sexta-feira, 8 de julho de 2022

Encontro com amigos pesquisadores

Bela selfie:  

Depois de anos, quase uma década, alguns dos ex membros do Grupo de Estudos sobre Cultura da USP, que participei durante após graduação, se encontraram para um happy hour. Foi muito gostoso estar entre eles novamente, especialmente depois do auge da Pandemia.


Esquerda /direita Priscila, Sônia, Camila e Luiz Felipe

Sobrevivemos em tempos sombrios, somos vencedores! Viva nossa amizade!

domingo, 3 de julho de 2022

Quintal dos Prettos julho

 


Como sempre foi uma delícia! 
Primeiro que me vesti de preto e dourado, a camisa da Elza Soares, que é forte concorrente de ROUPA DO ANO, com todo merecimento, e fiquei bem bonitinha.
Aí postei no Instagram, marcando o Quintal, eles então compartilharam nos stories deles
 

Vi a postagem no metrô, e achei sensacional, porque eu nem tinha chegado, mas já estava causando! rs rs rs

Eu quis ir preparada pro frio, mas acabei levando só a blusa, que nem usei porque fez calor! Mas eu estava bonita de frio


Mas no geral o balanço foi positivo:
"QUINTAL DOS PRETOS JULHO, foi ótimo como sempre, estava mais cheio de pretos bonitos e enormes, pra gente olhar 👀,  mas comigo  não teve muita historinha, só a de eu chegar e já me falarem "eu vi você no Instagram" (porque eles compartilharam minha foto de camiseta de Elza nos stories), eu toda famosinha de Instagram! Rumo a carreira de influencier"  🤣😂

O tema musical nem foi um sambão, foi um pagode bem cremosinho : Grupo Pirraça, "Inigualável Paixão"! Começou : "que a lua venha nos iluminar..." e o povo continuou ...Essa todo mundo sabe, por isso fica mais bonito, porque o quintal não usa amplificador, microfones, se sustenta na voz do povo cantando junto, como era no Cacique de Ramos nos anos 80.

Alguns registros:
 








sábado, 2 de julho de 2022

Linguagem de criança

 

Sensacional! Assim funciona a cabeça da criança em relação a linguagem: tem que ser prática ao transmitir a mensagem, por isso o uso de prefixo ou sufixo. A maioria dos neologismos criados por Guimarães Rosa obedecem a esse tipo de lógica. Confira no meu livro "Escrevendo a lápis de cor: Infância e História na escritura de Guimarães Rosa"

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Quarta dose dos quarentões

 


Hoje a tarde eu tinha consulta com a nutricionista no metrô Carrão, mas por conta da greve dos ônibus tive que cancelar. Com a tarde livre, aproveitei para tomar a quarta dose da vacina contra Covid 19. 

Pela primeira vez não foi a Pfizer, mas a astrazenica, produzida pela Fiocruz!  Espero não ter reações muito fortes! 🙏🏾

Aproveitando que estava ali no posto de saúde, também tomei a vacina contra a  gripe. Sai imunizada e calma, porque estava apreensiva pensando em quando eu iria tirar esse tempo pra me vacinar, quando teria pelo menos um dia seguinte tranquilo se precisasse repousar. Deu tudo mais que certo. Vida que segue! Viva o SUS!





quarta-feira, 15 de junho de 2022

Retorno à terapia presencial

Azul e laranja 


Mais de dois anos depois, voltei à terapia presencial. Nunca paramos com as sessões online, mas a presencial é muito mais rica. 

Me arrumar, o me deslocar até a zona sul, andar de metrô, ver gente, também faz parte do tratamento. Especialmente neste momento onde ela tocou fundo no ponto SAIR DO VIRTUAL, passear, encontrar pessoas reais, experiências verdadeiras.

Assim, quem sabe, terei menos chance de me iludir de novo e sofrer. Mesmo com toda a carência e solidão que venho sentindo. Tomara!

Ganhar abraço e levar bronca olhando na cara, não tem preço.






sábado, 11 de junho de 2022

Reginaldo Prandi e os sincretismos na obra de Jorge Amado (de novo e sempre ❤️)

 

Como tudo que li do Prandi, amo esse texto. Especialmente porque o antropólogo expressa seu conhecimento de pesquisador dos vários "sincretismos religiosos " no Brasil, mas mais centrado na visão da Bahia, que é o universo onde encontramos os  orixás "sincretizados" da obra de Jorge Amado. Vejamos um trecho:


"Na Bahia, são Jorge é identificado como Oxósssi pelos fantásticos feitos mitológicos de cada um. O orixá da caça matou o pássaro maléfico enviado pelas Velhas Feiticeiras; são Jorge matou o dragão da maldade. Ambos livraram a humanidade de um grande sofrimento. Mas em outras regiões do país Oxósssi foi sincretizado preferencialmente como São Sebastião, provavelmente porque na iconografia dos dois a flecha ocupa um lugar especial:  Oxósssi, o orixá caçador, usa as flechas para caçar; São Sebastião, santo mártir, foi supliciado com flechadas. A flecha, por estranho que pareça, é o elemento de ligação entre os dois, não importa a que se destina.

Xangô é no Orixá do trovão, do governo e da justiça. Foi sincreetizado com são Jerônimo, santo tradutor da Bíblia do hebraico e do grego para o latim, santo também invocado para pedir proteção contra temporais. O poder sobre as intempéries fez de São Jerônimo Xangô, e vice-versa. Iansã, uma as esposas de Xangô, divide com ele o patronato das tempestades e é cultuada como orixá do raio, além de ser o orixá responsável pela condução do espírito dos mortos ao outro mundo. Foi sincretizada como santa Bárbara, que também protege o homem do raio.

Oxum, outra esposa de Xangô, é responsável pela fertilidade da mulher, pelo amor e pela beleza. Além de mulher bonita e vaidosa, é uma das grandes mães do panteão do candomblé. Foi identificada como Nossa Senhora da Conceição, mãe dos católicos. Em São Paulo, com Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a mãe negra." 

(Religião e sincretismo em Jorge Amado, Reginaldo Prandi)

sexta-feira, 10 de junho de 2022

TEMPO DA ESPERA

 


TEMPO DA ESPERA : Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente apaixonada por Walter Benjamin e seus textos sobre infância (citando Sonia Kramer "Walter Benjamin já nos alertava para o fato de que O HOMEM FAZ HISTÓRIA, DE QUE EXISTE A POSSIBILIDADE DE SE FAZER HISTÓRIA, PORQUE TEMOS A INFÂNCIA."), especialmente o seu "Infância berlinense:1900" (que seria tema do meu pós doc dos sonhos em 2014). Deste livro destaco inúmeras passagens para o trabalho e para a vida. Sobre História, minha especialidade, me interessam as concepções de tempo que o filósofo alemão vai montando a partir de uma meio que forjada memória da sua percepção, quando era apenas um menino no ano de 1900, na capital alemã. No excerto "A febre", um dos meus favoritos, encontro a literalmente brilhante ideia da "necessidade de olhar para o futuro apoiado no TEMPO  DA ESPERA, que, como num passe de mágica,  tornaria tudo melhor! Vejamos um trechinho  maior, nessa poética tradução do português João Barrento: 

"Eu ficava muitas vezes doente. Daí vem talvez aquilo que todos veem em mim como paciência, mas na verdade não corresponde a uma virtude: a tendência para ver as coisas que para mim são importantes aproximarem-se de longe, como as horas se aproximavam da minha cama de doente. Assim, tiravam-me uma grande alegria se, numa viagem, não  pudesse esperar muito tempo pelo trem na estação; e pelo mesmo motivo, dar presentes tornou-se para mim uma paixão, pois, sendo eu aquele que dá, antevejo a muito grande distância a surpresa dos outros. Enfim, a necessidade de olhar para o futuro apoiado no tempo da espera, como um doente espera, apoiado nas almofadas que tem nas costas, teve mais tarde como consequência que as mulheres me pareciam sempre mais belas quanto mais tempo tinha de esperar por elas, confiante. "A febre", Walter Benjamin (trad. João Barrento, Autêntica,2003, p. 88)  

Nesta semana de coração apertado e muita angustia, tive que esperar muito, muitas vezes e, de alguma forma, foram TAMBÉM  esses "tempos de espera" que acabaram me acalmando pouco a pouco e eu termino a semana muito  mais leve do que comecei. Gratidão!