo), seu amigo de infância e primeiro amor. Ao lado do marido Arthur (John Magaro), Nora revisita memórias, escolhas e sentimentos ligados ao destino. Que filme coreano sutil e muito rico em detalhes, para ver com com atenção.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Os outros



 The Others (Os Outros, 2001)

Depois da ótima experiência com O Sexto Sentido,  assisti a outro terror psicológico antigo, este já do século XXI. Dirigido por Alejandro Amenábar, o filme parte da premissa clichê da casa mal-assombrada, mas entretém e, apesar de ser mais pretensioso do que consegue sustentar, diverte bastante.

Embora Nicole Kidman esteja muito bem como Grace Stewart, novamente eu diria que o elenco adulto perde de lavada para as crianças. Destaque para Alakina Mann, como Anne Stewart, e James Bentley, como Nicholas Stewart. 

O filme é uma adaptação de romance, mas não chamou tanto minha atenção , ao ponto de eu querer ler a obra original.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Sexto sentido


 SEXTO SENTIDO ( 1999) Sei que estou décadas atrasada , mas eu queria muito assistir a esse filme dirigindo por Night Shyamalan, o qual não tive oportunidade antes, demorei pra achar no streaming , mas quando conseguir não me arrependi em nada! 

 É um filme americano de terror psicológico para entretenimento, mas que aborda temas complexos. A vida e a morte têm tantos mistérios! Guimarães Rosa que o diga! Mil destaques  para atuação de Haley Joel Osment como o garoto protagonista que, apesar do Bruce Willis, leva o filme nas costas. Em uma olhada rápida, ele ganhou mais de quinze prêmios por essa atuação. Achei pouco...

Eu vejo gente morta!

Fantasia



 FANTASIA. Lançado em 1940

 pelos estúdios Disney, Fantasia  é uma ousada proposta misturando animação e música clássica, ele  apresenta segmentos  inspirados em obras de compositores famosos, conduzidos pela Orquestra da Filadélfia regida por Leopold Stokowski.

Assistir agora foi uma experiência abstrata  e sublime de ver e ouvir, muitas vezes aplaudi de tanta beleza, uma animação  da d
écada de 1940! É uma obra prima e eu ficava  me perguntando: imagina isso na telona do cinema😍 

Já em Fantasia 2000, surgido como uma homenagem ao primeiro filme, esse se propõe como continuação  moderna do clássico original, mantendo a proposta de unir animação e música clássica, mas agora num tom mais narrativo e visual atualizado digitalmente.  É um belo filme Mantém a proposta de unir animação e música clássica, mas com ritmo mais acessível e visual atualizado digitalmente.

Foi muito bom assistir aos dois e experimentar momentos significativos da história da animação.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

LEITURA CRÍTICA DE "Caçando carneiros "



Neste  grupo sobre Murakami no Facebook,  a leitora Osama Flåan divulgou um ensaio crítico de Streacher muito interessante sobre o romance "Caçando carneiros" (livro que primeiro eu odiei, ai estranhei, não conseguia largar e depois me deu ressaca literária).

A tradução foi pelo Gemini:

"The result is that the simplicity of the Murakami hero, marked by lethargy and nostalgia, emerges as emblematic of contemporary humankind, bereft of identity, direction, and meaning."

— Matthew C. Strecher, Dances with Sheep

​"O resultado é que a simplicidade do herói de Murakami, marcado pela letargia e pela nostalgia, surge como emblemática da humanidade contemporânea, desprovida de identidade, direção e sentido."

Matthew C. Strecher, Dances with Sheep

​Nos conta Osama Flåan :

"Este é o segundo livro que leio de Streacher e não me decepcionei...

​O que ele demonstra é como, em quase todos os romances de Murakami, existe um portal para "o outro lado"... um reino metafísico onde a temperatura cai, o tempo se comporta de forma diferente e o ar cheira a mofo... Eu já tinha notado essa repetição, mas Strecher a sistematiza de uma forma que foi uma verdadeira revelação para mim... Isso é uma coisa.

​A segunda é como Strecher captura os paradoxos dentro de Murakami... um autor que escreve sobre as grandes e dolorosas questões da vida em uma linguagem tão simples que ressoa tanto em adolescentes quanto em professores... Alguém que brinca com o pós-modernismo, mas que, simultaneamente, alerta contra as forças "achatadoras" do mundo moderno...

​Quando Strecher finalmente amarra tudo... a magia, a psicologia, a crítica linguística... somos obrigados a reconhecer mais uma vez... o herói de Murakami, lento e nostálgico, é verdadeiramente um reflexo de todos nós... Sem raízes, sem direção, presos em uma realidade que está sendo gradualmente esvaziada de sentido...

​Se você já sentiu que o mundo de Murakami contém algo que você não consegue expressar em palavras... leia este livro."

​Notas da Tradução:

  • "Eye-opener": Traduzi como "revelação", que transmite a ideia de algo que abre os olhos ou traz uma nova compreensão.
  • "Flattening forces": Usei "forças achatadoras", termo comum na crítica literária para descrever a perda de profundidade cultural ou individual na modernidade.
  • "Sluggish": Traduzi como "lento", capturando a inércia característica dos protagonistas do autor.

​ 

Simplesmente ADOREI.