sábado, 23 de março de 2024

Terreiro de Crioulo : 8 anos em São Paulo


 

Isso foi no sábado, dia 23 de março... Primeiro eu comecei reclamando porque estava frio e chovendo,meu amigo não ia mais me acompanhar e não gosto de sair no sábado. Mas depois fui e pensei que sempre penso no samba AINDA BEM QUE EU VIM🌹

A reclamação antes :


Depoid fiquei bem bonita, vestida de vermelho 😍🌹 😍

Jogando indiretas, porque sou muito fofinha, de cor de rosa,parceira dozamigo, podem esquecer que sou mulher


















E tocou Cartola, que acabou sendo o tema do fim de semana, porque também tocou na playlist do Samba do Sol domingo 




domingo, 17 de março de 2024

Kyoto : mais um romance/ desenho de Kawabata

a capa da Estação Liberdade 

 Como vem acontecendo há meses, sempre leio um livro de Kawabata, um dos escritores que escreve de forma mais bonita que conheço,  para amenizar o impacto de outras leituras. Primeiro foram as de Conceição Evaristo e sua literatura negro brasileira quase sem esperança de futuro para o povo preto, dessa vez foi para amenizar a leitura de Voragem,  do  Jun'ichirō Tanizaki, outro autor japonês que me pirou o cabeção. E Kawabata sempre cumpre seu papel harmonizador, com muita maestria literária e beleza. 


Em Kyoto (1962), ambientado no período pós-guerra como todos do autor que eu li, traça o conflito entre tradição e modernidade, que aqui não se evidencia como conflito, mas como uma harmonização incrível,  pois o que se opera ali é uma grande homenagem à cidade milenar japonesa, seus templos, jardins, tradições...

Propondo-se  a contar a história da jovem Chieko, filha adotiva de um casal que comerciava quimonos tradicionais e que, no momento estava em processo de falência pelo uso cada vez mais constante  de roupas ocidentais. Ainda no inicio do romance Chieko encontra casualmente sua irmã gêmea, Naeko, de quem foi separada ainda bebê por motivos ligados a tradições japonesas. O problema é que essa trama, que de início parece atraente, é quase que deixada de lado , perdendo espaço para a descrição da beleza geográfica da cidade, de seus templos e costumes, descritos de forma tão detalhada e explicativa, como em um guia de viagem,  que chegou um momento que o enredo ficou tão de lado que quase esqueci a história das gêmeas.

Mas é sempre um livro lindo esses do Kawabata, se desenvolve durante um ano todo e os capítulos são distribuídos com o nome das estações do ano. Não sei como é o Japão real, mas o Japão da literatura de Kawabata é um universo estranho e lindo, só possível de existir na alta literatura desse grande escritor.  

Alguns comentários durante a leitura:

                   

                   
  







sábado, 16 de março de 2024

Um dia, um rio: teatro infantil cantado

O cartaz, no Teatro Anchieta

 Assuntos relacionados à crianças sempre me interessam, pois pesquisei o assunto muito tempo. Teatro infantil em especial, pois significa interagir com a meninada em tempo real, então pelo menos uma vez no ano assisto a uma peça infantil.

Eu, naquela manhã
                   

Antes, no caminho, como uma introdução ao mundo das crianças, passei pela exposição do centenário de Cândido Portinari fui admirar detalhes da reprodução de Menina sentada  (1943).



Um dia, um rio é uma peça teatral que conta a história de um rio,  do Grupo 59 de Teatro, inspirada no livro de mesmo nome de Leo Cunha e André Neves, com  dramaturgia escrita por Bruno Gavranic, dirigida por Fabiano Lodi  do grupo em cartaz na rede sesc e que no dia 16 de março fazia sua estreia no Teatro Anchieta e eu estava lá para conferir. Apesar da venda de ingressos estar esgotada no site, a platéia não chegou a lotar, o que estranhei bastante.

A peça era bem minimalista, figurino e cenário bastante básicos, de cores verde azulada para representar o rio, sem fantasias de encher os olhos infantis, de cara parecia já feita para agradar mais a um público infantil mais velho. 

Realmente  peça carregada em poeticidade, é toda cantada, conta uma história que me agradou muito, como adulta, mas só que nem toda criança gostou, algumas mais novas, cheias de energia, não aguentaram sessenta minutos ouvindo a história longa longa do rio. Uma perto de mim perguntava a todo instante "já acabou?" Essa bela peça não parece ter aquela agilidade narrativa infantil de um curto texto de Ondjaki, que cansa rapidamente  o adulto, mas se harmoniza com o ritmo infantil, por isso algumas crianças choraram  e tiveram que sair, uma pena. Mas a  maioria, estava curtindo a experiência, acompanhando as canções com palmas e vivendo aquilo na intensidade.

Depois almocei no Sesc e foi uma manhã de sábado muito satisfatória.

Alguns registros :


palco, quando entramos

                                                      

uma foto que eu tirei

 

uma foto do encarte

Encarte
Enfim soube das aulas de música nas terças

Só posso comer a massa do Consolação
se vou ver teatro infantil de manhã

Estórias do templo da música que é o Sesc Consolação

                                                   

Amo o Sesc Consolação. Ja falei isso?









sexta-feira, 15 de março de 2024

Canto da sereia e o cancioneiro para os Orixás

 
Um dos meus livros da vida 😍

O CANTO DA SEREIA: De todas as decepções amorosas que tive na vida (quem nunca?), as mais dolorosas foram/são as com negros, que me contaram histórias, dizem revelar "segredos" desse passado ancestral que nos foi roubado. Quando se acha que essa busca de toda uma vida pode ter chegado ao fim, mas foi só mais uma ilusão, a punhalada é violenta. Como dói...

Aí eu volto a um dos meus livros da vida e vou buscar os orixás no belo cancioneiro brasileiro e tudo vale à pena.

Orô pandeiro

Orô viola 🎶

quarta-feira, 13 de março de 2024

Duo Mitre no instrumental Sesc Brasil

 


Mais uma terça feira com terapia e instrumental. Estava muito calor e fui num look bem leve, de bermudinha jeans  e regata rosa, mas levei uma camisa para o ar condicionado

Bem simples, descabelada, mesmo assim a funcionária me disse que estou cada vez mais bonita! Linda é ela! 😍

 Terapia foi muito aguardada porque tive dias doloridos e decisivos e foi bom conversar sobre, me abriu caminhos pra pensar muito nas próximas duas semanas.

Fui pro Sesc tomar sopinha, desta vez não foi a melhor, mas tomei com prazer mesmo assim




Depois teve a música e como sempre foi sensacional:

 Delicioso foi saber que as perguntas presenciais voltaram, então vou poder aprender muito de novo!

Já as meninas do Dueto, duas princesas.



Sobre o show :


 
Foi muito bom, novamente... Até duas semanas!





segunda-feira, 11 de março de 2024

III ENCONTRO DAS RODAS DE SAMBA



Enfim meu rolê favorito da vida, os convidados do Partideiros do Maria Zélia.

Dessa vez, em março,  foi uma edição especial mês das mulheres, e lugar de mulher também é no samba 😍

Eu estava bem mulherzinha de branco e rosa


Choveu na hora de eu sair e já fui de capa de chuva, mas depois nem precisei mais,porque é só eu partir pro Maria Zélia que tudo começa a dar super certo pra mim 😍 

No caminho ganhei elogios de duas mulheres: no ponto de ônibus uma moça elogiou blusinha de um ombro só, no ônibus uma senhora elogiou a pulseira pink e dourada ! Amei!😍 

Ainda no caminho teve história, relacionada a ESSE  vídeo/meme:



Mesmo na dor a gente tem que se divertir, né? Eu sei fazer isso.
Alguns registros do samba: 

Quando entrei tinha uma lona,porque a chuva  seria inevitável, e em todo lugar tinha fotos de mulheres no samba,registrei algumas:


E algumas frases sobre mulheres


Tinha também exposição, para venda,  de obras de @le.coto, artista dos Orixás, coisas lindas como essas 

@le.coto

E algumas fotos do samba mesmo: 

Se existe lugar melhor q Maria Zélia eu desconheço 

Minha roda de samba mais querida

Minha maior felicidade: no samba 😍

Percursionista: coração do samba

Samba doTatu (apé)

Fiquei perto , admirei 

Felicidade 

Eu sei sair da tristeza

Tradicional espetinho

Samba das moças 

Voltei revitalizada 😍

Gratidão aos orixás 






Viva a Comunidade do Samba do Maria Zélia
Viva o Samba