Sobrevivemos em tempos sombrios, somos vencedores! Viva nossa amizade!
sexta-feira, 8 de julho de 2022
domingo, 3 de julho de 2022
Quintal dos Prettos julho
sábado, 2 de julho de 2022
Linguagem de criança
Sensacional! Assim funciona a cabeça da criança em relação a linguagem: tem que ser prática ao transmitir a mensagem, por isso o uso de prefixo ou sufixo. A maioria dos neologismos criados por Guimarães Rosa obedecem a esse tipo de lógica. Confira no meu livro "Escrevendo a lápis de cor: Infância e História na escritura de Guimarães Rosa"
quarta-feira, 29 de junho de 2022
Quarta dose dos quarentões
Hoje a tarde eu tinha consulta com a nutricionista no metrô Carrão, mas por conta da greve dos ônibus tive que cancelar. Com a tarde livre, aproveitei para tomar a quarta dose da vacina contra Covid 19.
Pela primeira vez não foi a Pfizer, mas a astrazenica, produzida pela Fiocruz! Espero não ter reações muito fortes! 🙏🏾
Aproveitando que estava ali no posto de saúde, também tomei a vacina contra a gripe. Sai imunizada e calma, porque estava apreensiva pensando em quando eu iria tirar esse tempo pra me vacinar, quando teria pelo menos um dia seguinte tranquilo se precisasse repousar. Deu tudo mais que certo. Vida que segue! Viva o SUS!
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Retorno à terapia presencial
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| Azul e laranja |
Mais de dois anos depois, voltei à terapia presencial. Nunca paramos com as sessões online, mas a presencial é muito mais rica.
Me arrumar, o me deslocar até a zona sul, andar de metrô, ver gente, também faz parte do tratamento. Especialmente neste momento onde ela tocou fundo no ponto SAIR DO VIRTUAL, passear, encontrar pessoas reais, experiências verdadeiras.
Assim, quem sabe, terei menos chance de me iludir de novo e sofrer. Mesmo com toda a carência e solidão que venho sentindo. Tomara!
Ganhar abraço e levar bronca olhando na cara, não tem preço.
sábado, 11 de junho de 2022
Reginaldo Prandi e os sincretismos na obra de Jorge Amado (de novo e sempre ❤️)
Como tudo que li do Prandi, amo esse texto. Especialmente porque o antropólogo expressa seu conhecimento de pesquisador dos vários "sincretismos religiosos " no Brasil, mas mais centrado na visão da Bahia, que é o universo onde encontramos os orixás "sincretizados" da obra de Jorge Amado. Vejamos um trecho:
"Na Bahia, são Jorge é identificado como Oxósssi pelos fantásticos feitos mitológicos de cada um. O orixá da caça matou o pássaro maléfico enviado pelas Velhas Feiticeiras; são Jorge matou o dragão da maldade. Ambos livraram a humanidade de um grande sofrimento. Mas em outras regiões do país Oxósssi foi sincretizado preferencialmente como São Sebastião, provavelmente porque na iconografia dos dois a flecha ocupa um lugar especial: Oxósssi, o orixá caçador, usa as flechas para caçar; São Sebastião, santo mártir, foi supliciado com flechadas. A flecha, por estranho que pareça, é o elemento de ligação entre os dois, não importa a que se destina.
Xangô é no Orixá do trovão, do governo e da justiça. Foi sincreetizado com são Jerônimo, santo tradutor da Bíblia do hebraico e do grego para o latim, santo também invocado para pedir proteção contra temporais. O poder sobre as intempéries fez de São Jerônimo Xangô, e vice-versa. Iansã, uma as esposas de Xangô, divide com ele o patronato das tempestades e é cultuada como orixá do raio, além de ser o orixá responsável pela condução do espírito dos mortos ao outro mundo. Foi sincretizada como santa Bárbara, que também protege o homem do raio.
Oxum, outra esposa de Xangô, é responsável pela fertilidade da mulher, pelo amor e pela beleza. Além de mulher bonita e vaidosa, é uma das grandes mães do panteão do candomblé. Foi identificada como Nossa Senhora da Conceição, mãe dos católicos. Em São Paulo, com Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a mãe negra."
(Religião e sincretismo em Jorge Amado, Reginaldo Prandi)
sexta-feira, 10 de junho de 2022
TEMPO DA ESPERA
TEMPO DA ESPERA : Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente apaixonada por Walter Benjamin e seus textos sobre infância (citando Sonia Kramer "Walter Benjamin já nos alertava para o fato de que O HOMEM FAZ HISTÓRIA, DE QUE EXISTE A POSSIBILIDADE DE SE FAZER HISTÓRIA, PORQUE TEMOS A INFÂNCIA."), especialmente o seu "Infância berlinense:1900" (que seria tema do meu pós doc dos sonhos em 2014). Deste livro destaco inúmeras passagens para o trabalho e para a vida. Sobre História, minha especialidade, me interessam as concepções de tempo que o filósofo alemão vai montando a partir de uma meio que forjada memória da sua percepção, quando era apenas um menino no ano de 1900, na capital alemã. No excerto "A febre", um dos meus favoritos, encontro a literalmente brilhante ideia da "necessidade de olhar para o futuro apoiado no TEMPO DA ESPERA, que, como num passe de mágica, tornaria tudo melhor! Vejamos um trechinho maior, nessa poética tradução do português João Barrento:
"Eu ficava muitas vezes doente. Daí vem talvez aquilo que todos veem em mim como paciência, mas na verdade não corresponde a uma virtude: a tendência para ver as coisas que para mim são importantes aproximarem-se de longe, como as horas se aproximavam da minha cama de doente. Assim, tiravam-me uma grande alegria se, numa viagem, não pudesse esperar muito tempo pelo trem na estação; e pelo mesmo motivo, dar presentes tornou-se para mim uma paixão, pois, sendo eu aquele que dá, antevejo a muito grande distância a surpresa dos outros. Enfim, a necessidade de olhar para o futuro apoiado no tempo da espera, como um doente espera, apoiado nas almofadas que tem nas costas, teve mais tarde como consequência que as mulheres me pareciam sempre mais belas quanto mais tempo tinha de esperar por elas, confiante. "A febre", Walter Benjamin (trad. João Barrento, Autêntica,2003, p. 88)
Nesta semana de coração apertado e muita angustia, tive que esperar muito, muitas vezes e, de alguma forma, foram TAMBÉM esses "tempos de espera" que acabaram me acalmando pouco a pouco e eu termino a semana muito mais leve do que comecei. Gratidão!
















