domingo, 22 de fevereiro de 2026

"Morro dos ventos uivantes" 2026 Emerald Fennell

 

Cartaz ao modo "E o vento levou"


Assistimos ontem a  adaptação dessa história trágica, mais sombria do que romântica, e esteticamente bela. Apesar de ser um filme assumidamente sensual, passa a sensação de  possibilidade erótica o tempo todo, é fato que não há nudez, nem nada muito explícito, tudo sempre muito elegantemente contado. Muito mais do que ventos uivantes, temos chuva /tempestades. A fotografia é belíssima e melancólica, como combina com a história.
Nada como pegar um cineminha 

Os protagonistas estão muito bem em seus papéis e o filme cumpre o que se espera de uma tragédia no desfecho: a sensação de que, seja lá o que for o amor, ele não é essa relação intensa marcada por paixão, dominação e controle.
Um ponto positivo é atuação das duas atrizes principais. 
A pupila Isabella ,de Alison Oliver ,é o respiro cômico e ao mesmo tempo a manutenção da crueldade e domínio de poder. E especialmente a  protagonista Cath, de Margot Robbie, sempre dramática, linda ,perfeita e cruel, especialmente em seus tons de vermelho.
Um ponto negativo é a trilha sonora pop chiclete, que pode distrair e comprometer toda a construção da densidade do filme.




sábado, 21 de fevereiro de 2026

SINGERS: Homens sendo homens e músicas sendo músicas

      

Descumprindo minha promessa de não assistir mais indicados ao Oscar 2026, assisti Singers , na Netflix, que está indicado  na categoria “documentário de ficção”.  É um filme fantástico.

Em 18 minutos, entramos em um bar noturno, onde vários homens fogem de uma nevasca, cada um carregando suas próprias feridas. 

As músicas tocadas no filme 

Em dado momento, decidem fazer uma competição para saber quem canta melhor. Quando as canções tomam a frente, nasce uma comunhão até então inimaginável, e a música passa a cumprir o papel de guia. Que filme sensacional!