domingo, 16 de outubro de 2011
ESSÊNCIA DA HISTÓRIA E GUIMARÃES ROSA
Na minha defesa de mestrado ouvi sobre um dos membros da minha banca (que não era historiador) o seguinte comentário: "Apesar de você abrir para novos vislumbres em relação ao texto de Rosa, lendo-o a partir da fotografia, da música... eu senti falta de ler em seu texto o que eu sempre espero axhar em um texto historiográfico, senti falta da HISTÓRIA DE VERDADE, DA ESCRAVIDÃO, ESSAS COISAS..."Term...inando agora meu texto de qualificação eu me lembro disso e penso que, agora mais do que nunca, não vão achar a tal "HISTÓRIA DE VERDADE" na minha tese, exatamente porque minha intenção sempre foi fugir de idéias já prontas de antemão (não é à toa que estudo Guimarães Rosa), mas recontruí-las sempre, o que considero um respeito a única VERDADE cristalizada que enxergo na História: Seu alto grau de mutação e transformação no tempo, ESTA É A ESSÊNCIA DA HISTÓRIA... se eu quisesse produzir um discurso pronto sobre uma verdade imutável, não só não seria historiadora, como também não a abordaria a partir da literatura. Para mim está bem claro...
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sábado, 15 de outubro de 2011
SE TUDO COMEÇOU NO BIG BANG, TINHA QUE ACABAR NO BIG MAC
NÃO PARO DE OUVIR ESTE CD, PENSANDO EM POR QUE PENSAR TANTO EM ORIGENS SEM PROBLEMATIZAR QUE ESSA BUSCA SIGNIFICA UMA GRANDE DISPUTA DE PODER: se tudo começou no BIG BANG, tinha que acabar no BIG MAC...
LEIAMOS O QUE ESTÁ ESCRITO NO SITE DO GRUPO CORPO:
ONQOTÔ
(2005)
coreografia RODRIGO PEDERNEIRAS
música CAETANO VELOSO E JOSÉ MIGUEL WISNIK
figurino FREUSA ZECHMEISTER
cenografia e iluminação PAULO PEDERNEIRAS
A perplexidade e a inexorável pequeneza do Homem diante da vastidão do Universo é o tema central de Onqotô, balé que, em 2005, marcou as comemorações dos 30 anos de atividade do Grupo Corpo. Assinada por Caetano Veloso e José Miguel Wisnik, a trilha sonora tem como ponto de partida uma bem-humorada discussão sobre a "paternidade" do Universo. De um lado, estaria a teoria do Big-Bang, a grande explosão primordial, cuja expressão consagrada pela comunidade científica mundial parece atribuir à cultura anglo-saxônica dominante a criação do Universo; e, de outro, uma máxima espirituosa formulada pelo genial dramaturgo (e comentarista esportivo) Nelson Rodrigues sobre o clássico maior do futebol carioca, segundo a qual se poderia inferir que o Cosmos teria sido "concebido" sob o signo indelével da brasilidade: "O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada".
Instrumentais ou com letra, os nove temas que compõem os 42 minutos de trilha estabelecem uma sucessão de diálogos rítmicos, melódicos e poéticos em torno das "cenas de origem" eleitas por seus criadores e do sentimento de desamparo inerente à condição humana.
Na coreografia criada por Rodrigo Pederneiras, verticalidade e horizontalidade, caos e ordenação, brusquidez e brandura, volume e escassez se contrapõem e se superpõem, em consonância (e, eventualmente, em dissonância) com a trilha musical, desvelando significados, melodias e ritmos que subjazem ao estímulo sonoro.
Urdida com tiras de borracha cor de grafite, a cenografia de Paulo Pederneiras funda um espaço cênico côncavo que sugere tanto um recorte do globo terrestre com seus meridianos quanto um oco, um buraco negro, o nada ou a anterioridade de tudo. Com todos os refletores fixados na estrutura metálica que sustenta a fileira de tiras, a luz projetada por Paulo Pederneiras imprime na cena uma iluminação que remete à dos estádios de futebol.
A figurinista Freusa Zechmeister transforma os bailarinos em uma massa anônima que se funde (e se confunde) com o espaço cênico, permitindo deste modo que coreografia e cenário exerçam plenamente sua tridimensionalidade.
LEIAMOS O QUE ESTÁ ESCRITO NO SITE DO GRUPO CORPO:
ONQOTÔ
(2005)
coreografia RODRIGO PEDERNEIRAS
música CAETANO VELOSO E JOSÉ MIGUEL WISNIK
figurino FREUSA ZECHMEISTER
cenografia e iluminação PAULO PEDERNEIRAS
A perplexidade e a inexorável pequeneza do Homem diante da vastidão do Universo é o tema central de Onqotô, balé que, em 2005, marcou as comemorações dos 30 anos de atividade do Grupo Corpo. Assinada por Caetano Veloso e José Miguel Wisnik, a trilha sonora tem como ponto de partida uma bem-humorada discussão sobre a "paternidade" do Universo. De um lado, estaria a teoria do Big-Bang, a grande explosão primordial, cuja expressão consagrada pela comunidade científica mundial parece atribuir à cultura anglo-saxônica dominante a criação do Universo; e, de outro, uma máxima espirituosa formulada pelo genial dramaturgo (e comentarista esportivo) Nelson Rodrigues sobre o clássico maior do futebol carioca, segundo a qual se poderia inferir que o Cosmos teria sido "concebido" sob o signo indelével da brasilidade: "O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada".
Instrumentais ou com letra, os nove temas que compõem os 42 minutos de trilha estabelecem uma sucessão de diálogos rítmicos, melódicos e poéticos em torno das "cenas de origem" eleitas por seus criadores e do sentimento de desamparo inerente à condição humana.
Na coreografia criada por Rodrigo Pederneiras, verticalidade e horizontalidade, caos e ordenação, brusquidez e brandura, volume e escassez se contrapõem e se superpõem, em consonância (e, eventualmente, em dissonância) com a trilha musical, desvelando significados, melodias e ritmos que subjazem ao estímulo sonoro.
Urdida com tiras de borracha cor de grafite, a cenografia de Paulo Pederneiras funda um espaço cênico côncavo que sugere tanto um recorte do globo terrestre com seus meridianos quanto um oco, um buraco negro, o nada ou a anterioridade de tudo. Com todos os refletores fixados na estrutura metálica que sustenta a fileira de tiras, a luz projetada por Paulo Pederneiras imprime na cena uma iluminação que remete à dos estádios de futebol.
A figurinista Freusa Zechmeister transforma os bailarinos em uma massa anônima que se funde (e se confunde) com o espaço cênico, permitindo deste modo que coreografia e cenário exerçam plenamente sua tridimensionalidade.
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Origens
terça-feira, 11 de outubro de 2011
"Guimarães é um dos grandes intérpretes do Brasil, da realidade brasileira, e faz isso a partir justamente da literatura, a partir de uma discussão da história ideologicamente orientada, faz isso a partir de uma construção ficcional, então a história se constrói e se exprime através da ficção e isso é o grande experimento e o grande merecimento de Guimarães Rosa : ter encontrado um modo par...a falar não historicamente da história, talvez se escondendo através da imagem da anedota... escondendo não é a palavra certa, mas utilizando a anedota como via de acesso a uma verdade história que não é "A História", é já uma interpretação da história, esse é um grande achado de Guimarães Rosa no sentido de que a história pode ser lida não de forma direta, mas nas entrelinhas..."
Ettore Finazzi Agrò no debate posterior a palestra em 10/10/2011
Ettore Finazzi Agrò no debate posterior a palestra em 10/10/2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
LINGUAGEM ROSIANA, MAIS UMA VEZ...
"Guimarães Rosa dá as costas a objetividade das estruturas 'tradicionais' da língua porque a objetividade nem representa o mundo nem representa o ser e sua essência. Procura uma forma de 'significá-lo', o mundo, o ser, o estar-no-mundo foi uma das obsessões de JGR, através da invenção de uma nova linguagem literária." (Assis Brasil. Guimarães Rosa.P.96)
QUAL SER QUE TAMBÉM PROCURA CONSTANTEMENTE POR SIGNIFICAÇÕES NO MUNDO?
A CRIANÇA, NÃO?
QUAL SER QUE TAMBÉM PROCURA CONSTANTEMENTE POR SIGNIFICAÇÕES NO MUNDO?
A CRIANÇA, NÃO?
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SIGNIFICADOS
domingo, 18 de setembro de 2011
A cara do Tom Zé : Ali Sim Alice ôÔÔôôÔôÔ ... dá pra perceber que eu nem gosto do Tom Zé, né gente?kkkkkkk
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TOM ZÉ
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
UM PAVÃO!
Eu adorava esta música quando era criança, mas só hoje, no Parque da Água Branca, em meio às galinhas, eu - que nada entendo de bichos - vi um estranho, era muito grande para ser galináceo :
- "Caio, quem bicho é esse?"...
Ele então respondeu que era um pavão fêmea, porque o macho estava ali ao lado, com sua CALDA ABERTA EM LEQUE:
Interessante que justo hoje, aniversário de um ano do nosso namoro, aconteceu de novo algo que às vezes acontece quando estou com o Caio: vejo bichos inusitados, poéticos, fantásticos: é o trabalho do poema que permanentemente continua...
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