sábado, 10 de maio de 2025
13. Encontro das rodas de Samba
terça-feira, 6 de maio de 2025
"A Senhora dos afogados", Nelson Rodrigues , por cia Teatro oficina
No dia 4 de maio eu fui ao Teatro do Sesc Pompéia viver duas experiências ímpares simultaneamente: assistir a minha primeira peça de Nelson Rodrigues no teatro e também uma peça do lendário Teatro Oficina.
Como estava bem friozinho, fui de botinhas cano curto,um vestido preto leve e casaco de lã verde : bem casual. O destaque estava nos brincos de pedras brilhantes verdes. Achei muito chique. Eu sabia que ia ser uma noite especial e montei o look pensando nisso 🤩
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| Teatro adulto, fazia tempo Os brincos 😍 |
Quando cheguei no Sesc, tudo indicava que ia ser o melhor momento possível
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| Muita emoção |
A peça foi "Senhora dos afogados".
A opinião de Zé Celso sobre Nelson Rodrigues, talvez nosso maior dramaturgo
E a proposta do SESCSP ao apresentar esse espetáculo
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| Peça expõe fissuras morais e desejos reprimidos em cenários familiares |
Todas informações estão no maravilhoso programa do espetáculo:
Durante o espetáculo eu desliguei o celular, mas antes, no intervalo e depois, tirei algumas fotos
No início , intervalo e final
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| No intervalo: surge uma praia |
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| No fim: espetáculo 👏🏾 |
A peça se desenvolve em dois atos , o primeiro de cerca de uma hora e meia,onde conhecemos a família Drummond, seus vizinhos,seus dramas . O segundo ato,de cerca de 45 minutos, se desenvolve em uma praia, onde a trama se fecha.
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| O homem normal é o anti teatro |
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| Acima, à esquerda pra direita,a mãe Eduarda, as filhas Clarinha e Moema.o pai Misael ao centro. À direita avó Marianinha, filho Paulo e a filha Dora. |
domingo, 4 de maio de 2025
"A insustentável leveza do ser" de Milan Kundera: O livro de Sabina
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| Eu e o livro |
Como ouvi em algum lugar, esse livro foi muito editado e muita gente teve um exemplar dele, eu mesma me lembro de ter tido dois, que acabaram se perdendo e eu não sabia se tinha lido de fato. Foi começar a ler e percebi que não tinha.
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| tive as 2 edições esquerda, li a da direita |
Dessa vez conclui. Sobrevivi a esse texto que, embora bem escrito, me soa um pouco datado, arrogante em tantos momentos.
A trama se passa no contexto histórico da Primavera de Praga no fim dos 1960, a partir da história de quatro personagens : o casal de protagonistas Tomas e Tereza e os amantes Sabina e Franz.
Tomas e Tereza são um casal bem tenso, embora se amem e nunca se larguem, têm até uma dependência mutua. Tomas começa como um cirurgião divorciado na cidade de Praga que, em dado momento, conhece Tereza e a ama imediatamente, se sente responsável por cuidar dela. O problema é que ele, que viveu muito tempo como solteiro, tem, digamos, um admirável apetite sexual, coisa que não consegue controlar. Tereza, que está sempre dependendo de Tomas, é uma mulher incrível de muito potencial, se tornou boa fotógrafa na ocasião da invasão russa em Praga, lê bons romances e ouve Beethoven, hábitos refinados que acha que podem abrir as portas do mundo diferenciado de seu marido. Tereza ama Tomas e chega até a compreender seu apetite sexual, no entanto essas infidelidades a machucam tanto que sempre tem pesadelos com isso. É um sofrimento tamanho que nós, leitores, chegamos a julgar insuportável. Eu desejei tanto que ela, em algum momento, o abandonasse, saísse desse circulo vicioso que estava matando os dois aos poucos, mas não podiam , eles tinham que ficar juntos.
Sabina e Franz são uma realidade diversa. Sabina começou como uma das antigas amantes de Tomas quando ele era solteiro, depois que se casou, virou uma amiga leal. A melhor personagem do romance, na minha opinião, sempre coloca algum questionamento pertinente e sua relação com o amante Franz a faz refletir e explicar o significado do título do romance.
Comecei a leitura no fim de abril, mas só fui terminar mesmo nos primeiros dias de maio, em ocasião do feriado do dia do trabalhador. Não é um livro ruim, merecia mais atenção minha, mas me esgotou tanto que mal posso esperar para terminar essa postagem e concluir essa passagem por ele.
Como é possível que não escreva um texto ligando os pontos do romance, as colocações filosóficas e humanas ao retrato histórico, por hora só consigo reunir as Postagens que fui fazendo nas redes durante a leitura.
22 de abril
NA ÚLTIMA CAPA:
"Hoje, tantos anos depois de sua publicação em 1982,o livro ocupa um lugar próprio na história das literaturas universais : é um livro em que o desenvolvimento dos enredos erótico-amorosos conjuga-se com extrema felicidade à descrição de um tempo histórico politicamente opressivo e à reflexão sobre a existência humana como um enigma que resiste à decifração -o que lhe dá um interesse sempre renovado ."
INSUSTENTÁVEL: "Sublocou um estúdio para Teresa e sua pesada mala. Queria cuidar dela, protegê-la, alegrar-se com sua presença", mas não havia necessidade alguma de mudar o próprio modo de vida. Assim,não queria que soubessem que ela dormia na casa dele. O sono compartilhado era corpo de delito do amor." (18)
24 de abril
INSUSTENTÁVEL - A contradição entre leveza e o peso, é como treinar no graviton na academia: se colocar pouco peso fica INSUSTENTÁVEL...
EU PIRO 😂😂😂🤩
25 de abril
INSUSTENTÁVEL: Embora a escrita de Kundera seja ágil e sempre segure o leitor mais um pouquinho, o livro me desperta uma profunda vontade de abandoná-lo. Acho que não o fiz ainda porque,no fundo, sei que a maioria das coisas (não todas) contadas ali são para mim grandes bobagens salpicadas de "filosofia de botequim" - li essa expressão numa resenha e achei apropriada , pois muitas vezes o livro me lembra aquela pessoa que "cita filósofos" fora de contexto. Aparte isso, até me identifico com alguns trechos como esse:
"Para Tereza, o livro era o sinal de reconhecimento de uma irmandade secreta. De fato, contra o mundo de grosseria que a cercava, tinha uma só arma: os livros que tomava emprestados de uma biblioteca municipal; sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles lhes ofereciam uma chance de evasão imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um sentido como objetos: gostava de passear na rua com livros debaixo do braço. Eram para ela o que a elegante bengala era um dândi do século passado. Eles a distinguiam das outras." (P. 50)
A meta é chegar ao menos na metade ... Sigamos!
INSUSTENTÁVEL: "Tereza, Tereza querida, você está se afastando de mim. Aonde quer ir? Todos os dias você sonha com a morte, como se realmente quisesse se ir...", disse-lhe ele, à mesa de um bar.
Era dia claro, a razão e a vontade haviam tomado comando. Uma gota de vinho tinto escorria lentamente pelo copo e Tereza dizia :"Tomas, não posso fazer nada. Compreendo tudo. Sei que você me ama. E bem sei que suas infidelidades não têm nada de dramático..."
Olhava para ele com amor, mas temia a noite, tinha medo dos seus sonhos. Sua vida se partira em duas. A noite e o dia disputavam o poder sobre ela. " P. 60-1
27 de abril
INSUSTENTÁVEL: "...Franz sentiu então uma vontade confusa e irresistível de uma música imensa, de um barulho absoluto, de uma bela algazarra, que englobaria, inundaria, destruiria todas as coisas, que anularia pra sempre a dor, a vaidade,a insignificância das palavras. A música era a negação das frases, a música era a antipalavra! Tinha vontade de ficar com Sabina num longo abraço, de calar, de não pronunciar mais uma só frase e deixar o prazer confluir para o clamor orgíaco da música. Nessa bem-aventura- da algazarra imaginária, ele adormeceu." ( Milan Kundera. "A insustentável leveza do ser", p.94)
Quando não se trata mais de Tomas e Tereza o livro melhora um pouco 💕
28 de abril
INSUSTENTÁVEL: "Era noite e Sabina andava com passo apressado na plataforma da estação. O trem para Amsterdam já estava à espera. Procurava seu vagão. Abriu a porta do compartimento para onde foi conduzida por um funcionário amável e viu Franz sentado num dos leitos. Ele se levantou para recebê-la, ela o abraçou e cobriu de beijos.
Tinha uma vontade terrível de lhe dizer como a mais comum das mulheres: não me deixe, guarde-me perto de você, escravize-me, seja forte! Mas eram palavras que não podia pronunciar.
Quando ele afrouxou o braço, ela disse apenas: 'Como estou contente de estar com você!'. Com sua natural descrição, não podia dizer mais do que isso." P.98
As cenas de Franz e Sabina são bem mais interessantes que as do Tomás e Tereza...
30 de abril
INSUSTENTÁVEL: "Então, de repente, Frans compreendeu com espanto que não estava infeliz. A presença física de Sabina contava muito menos do que ele pensava. O que contava era o traço dourado, o traço mágico que ela havia imprimido em sua vida e de que ninguém poderia privá-lo. Antes de desaparecer de seu horizonte, ela tivera tempo de lhe pôr nas mãos a vassoura de Hércules, com a qual ele varrera de sua vida tudo aquilo que ele não gostava. Essa felicidade inesperada, esse bem estar, essa alegria, que lhe proporcionaram a liberdade e a nova vida, tudo isso era um presente que ela havia lhe deixado.(P.120)
Poxa, isso também não quer dizer amor? Eu, que sei muito bem me deixar ir,confesso que gostaria de ter sempre passado assim pela vida de um homem. Grande Sabina: um traço dourado reavivador 🤩
FOTO DOURADA
FERIADO : Só queria (e merecia) estar lendo um livro floda, mas tô tropeçando de sono com "insustentável..." É o que tem pra hoje e ruim, ruim, não é. As partes que tenho ranço eu leio rapidinho.
Aí se tivesse aí menos um samba...🫡
01 de maio
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER: "O drama de uma vida sempre pode ser explicado pela metáfora do peso. Dizemos que temos um fardo nos ombros. Carregamos esse fardo, que suportarmos ou não, lutamos com ele, perdemos ou ganhamos. O que precisamente aconteceu com Sabina? Nada. Deixara um homem porque quis deixá-lo. Ele a perseguira depois disso? Quisera se vingar? Não. Seu drama não era o do peso, mas da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser." (P.121-2)
A personagem com quem mais me identifico nesse livro é Sabina.
02 de maio
INSUSTENTÁVEL: Esse livro foi a pior cia para um feriadão! Não é um livro ruim, inclusive é muito bem escrito e bom ao abordar a História, mas fora isso é um pouco soberbo, chato e trata temas de forma um tanto desnecessárias. Ele só não me dá tédio porque eu peguei ranço dos protagonistas Tomas e Tereza, aí a leitura vai na força do ódio! Passei bastante da metade e agora é questão de honra acabar logo, ainda que não apareça mais a Sabina, única personagem que depois vou me lembrar desse livro. 😞
Preferia estar lendo um do Jorge Amado !
INSUSTENTÁVEL :"Se a excitação é um mecanismo com que o Criador se diverte, o amor, ao contrário, é o que só pertence a nós e por que escapamos ao Criador. O amor é nossa liberdade. O amor está além do "tem que ser assim". (P.232)
Tomas parece um animal no cio, às vezes tem umas sacadas dessas, mas logo volta a pirar com seu apetite sexual sem fim...
03 de maio
terça-feira, 29 de abril de 2025
"Madureira Armorial" : volta ao instrumental
Depois de algumas semanas de ausência voltei ao instrumental e foi justo no dia do show da Madureira Armorial, um grupo maravilhoso.
Eu estava vestida para combinar com o figurino deles
Outra alegria foi ver que os shows voltaram a ser gravados e transmitidos pelo YouTube, como você pode conferir aqui
Meu comentário na volta :
INSTRUMENTAL HOJE: Com muita emoção vi que os shows voltaram a ser gravados pela Sesc TV, mas com outra equipe e sem Patrícia Palumbo 😞 Dai eu, toda confusa, errei o nome do artista. Não era o Quinteto Armorial, mas MADEIRA ARMORIAL, outro grupo delicioso de música armorial. Música boa por demais! O vocalista explicou que a ideia de Ariano Suassuna ao criar a música armorial era propor uma música instrumental de concerto que abragesse os sons e instrumentos dos festejos populares. Sempre deu bom! Maravilhoso voltar a assistir ao Instrumental."
Nesse vídeo temos algumas homenagens ao Ariano Suassuna. No show tocarameu a peça "DEVORADOR DE LIVROS", comentando a história de que, para não se perder na leitura, Suassuna comia as bordas da página ! 😱🤣😘
Algumas fotos
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| Muito bons |
Vídeo fofo
segunda-feira, 28 de abril de 2025
"Amores expressos": volta ao Cinesesc
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| Cinesesc abril 2025 |
Não ia ao Cinesesc desde antes da pandemia. Aquele que era um dos meus lugares favoritos de São Paulo, tinha se tornado uma lembrança.
Os tempos são outros,já pude comprar meu ingresso antecipado pela internet via Pix,mas foi muito significativo ter saído de casa, mais não na vez ,para assistir o filme que estava passando naquela tarde na rua Augusta. Fosse ele qual fosse.
Sai toda arrumadinha, de marrom, pro cineminha, né sentindo bem, me sentindo viva
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| "É madeira, é pau, madeira é lenha" |
No caso foi o filme chinês "Chungking Express" (1994) ,traduzido como "Amores expressos", do diretor Wong Kar-Wai 1994.
Eu gostei do filme! Achei que tem muito assunto pra comentar. Vejamos um trailer
No dia seguinte, em casa, escrevi impressões iniciais:
AMORES EXPRESSOS (1994): Assisti a esse um filme chinês no Cinesesc ontem. É sobre duas histórias afetivas de policiais em Hong Kong, mas sobretudo sobre os nossos sonhos e inevitáveis desencontros amorosos. O filme é uma delicinha, apesar de toda dor e solidão envolvidas. Ainda que traga cores poderosas (no meio do preto e vermelho, muito azul -blue- e amarelo agridoce do abacaxi enlatado) e também imagens bonitas, metafóricas e interessantes (perseguições no metrô, a corrida da solidão num ginásio, o avião de brinquedo a percorrer o corpo da aeromoça, a carta a se desfazer na chuva, a tachinha no quadro de cortiça que dilacerou o coração do policial, o tempo paralisado do solitário em meio à loucura da metrópole ao fundo, etc...) ,claro que o que mais me chamou a atenção foi a trilha sonora. Acompanhando a denuncia do filme, de uma Hong Kong americanizada, cheia de McDonald's e Coca Cola, a trilha, disponível no Spotify, é mesmo uma delicinha, também aposta em músicas que os EUA fez todo mundo conhecer. Mas são muito boas, falam mais sobre sonhos : "Califórnia Dreams" com The Mamas & The Papas; "Dreams", com Cranberries, e devo ouvi-la por toda a semana. Destaco a versão de "Dreams" em mandarim : nada mais a cara desse filme ♥️💕"
O filme completo não, mas achei um vídeo com cenas onde toca a versão da trilha em mandarim, cantada pela atriz do filme Faye Wong e é uma gracinha
Alguns dias depois, gostaria de fazer um comentário mais detalhado do filme. Contando duas histórias de encontros e desencontros vivenciados por policiais chineses na Hong Kong dos anos 1990.
A SENHA É ETERNO AMOR
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| Criminosa e policial: se acolhem |
Nesta parte sabemos da história do jovem policial de 25 anos 2263, que terminou uma relação há um mês, mas tem dificuldade em aceitar que é verdade, já que foi no dia da mentira, 1 de abril. Ele então cria várias histórias para se convencer de que não é verdade, uma delas foi ter comprado 30 latas de abacaxi (comida favorita dela) que venceriam em 1 de maio, dali um mês, quando ela voltaria, pois é seu aniversário, o que não acontece. Sua solidão é gritante, passa horas procurando ex-namoradas no telefone, comendo o abacaxi vencido e se perguntando se amor também tem data de validade? Nosso policial tem um pager (bem coisa de época) e a senha de sua caixa postal é "Eterno Amor", coisa inexistente. No dia 1 de maio ele percebe que aquele amor acabou, então tromba com uma loira misteriosa e compartilha com ela uma noite de cia mútua, primeiro em um bar, depois em um hotel, onde ela dorme enquanto ele come. Essa mulher, outra solitária, é a comandante de traficantes indianos na China. Foi traída , teve que matar e fugir. Não se conhecem o suficiente para se apaixonarem ou para saberem que esse amor é impossível, já que ela é uma criminosa e ele um policial, mas dividem um afeto de alguma forma. Tanto que é dela a única mensagem de feliz aniversário que recebe no seu pager!
CALIFORNIA DREAM
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| Após Califórnia, para onde quer ir? |
A segunda história do filme é a minha favorita, conta a história do policial 663, que é muito bonitinho, e começa o filme também tentando se recuperar de do fim de uma relação amorosa. A ex namorada dele é uma aeromoça que o abandonou sem dar satisfação. Quando ele vai tentar afogar suas mágoas numa lanchonete, é atendido por uma jovem que está começando agora o trabalho ali. Ela só trabalha com o rádio muito alto, no filme é ao som de California Dreams, que depois saberemos que é também o destino de seus sonhos. Secretamente ela se apaixona pelo policial, mas mantém segredo. Um dia a aeromoça, sabendo que ele sempre passava por ali, deixa uma carta de despedida com as chaves do apartamento. A atendente tenta entregar ao remetente, que sempre deixa para depois, mas um dia ela, sabendo que ele está no trabalho, vai a casa dele, mexe, remexe em tudo, arruma a bagunça do homem solteiro, cuida dos peixes, limpa as lembranças da ex, reaviva a casa. Ele, que ainda está cego pela dor da separação, percebe alguma mudança, mas não sabe se são reais ou ilusões.Um dia ele a pega no flagra e ela foge dele, só então ele percebe o trabalho de formiguinha, para sua reabilitação, que ela tem feito. Então ele a convida para um encontro, mas ela não vai. Só deixa uma carta que ele abre só depois de molhada pela chuva, mas sabe que ela viajou e quer reencontrá-lo dali um ano. Nesse reencontro ela conta que virou aeromoça, viajou para a Califórnia como no seu sonho, mas ainda não sabe que se já é a hora deles viverem esse amor. Termina em aberto, mas eu queria muito que fosse! Coisa mais linda essa história.
ESSE FOI O FILME! Que venham outros e eu retome o hábito de ir ao cinesesc!
sexta-feira, 25 de abril de 2025
Leituras em processo: "O corpo encantado das ruas", Luiz Antônio Simas e "Insustentável leveza do ser", Milan Kundera"
Abril 2025 foi um mês cheio de atividades, pelo menos consegui ler o livro Verme, depois comecei a leitura de dois simultaneamente, "O corpo encantado das ruas ", de A. Simas e "A insustentável leveza do ser", de Kundera. E deixei pra concluir em se. Maio...
terça-feira, 22 de abril de 2025
"Lugar Público": Exposição Antoni Montadas
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| Cartaz educativo |
Em 21 de abril fui ao Sesc Pompéia trocar livros na biblioteca e me deparei com essa exposição linda!
"Espaço público" é uma exposição do arquiteto Antoni Montadas(Barcelona, Espanha, 1942) que propõe conversas sobre a percepção da cidade com trabalhos que propõem intervenção no espaço público para discutir questões sociopolíticas da contemporaneidade.
Algumas imagens
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