quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

EIS O PRETO CHIQUE!

Sempre achei Milton Nascimento o PRETO MAIS CHIQUE DO BRASIL! Todo aquele universo sonoro, fincado na musicalidade católica de Minas, nas canções populares, na amizade com os amigos do CLUBE DA ESQUINA e em outras heranças...
Nessa música lindissima, Bituca é acompanhado pelo grupo Uakti, que faz uma pesquisa séria na musicalidade mineira, com base na confecção de instrumentos originais e interessantíssimos! Eu gosto muito disso! Vejamos:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O FAZER-SE DA CLASSE OPERÁRIA INGLESA –E. P. Thompson

Historiadores sabem que este é um dos livros mais criativos e instigantes de historiografia, mesmo que na tradução brasileira o original “The Making of the working class” foi traduzido por um simplificador “Formação da classe operária inglesa”, ainda que essa troca deixe de lado toda a idéia de movimento que deve ser ressaltada na análise de todo processo expressa pelo verbo “making”, o “fazer-se”. (É, eu estudei Guimarães Rosa, a mim esse tipo de “detalhe” não passa mesmo despercebido!)
Nesse livro, Thompson afirma a classe como um fenômeno histórico diferente de “categoria” ou de “estrutura”, como quiseram estudos de sociologia (sempre sociologia para incomodar estudo da história... pufff), isso porque para ele nada que não possa estabelecer relações precisas com pessoas ou fatos reais pode ser considerado como história, não aquela que ele quer escrever, a que busca entender os fenômenos e processos em seu contexto, não a partir de acontecimentos posteriores, com isso impossibilitando que somente os que defenderam anteriormente as aspirações que teriam obtido sucesso sejam lembrados.
Para Thompson também é importante destacar que os trabalhadores foram força ativa na sua formação, foram eles – seus atos, idéia, pensamentos, etc - que nos permitiram observar o processo histórico em seu funcionamento. Como historiadora eu acho isso uma das coisas mais deslumbrantes de se observar.
Sempre achei interessantíssimo isso, quando eu estava no Ensino Médio (que ainda se chamava colegial kkk) eu li um livro paradidático do qual nunca mais esqueci, chama-se “As lutas do povo brasileiro- Do descobrimento a canudos”, de Julio José Chiavenato e a idéia é resgatar que o povo brasileiro esteve sempre lutando pela posição de sujeito – não objeto – do processo histórico, mesmo que sob brutal opressão e derrotas consecutivas, ao contrário do que rezava a historiografia oficial até pouco tempo e que ainda é ensinada como verdadeira nas escolas.
Sendo assim, mesmo correndo o risco de ser leviana, não posso negar uma relação entre esse tipo de opção de perspectiva histórica primeiro optada por Thompson e depois até identificada a História do Brasil. Para mim, quando a gente depara com esse tipo de “virada de perspectiva” de análise, que a história vira uma coisa deliciosa, que eu escolhi estudar o resto da vida!

DIA DO CENTENÁRIO DE CARMEM MIRANDA...

Eis nossa primeira (e única?) Diva, que nem tendo nascida por aqui reuniu em sim mesma - na voz, nos adornos, do gingado...- tudo aquilo que fomos educados para decodificar como modo de ser brasileiro, um símbolo nacional.
Quando ela canta nosso "hino patriótico" - Aquarela do Brasil - quem se lembra que ela é lusa? Nem dá, porque toda a imagem foi montada para que a relação fosse direta: Carmem Miranda = Brasil!
Claro que seu talento foi arbitrariamente utilizado em virtude de intenções que talvez ela nem tivesse, mas hoje podemos desfrutá-lo com algum senso crítico e o que é melhor: Ele resiste!
Carmem Miranda, parabéns!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

UMA VOLTA DE 360 GRAUS!

ESSE FINAL DE SEMANA MINHA VIDA DEU UMA VOLTA DE 360 GRAUS. É, 360: NÃO PERGUNTE COMO ESTOU, PORQUE EU DEI A VOLTA NOS ACONTECIMENTOS, REVISITEI VÁRIAS POSSIBILIDADES E VOLTEI AO PONTO ONDE ESTAVA. SE UM POUCO MUDADA, É PARA PIOR.
HOJE BUSQUEI MELANCOLIA, ACHEI NO MAIS MELANCÓLICO DE TODOS, VINICIUS DE MORAES:

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um Diálogo

ELA: “Está doendo ainda, né? ”

EU: “ Muito...”

ELA: “Mas foi bom, não foi?”

EU: “Foi...”

ELA: “Então por que não tentar de novo? Tem tanta gente no mundo...”

EU: “Não, foi bom, mas não foi tão bom que valesse à pena me machucar de novo! A dor é maior que tudo!”

ELA: “Então tá bom, só não esqueça de que você me disse isso, pois eu não esquecerei, certo?”

EU: “Tá!”

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

HOMEM: SER BIOLOGICAMENTE NARRATIVO!

Mais um trechinho da minha dissertação, talvez um dos que eu goste mais ...

"A narrativa vem sendo assunto de pesquisas neurológicas que têm levantado a possibilidade do ser humano ser, biologicamente, um ser narrativo, pois embora sejamos seres anatomicamente parecidos, historicamente cada um de nós é uma narrativa singular, que deve ser recontada sempre a fim de que possamos construir nossa identidade e visualizar nosso possível lugar no desenvolvimento humano através do tempo, ou em outras palavras, do nosso corpo na história. Sobre isso confira algum trabalho de Oliver Sacks, como "Tempo de Despertar".
Mas se é fundamental narrar, não podemos deixar de lembrar que as possíveis formas de fazê-lo foram ficando cada vez mais rarefeitas, pois as linguagens nos parecem cada vez mais herméticas, sobre isso confiram o livro "Depois de Babel", de George Steiner. É nesse contexto que olhamos novamente para os textos de Tutaméia, que podem parecer assustadoramente difíceis em um primeiro momento, mas devemos cogitar também que a existência desse tipo de construção narrativa está dialogando com tônicas da percepção e do pensamento contemporâneo: se o mundo nos parece cada vez mais insustentável, mas ainda estamos vivos, também é preciso narrar para continuar construindo a nossa história."

(Camila Rodrigues. "Mãos vazias e pássaros voando: Memória, invenção e não-história em Tutaméia de Guimarães Rosa". P.122)

Foi por acreditar nessa idéia, que sustenta o quarto e último capítulo da minha dissertação, que eu fui atrás de descobrir qual a minha narrativa. Para uma bacharel em história não seria difícil, mas como era A MINHA HISTÓRIA, o déficit emocional tornou tudo mais complicado, mas agora eu também tenho a minha narrativa, a que me tona um ser singular dentre tantas outras gentes nesse mundo. Quando eu aprender mais sobre linguagens, talvez eu a conte a quem quiser conhece-la.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O AMOR É EGOÍSTA E SÓ CUIDA DE SI...

Todo mundo sabe que eu amo Tom Zé, né? O que fazer se ele tem umas músicas que falam as verdades que ninguém fala claramente, como o fato do amor ser o sentimento mais cruel de todos...porque eu acredito nisso que eu ouço essa música todo dia, xingo com a cantora bem alto:
"sem alma, cruel, cretino, descarado, filho da mãe..."
É por isso que eu preciso assistir a um show do Tom Zé, preciso!