segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Almoço de Natal com mamãe


 Eu e mamãe passamos o Natal juntas, como de costume. Na véspera fomos dormir, mas no almoço do dia 25 tiramos fotinhas!

Só tenho a agradecer por mais esse Natal juntas!




sábado, 23 de dezembro de 2023

FACES DE CAMILA 2023

 Todo ano faço um painel com minha cara mês a mês. O de 2023 é esse



sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

" Canção para ninar menino grande", de Conceição Evaristo: Livro de Dezembro

 

Quando emprestei da Biblioteca do Sesc Pompéia, sem saber como seria

Esse ano eu até tentei escolher os livros que ia ler a cada mês, mas eles mesmos foram aparecendo ou se afastando de mim e eu deixei fluir. Lendo contos de Lygia no mês passado, pensava que precisava ler Conceição e assim fiz acontecer. Fui a biblioteca do Sesc Pompéia e peguei esse romance e a leitura fluiu muito rápido!

Antes um comentário sobre a capa linda, é um recorte desde quadro



Postei alguns trechos lindos 

"CANÇÃO PARA NINAR MENINO GRANDE : "Da mãe, sempre escutara que homem era o bicho mais perigoso, principalmente se fosse muito bonito. E completava a fala dizendo que eles não passavam de meninos grandes, que viviam agarrados às saias das mulheres em busca de proteção ou de brinquedo. Brinquedo esse em que, se a mulher não cuidasse, não desconfiasse ela mesma, o corpo dela poderia se transformar em joguinho nas mãos deles."(p.89-90)

 Ou então 

CANÇÃO PARA NINAR MENINO GRANDE "Enquanto isto, sozinha em seu quarto,sonhando que a sua solidão seria desfeita um dia, Antonieta Véritas da Silva imaginava a chegada de um homem,pelo qual ela se apaixonaria, sem reserva alguma. Tamanha seria a paixão, que ela chegaria ao ponto de querer viver com ele. Um homem que fosse capaz de adivinhar e entender os desejos dela, na hora em que ela entregasse o seu corpo para ele. Um homem que tivesse uma língua leve-leve como uma penugem e brincasse suavemente com seus lábios, até alcançar o céu de sua boca. E depois atingir com cuidado todas as fendas de acolhimento queno corpo dela possuía e que ela gostaria de oferecer à pessoa amada. Esse homem existia?" Canção de ninar menino grande, Conceição Evaristo,p. 55-6 

 A grande viagem por Minas Gerais 

"Quando o trem Vapor Azul parou preguiçoso sobre os trilhos da pequena estação da Vila Azul, todo ao redor gozava da calmaria de sempre. Tudo azul. Tudo blue. O vilarejo era assim conhecido como Vila Azul dada a abundância de agapanthus existentes nos jardins da cidade. A flor azul, também conhecida como lírio africano, que florescia milagrosamente na vila, desde as cercanias das linhas férreas até ao adro da minúscula capela local, assim como em volta das tumbas do cemitério e na estradinha que levava à única escola do povoado. E por essa profusão de azul a inundar a natural ambiência da vila, segundo a visão dos moradores, o trem quando apontava lá longe vinha com um tom azulado e assim chegava também. Era o Vapor Azul irrompendo o anilado espaço do lugarejo blue." "Canção para ninar menino grande", Conceição Evaristo P.43/4
Mais música "Trem Azul" impossível! Como não amar?

 



Tem até um trecho sobre a Cinderela Negra. Uma lembrança dolorida da infância de Fio Jasmim foi quando ele não pôde ser o príncipe na escola, sendo trocado por um garotinho loiro. Isso veio à mente dele quando foi homenageado na cidade da laranja e ficou apaixonado pelos pés de uma moça negra:

"...a moça notou quando o novo maquinista parou seduzido contemplando os pés dela.
'um mimo!' Fio Jasmim nunca havia posto os olhos nos pés de mulher alguma. Em sua afoiteza de homem jovem, a sua sedução era conduzida somente para algumas partes do corpo das mulheres. -'um mimo, um mimo'! Encantado, havia descoberto que as mulheres tinham pés. E se perdeu no contemplar daqueles pés negros. Pés mal cobertos por sandálias de tiras coloridas, que, mesmo parados, pareciam ter desejo e força para ganhar o mundo. Foi tão intenso o olhar eternizado de Fio para os pés da moça Paranhos, que ele esqueceu de dar um passo à frente (para receber o representante da cidade ao visitante) e a moça achou que ele estivesse recusando receber o presente. Um vidro de compota de laranja pesava no ar, quase se estilhaçando diante da distraída recepção de Fio Jasmim. Suas mãos abertas no ar se moviam quase paradas no gesto da recolha da oferta. E tal foi a demora no ato do recebimento que a família ofertante pensou humilhada em recolher o gesto de boas-vindas ao moço. Jasmim, ainda distraído, segurou a oferta como quem nada tivesse entre as mãos, a não ser um vidro vazio, cheio de nada. Tudo nele , ali baque momento presente, era outro instante ganhando diferente sentido. O moço maquinista, recém-chegado à cidade, tentava manusear no tempo uma lembrança distante, provocada pela descoberta dos pés nus da moça.
'os pezinhos pareciam os da Cinderela' -pensou Fio Jasmim- 'de uma Cinderela negra'. E ele, Príncipe Negro, na festa que haveria na casa dela, perto da estação, iria beijá-los e calcá-los...Tal ato significaria um pedido para fazer amor ela; pedido de casamento não, pois já estava comprometido com Pérola Maria. Por um momento, o devaneio se desfez, mas uma recordação da infância insistia entre outros pensamentos." (P.20-2)

 Tem um trecho tão forte, da relação de Fio com Juventina, a  Tina, a jovem que o amou desde menina, quando ele já era casado, e que viveu com ele, tendo permanecido virgem o tempo todo não consegui transcrever, mas fotografei as páginas e colo aqui



 Poxa, atire a primeira pedra a mulher que,inocentemente, só quis se dar ao amor,sem exigir nada em troca. É uma fase,ainda bem que passa.

Resumindo, eu fiz a seguinte postagem no GRUPO DE LEITURA - LER É VIVER! , no Facebook:

Esta semana terminei de ler o excelente "Canção para ninar menino grande", da Conceição Evaristo. O livro é um mosaico de escrevivências, muitos " causos", narrados poeticamente pela autora, que nos leva de trem, com seu protagonista, a visitar várias cidades do interior mineiro, ou seja, o livro é também uma viagem a Minas. Em geral, nesse seu livro sobre masculinidade negra, Conceição usa a história do maquinista Fio Jasmim, que é sedutor, o próprio "negão de tirar o chapéu" da música, como pano de fundo para ir contando a história de suas muitas mulheres, e dos seus quase incontáveis filhos, conhecidos e reconhecidos ou não. As histórias são delas, porque ele, mesmo que fosse forjado por feridas e dúvidas, ainda é só aquele menino alienado de seus reais desejos, que reluta em crescer e está sempre agarrado nas saias de mulheres, "em busca de proteção ou brinquedo", expressando uma " virilidade física que, uma vez satisfeita, apontava para o nada." Como leitora e mulher negra digo que é tão difícil reconhecer vários homens que conheci no Fio e a mim mesma nas histórias de tantas dessas mulheres, especialmente quando alguma o acolhe instintivamente em seu peito para acalentar! Recomendo muito essa leitura.


Essa foto feliz foi quando eu terminei: 
Que livraço!

Mas a leitura eu concluí num local público, comentei sobre :

CANÇÃO PARA NINAR MENINO GRANDE: Levei o livro para ler nas horas vagas numa consulta médica. Terminei de ler no ônibus. Quando acabei devo ter dito algo como NOSSA! E aí que me dei conta de que ao meu lado estava sentado um jovem negro, como se fosse um aluninho meu, que reagiu a minha expressão, tipo "ah, sei como é". Aí ele começou a falar comigo, não tinha lido o livro que terminei, mas conhecia a Conceição Evaristo e até me recomendou esse livro de poesia preta, que ele estava lendo no celular

 



Estar ao lado de um mocinho racialmente educado justamente na hora que terminava o romance sobre a dolorida masculinidade negra, me apareceu um presente dos orixás, fiquei esperançosa com essa nova geração!

 


 Fala Conceição Evaristo





quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

2023: Prêmio melhores do ano

 


Passando  o meio de dezembro, já dá para contar as melhores coisas que experimentei 

1 Rolê: Samba do Sol Discopédia 


Como sempre, sou fiel a esse samba há anos, nunca tinha me decepcionado, mas em 2023, talvez crise dos sete anos, ficou difícil curtir um samba, com tantas atividades. Mas em julho eles, percebendo que não agradavam ao seu público, fizeram um samba mara na Casa Rockambole, antigo Rio Verde, bem como os velhos tempos, com seis horas de rodas de samba ininterruptas! 

Eu estava me sentindo linda, cheguei cedo, nem fiquei muito pra Discopédia, mas  me diverti como nunca!

Cada sambista maravilhoso 

Esquerda para direita: Eu com "Samba do Tiagão";com o Tiagão,
 Roda de samba; Marcelo Homero; Paulinho Timor, Mariana Furquim, etc

Esquerda para direita: fiéis Samba do Sol Roseli, eu e Lu;
 Eu de azul de Iemanjá; Eu e Tiagão 

2 Música : Xande de Pilares canta Caetano Veloso e menções honrosas

Para mim a música do ano foi esse  disco lindo e emocionante, que ouço todo dia, de cabo a rabo e estava ouvindo no repeat enquanto escrevia esse post! Lembro de ter dito que mesmo que ele não fosse deslumbrante como é, eu ia gostar dele, porque ele conta a história de Xande e de nós quarentões, que encontramos Cae quando ele já era Caetano Veloso e ele foi trilha sonora da vida! E é tão lindo ouvir aquelas belas palavras cantadas claramente na límpida dicção de Xande! Eu não tinha muitas palavras , mas ouvia a lindíssima (está no meu top 5 de Cae) Luz do Sol enquanto lia o romance Luanda, Lisboa, Paraiso :

Também lembro  que comentei um pouco sobre Diamante Verdadeiro e o samba de breque: "MÚSICA MAIS CHIQUE DO ANO: Eu amo tudo nesse disco, mas há um tempo que ouço mais essa faixa, no fim tenho vontade de aplaudir tanta elegância, tanta história... Viva o samba brasileiro". Depois eu me emocionei com a introdução de sopros de Lua de São Jorge : Como uma banda militar, assim como Jorge da Capadócia era militar! E Gente, a favorita de todos, que emocionou Caetano


Foi merecidamente aclamado 

e ganhou outros prêmios

Valeu demais! Mas o YouTube, onde às vezes eu também ouço música, o resultado foi diferente, que publico como menções honrosas... 

Ouvi mesmo tudo isso 

3 Livro e autor(a) do ano: "Contos de Axé" e  "Ondjaki"

O livro e o autor do ano 

O livro do ano foi o Contos de Axé, livro que une conhecimento sobre a mitologia iorubá, escrito por alguns dos autores que amo, desde clássicos como Nei Lopes, a expoentes da  da literatura brasileira contemporânea, como Jeferson Tenório, Itamar Vieira Junior, Socorro Acioli, entre outros.

O autor do ano , o mais lido, foi o nascido angolano e radicado no Rio Ondjaki, um dos presentes que ganhei em 2023, com temáticas infantis e narrativas deliciosas, até história contra História ele abordou!

De resto foi  um ano de muito cansaço e pouco tempo, inclusive para leituras. Destaco a presença da Biblioteca do Sesc Pompéia, que usei muito nesse ano!

Minha meta de ler um livro por mês foi cumprida com sucesso: 

 Janeiro: África Brasil , Kamille Viola

Livro emocionante sobre Jorge Ben

 Fevereiro: O que é religião afro-brasileira,Mario A. Silva Filho

Comprei no carnaval!


Comecei fazendo ligações

Março: Modernismo - o lado oposto e os outros lados, E.T. Saliba (org.)

Livro com meu capítulo sobre Lima Barreto

Abril : Contos de Axé, Marcelo Mourinh, o livro do ano! Um livro da vida!

            Indicação de Socorro Acioly no Instagram, depois num sonho com Oxóssi. 
Comecei a ler exemplar da Biblioteca do Sesc Pompeia
Depois comprei meu exemplar na feira do livro virtual UNESP

 Maio : Contos da nova cartilha, Tolstói

Indicação do seminário de literatura infantil russa
que assisti em dez, 2022

Junho: Os da minha rua, Ondjaki

Meu primeiro Ondjaki: poesia e crianças 

 Julho : Avodezanove, Ondjaki

Aventura:  Estória contra História 

 Agosto:  Luanda, Lisboa, Paraíso , Djaimilia Pereira de Almeida 

Grande romance da diáspora africana, 
 vencedor do Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa
 A imigrante Djaimilia nasceu em Angola, mas cresceu, estudou e  escreve como uma portuguesa

Setembro:  O céu não sabe dançar sozinho, Ondjaki

Um Ondjaki para adultos!

 Outubro Logunedé, santo menino que velho respeita, Nei Lopes     

Livro que se quis lido por mim, li ao som de Menino Deus

 Invenção e memória, Lygia Fagundes Telles 

Acabando o ano com as sugestões dos contos de Lygia

Canção para ninar menino grande, Conceição Evaristo

Lendo Lygia, pensava que precisava ler Conceição, assim foi 

4 Filme ou peça teatral: "Quando eu morrer vou contar tudo a Deus", e menção honrosa





Assisti essa peça para usar num projeto de pesquisa de pós-doutorado que estava escrevendo. Fiquei muito emocionada com a história real do menino africano que foi encontrado pela alfândega espanhola dentro de uma mala de viagem. escrevi mais sobre a peça aqui


A menção honrosa ficou para a peça mais falada de 2023, Eu de você, com Denise Fraga, que tive oportunidade de ver porque fui convidada pela Ana Rodrigues, uma amiga do samba, que inclusive toca piano na peça. Peça emocionante e divertida, uma beleza que comentei aqui
Em tempo, se fosse falar sobre filme do ano, citaria Som ao redor (2012), do Kleber Mendonça Filho, que enfim assisti esse ano na TV Brasil e foi um choque, muito história de Pernambuco, muito conto de Lygia Fagundes Telles, filme espetacular, Mas como na época eu não tive tempo nem condições de escrever mais sobre ele, então fica só a citação mesmo.

5 Foto do ano: Com Murilão do Mato Dentro, com menção honrosa



Em 2023 tirei muitas fotos incríveis, com amigos e especialmente COM GENTE DO SAMBA. Escolhi essa porque quando eu tirei, sabia que não ia tirar uma melhor, Murilão tem mais de 90 anos e muitas composições que agitam as rodas de samba. Eu amo a velha guarda!
Eu e Reinaldo Moura na Casa das Caldeiras  

Mas não podia deixar de mencionar a foto linda que o próprio Reinaldo Moura tirou da gente no Samba do Sol de aniversários (meu e do Samba do Sol), em outubro. O trabalho dele eu já conhecia e adorava, mas ele passou a me seguir nas redes e ficamos amigos, presentes de  2023
 

6 Bebida ou comida do ano: Churrasco e brigadeiro de paçoca 

Virou tradição no Quintal dos Prettos
Espetinho e Brigadeiro de Paçoca 

No quesito alimentação, com a alimentação regulada pela nutri para render no treino, podia ter escolhido as sopas que tomo no Sesc Consolação antes do Instrumental,mas essas ja devem ter ganho esse prêmio antes, então esses foram meus favoritos. Tenho várias fotos com essas belezinhas, escolhi essas porque achei que ficaram mais bonitas! Salve o samba! 

7 Show: Xeina Barros , o show  que todo mundo merece


Claro que eu não tinha como saber que ia assistir ao melhor show do ano, sai para mais uma terça feira gorda de terapia e instrumental, estava muito calor, e eu fui de croped verde, bem africana. Quando cheguei, gostei do público e fiquei maravilhada ao perceber que seria um show de samba com instrumental , do jeitinho que eu gosto e que tanto ouvi e persegui nesse ano de 2023. Demorei para para de assistir ao show no Youtube aquela semana! Escrevi sobre esse espetáculo aqui, e reafirmo : TODO MUNDO MERECE ESSE SHOW!

 Roupas ou acessórios: camisetas de samba , com menção honrosa

Camisetas : Amo

Como as camisetas são tipicamente a roupa do samba, com elas estamos sempre bem vestidos para a ocasião e eu adoro isso, tanto que adaptei para outros rolês e em 2023, praticamente só saí de camisetas! Só não achei foto de camiseta para sair no mês de julho, quando realmente estava bem frio...

Fiz a imagem acima  com 25 camisetas (quase todas)  que usei nos rolês o ano todo, de janeiro a dezembro


A menção honrosa vai para as blusas de gola alta, para os  dias mais frios,  ficando sempre muito quentinha e elegante.

9 Conquista do ano : Capítulo sobre Lima Barreto publicado pela Edições SESC

Eu com meu livro 

Nesse ano de muitos nãos e sucessos magros a conquista foi tão imensa que eu nem tinha tido coragem de sonhar com ela: Um capítulo meu sobre Lima Barreto, o maior escritor negro do Brasil, foi publicado em um livro lançado pela Editora do SESC! Que orgulho! Que honra!

Devo isso ao trabalho de muita gente, especialmente ao professor Elias Thomé Saliba, meu mentor sempre!

alguns autores do livro, presentes no lançamento

Além do lançamento, delicia mesmo foi passar tantas vezes nas lojas dos SESCs espelhadas pela cidade toda e ver meu livro em exposição. Não resistia, sempre tirava fotos. Algumas:

Esse livro verde tem um capitulo meu!

10 Personalidade preta  do ano : Jeferson Tenório e menções honrosas

                                                       

Pretos que me ensinaram muito esse ano, fizeram a diferença! No âmbito público, não teria como não dar esse prêmio ao Jeferson Tenório, autor que quero e  ainda vou pesquisar. Esse ano ele não publicou nenhuma obra, porém acompanho fielmente sua coluna no UOL e fico impressionada como pensamos na mesma direção sobre tantas coisas sobre a vida, a negritude  e a literatura. Adoraria escrever um artigo sobre essa coluna, quem sabe um dia! Uma das falas de Tenório  com a qual  mais me identifiquei quando ele falou da  importância de se tornar leitor, um amigo dos livros. Até ministrei uma palestra sobre isso em outubro, que comento aqui

No âmbito pessoal, as menções honrosas vão para  dois homens que me acolheram e abriram portas para mim em 2023.

Mugabe  é maior que eu, deu para parceber rsrs

Começo falando do meu amigo do peito Samoury Mugabe, o rei da paciência para minhas lamúrias e chororôs nesse ano de tantos nãos. Sempre ficamos de combinar um rolê, um samba, uma visita a um restaurante árabe, etc... quase nunca dá tempo, pois ele viaja muito a trabalho, mas quando dá certo, é sempre ótimo estar em sua cia. Mugabe sempre acreditou no meu potencial, conversou comigo  e faz a diferença na mina vida. Já disse a ele que penso que ele deve ter muita pena de mim, me achar uma moça tão sozinha, mas ele diz que não é isso, que devo acreditar que os caminhos se abrirão. Tomara! Meu coach de relacionamento, que conhece todo mundo, ainda vai me apresentar meu grande amor, tenho fé! Muita gratidão Mugabe!

*

Tiagão e a grande admiradora do seu trabalho, Camila

E por último, mas não menos importante, a menção super honrosa vai para Tiago Borges, o Tiagão, que  faz acontecer o Samba do Tiagão e idealizador do Samba do Aguidá, me abrindo portas para o samba com o instrumental, que eu adoro, e me fez conhecer muita gente linda do samba, me acolheu como amiga do samba. Se minha prece "Cercai-me de gente do samba, amém" foi ouvida, o destino me apresentou o trabalho desse rapaz  e com isso sambas, contatos, alegria. Valeu Tiagão, você fez a diferença na minha vida esse ano!


Eu nas rodas 

Só algumas pessoas que conheci no samba do Tiagão  e que  ficaram minhas amigas 
Que tesouro, 2023

Acho que é isso! Semana que vem tem mais balanço de 2023!