sexta-feira, 19 de maio de 2017
quarta-feira, 17 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
NOVAMENTE AS EX-CRIANÇAS DE PEDRO BLOCH
NOVAMENTE AS EX-CRIANÇAS DE PEDRO BLOCH - Acabo de constatar que nesses dois anos de pesquisa de pós doutorado, eu consegui reunir dez depoimentos sobre Bloch através das redes sociais, sendo nove de suas ex- crianças. Acabo de relatar que não consegui um número maior porque não foi possível visitar o Rio de Janeiro para procurá-las, nem mesmo tive financiamento de pesquisa para custear um chamado em jornais na cidade (ainda que tenha feito até um orçamento), afinal quem bancava a pesquisa sou eu mesma, ai tinha que escolher bem onde aplicar os recursos. De toda forma,esses depoimentos são muito interessantes, estou conseguindo desdobrá-los bem e, como eu queria, já dá ter uma noção mais clara não apenas de quem eram seus leitores (da revista, dos livros), e até mesmo como seria seu contato direto com as crianças. Me emociona demais! Eu devo ser uma grande sonhadora, isso sim! Novamente, sou muito grata a todo que ajudam a continuar a ser assim.
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Pedro Bloch
Passagens, de Walter Benjamin
A obra historiográfica que me fez pirar desde o mestrado ... até hoje está de pé ao lado do computador para eu não esquecer nunca da fragmentação da narrativa (rs)
Aqui a referência completa do meu volume (com traduções e tudo mais):
BENJAMIN, Walter. Passagens. Trad. Irene Aron (alemão) e Cleonice Paes Barreto Mourão (francês). Belo Horizonte: Editora UFMG;São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.
Sempre me perguntei : A narrativa constelacional da História de Benjamin poderia ser uma possibilidade de entrada na abordagem da narrativa humorística (também ela toda fracionada)? ... Não sei a resposta ainda, mas li um texto manuscrito de Benjamin chamado "Un historie comique à l'époque oú il n'y avait pas encore d'hommes" e o 'comique' aqui é mesmo HQ (este texto está publicado e no volume Les Cahiers de l'Herne - Walter Benjamin (2013) ... para quem pira na narrativa da história como eu : é demais!
Voltando ao Passagens, cabe reforçar que esse material chega até nós em forma de um livro de 1166 páginas, mas não vamos esquecer que, originalmente, trata-se de um conjunto de MANUSCRITOS DE WALTER BENJAMIN... realmente eu não fui estudar os manuscritos de Rosa à toa, não ... é todo um oxigênio mental respirado no século XX. Sobre manuscritos, fragmentação e História, confiram meu artigo "A indagação da História nos manuscritos literários de Guimarães Rosa", publicado no vol 2 no. 2 da Revista Intelligere - História Intelectual ....
Voltando ao Passagens, cabe reforçar que esse material chega até nós em forma de um livro de 1166 páginas, mas não vamos esquecer que, originalmente, trata-se de um conjunto de MANUSCRITOS DE WALTER BENJAMIN... realmente eu não fui estudar os manuscritos de Rosa à toa, não ... é todo um oxigênio mental respirado no século XX. Sobre manuscritos, fragmentação e História, confiram meu artigo "A indagação da História nos manuscritos literários de Guimarães Rosa", publicado no vol 2 no. 2 da Revista Intelligere - História Intelectual ....
segunda-feira, 15 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Antonio Cândido e um almoço com 'declaração em juízo", de Drummond
UM ALMOÇO COM ANTONIO CÂNDIDO- Foi em junho de 2006, em um um evento em comemoração aos 50 anos da publicação de "Grande Sertão: Veredas" na FFLCH que eu e minha amiga Vera Maria Pereira Theodozio almoçamos com Antonio Cândido. Na verdade, falo isso, mas devo alertar que não foi um almoço marcado, nem mesmo pessoal, mas ele se sentou em nossa mesa na antiga lanchonete do Português do DH - o único lugar fora o bandejão, que servia comida na época e ele queria comer arroz com feijão. É verdade também que sua filha Marina me apresentou a ele: "Papai, esta é a Camila, ela foi aluna da Laura, estudou Saramago com ela", e ele se lembrou vagamente de que a Laura tinha mesmo comentado algo sobre Saramago com ele...
Era uma pessoa admirável, gostava de conversar e lembro com força de que,entre outras coisas, ele já lamentava que todos os seus amigos de geração estavam morrendo, o que o fazia se sentir muito solitário.
Então eu comentei que isso me fazia lembrar de "Declaração Em Juízo", de Drummond e ele apenas sorriu.
Cândido foi, é e sempre será nossa referência e, ainda que eu, em meus estudos literários, tenha enveredado por outros autores e tentado me manter há uma distância segura da sua teoria forte, nem sempre foi possível.
O que posso dizer nesta data de seu falecimento aos 98 anos é que só temos que agradecer por tudo, mas me lembrando daquele almoço, imagino o quão aliviado ele deve estar por não ser mais o único corpo de sua geração que sobreviveu. Mas em ideias, sobrevive e sobreviverá!
Muito obrigada, professor!
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