sexta-feira, 10 de junho de 2022

TEMPO DA ESPERA

 


TEMPO DA ESPERA : Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente apaixonada por Walter Benjamin e seus textos sobre infância (citando Sonia Kramer "Walter Benjamin já nos alertava para o fato de que O HOMEM FAZ HISTÓRIA, DE QUE EXISTE A POSSIBILIDADE DE SE FAZER HISTÓRIA, PORQUE TEMOS A INFÂNCIA."), especialmente o seu "Infância berlinense:1900" (que seria tema do meu pós doc dos sonhos em 2014). Deste livro destaco inúmeras passagens para o trabalho e para a vida. Sobre História, minha especialidade, me interessam as concepções de tempo que o filósofo alemão vai montando a partir de uma meio que forjada memória da sua percepção, quando era apenas um menino no ano de 1900, na capital alemã. No excerto "A febre", um dos meus favoritos, encontro a literalmente brilhante ideia da "necessidade de olhar para o futuro apoiado no TEMPO  DA ESPERA, que, como num passe de mágica,  tornaria tudo melhor! Vejamos um trechinho  maior, nessa poética tradução do português João Barrento: 

"Eu ficava muitas vezes doente. Daí vem talvez aquilo que todos veem em mim como paciência, mas na verdade não corresponde a uma virtude: a tendência para ver as coisas que para mim são importantes aproximarem-se de longe, como as horas se aproximavam da minha cama de doente. Assim, tiravam-me uma grande alegria se, numa viagem, não  pudesse esperar muito tempo pelo trem na estação; e pelo mesmo motivo, dar presentes tornou-se para mim uma paixão, pois, sendo eu aquele que dá, antevejo a muito grande distância a surpresa dos outros. Enfim, a necessidade de olhar para o futuro apoiado no tempo da espera, como um doente espera, apoiado nas almofadas que tem nas costas, teve mais tarde como consequência que as mulheres me pareciam sempre mais belas quanto mais tempo tinha de esperar por elas, confiante. "A febre", Walter Benjamin (trad. João Barrento, Autêntica,2003, p. 88)  

Nesta semana de coração apertado e muita angustia, tive que esperar muito, muitas vezes e, de alguma forma, foram TAMBÉM  esses "tempos de espera" que acabaram me acalmando pouco a pouco e eu termino a semana muito  mais leve do que comecei. Gratidão!

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Oxum e os mitos da solidão feminina para crianças

 




Vou fazer um comentário livre, sem muitas referências diretas, porque essas são coisas que estou pensando agora, não são premissas ou conclusões verdadeiras, são mais um convite à reflexão.

Aprendemos muito sobre as sociedades analisando seus produtos culturais como cancioneiro, culinária, vestuário. Um dos elementos mais culturalmente rico é a religião. Por isso conhecer as divindades e suas narrativas é importante para identificarmos a maneira como reverberam depois. 

Um exemplo disso está neste livro infantil brasileiro  "Bruna e a galinha d'Angola", que tem forte presença da herança da cultura  africana. No caso algumas personagens ganham nome de divindades, como a avó Nanã, mas em especialmente a princesa Oxum, que ali aparece como uma menina muito solitária. 

Uma criança brasileira que lê esse livro vai levar no inconsciente a ideia de que, acrescido a  tantos outros elementos que remetem a figura da Divindade feminina Oxum, a questão da solidão feminina, tão presente nas narrativas mitológicas sobre heroínas , nas diversas mitologias, das clássicas europeias, ás populares da cultura oral, está presente e esse conhecimento sobre as culturas presentes na sua realidade cultural, além de ser um direito da pessoa, é um alento e um convite à reflexão e discussão.

Circula na internet uma longa oração, em forma de mensagem de mamãe Oxum. Recortei este trecho:

Observe a frase pontuada "nascemos para ser (mos) feliz(es) e não padecer (mos) na solidão" . 
Isso tem total relação com o que venho pensando sobre Oxum e os mitos da solidão feminina, não acham?


domingo, 5 de junho de 2022

Quintal dos Prettos em junho

 

Quintal dos Prettos ❤️
   
Estava muito estilo Barbie

Maria Rita participou




Prettos reagiram aos meus posts no Instagram

Turistas

Comi e bebi

Quintal

Amiga do Rio, amou o quintal



Amo muito metrô Belém


Corações partidos

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Último fim de semana do mês: Virada Cultural e aniversário da Rosane

 Nos dias 28 e 29 de maio, último final de semana do mês, estava com medo de estar em depressão, mas  tive dias bem deliciosos. Tinha shows, mas eu e o Vladmir não assistimos nenhum, só vimos uma exposição e conversamos 

Era Virada

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Eu, naquele sábado 






DOMINGO, MAIS QUE PERFEITO 

Eu de Purple Rain, em homenagem a Rosane


No domingo eu fui ao aniversário de uma amiga no centro velho de São Paulo! Que festa maravilhosa! Começando pelo local, uma varanda de um prédio antigo de Samba, do ladinho da Biblioteca Mário de Andrade,   com paisagem de Terraço Itália, Comida mexicana, bom papo, bom vinho, bom café! Viver é muito bom !
Alguns registros 
PAISAGEM














Mário de Andrade 

São Paulo




Aniversariante Rosane


Paula, amiga de longa data




Novas amizades



segunda-feira, 23 de maio de 2022

Tempo de desilusão amorosa

No mês que o frio chegou, fui do prazer de encontrar uma possibilidade de amor às dores de várias decepções e terminei maio ferida. A facada foi profunda, como nem lembrava que podia ser. 

Mas encontrei acolhimento entre amigos e amigas, até na academia! 









domingo, 22 de maio de 2022

Samba do Sol na Casa das Caldeiras

 No fim de maio voltei ao Samba do Sol nas Caldeiras, rolê mais a minha cara de todos.

Depois da quarentena tivemos um em fevereiro, foi meu primeiro rolê, fui bem boneca de Elza Soares, mas de máscara e cheia de medo.

Como era antes da pandemia, três meses depois, as Caldeiras recebe um Samba do Sol. Incrível como as coisas mudaram desde fevereiro. 

Eu já estava mais ambientada com rolês, já tinha ido a varias festas. Mas nesse dia não estava muito afim de festa, por causa do frio, eu toda Robocop azul e estranhando como tudo estava tão diferente agora.

Mas Samba do Sol é Samba do Sol, Fui e me diverti muito! Dancei feito louca, reencontrei amigos, brilhei para caramba antes de saber que naquela noite ia receber a facada que ia me ferir no fim de maio e começo de junho, nas Caldeiras mesmo!

Tenho algumas fotos e vídeos desse rolê! Quando tiver de novo Samba do sol nas Caldeiras, em agosto ou setembro, espero estar curada da desilusão e contente para me divertir como nunca outra vez.   

Como sempre, foi muito sucesso!
O querido Ian Valentim, que não pode comparecer,  assinou o cartaz  
Com a Eta (que já tinha reencontrado na Vila Madalena) nas Caldeiras, dois anos depois


Eu estava sem vontade de sair no frio, mas era Samba do sol nas Caldeiras, ia valer a pena e acho que fiquei até bonitinha! 


Eu estava ROBOCOP, mas de azul
Com um brinco azul e verde, em homenagem ao pai Oxóssi



Sempre toca MJ, a grande referência 

No samba do sol sempre tem Roda de Samba. Eu amo, canto e danço junto, mesmo que sozinha!

Quando começou a encher, dancei mais mais e mais... ai rolarem mensagens assim com a Eta no  Instagram :


Ai que saudade de um bom rolê nas Caldeiras!

Mais vídeos

Eu não sabia que mais cedo que pensei ia viver o canta esse samba que adoro! 

Esse é o Seu Oswaldo, o primeiro DJ do Brasil, discotecando desde os anos 1950: outro som, outro nível e muito Wilson Simonal de volta à Pilantragem, ou mesmo a delicia de Samarina, como nunca tocou antes, mas a gente amou.



Até o próximo Samaba do Sol Caldeiras 

sábado, 21 de maio de 2022

"A visão das plantas", de Djaimilia Pereira de Almeida: Uma narrativa movediça e de cura

 

Quando o livro chegou

Demorei quase dois meses para ler esse  livro de menos de 100 páginas, mas foi uma experiência muito intensa e transformadora. Vou colar aqui alguns comentários que fui fazendo conforme ia lendo, na ordem cronológica.

Em 10 de abril

 



Em 16 de abril

Em 25 de abril


Em 06 de maio


Em 20 de maio



Em 22 de maio



Em resumo, foi uma coisa impressionante ler esse livro,  essa narrativa ,movediça, que parecia nos levar a constantes voltas em torno dela mesma, mostra como a autora é espetacular. Me emocionei, chorei, ri e fui mesmo me curando desse coração partido, obrigada, obrigada!