Sem muitas expectativas eu sigo o Marcelo Jeneci no Facebook. Outro dia vi a chamada "escreva como conheceu Jeneci e a sua história com ele", pois queriam reunir todos os depoimentos em um livro e entregar de presente para ele no final do ano. Eu fiz isso, de maneira bem informal, achei que não iam escolher o meu depoimento para o livro. Mas qual não foi a minha surpresa quando vi que eles o divulgaram na rede? rsrsrs
sábado, 5 de setembro de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
História em Walter Benjamin
"A recepção de Benjamin, principalmente na França, estava voltada prioritariamente para a vertente estética de sua obra, com uma tendência a considerá-lo sobretudo um historiador da cultura. Ora, sem neglicenciar esse aspecto de sua obra, é preciso reconhecer o alcance muito mais amplo de seu pensamento, que visa nada menos do que uma nova compreensão da história humana. Os escritos sobre arte e literatura podem ser compreendidos somente em relação a essa visão de conjunto que os ilumina a partir de dentro. Sua reflexão constitui um todo no qual arte, história, cultura, política, literatura e teologia são inseparáveis"
Michel Löwy. Introdução a 'Walter Benjamin: aviso de incêndio- uma leitura das teses sobre o conceito de história", p. 14
Concordo com o exposto. Mas, como historiadora, o Benjamin 'historiador da cultura' me chamou sempre a atenção, claro, mas o que me encanta mesmo é sobretudo o teórico. É pelas especulações teóricas que eu penso ser possível abordar todos os aspectos possíveis no que tange a arte, história, cultura, política, literatura e teologia.
Além disso, essa teoria também pode abrir caminho para se pensar uma outra modalidade que, à época benjaminiana, não era assunto de interesse da historiografia: a história da criança.
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Walter Bejamin
A vida do meu pai morto
Hoje faz um mês que meu pai faleceu e, pela primeira vez desde então, eu sonhei com ele. Sonhei uma verdade que tenho vivido esses dias todos: ele estava morto, mas também vivia, abriu os olhos e falou para mim:
"bom dia, meu amor" !
Acordei e não chorei. Pelo contrário., sorri o meu mais belo sorriso, porque a vida é um mistério belíssimo que a gente não apreende racionalmente!
"bom dia, meu amor" !
Acordei e não chorei. Pelo contrário., sorri o meu mais belo sorriso, porque a vida é um mistério belíssimo que a gente não apreende racionalmente!
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Ricardo Aleixo e a ancestralidade
Primeiro chegou a mim a fala de Ricardo Aleixo nesse vídeo:
"... ter convivido com meus pais, que foram as duas pessoas mais admiráveis que eu já tive a chance de conhecer, significou a a possibilidade de pensar a ideia de ancestralidade não como é comum a boa parte dos negros no Brasil - pensar em uma África mítica - a minha África é a minha casa. E pensar, também, a partir do momento em que foram nascendo os filhos ... foi o momento em que eu comecei a pensar na ancestralidade não como aquilo que está dado, mas a partir da poética da cosmogonia africana : ancestre é também aquele que ainda não veio e isso é o que determina a circularidade e a sobreposição dos tempos ..." (27' e 29')
Depois tem o poema:
"... ter convivido com meus pais, que foram as duas pessoas mais admiráveis que eu já tive a chance de conhecer, significou a a possibilidade de pensar a ideia de ancestralidade não como é comum a boa parte dos negros no Brasil - pensar em uma África mítica - a minha África é a minha casa. E pensar, também, a partir do momento em que foram nascendo os filhos ... foi o momento em que eu comecei a pensar na ancestralidade não como aquilo que está dado, mas a partir da poética da cosmogonia africana : ancestre é também aquele que ainda não veio e isso é o que determina a circularidade e a sobreposição dos tempos ..." (27' e 29')
Depois tem o poema:
ANCESTRAL
é quem
vive no meio
vive no meio
do tempo
sem tempo:
sem tempo:
é quem veio
e já foi
e já foi
e é também
quem
quem
ainda não
veio
veio
Ricardo Aleixo, poeta das minhas performances!
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Ricardo Aleixo
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O luto lento
Não faz nem um mês ainda, mas foram tantos os acontecimentos que parece que só agora eu eu vou realizando a perda definitiva do meu pai e estou entrando nessa realidade ... e sinto o luto como o Miguilim sentiu o de Dito, porque o meu Rosa sabia das coisas:
Quando chegava o poder de chorar, era até bom - enquanto estava chorando, parecia que a alma tôda (sic) se sacudia, misturando ao vivo tôdas (sic) as lembranças, as mais novas e as muito antigas.Mas, no mais das horas, êle (sic) estava cansado. Cansado e como que assustado. Sufocado. Êle (sic) não era êle (sic) mesmo. Diante dêle (sic),as pessoas, as coisa s , perdiam o pêso (sic) de ser. "João Guimarães Rosa, Campo Geral, p. 79.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Sessão em memória de Nicolau Sevcenko
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| Nesta foto boa parte da minha formação como historiadora |
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Nicolau Sevcenko
domingo, 9 de agosto de 2015
Pato Fu - Mamã Papá
"quem já tem neném
sabe muito bem
tem história pra contar
sabe muito bem
tem história pra contar
ele já cresceu
mas nunca se esqueceu do amor
que havia em seu olhar"
mas nunca se esqueceu do amor
que havia em seu olhar"
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