HOJE BUSQUEI MELANCOLIA, ACHEI NO MAIS MELANCÓLICO DE TODOS, VINICIUS DE MORAES:
domingo, 8 de fevereiro de 2009
UMA VOLTA DE 360 GRAUS!
HOJE BUSQUEI MELANCOLIA, ACHEI NO MAIS MELANCÓLICO DE TODOS, VINICIUS DE MORAES:
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Um Diálogo
ELA: “Está doendo ainda, né? ”
EU: “ Muito...”
ELA: “Mas foi bom, não foi?”
EU: “Foi...”
ELA: “Então por que não tentar de novo? Tem tanta gente no mundo...”
EU: “Não, foi bom, mas não foi tão bom que valesse à pena me machucar de novo! A dor é maior que tudo!”
ELA: “Então tá bom, só não esqueça de que você me disse isso, pois eu não esquecerei, certo?”
EU: “Tá!”
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
HOMEM: SER BIOLOGICAMENTE NARRATIVO!
"A narrativa vem sendo assunto de pesquisas neurológicas que têm levantado a possibilidade do ser humano ser, biologicamente, um ser narrativo, pois embora sejamos seres anatomicamente parecidos, historicamente cada um de nós é uma narrativa singular, que deve ser recontada sempre a fim de que possamos construir nossa identidade e visualizar nosso possível lugar no desenvolvimento humano através do tempo, ou em outras palavras, do nosso corpo na história. Sobre isso confira algum trabalho de Oliver Sacks, como "Tempo de Despertar".
Mas se é fundamental narrar, não podemos deixar de lembrar que as possíveis formas de fazê-lo foram ficando cada vez mais rarefeitas, pois as linguagens nos parecem cada vez mais herméticas, sobre isso confiram o livro "Depois de Babel", de George Steiner. É nesse contexto que olhamos novamente para os textos de Tutaméia, que podem parecer assustadoramente difíceis em um primeiro momento, mas devemos cogitar também que a existência desse tipo de construção narrativa está dialogando com tônicas da percepção e do pensamento contemporâneo: se o mundo nos parece cada vez mais insustentável, mas ainda estamos vivos, também é preciso narrar para continuar construindo a nossa história."
Foi por acreditar nessa idéia, que sustenta o quarto e último capítulo da minha dissertação, que eu fui atrás de descobrir qual a minha narrativa. Para uma bacharel em história não seria difícil, mas como era A MINHA HISTÓRIA, o déficit emocional tornou tudo mais complicado, mas agora eu também tenho a minha narrativa, a que me tona um ser singular dentre tantas outras gentes nesse mundo. Quando eu aprender mais sobre linguagens, talvez eu a conte a quem quiser conhece-la.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O AMOR É EGOÍSTA E SÓ CUIDA DE SI...
"sem alma, cruel, cretino, descarado, filho da mãe..."
É por isso que eu preciso assistir a um show do Tom Zé, preciso!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
TANGO EM CUBA!
Vejam o ótimo filme "Morango e Chocolate", de Tomás Gutierrez Alea, de 1993...
Ou esse video bacana:
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
O HOLOCAUSTO E BENTO XVI
Emerge nesta semana a polêmica sobre o posicionamento do Papa Bento XVI a respeito do holocausto, quando reabilitou bispos que teriam defendido a não existência daquele evento. Não vou colocar o dedo em assunto que não é de meu mínimo domínio, mas como historiadora tudo isso me chama atenção para o tratamento dos discursos neste jogo entre “verdades” e “mentiras” sendo fabricadas em virtude de alguma questão política, econômica, moral, religiosa, etc...
Isso remete ao trabalho dos historiadores, os que tem de lidar com esses temas tão espinhosos em diferentes temporalidades, lidando com o registro de testemunhos contrastantes, econômicos demais, inacreditáveis ou mesmo a não existência de testemunho nenhum: Eis algumas das dificuldades a serem enfrentadas pelos pesquisadores da história.
No caso do Papa Bento XVI a primeira pergunta seria "qual seria seu real interesse quando resgatou a legitimidade dos bispos com posições hoje quase impossíveis de serem aceitas como essa da não existência do holocausto?"
Essa pergunta é interessante se lembrarmos que na Alemanha atual, pregar a não existência do holocausto é crime! O Papa está se posicionando a partir de qual lugar? O de uma figura de extrema direita - o que a meu ver é péssimo, pois assim ele já começa mal, pois não gosto de extremos, extrema direita e extrema esquerda são, para mim, igualmente perigosos porque os extremos abrem mão da linguagem, do dialogo... - e a verdade, já disse Riobaldo não está nem no começo nem no final, ela aparece no meio da travessia (ou seja, nada de extremos...), o fato que interessa é que com esse tipo de atitude, Bento VI interrompe violentamente o diálogo entre as comunidades cristãs e judaicas que demorou séculos até ser considerado possível.
Hoje já temos o conflito entre judeus e palestinos em Israel e mais esta interrupção no diálogo entre diferentes é mais um posicionamento arbitrário. E a sensibilidade para o uso inteligente da linguagem, com objetivo de nos preservar de abusos e violências está cada vez menos sendo utilizada.
E agora? Agora, historiadores, vamos ler mais Carlo Ginzburg e os levantamentos sobre as relações entre o verdeiro, o fictício, ou se quisermos, entre a História e a Literatura, só refletindo muito sobre isso é possível nos protegermos da montagem vária de discursos que está sempre sendo executada sobre nós.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
VESTIBULAR 2010: LIVROS OBRIGATÓRIOS USP/UNICAMP
Somente três obras foram substituídas. Saíram Sagarana de Guimarães Rosa, A Rosa do povo de Drummond e Poemas escolhidos de Alberto Caeiro, e estraram Capitães de areia de Jorge Amado, Antologia 1960 de Vinicius de Moraes e O Cortiço, de Aluisio Azevedo.
Penso que a opção por Capitães da Areia, de Jorge Amado, ao invés de Sagarana me parece mais adequado para um vestibulando, pois não é um livro raso, mas também não exige uma interpretação tão profunda quando pede uma obra de Guimarães Rosa... Claro que Rosa é (para mim) incomparável, mas justamente por isso sou contra a obrigatoriedade de sua leitura. Se for para ler obrigado, acho bem melhor que seja Jorge Amado, que também tem muito pano para manga, pois trás sempre conflitos culturais e sociais a serem discutidos.
Já em relação à retirada de A Rosa do Povo, de Drummond, sou contra. Claro que é um livro bastante denso como todo Drummond, mas é de agradável leitura (apesar da densidade de alguns poemas...) e tem em sua base todo um contexto histórico (a Segunda Guerra) e todas as insatisfações frementes nesta época, o que poderia ser muito mais explorado, apesar de eu também ser a favor da entrada do poetinha nesta lista (poetinha sempre foi discriminado academicamente, mas ele também é um dos "grandes poetas do Brasil", como Drummond...) neste livro que foi indicado temos alguns dos meu favoritos dele,como Pátria minha e Operário em construção... talvez se ao invés de apostar na poesia de Vinicius para a inserção do autor no contexto da academia, pudéssemos ter apostado na prosa de Vinícius (que é forte também!) e mantido Drummond ... mas para começo, está bom.
Sobre o livro de Aluízio Azevedo, penso que é uma escolha padrão - embora o realismo já estivesse representado por Eça de Queirós com A Cidade e as Serras, mas Brasil já não é mais Portugal na época do realismo, então é interessante que apareçam as duas faces.
Resumindo eu achei a lista boa, espero dar muitas aulas sobre esses livros todos esse ano (porque as de literatura são as aulas que eu mais gosto de dar, apesar de eu estar redescobrindo o gosto bom da história, que pode ser muito divertida). Um dos nove livros da lista eu nunca li, o do Eça, mas como ele continua firme na indicação, acho que vou animar ler.
Esta nova lista de livros de leitura obrigatória, ao que me parece, apresenta alguma espécie de mudança na mentalidade pois derruba preconceitos tolos, mas vejamos como esses autores que sempre estiveram à margem serão aproveitados.