Eu e mamãe passamos o Natal juntas, como de costume. Na véspera fomos dormir, mas no almoço do dia 25 tiramos fotinhas!
Só tenho a agradecer por mais esse Natal juntas!
Eu e mamãe passamos o Natal juntas, como de costume. Na véspera fomos dormir, mas no almoço do dia 25 tiramos fotinhas!
Só tenho a agradecer por mais esse Natal juntas!
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| Quando emprestei da Biblioteca do Sesc Pompéia, sem saber como seria |
Esse ano eu até tentei escolher os livros que ia ler a cada mês, mas eles mesmos foram aparecendo ou se afastando de mim e eu deixei fluir. Lendo contos de Lygia no mês passado, pensava que precisava ler Conceição e assim fiz acontecer. Fui a biblioteca do Sesc Pompéia e peguei esse romance e a leitura fluiu muito rápido!
Antes um comentário sobre a capa linda, é um recorte desde quadro
Postei alguns trechos lindos
"CANÇÃO PARA NINAR MENINO GRANDE : "Da mãe, sempre escutara que homem era o bicho mais perigoso, principalmente se fosse muito bonito. E completava a fala dizendo que eles não passavam de meninos grandes, que viviam agarrados às saias das mulheres em busca de proteção ou de brinquedo. Brinquedo esse em que, se a mulher não cuidasse, não desconfiasse ela mesma, o corpo dela poderia se transformar em joguinho nas mãos deles."(p.89-90)
Ou então
CANÇÃO PARA NINAR MENINO GRANDE "Enquanto isto, sozinha em seu quarto,sonhando que a sua solidão seria desfeita um dia, Antonieta Véritas da Silva imaginava a chegada de um homem,pelo qual ela se apaixonaria, sem reserva alguma. Tamanha seria a paixão, que ela chegaria ao ponto de querer viver com ele. Um homem que fosse capaz de adivinhar e entender os desejos dela, na hora em que ela entregasse o seu corpo para ele. Um homem que tivesse uma língua leve-leve como uma penugem e brincasse suavemente com seus lábios, até alcançar o céu de sua boca. E depois atingir com cuidado todas as fendas de acolhimento queno corpo dela possuía e que ela gostaria de oferecer à pessoa amada. Esse homem existia?" Canção de ninar menino grande, Conceição Evaristo,p. 55-6
A grande viagem por Minas Gerais
"Quando o trem Vapor Azul parou preguiçoso sobre os trilhos da pequena estação da Vila Azul, todo ao redor gozava da calmaria de sempre. Tudo azul. Tudo blue. O vilarejo era assim conhecido como Vila Azul dada a abundância de agapanthus existentes nos jardins da cidade. A flor azul, também conhecida como lírio africano, que florescia milagrosamente na vila, desde as cercanias das linhas férreas até ao adro da minúscula capela local, assim como em volta das tumbas do cemitério e na estradinha que levava à única escola do povoado. E por essa profusão de azul a inundar a natural ambiência da vila, segundo a visão dos moradores, o trem quando apontava lá longe vinha com um tom azulado e assim chegava também. Era o Vapor Azul irrompendo o anilado espaço do lugarejo blue." "Canção para ninar menino grande", Conceição Evaristo P.43/4Mais música "Trem Azul" impossível! Como não amar?
Tem até um trecho sobre a Cinderela Negra. Uma lembrança dolorida da infância de Fio Jasmim foi quando ele não pôde ser o príncipe na escola, sendo trocado por um garotinho loiro. Isso veio à mente dele quando foi homenageado na cidade da laranja e ficou apaixonado pelos pés de uma moça negra:
"...a moça notou quando o novo maquinista parou seduzido contemplando os pés dela.'um mimo!' Fio Jasmim nunca havia posto os olhos nos pés de mulher alguma. Em sua afoiteza de homem jovem, a sua sedução era conduzida somente para algumas partes do corpo das mulheres. -'um mimo, um mimo'! Encantado, havia descoberto que as mulheres tinham pés. E se perdeu no contemplar daqueles pés negros. Pés mal cobertos por sandálias de tiras coloridas, que, mesmo parados, pareciam ter desejo e força para ganhar o mundo. Foi tão intenso o olhar eternizado de Fio para os pés da moça Paranhos, que ele esqueceu de dar um passo à frente (para receber o representante da cidade ao visitante) e a moça achou que ele estivesse recusando receber o presente. Um vidro de compota de laranja pesava no ar, quase se estilhaçando diante da distraída recepção de Fio Jasmim. Suas mãos abertas no ar se moviam quase paradas no gesto da recolha da oferta. E tal foi a demora no ato do recebimento que a família ofertante pensou humilhada em recolher o gesto de boas-vindas ao moço. Jasmim, ainda distraído, segurou a oferta como quem nada tivesse entre as mãos, a não ser um vidro vazio, cheio de nada. Tudo nele , ali baque momento presente, era outro instante ganhando diferente sentido. O moço maquinista, recém-chegado à cidade, tentava manusear no tempo uma lembrança distante, provocada pela descoberta dos pés nus da moça.'os pezinhos pareciam os da Cinderela' -pensou Fio Jasmim- 'de uma Cinderela negra'. E ele, Príncipe Negro, na festa que haveria na casa dela, perto da estação, iria beijá-los e calcá-los...Tal ato significaria um pedido para fazer amor ela; pedido de casamento não, pois já estava comprometido com Pérola Maria. Por um momento, o devaneio se desfez, mas uma recordação da infância insistia entre outros pensamentos." (P.20-2)
Tem um trecho tão forte, da relação de Fio com Juventina, a Tina, a jovem que o amou desde menina, quando ele já era casado, e que viveu com ele, tendo permanecido virgem o tempo todo não consegui transcrever, mas fotografei as páginas e colo aqui
Poxa, atire a primeira pedra a mulher que,inocentemente, só quis se dar ao amor,sem exigir nada em troca. É uma fase,ainda bem que passa.
Resumindo, eu fiz a seguinte postagem no GRUPO DE LEITURA - LER É VIVER! , no Facebook:
Esta semana terminei de ler o excelente "Canção para ninar menino grande", da Conceição Evaristo. O livro é um mosaico de escrevivências, muitos " causos", narrados poeticamente pela autora, que nos leva de trem, com seu protagonista, a visitar várias cidades do interior mineiro, ou seja, o livro é também uma viagem a Minas. Em geral, nesse seu livro sobre masculinidade negra, Conceição usa a história do maquinista Fio Jasmim, que é sedutor, o próprio "negão de tirar o chapéu" da música, como pano de fundo para ir contando a história de suas muitas mulheres, e dos seus quase incontáveis filhos, conhecidos e reconhecidos ou não. As histórias são delas, porque ele, mesmo que fosse forjado por feridas e dúvidas, ainda é só aquele menino alienado de seus reais desejos, que reluta em crescer e está sempre agarrado nas saias de mulheres, "em busca de proteção ou brinquedo", expressando uma " virilidade física que, uma vez satisfeita, apontava para o nada." Como leitora e mulher negra digo que é tão difícil reconhecer vários homens que conheci no Fio e a mim mesma nas histórias de tantas dessas mulheres, especialmente quando alguma o acolhe instintivamente em seu peito para acalentar! Recomendo muito essa leitura.
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| Essa foto feliz foi quando eu terminei: Que livraço! |
Mas a leitura eu concluí num local público, comentei sobre :
CANÇÃO PARA NINAR MENINO GRANDE: Levei o livro para ler nas horas vagas numa consulta médica. Terminei de ler no ônibus. Quando acabei devo ter dito algo como NOSSA! E aí que me dei conta de que ao meu lado estava sentado um jovem negro, como se fosse um aluninho meu, que reagiu a minha expressão, tipo "ah, sei como é". Aí ele começou a falar comigo, não tinha lido o livro que terminei, mas conhecia a Conceição Evaristo e até me recomendou esse livro de poesia preta, que ele estava lendo no celular
Estar ao lado de um mocinho racialmente educado justamente na hora que terminava o romance sobre a dolorida masculinidade negra, me apareceu um presente dos orixás, fiquei esperançosa com essa nova geração!
Fala Conceição Evaristo
Passando o meio de dezembro, já dá para contar as melhores coisas que experimentei
1 Rolê: Samba do Sol Discopédia
Como sempre, sou fiel a esse samba há anos, nunca tinha me decepcionado, mas em 2023, talvez crise dos sete anos, ficou difícil curtir um samba, com tantas atividades. Mas em julho eles, percebendo que não agradavam ao seu público, fizeram um samba mara na Casa Rockambole, antigo Rio Verde, bem como os velhos tempos, com seis horas de rodas de samba ininterruptas!
Eu estava me sentindo linda, cheguei cedo, nem fiquei muito pra Discopédia, mas me diverti como nunca!
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| Cada sambista maravilhoso |
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| Esquerda para direita: Eu com "Samba do Tiagão";com o Tiagão, Roda de samba; Marcelo Homero; Paulinho Timor, Mariana Furquim, etc |
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| Esquerda para direita: fiéis Samba do Sol Roseli, eu e Lu; Eu de azul de Iemanjá; Eu e Tiagão |
2 Música : Xande de Pilares canta Caetano Veloso e menções honrosas
Para mim a música do ano foi esse disco lindo e emocionante, que ouço todo dia, de cabo a rabo e estava ouvindo no repeat enquanto escrevia esse post! Lembro de ter dito que mesmo que ele não fosse deslumbrante como é, eu ia gostar dele, porque ele conta a história de Xande e de nós quarentões, que encontramos Cae quando ele já era Caetano Veloso e ele foi trilha sonora da vida! E é tão lindo ouvir aquelas belas palavras cantadas claramente na límpida dicção de Xande! Eu não tinha muitas palavras , mas ouvia a lindíssima (está no meu top 5 de Cae) Luz do Sol enquanto lia o romance Luanda, Lisboa, Paraiso :
Também lembro que comentei um pouco sobre Diamante Verdadeiro e o samba de breque: "MÚSICA MAIS CHIQUE DO ANO: Eu amo tudo nesse disco, mas há um tempo que ouço mais essa faixa, no fim tenho vontade de aplaudir tanta elegância, tanta história... Viva o samba brasileiro". Depois eu me emocionei com a introdução de sopros de Lua de São Jorge : Como uma banda militar, assim como Jorge da Capadócia era militar! E Gente, a favorita de todos, que emocionou Caetano
e ganhou outros prêmios
Valeu demais! Mas o YouTube, onde às vezes eu também ouço música, o resultado foi diferente, que publico como menções honrosas...
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| Ouvi mesmo tudo isso |
3 Livro e autor(a) do ano: "Contos de Axé" e "Ondjaki"
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| O livro e o autor do ano |
O livro do ano foi o Contos de Axé, livro que une conhecimento sobre a mitologia iorubá, escrito por alguns dos autores que amo, desde clássicos como Nei Lopes, a expoentes da da literatura brasileira contemporânea, como Jeferson Tenório, Itamar Vieira Junior, Socorro Acioli, entre outros.
O autor do ano , o mais lido, foi o nascido angolano e radicado no Rio Ondjaki, um dos presentes que ganhei em 2023, com temáticas infantis e narrativas deliciosas, até história contra História ele abordou!
De resto foi um ano de muito cansaço e pouco tempo, inclusive para leituras. Destaco a presença da Biblioteca do Sesc Pompéia, que usei muito nesse ano!
Minha meta de ler um livro por mês foi cumprida com sucesso:
Janeiro: África Brasil , Kamille Viola
Livro emocionante sobre Jorge Ben
Fevereiro: O que é religião afro-brasileira,Mario A. Silva Filho
Comprei no carnaval!
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| Comecei fazendo ligações |
Março: Modernismo - o lado oposto e os outros lados, E.T. Saliba (org.)
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| Livro com meu capítulo sobre Lima Barreto |
Abril : Contos de Axé, Marcelo Mourinh, o livro do ano! Um livro da vida!
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| Indicação de Socorro Acioly no Instagram, depois num sonho com Oxóssi. Comecei a ler exemplar da Biblioteca do Sesc Pompeia Depois comprei meu exemplar na feira do livro virtual UNESP |
Maio : Contos da nova cartilha, Tolstói
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| Indicação do seminário de literatura infantil russa que assisti em dez, 2022 |
Junho: Os da minha rua, Ondjaki
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| Meu primeiro Ondjaki: poesia e crianças |
Julho : Avodezanove, Ondjaki
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| Aventura: Estória contra História |
Agosto: Luanda, Lisboa, Paraíso , Djaimilia Pereira de Almeida
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| Grande romance da diáspora africana, vencedor do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa A imigrante Djaimilia nasceu em Angola, mas cresceu, estudou e escreve como uma portuguesa |
Setembro: O céu não sabe dançar sozinho, Ondjaki
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| Um Ondjaki para adultos! |
Outubro Logunedé, santo menino que velho respeita, Nei Lopes
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| Livro que se quis lido por mim, li ao som de Menino Deus |
Invenção e memória, Lygia Fagundes Telles
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| Acabando o ano com as sugestões dos contos de Lygia |
Canção para ninar menino grande, Conceição Evaristo
4 Filme ou peça teatral: "Quando eu morrer vou contar tudo a Deus", e menção honrosa
5 Foto do ano: Com Murilão do Mato Dentro, com menção honrosa
6 Bebida ou comida do ano: Churrasco e brigadeiro de paçoca
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| Virou tradição no Quintal dos Prettos Espetinho e Brigadeiro de Paçoca |
7 Show: Xeina Barros , o show que todo mundo merece
8 Roupas ou acessórios: camisetas de samba , com menção honrosa
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| Camisetas : Amo |
Como as camisetas são tipicamente a roupa do samba, com elas estamos sempre bem vestidos para a ocasião e eu adoro isso, tanto que adaptei para outros rolês e em 2023, praticamente só saí de camisetas! Só não achei foto de camiseta para sair no mês de julho, quando realmente estava bem frio...
Fiz a imagem acima com 25 camisetas (quase todas) que usei nos rolês o ano todo, de janeiro a dezembro
9 Conquista do ano : Capítulo sobre Lima Barreto publicado pela Edições SESC
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| Eu com meu livro |
Nesse ano de muitos nãos e sucessos magros a conquista foi tão imensa que eu nem tinha tido coragem de sonhar com ela: Um capítulo meu sobre Lima Barreto, o maior escritor negro do Brasil, foi publicado em um livro lançado pela Editora do SESC! Que orgulho! Que honra!
Devo isso ao trabalho de muita gente, especialmente ao professor Elias Thomé Saliba, meu mentor sempre!
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| alguns autores do livro, presentes no lançamento |
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| Esse livro verde tem um capitulo meu! |
10 Personalidade preta do ano : Jeferson Tenório e menções honrosas
Pretos que me ensinaram muito esse ano, fizeram a diferença! No âmbito público, não teria como não dar esse prêmio ao Jeferson Tenório, autor que quero e ainda vou pesquisar. Esse ano ele não publicou nenhuma obra, porém acompanho fielmente sua coluna no UOL e fico impressionada como pensamos na mesma direção sobre tantas coisas sobre a vida, a negritude e a literatura. Adoraria escrever um artigo sobre essa coluna, quem sabe um dia! Uma das falas de Tenório com a qual mais me identifiquei quando ele falou da importância de se tornar leitor, um amigo dos livros. Até ministrei uma palestra sobre isso em outubro, que comento aqui.
No âmbito pessoal, as menções honrosas vão para dois homens que me acolheram e abriram portas para mim em 2023.
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| Mugabe é maior que eu, deu para parceber rsrs |
Começo falando do meu amigo do peito Samoury Mugabe, o rei da paciência para minhas lamúrias e chororôs nesse ano de tantos nãos. Sempre ficamos de combinar um rolê, um samba, uma visita a um restaurante árabe, etc... quase nunca dá tempo, pois ele viaja muito a trabalho, mas quando dá certo, é sempre ótimo estar em sua cia. Mugabe sempre acreditou no meu potencial, conversou comigo e faz a diferença na mina vida. Já disse a ele que penso que ele deve ter muita pena de mim, me achar uma moça tão sozinha, mas ele diz que não é isso, que devo acreditar que os caminhos se abrirão. Tomara! Meu coach de relacionamento, que conhece todo mundo, ainda vai me apresentar meu grande amor, tenho fé! Muita gratidão Mugabe!
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| Tiagão e a grande admiradora do seu trabalho, Camila |
E por último, mas não menos importante, a menção super honrosa vai para Tiago Borges, o Tiagão, que faz acontecer o Samba do Tiagão e idealizador do Samba do Aguidá, me abrindo portas para o samba com o instrumental, que eu adoro, e me fez conhecer muita gente linda do samba, me acolheu como amiga do samba. Se minha prece "Cercai-me de gente do samba, amém" foi ouvida, o destino me apresentou o trabalho desse rapaz e com isso sambas, contatos, alegria. Valeu Tiagão, você fez a diferença na minha vida esse ano!
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| Eu nas rodas |
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| Só algumas pessoas que conheci no samba do Tiagão e que ficaram minhas amigas Que tesouro, 2023 |
Acho que é isso! Semana que vem tem mais balanço de 2023!