No dia da Consciência Negra em 2020 eu fiz uma live com Fernando Costa no Instagram, foi massa.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
domingo, 15 de novembro de 2020
“Nora” e "O Azul Branco Vermelho do meu Cabelo" : Dois Curta metragens africanos contemporâneos
Estou acompanhando o curso “Cinemas Africanos: Trajetórias e Perspectivas”, pelo Cinecesc e organizado pela Mostra de Cinemas Africanos, e está sendo uma bela introdução àquela cinematografia. Como material preparatório para aula sobre a produção contemporânea, foi indicado que a gente assistisse a dois filmes curta metragens muito interessantes, pena que os links foram disponibilizados apenas aos alunos do curso e já saíram do ar após a aula, mas eu posso comentar mesmo assim, vai que surja uma outra chance de assisti-los.
"Nora", Moçambique/Estados Unidos/Reino Unido, direção Alla Kovgan e David Hinton
Baseado
nas memórias da dançarina auto exilada do Zimbábue Nora Chipaumire, o filme é esteticamente lindo, leve
como a coreografia de Nora, o filme é todo contado a partir da performance de
dança contemporânea de Nora, com trilha sonora de trilha sonora é de Thomas
Mapfumo. Nas palavras de Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira no texto “a
música e a dança africana como lugares de memória” (Catálogo da “Mostra de
Cinemas africanos” Cinesesc, 2019): “o corpo que dança é um corpo que narra, um
corpo que marca as múltiplas temporalidades convocadas pelas trajetórias
pessoais, um corpo que constrói um espaço simbólico do que é ser africano”.
Isso é quase tão lindo quanto o belíssimo filme. Essa coisa de narrar sua
história através do corpo que dança, uma dança contemporânea, eu já vi em filmes
como o camaronês O
Enredo de Aristóteles, mas mesmo tendo observado, não atentei para a sua importância
na narrativa. Ao final ficamos querendo ser lindas como
Nora, usar os vestidos que ela usa (eu juro que tenho um quase igual ao laranja
deslumbrante que ela está na foto do cartaz) e especialmente dançar como ela
dança. Inspirador! Achei algumas imagens di divulgação do filme.
"O Azul Branco Vermelho do meu Cabelo", França, Dir.
Josza Anjembe, 2016.
No curtíssimo e marcante filme
sobre as dificuldades de adaptação de uma jovem que nasceu na França, mas tem família
africana, e vive uma vida de desterro naquela região. Muito querida pelos amigos
e amigas, ela é admirada porque é muito brilhante, a garota passa no vestibular
e pretende cursar Ciências políticas em território francês, mas para isso
precisa conseguir os documentos, com a assinatura dos pais . O problema é que
ela,mesmo querendo muito estudar, não se sente integrada à França, ela está lá na escola, nas festas, nas
reuniões familiares,mas ainda precisa de algo mais para que ela seja realmente
integrada. Ela sente isso o tempo todo. Faltava a ela ser francesa, parecer uma
francesa. Isso é muito dolorido.
Alerta de Spoyler
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| O Black não cabe no 3 por 4 |
No momento mais impactante do filme
a bela garota, que demonstrou inúmeras vezes o quanto ela gosta de si como ela
é, de seus cabelos Black Power, sempre hidratados com manteiga de Karité, tenta
tirar uma foto para os documentos da matrícula da faculdade e isso acaba
virando uma peregrinação, nenhum lugar tem espaço para seu Black, ela não cabe
na realidade reduzida da França, a menos que vire algo o mais parecido com uma
francesa possível. Então a cena mais triste: ela corta seus adorados cabelos,
fica careca,vira outra pessoa, mas pelo menos sua imagem de enquadrou no 3 por
4. Eu, que amo meus cabelos, senti a dor dela, soube do que se tratava, como de
fosse comigo.
O tema central ser a relação entre meninas/mulheres e seus cabelos foi muito bem abordada no fantástico filme queniano "O Rei do Mercado"[Soko, Sonko], no qual temos novamente o pai e a menina e sua relação mediada com os cuidados com os cabelos dela.
Todo o sentimento de desterro, de anulação da identidade, de busca, sem sucesso, de uma aceitação qualquer está contida na imagem da despedida daqueles cabelos tão representativos, que, “como já dia o poeta Gil, negro é a soma de todas as cores, assim como são coloridos dos cabelos lisos das francesas, os cabelos das cores da bandeira francesa.
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
"Clara dos Anjos" no sarau
É urgente que liamos Lima Barreto, se quisermos refletir seriamente sobre nossa sociedade,que era assim nos anos 20 do século passado, é assim nos anos 20 deste século. mas a diferença é que agora sabemos que não estamos sós, que somos muitas e juntas vamos poder lutar por nosso lugar no mundo.
Viva Lima Barreto !
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
"Nada de Errado” (No Apologies), Suiça, 2019, direção Aladin Dampha, Ebuka Anokwa, Lionel Rupp
Sinopse
Após a morte do imigrante nigeriano Mike Ben Peter pela polícia em 2018, um coletivo de imigrantes resolvem filmar este documentário para denunciar a situação precária em que vivem na cidade suíça de Lausanne. Dentre tantos problemas relatados, como a falta de documentação, emprego, moradia, o que parece ser mais assustador é o abuso policial em torno dos africanos, por isso alguns deles depõem de máscara.
Embora o
tema seja pesado e necessário, o filme não é o tempo todo assim. Os amigos,
vivendo no mesmo lugar, dividem as coisas, cozinham, jogam, e dão muita força uns aos outros, como se cada um desse a todos os outros a oportunidade de terem liberdade, de serem eles mesmos. Em
seus depoimentos, eles falam bastante sobre falta de oportunidade, sobre a necessidade única de terem que se voltar para o comércio de drogas, pois esta acaba sendo a única saída, já que poucos imigrantes africanos, em situação ilegal no país, conseguem emprego, mesmo sem
registro e que por isso acabam ficando conhecidos como preguiçosos, acomodados, marginais, quando na verdade muitos adorariam ter oportunidade de trabalhar. A impressão
que passam é que são perseguidos, como ratos, ou outras pragas, algo muito
angustiante.
Os
relatos são fortes e muitos, tratam de quando viviam na rua, dormiam num
parque, tiveram amigos mortos, foram vítimas de violência várias. Daí eles
explicam porque, mesmo vivendo essa vida, insistem em estar ali. Falam que
sentem esse direito de habitar o mundo, como imigrantes, direito de existirem.
Direito de tentar melhorar a vida financeira de suas famílias em África. E de
viverem eles mesmos, de sonharem com uma vida melhor. Todo ser humano tem
esse direito. Por isso, desde sempre, os humanos migram.
Um momento
mais especial é quando um dos rapazes fala que eles têm esse direito porque os
europeus mudam sua forma de pensar, de sentir, de estar no mundo como africanos
migrantes, mesmo depois de terem sido roubados em vários níveis, inclusive o da
identidade, pois depois de tantos anos morando fora, já não sabem mais se iriam
se adequar a vida em África, mas todos têm certeza de que suíços, europeus,
jamais serão. O tema do desterro é comum nos cinemas africanos, como por
exemplo, podemos ver nesse
filme e também nesse maravilhoso
filme, mas aqui aparece não através de ficção, aparece através de depoimentos sobre o medo real se
perder quem se é de verdade.
Como já foi dito, o filme não é só pesado. O fato de estarem juntos, no mesmo teto, é uma alegria
para ser comemorada e por isso eles são
muito brincalhões, contam piadas, até sobre os relatos mais terríveis, como
quando um deles nos conta ter passado por outros países da Europa, mas que em nenhum deles sofreu uma
discriminação tão grande quanto sofre na Suiça.
Assistir esse filme, que foi exibido em poucos festivais europeus, é uma grande oportunidade que a Mostra de Cinemas Africanos 2020 está nos dando, uma chance de ouvir a denuncia desses africanos fortes e corajosos, na ânsia de sobreviver. Esses homens devem ter muito orgulho de si e de serem africanos.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
"Beyond Nollywood” curadoria Nádia Denton, Reino Unido, 2020
O conjunto de nove curtas "Beyond Nollywood – sofrendo e sorrindo” enfoca narrativas de sobrevivência na Nigéria contemporânea e, como diz o título, destaca talentos emergentes do áudio visual contemporâneo, mostrando um cinema nigeriano além do Nollywood. Como sabem, adoro curtas , são sempre uma respirada, um oxigênio, ou às vezes uma bofetada. Assisti todos e vou fazer um breve comentário de cada um, como sempre.
1
– A Renascida
Reino
Unido | 2020 | 11 min. | Ficção | 14 anos
Título
Original: BORN AGAIN
Direção:
Candice Onyeama
Sinopse:
Nwa vive um tormento por não poder ter filhos.
Um filme bem curto e forte, dos nove foi um do dois
que me levaram às lágrimas. Como é terrível sobreviver sem realizar seu grande
sonho e sem cumprir aquilo que acha ser seu propósito na vida. Esteticamente o
filme é muito bonito, a pele negra de Nwa, criança ou adulta, sempre em contrate com tons suaves como branco
e azul, já indicando a melancolia da história que está sendo contada. Belo
filme. Apesar de triste.
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| Nwa menina sonhando em ser mãe, perdendo filhos e sendo consolada pela menina que foi |
2- Perdendo minha fé
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| Na maior parte do filme Junior passa sendo constrangido, abusado ou agredido. Uma tristeza. |
3-
Amor Digital
Nigéria
| 2018 | 5 min. | Ficção | Livre
Título
em Inglês: DIGITAL LOVE
Direção:
Mike Omonua
Sinopse:
Uma jovem imagina uma vida transumana controlada digitalmente.
Um filme bem modernoso, talvez
voltado para um público mais jovem, por isso mais rápido, colorido, mais
fluído.
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| Ideia de amor digital parece mais próxima de nós do que eu gostaria |
4- A Escolha certa
Reino Unido | 2017 | 10 min. | Ficção | Livre
Título Original: THE RIGHT CHOICE
Direção: Tomisin Adepeju
Sinopse: Marido e esposa são confrontados com as implicações de criar seu bebê "perfeito"
Um dos filmes mais inteligentes desta pequena mostra de curtas, junto com o casal que quer encomendar o bebê perfeito, o expectador vai reagindo a todas as colocações da coordenadora, que tem sempre os melhores motivos, razões quase que incontestáveis, para recomendar que não escolhessem determinado gênero, determinada sexualidade, determinado tom de pele, até que, frustrados, os pais consideram a possibilidade de gerarem um filho quase oposto a eles mesmos. Muito impactante, faz pensar,como eu gosto.
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| Reações dos pais ao discurso realista da coordenadora |
terça-feira, 3 de novembro de 2020
Minicurso "A Estória contra a História", Semana de História UNESP/Assis
Entre os dias 27 e 29 de outubro eu ministrei um minicurso online sobre a contestação da História proposto pelas estórias rosianas da década de 1960.
Eu realmente me preparei para o curso, estudei minha trajetória de estudos rosianos, montando três aulas sobre o livro Tutaméia de Guimarães Rosa, uma mais teórica e relacionada ao primeiro capítulo da minha dissertação (2009), outra tratando mais sobre como este tema aparece nos Cadernos Manuscritos do Fundo IEB/JGR e a terceira sobre a estória "Palhaço da boca verde", que aborda diretamente o tema.
Um desafio foi a aula online.Testei antes com um amigo e na hora, tecnicamente, deu tudo certo porque tinha as aulas (e slides) prontos, mas a aula é solitária demais. Eu expunha em saber se eles estavam acompanhando. Estranho achei, mas é o que temos.
A aula que eu mais gostei de ministrar foi a segunda, eu realmente amo os Cadernos rosianos. Mas a terceira também foi boa, deu para me comunicar com os alunos, teve uma conversa e foi tão boa que a monitoria teve que dizer que ultrapassamos muito o horário final! (rs). Muito bom. Como imaginei, a maioria sabia pouco de Rosa, foi meio que uma introdução ao autor. Espero ter despertado o interesse, enfim. Como acompanharam eu me preparei muito pra esse curso, me dediquei e foi um prazer na minha quarentena. A única coisa ruim foi a instabilidade da rede de internet, nunca tinha segurança de que ia ter rede pra dar aula, isso me deixou bem tensa e quando acabou hoje foi um alívio tão grande que simplesmente cai exausta. E feliz. Vou até pensar em divulgar o Rosa, sei lá, numa live, será que alguém teria interesse? Quem sabe!
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| Bibliografia aula 1 |
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| Bibliografia aula 2 |
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| Bibliografia aula 3 |
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
"Madame Brouette", Senegal, 2002, direção Moussa Sene Absa
O filme começa com belas imagens de uma festa, com várias mulheres vestidas de amarelo, muita música e alegria:
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| Festa das mulheres de amarelo |
protagonista:
Mas logo somos inseridos na trama desta mãe e do bebê, pois ouvimos ouvimos um tiros disparados dentro da casa de Madame Brouette e de lá sai um homem de vestido vermelho ferido, que vai morrer na porta. Isso dá inicio às especulações, chega a imprensa para recolher depoimentos sobre a Madame e também o grupo de cantadores para cantar a história de Madame, e essa cantata teatralizada do próprio drama do filme, nunca antes observada nos cinemas africanos, fez com que esse filme ficasse famoso pelo aspecto musical. Esse fim trágico que dá inicio ao filme com as questões colocadas: Teria sido ela quem matou o marido? Por qual motivo?
cantadores
Este é mais um filme africano que ressalta a força e o poder da mulher para ganhar a vida (AMO)! Miti (Rokhaya Niang) é uma bela senegalesa divorciada, que jura não querer mais saber de homens em sua vida e que vive com a filha pequena, ganhando a vida empurrando seu carrinho “Madame Bourett” pelas ruas de Dakar e sonhando um dia ter sua lanchonete.
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| carrinho de Miti |
Miti acolhe a mulher agredia na rua
Por ser um filme senegalês, fui preparada para me deparar com realidades muito diferentes, mas não foi que senti que o Senegal e sua cultura não está mais tão longe da Camila e do Brasil como já esteve? De algum jeito que não sei qual, senti o Senegal quase familiar. Apenas quase. A cena das mulheres comendo no mesmo prato, como demarcando um forte laço entre elas, eu também já vivi aqui em São Paulo, com um senegaleses. Para mim ficou claro o laço
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| O prato compartilhado : Só quem provou, sabe o significado |
Estava
indo tudo caminhando em paz com Miti e seu carrinho, ela estava quase criando uma
comunidade onde as mulheres poderiam viver longe da violência masculina, até
que um dia, na rua, conhece o belo policial e se apaixona. Como é uma mulher
dona da sua vida, Miti se permite, inclusive, a dar uma chance ao amor, pois o
homem trata muito bem ela e sua filha, por que não acreditar que ela também
pode viver um romance?
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| Um homem bonito |
E
vive mesmo alguns momentos lindos de amor entre o belo casal, ele vai a casa de
seu pai, pede permissão para cortejá-la, e
oferece dinheiro a ela, pois sabe como é difícil a vida no Senegal, ela
, como tem poder sobre si mesma, responde: “fiquei contigo porque queria, não pelo dinheiro”. estava tudo muito lindo até
que, na festa da virada do ano, ela foi a rainha da beleza, de vestido rosa, sendo trazida por outros baços até seu homem de bordô, deixando todos extasiados com sua elegância
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| rainha da festa de ano novo |
Naquela mesma noite os dois se deitam em uma
bela cena de desejo e amor, mas o homem, que não era exatamente um príncipe
encantado, paquera outras mulheres e articula seus planos financeiros às
escondidas de Miti. A questão foi que aquela noite rendeu frutos e Miti
engravidou. Seguindo a tradição senegalesa, acabou sendo expulsa de casa por
seu pai. Na cena da expulsão, Miti brilha altiva contra a postura machista do
próprio pai que tem a coragem de expulsar a filha grávida e a neta de sua casa
para atender às expectativas da
sociedade.
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| Enfrentando os pais |
Muito
desta força de reação surgiu porque Miti acreditava que poderia contar com o
apoio do pai do seu filho, mas logo descobriu que não era bem assim. De
qualquer forma, ela não esmoreceu, enfrenta todos os desafios como uma heroína!
A cena do parto é uma das mais bonitas do filme: “o
nascimento de um príncipe africano para combater o mal”, como diz a música de
Jorge Ben
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| Nascimento do bebê (cena linda) |
Mas o filme não deixa apenas uma imagem
negativa do relacionamento homem e mulher, pois a filha de Miti, ainda criança,
encontra seu namorado, um garotinho Samba, que promete protegê-la sempre e
realmente “cumpre” esse papel, justamente quando o namorado de sua mãe não
estava mais à disposição para isso. Eis um amor puro
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| Amor puro |
Nesta fantástica entrevista com o diretor Moussa Sene Absa , entre tantas outras coisas sobre cinema, África, mulheres, ele conta que é leitor de Jorge Amado e quando esteve no Brasil. uma Frag vestida de vermelho o abraçou e, certamente essa vivência o influenciou na criação da cena do marido de Miti, voltando do tajabóne (festa tradicional, onde homens e vestem de mulher e mulheres de homem, como o carnaval no Brasil) usando um vestido vermelho.
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| Moussa Sene Absa |
Realmente esta cena do filme
remete muito a cena inicial de “Dona Flor e seus dois maridos”, com Vadinho morrendo
vestido de mulher, no meio do carnaval!
Adoro a interação África/Brasil.
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| Vindo do Tajábone |
Grande filme! Amei! Encerro com uma imagem do baile de ano novo: reparem nas cores: Como a África é linda
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| Festa colorida no Senegal |



















































