segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Assisti "Filho de mil Homens"
sábado, 6 de dezembro de 2025
"Sozinhos" (Solos) 2021: Série Sci-fi existencialista do Prime
"SOZINHOS" (SOLOS, 2021)
Assisti recentemente a esta breve série antológica sci-fi e existencialista do Prime Video Brasil e fiquei profundamente impactada. Em um futuro distópico, acompanhamos a encenação de memórias roubadas e revisitadas por personagens que tentam conviver com tecnologias avançadas usadas, paradoxalmente, para enfrentar questões profundamente humanas: família, saúde, solidão, velhice e o sentido da vida. Em monólogos ou diálogos com um único interlocutor, humano ou não, a série adota quase um formato teatral e se sustenta em grandes atuações, evocando o princípio do teatro grego de explorar o que é essencialmente humano.
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| Tom e seu clone robô |
Os dois primeiros episódios, interligados, ilustram com força essa proposta. Conhecemos Tom Wykgowski, interpretado por Anthony Mackie, que está prestes a morrer e adquire um clone robótico para substituir sua presença e proteger a família. Ao “ensinar” ao robô quem ele é e como ama, Tom revive o que realmente importa: seus vínculos afetivos.
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| Peg : sozinha no espaço com suas memórias |
No episódio seguinte, acompanhamos sua filha Peg Wykgowski, vivida por Helen Mirren, já com setenta e um anos, durante uma viagem espacial solitária. Em conversa com um interlocutor artificial, ela revisita memórias da infância e fala sobre o amor verdadeiro do pai, algo que o robô jamais conseguiu reproduzir.
Esses episódios exemplificam o ponto central da série: não importa o quanto a tecnologia avance, ela permanece apenas como ferramenta. Não substitui o que é natural e essencial : memórias, vínculos, amor, identidade, arrependimentos, presença. Sem isso, a tecnologia alcança apenas o vazio da experiência humana. Como a série sugere, memória não é arquivo; é identidade, afeto e sentido.
Ao terminar, lembrei do livro “A morte é um dia que vale a pena viver”, da médica Ana Claudia Quintana Arantes, que mostra como pessoas prestes a morrer, em cuidados paliativos, raramente falam de tecnologia, metas ou status. Elas falam de memórias, do que foram ou deixaram de ser, das relações que construíram e das que perderam.
Em "Sozinhos" estamos diante de um universo hiper tecnológico, mas também nele ,nenhuma tecnologia é capaz de substituir a experiência humana.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
Série Them : terror psicológico virou filminho clichê de terror?
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| Segunda temporada: clichês de terror |
O mais difícil de séries è quando se tem uma primeira temporada excelente e a expectativa da segunda é alta. No caso a história mudou , agora gira em torno da detetive negra Dawn Reeve (Deborah Ayorinde) que, em 1991 em Los Angeles, investiga uma série de assassinatos chocantes (cenas fortes de corpos deteriorados 😱)
Paralelamente, acompanhamos a história de Edmund Gaines (Luke James, que, sozinho ,salva a temporada!), um ator negro solitário com dificuldade de encontrar papéis, por isso ganha a vida como personagem de parque infantil. Sem me estender muito, as tramas de Dawan e Edmund se encontraram, inclusive na referência à primeira temporada que, infelizmente, merecia uma continuação melhor. Se na primeira acharam senso comum uma família perseguida por fantasmas; nessa ,apesar do subtítulo MEDO ,o conteúdo é bem mais leve (eu achei, deu pra assistir tudo sem pausa pra recuperação),o racismo é bem mais leve, e o terror psicológico virou um roteiro de filme de terror dos anos 1980, com vários clichês : seriam kiler, psicopata, exorcismo, decapitação, terror com brinquedos e palhaços palhaços : Tudo junto ! Dela só destaco novamente a atuação de Luke James, que quase até o fim, eu não sabia se era bom, mal, farsante ou vítima! Cada olhar era uma surpresa! Muitas palmas a ele, porque o resto é apenas um exemplo de como destruir uma ideia fantástica, como a da série Them.
domingo, 30 de novembro de 2025
Novembro terminou com Terreiro de Crioulo e 18 anos de Partideiros Maria Zélia
Relembrando 2024 ,terminei um mês desafiador como novembro curtindo samba no sábado e no domingo no Maria Zélia. Quero renascer com a energia do Natal ! E nada melhor que um samba pra isso !
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| Prendi a guilanda e fui sambar bem natalina Vestindo estampa Daschiki ♥️ |
Comecei no sábado com o "Terreiro de Crioulo": tudo de bom, gente bonita, samba dos melhores, amei como sempre.
O samba estava legal,mas um pouco diferente...meu querido Abel do bandolim não veio, o que pude ter causado uma mudança no repertório, talvez ...mas o Geleia e o PH estavam lá . Foi ótimo curtir o último Terreiro do ano no MZ.
Algumas fotos
Só porque comi churrasco com. Mel, há valeu super !
Domingo foi mais um aniversário dos Partideiros do Maria Zélia. Dezoito anos ... E eu sempre lá, como é bom pertencer, né? Fui toda de verde, espalhando esperança
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| Me achando kkk |
Como sempre foi uma delícia ir a festa desse samba que eu frequento e tanto amo ! Reencontrei tanta gente e bebi chop de vinho. A vida presta
Alguns registros de reencontro: como é bom pertencer 💚
Amei muito 2025 no SAMBA!
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Anne with an E e eu ♥️
Alguém me perguntou se eu não achava Anne parecida com alguém ! Fui assistir e achei essa pergunta muito "auspiciosa", como ela mesma diria 🤣😂
Essa menina falante é uma Camilinha tagarela e encantadora 💞
domingo, 23 de novembro de 2025
"Nosso sonho" (2023), Eduardo Albergaria
NOSSO SONHO (2023): Assisti ontem na Netflix. É uma cinebiografia que não é tão esteticamente trabalhada quanto alguns filmes mais recentes; este é bem popular, assim como os homenageados. O enredo é meio bobo, mas ADOREI! É um filme FUNK MELODY, do subúrbio carioca, preto, sem “palmitagem”, muito comunidade, família, “salve simpatia”! Me diverti muito e amei as músicas — quem não canta junto?
Especialmente “Nosso Sonho”, que, além de contar bastante da história de Claudinho e Buchecha, nos leva pelo circuito dos bailes funk nas comunidades:
"Na praça do Playboy, ou em Niterói;No Fazenda, Chumbada ou no COI; Quitumbo, Guaporé, nos locais do Jacaré; Taquara, Furna e Faz Quem Quer;Barata, Cidade de Deus, Borel e a Gambá; Marechal, Urucrânia, Irajá; Cosmorama, Guadalupe, Sangue-Areia e Pombal; Vigário Geral, Rocinha e Vidigal; Coronel, Mutuapira, Itaguaí e Saci; Andaraí, Iriri, Salgueiro, Cariri; Engenho Novo, Gramacho; Méier, Inhaúma, Arará;Vila Aliança, Mineira, Mangueira e a Vintém;Na Posse e Madureira, Nilópolis, Xerém!"
UAU! No final da sessão, pensei: “Quem não quer ter um ‘amigo anjo’ como CLAUDINHO?”
sábado, 22 de novembro de 2025
O quarto ao lado, Almodóvar
O QUARTO AO LADO: acabei de assistir. É um filme de temática pesada, mas não dramático. Tem a solidão de Hopper, cinema mudo, e é muito colorido, típico de Almodóvar, mas também é sóbrio ao mesmo tempo para tratar da discussão sobre eutanásia e do direito de interromper a vidas. Há verdes, vermelho, cinza e muita luz fria. Tem vida, flores coloridas, e morte, guerras, cinema mudo, canções. E a sugestão do sexo funciona como um filtro entre os dois. É a espugriçadeira da convalescença de Almodóvar. É um belo e triste filme. Foi bom assistir.





















