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quarta-feira, 16 de outubro de 2024

"Raízes nordestinas do choro",com a saxofonista Suzete Santos no Instrumental


 Na semana passada não fui ao instrumental porque estava frio, nessa eu fui porque vinha da terapia.

Estava muito simples, mas leva hj tô nondo no peito os símbolos dos meus orixás  Oxum e Oxóssi 

Toda de marrom e azul  pra combinar com o pingente de ofá (arco) de Oxóssi e abebe (espelho) da Oxum 

Nessa terça grande eu tinha a tão aguardada terapia, estava mesmo precisando mexer em alguns respeitos. Foi bom...

No Sesc senti falta dos instrumentistas na comedoria, acho que não teve aula. Mas encontrei alguns amigos, especialmente a Neidinha, minha colega que os Ibejis me apresentaram, estava muito gostoso.

O arranjo de flores do Teatro Anchieta muito simples e delicado 

O show prometia muito 


E realmente foi muito bom de ouvir.
Se quiser confira aqui



Eu tirei fotos 

Todos no palco 

Zé Barbeiro no violão 

Milton Muri no cavaquinho 

Roberta Valente no pandeiro

Suzete Santos nos sopros

Convidada 

Convidada no violão 



Foi tudo muito lindo e eu resenhei na volta:




Até a próxima 


quinta-feira, 29 de junho de 2023

SUSPIROS: Fim de junho e o retorno aos mitos dos orixás

 

SUSPIROS: 2023, para mim, está sendo um ano marcado por pai Oxósssi. Lembrando uns itans  (mitos orais) que ouvi na vida, é comum que Oxum e Oxóssi sintam atração um pelo outro, mas nenhum dos dois sustenta isso por muito tempo: Odé se ocupa nas matas e  Oxum não aguenta a solidão da espera e segue outro caminho. Na vida "real" ficam  as marcas : umas frases, fotos, canções e, citando "Memorial do Convento" a obra prima de Saramago, algum SUSPIRO "como de quem nasce ou de quem morre", em um movimento de morte e renascimento sem fim. Quem sabe um dia pai Oxósssi e mãe Oxum se reencontrem nos meus  sonhos. Quem sabe...

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Batiputá: uma história sobre pai Oxósssi

 


BATIPUTÁ : Nesse livro INCRÍVEL ,organizado por Marcelo Moutinho, temos 18 contos inspirados nos arquétipos dos orixás. Estava louca pra ler, emprestei da biblioteca do Sesc Pompéia e fui ler o primeiro. Não sei bem o motivo (mentira, óbvio que eu sei, meu pai é caçador de uma flecha só, ele lança e eu só sigo rs), ou talvez porque hoje é quinta feira, fui direto na história sobre meu pai Oxósssi, Batiputá, escrita pela minha querida autora Socorro Acioli. Muito bom ...
Antes do conto, se explica um pouco do arquétipo do orixá
Capa e ilustrações: Antônio Gonzaga

 O conto é cheio de detalhes referentes aos mitos de Oxósssi: o silêncio, as abelhas, a flecha salvadora e única,  fala da encantaria (comentei sobre isso aqui esses dias), das mensagens dos orixás através de sonho (sempre acontece comigo, inclusive com Oxósssi), fala sobre caminhar sozinho na mata (me remete a uma rica lembrança de infância, que só depois de adulta, vislumbrei ter sido meu primeiro contato acalentador com meu pai Oxóssi e minha mãe Oxum). Me lembrei que um aspecto do arquétipo de Oxóssi não citado nesse livro, mas que eu conheço: ele é o orixá do conhecimento. Refletia Martin Heidegger, em seu "Caminhos de floresta", sobre problemas e soluções que encontramos numa caminhada difícil, algo que podemos ler como metáfora da própria pesquisa (busca do conhecimento). Esse conto é maravilhoso, super indico. Vou ler o livro com calma, se outro conto me interessar, volto a comentar.
Ainda sobre o conto escrito por Socorro Acioli, temos esse trecho

No conto, uma jornalista acompanha um grupo de pesquisadores que vão colher na mata o Batiputá, que é o líquido sagrado dos índios, que cura tudo, e vem  de presente dos encantados. Nesse trecho da página 53 do livro, depois de tomar o mocororó (vinho dos índios) ela se descola do grupo, entra na mata sozinha, e é salva pela flecha única de um índio bonito, que depois fica sabendo ser Oxósssi 💙💚🏹
Acho linda a manifestação de Oxossi na mata...

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Quintal dos Prettos Novembro 2022




É o dia mais esperado do mês, mas eu não estava bem, naqueles dias, muita cólica. Mas não passou pela cabeça não ir, claro.
O problema desse foi que o frio,  penetra que gelou a semana toda, também compareceu. Mas não com tanta força. Ainda bem, porque não podia nem pensar em tomar friagem.

 Tudo bem que tive que usar calça  pela primeira vez no Maria Zélia 😱, mas com uma blusa de frio, pelo menos consegui usar a camiseta dos Orixás que comprei no Mercado Livre e transformei em croped de  Oxósssi e Oxum, como eu queria:



Detalhe foi que muitas vezes, no meio do samba, levantei os braços e mostrei a barriguinha fofa, sem problemas. Eu tô aprendendo a me amar como sou, aceitar elogios



Tirei muitas fotos minhas, em vários momentos, vamos deixar de curiosidade 

Escrevi alguns stories de registro





E também algumas fotos
Amo esses meninos 😍


Viva o zoom

Lá longe

A roda de samba que amo

Ele quis me contar a história do
Cacique de Ramos. Eu sabia, mas deixei 
Ele contar 😍

Com a amiga Lu 

Tem vídeos, mas não sei se vou ter paciência de baixar. O Reel do Instagram :













sábado, 13 de agosto de 2022

Uma Lenda de Oxum e Xangô

 


COMO SURGIU O AGBÊ (XEQUERÊ)

Um recém-chegado tocador de tambor encantara a bela Oxum
Ela não sabia muito sobre o jovem
Apenas que seu nome era Xangô,
Que ele gostava muito de tocar, de dançar
E gostava bastante das mulheres e elas dele.
Oxum era conhecida por toda a aldeia por ser a mais sedutora, bela e graciosa entre todas as mulheres.
E ela sabia disso
Mesmo sabendo que Xangô gostava de música, dança e das mulheres,
Oxum passava dias e dias imaginando como ter o amor daquele tão disputado homem só pra si.
Precisava mostrar seus dotes para o jovem.

Certo dia ela teve uma ideia...
Faria um instrumento, assim como ela, sedutor e gracioso, para atrair a atenção e o amor do belo rapaz.
Pegou uma cabaça, sementes de ave-maria e fios de palha da costa que haviam por ali
E com a paciência e amor que só Oxum tem,
Foi tecendo em volta da cabaça uma rede com os fios de palha da costa e prendendo aos fios, as sementes de ave-maria.
Depois de dias dando nós e prendendo as sementes com os fios de palha da costa, finalmente estava pronto o instrumento feito para seduzir Xangô.
Estava pronto o agbê, ou xequerê.

Certa tarde Xangô foi ao rio matar sua sede.
De longe ouviu um som que nunca tinha ouvido e isso chamou a sua atenção
Olhou em sua volta a fim de descobrir de onde vinha aquele som tão envolvente
Deu de cara com uma jovem de pés descalços, com os cabelos soltos e apenas com algumas fitas amarelas cobrindo seu corpo.
Era Oxum.
Oxum tocava docemente
Oxum dançava com o vento
Oxum era definitivamente a mais bela da aldeia, pensava Xangô.
Xangô ficou Irremediavelmente enfeitiçado com tanta beleza.
Xangô caiu de amores por Oxum
E ficou com ela por muito tempo.
Mas Xangô não era homem de uma mulher só
E Oxum sabia disso.
#filhasdeoxumofc #candomble


domingo, 20 de fevereiro de 2022

Passei pela primeira vez na pandemia

 

                                             
PELA PRIMEIRA VEZ - Que me lembre, hoje foi a primeira vez que tive que apresentar minha carteira de vacinação com 3 doses para entrar no SESC Pompéia. Tudo bem que eu queria ter visto a exposição do Sebastião Salgado, que pelo jeito está bem atraente, mas achei muito cheia, fila quilométrica, não quis ficar, quem sabe volto em algum dia de semana, mas só de ter saído, ido a um lugar que eu amo, foi um grande passo. E ainda no começo para eu voltar ao normal! Obrigada a Deus e aos orixás que me guardaram e deram coragem, especialmente mãe Oxum, pai Oxóssi e mãe Iemanjá!
🙏🏾

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Sobre Oxum , por Van Sena Omoloji



Oxum "Òsun òyéyéni mò" (Oxum é cheia de compreensão).

Oxum, cortadora de cabeças

Oxum assumiu na diáspora o papel da mãezinha cuidadora pela necessidade dos pretos órfãos buscarem em seu colo o acolhimento necessário para sobreviver às violências da escravidão. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
Sim, ela cuidava das suas subjetividades, das suas emoções enxugava as suas lágrimas. Oxum, entretanto, não é apenas sensibilidade e delicadeza. Quando ela traz a espada, a guerra se enche d’água que afoga. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
Não existe homem capaz de vencer a sua lâmina afiada. Estrategista, ela vê o inimigo com olhar da paixão. O encanta. Seu feitiço entra pelos olhos. O que ela deseja, no entanto, é saber seu ponto vital. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
Oxum não derruba para desequilibrar apenas. Em guerra, Oxum é a potência feminina que dar a rasteira e o homem caído jamais conseguirá se levantar. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
A Oxum acolhedora traz o rio na espada. Defende seus filhos como leoa faminta. Ela não mais perguntará, pois já fez todas as perguntas antes e as corujas de olhos grandes lhe trouxeram as respostas. A verdade é o seu julgamento. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
Quando toma seu inimigo não tem pena. A força da guerreira sai do fundo do seu útero. Ela elimina uma comunidade de aborós agressores de mulheres pela espada. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
Montada em seu cavalo, afia sua lâmina em água corrente, brava e forte. Manda chuva, alaga a aldeia, os homens correm, e com espada em punhos, Oxum elimina um a um. Decepa suas cabeças, traz para os pés das iyabás e anuncia ao mundo o seu poder cuidador e mortal. ⠀⠀
⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀
Assim, Oxum mostra que não existe uma dicotomia entre o ser sensível e o ser da guerra. Que o feminino não representa apenas sensibilidade e delicadeza, mas também é vigor, estratégia e luta. Oxum é a água doce que gera a vida e também é a água límpida que afoga e leva à morte.

Texto: Van Sena Omoloji - @nagoterapia ⠀

Imagem, Arte: Breno Loeser

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Oxum e o poder feminino

Depoimento de Oxum, publicado na Carta Capital e disponível neste link

Dizem que sou linda! Um pouco vaidosa, talvez. Gosto de estar arrumada, de harmonizar cores e acessórios, gestos e movimentos, olhares e palavras. Também dizem que sou elegante, orgulhosa, sofisticada. Permitam que me apresente: sou Oxum, senhora de muitas águas.

Vim das terras de Ijexá e Oxobô, da Nigéria, da África. De lá transborda meu rio, o Rio Oxum, de águas douradas e calmas que se expandem e tomam muitas formas, que se transformam e se confundem, que se ampliam e desaguam. Águas sinuosas, um dia calmas, outro revoltas, mas nunca as mesmas.
A mim, não importa o que sou, mas tudo que posso ser. Posso ser chuva, cachoeira, rio e mar. Água é água? Engano seu! Se pensa que me conhece, aí que te surpreendo. Lembre-se: há rios que se cruzam, mas não se misturam. Posso ser a donzela, a madrasta e a bruxa. Mato sua sede, mas posso te matar.
Sobre a terra, sou riacho, sou bênção. Sob a terra, sou infiltração, sou tragédia. Cantando faço uma revolução. Com um espelho na mão, venço uma guerra. Não se engane comigo, sou vaidosa, mas não sou fútil. Sei onde posso chegar e sei o que quero. Sou Oxum, sou mãe sem deixar de ser mulher.
Se tenho uma arma? Sim, a sedução! Continuo plena diante do rei, olho diretamente em seus olhos e deixo que meu corpo fale. Nunca quis estar à frente de nada, mandar em quem manda já me basta. Sou o poder mais genuíno, a força propulsora de toda existência, sou água, sou vida.
Sou amor e, acredite, sou razão. Alcione cantou-me assim: “sou doce, dengosa, polida. Fiel como um cão, sou capaz de te dar minha vida. Mas olhe, não pise na bola…” Sou Oxum e te amo intensamente, enquanto me convém.
Não me apraz a simplicidade. Não saberia viver sem brilhos, sem luzes, sem espelhos. Não aprendi a praticar o desapego, muito menos a viver modestamente. Sim, sou amor, mas só amor não me é suficiente. Quero mais, quero a riqueza e tudo que ela proporciona, quero a glória, a opulência. Quero a felicidade, quero a mesma alegria da terra seca ao receber as águas do verão. Ser fértil, brotar, florescer. Ser mãe!
Sou Oxum. Transparecendo doçura venci todos os meus inimigos. Resisti com meu povo à escravidão, à fome, à humilhação. Minhas filhas, essas mulheres tão lindas, essas negras que exalam o doce perfume do macassá, sofreram as mais terríveis violências. Corpos expropriados, almas destruídas, ventres violados. Chorei ao parir esses filhos. Filhos da pior desgraça, filhos do medo, do abuso, da crueldade. Filhos que nem sempre pude amamentar, mas que amei como minhas mais belas joias, como minhas maiores riquezas.
Abençoei a luta dessas mulheres. Com mel e água curei suas chagas. Mesmo as dores mais profundas, abrandei. Nascer mulher é uma sina, um castigo? Que homem disse isso? Só quem desconhece a força da vida é capaz de negar o poder feminino. Sou Oxum, sou mulher. Sou a grande dama da sociedade, a Iyalodê! Sou rainha, sou mãe, sou feiticeira.
“Eu gosto de ser mulher. Sonhar, arder de amor…” Se Oxalá, o maior de todos, curvou-se a meus pés, quem poderá negar-me a coroa? Teve o “Senhor das Alturas” de reconhecer que sem mim a vida perece. A regra, o sangue, o símbolo do poder das mulheres. O ventre gerando, o ciclo, a vida. Mas parir não me resume, dar à luz é muito mais que isso. Não se engane. Não sou só um útero, uma reprodutora. Não sou só mãe, sou mulher!
E me insurjo a cada outono. De flor a fruto, faço surgir o múltiplo, o diverso, o único. Sou Oxum e todas as mulheres me pertencem. Todas, todas elas! Todas as que tiveram dom e vontade: as que nasceram, as que se descobriram, as que se revelaram, as que se transformaram. Todas, sem exceção. Todas as que tiveram coragem de se tornar mulher. Sou matrona e protetora de todas elas.
Esse ventre é o mundo… Porque um dia eu quis engravidar e não pude. Um dia eu quis gerar e me vi incapaz. Mas não há mulher que não possa ser mãe. Eu sou a prova. Se você acha que o que define uma mulher é o útero, lamento informar que lhe sobra estupidez. Não sou só um corpo, mas meu corpo me pertence. Não me force, não me obrigue, não me condene. Se não conhece minha dor, não determine meu lugar, muito menos o que devo ou não fazer. Respeite meu corpo, respeite meu ser e respeite minhas escolhas.
Lembre-se: essa doçura, essa calma, esse meigo olhar me levam onde eu bem quiser. Sei fingir, sei enganar, sei mentir e trair. Mas não o farei se você não me obrigar. Não se trata de cinismo, apenas um instinto de sobrevivência. Não nasci pra agradar a ninguém, mas se for preciso…
Sou Oxum. Sou menina, sou jovem, sou velha. Sou mulher sempre. Não se assuste com essas minhas confidências, mas não teste meus limites. Um rio, um regato, uma nascente, seja como for, não os desafie. Não afronte essa força intensa e inesperada, não provoque Oxum, não provoque as águas.
Meu silêncio é sempre uma ameaça. Como cantou lindamente Maria Bethânia, sou a “Senhora das águas que correm caladas”. Minha divindade se encanta na água doce. Não, eu não moro no rio. Na verdade, eu sou o rio. Um rio sinuoso, caudaloso. Embora ínfimo na fonte, até minha foz tomo formas surpreendentes. Fertilizo e devasto, sacio e afogo, arrefeço e aqueço. Um rio é uma divindade, portanto, tenha respeito e cuidado. Orixá nenhum aceita acintes, mas a natureza não ataca, apenas revida.





segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Miss universo 2019 : Beleza negra reconhecida


`Premiação

Em 8 de dezembro de 2019, dia de Oxum, orixá da beleza, vencendo todos os preconceitos e assumindo a verdade de que Negra é linda, a candidata da sulafricana Zozibini Tunzi (26) venceu o concurso de Miss Universo <3 font="">
Não que seu seja uma entusiasta desse tipo de consurso, porque tenho noção do qrande mal que podem fazer, mas o caso é um tanto especial, vejamos:
A bela jovem é relações públicas e ativista na luta contra a violência de gênero , tendo total noção do significado mais amplo que sua vitória terá para todas as negras e negros no mundo, conforma podemos confirmar em seu discurso : 



Representatividade é importante.  E já passou da hora da branquitude devolver às negras e aos negros o reconhecimento de sua beleza. Mamãe Oxum sorriu ontem, eu sorri também! 

sábado, 27 de abril de 2019

O amor de Oxum e Oxóssi

Oxum e Oxóssi

Mônica Rosa está  se sentindo encantada.
"LINDO POEMA SOBRE O AMOR DE
OXÚM e OXÓSSI "💛💚💙
O REINO DOS RIOS E DO MATO 🌻🍃
Ele é príncipe do mato, rei formoso.
Ela rainha encantada, tesouro precioso.
Ele é rei de Ketu, cheio de peles e caças.
Ela rainha do Ijexá, cheia de jóias caras.
Ele é caçador, muito esperto e inteligente.
Ela é feiticeira, mulher muito envolvente.
Ele é senhor da lua, um eterno sonhador.
Ela é senhora dos rios, a mãe de todo amor.
Ele ama o selvagem, tudo que é complicado.
Ela ama o delicado, tudo que é refinado.
Ele adora a liberdade e voa livre no ar.
Ela ama seus filhos e adora na casa mandar.
Ele é difícil de conter, vive para o mundo.
Ela é difícil de agradar, sentimentos profundos.
Ele quando se irrita sai de casa.
Ela quando se irrita chora de raiva.
Ele quando feliz ama muito mais.
Ela quando feliz se entrega demais.
Ele quando partido sofre por dentro.
Ela quando ferida deságua em tormento.
Ele quando em dúvida se põe a pensar.
Ela quando em dúvida se põe a chorar.
Ele e ela são bem diferentes.
Mas o amor é mais forte quando olham pra gente.
Cada um, cada qual, no seu reino encantado.
Ela rainha nos rios, e ele o rei do mato.
Lindo, né? Esse poeminha foi iluminado por mamãe Oxum e pai Oxóssi. Quando ela fala comigo surgem coisas tão delicadas, mas muito certeiras quanto ao relacionamento de pessoas desses Orixás. Como os pais vivem em reinos e mundos diferentes, mas com amor são capazes de vencer qualquer obstáculo.
Yêyê Oxúm! 💛
Okê Aro! 💚💙
Credito: Magia do axé.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Oxum Ijimú

Oxum Ijimú

OSUN IJIMÚ.
Ijimú é ligada a Nanã e por esse fato não se deve iniciar em homens, pois Nanã estará sempre muito perto de Ijimú.
Se conta que Ijumú é uma "Osô", ou seja: UMA BRUXA!

Todas as Osôs tem cabaças miraculosas que ganharam de Orunmilá (inclusive as OsoRongá também possuem cabaças).

Ogun e Nanã sempre foram desafetos e se desprezavam, mas Ogun declarou guerra a aldeia de Nanã. 

Nanã não tinha medo de lutar e nem de morrer, mas ela temia por suas crianças. Nanã tinha filhos e netos a sua aldeia era formada por sua família e ela sabia que se perdesse a guerra Ogun mataria suas crianças ou os venderia como escravos.

Nanã se desesperou e então sem ter alternativa ela pediu ajuda a feiticeira Ijimú que morava no fundo do rio Osun. 
Osun Ijimú se dispôs a ajudar Nanã a salvar as crianças, ela usou sua cabaça e a fez ficar gigantesca, assim colocou toda a família de Nanã ali dentro e então fez a cabaça ficar pequena novamente e a escondeu no fundo do rio prometendo a Nanã que se ela perdesse e Guerra Ijimun cuidaria de seus filhos.
Quando Ogun chegou na aldeia de Nanã ele encontrou Nanã sozinha e então eles pelejaram por dias, até que Nanã venceu a Batalha e expulsou o cruel Ogun Onirê de suas terras, onde nunca mais pode entrar.
Nanã nunca se esqueceu da grande ajuda de Ijimun e então decidiu lhe dar um presente, Nanã não usa e nem gosta de metal então fez um Abebé para Ijimum de madeira e em forma de boneca, lhe deu também o direito de se ornar com os Kawuris (búzios, Nanã é a dona dos Búzios) e com palha e para sempre foram amigas.

Nanã é de poucos amigos, mas ela tem muita gratidão a Ijimú e a Asesun que são suas grandes amigas.
Ijimú é a Osun que foi bem recebida na família da Palha, desde então caminha com Nanã e todos os seus filhos e amigos, por isso vemos iniciadas a Osumarê e Osun, Osun e Obaluaie, Yewa e Osun, Osayn e Osun, e muitos outros afetos de Nanã que saúdam Ijimú pelo seu bom coração.
Além de Nanã, ela sempre anda com Osun Yabotô e as demais

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Oxum Ajagura

Oxum Ajangura

ÒSUN AJAGURA
Uma linda guerreira. Tem um caráter violento, impetuoso.
É ligada à Ogum do qual foi presenteada com a Idá wurá, na nascente de um rio. Foi Ogum que a ensinou a guerrear.
Ela nasce dos rios de águas claras e corrente, regendo as águas revoltas, correntezas, corredeiras e os olhos d’agua que puxam as pessoas para o fundo.
Invariavelmente caminha com Aganju(seu marido) e Ogum e estes devem sempre ser propiciados junto à ela.

Também tem ligações com Ossaim, do qual aprendeu a arte da magia e o conhecimento das ervas e seus ofós. É uma Osun extremamente vingativa e feiticeira.
É uma franca e ardilosa rival de Oyá, que teria também sido casada com Aganju.
Senhora de todas as aves de penas coloridas e aves aquáticas e terrestres. 
É a Yabá responsável direta pelo Ekodidé e pela hora da apresentação do Iyawô à sociedade.
Veste amarelo ouro e rosa bebê. Carrega abebé e alfange no peito dentro do pano da Costa e só o apresenta em atos especiais. 
Seu adê é um dos "únicos que poderiam vir" carregado de Ekodidés.

Come todas as comidas rituais de Osum, mas lhe agrada muito a coelha.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE AJAGURÁ:
Os filhos dessa Osun são amorosos, meigos, detalhistas estáveis, emotivos, vaidosos, intelectuais e sedutores.
Quando amam, amam mesmo. Também são pirracentos, manipuladores, voluptuosos e fofoqueiros.
Possuem grande sabedoria para feitiços.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

As 16 caminhos (qualidades) de Mamãe Oxum

Mamãe Oxum e seu Abebé



Que em 2019 o Abebé (espelho)  da Mamãe Oxum mande de volta todo o mal para quem o espalhou! Oraeieiô! 💛👑🌻INFORMAÇÃO:
Qualidades do Orixá Oxum (Outubro 23, 2008 por Manuela) FONTE CLIQUE AQUI
Divindade calma veste-se sempre de cores claras, de preferência amarelas que é a sua cor consagrada; porém, dependendo da qualidade, òsun guerreira pode vestir-se de cor de rosa, òsun velha de branco e azul claro; òsun Ijimu, por exemplo, usa uma saia azul claro, òja e adé cor de rosa. Òsun leva na mão direita seu leque ritual, o abèbé de latão ou qualquer outro metal dourado, com uma sereia, um peixe ou até mesmo uma pequena pomba no centro.
O número de òsun sendo dezesseis, o colar terá dezesseis fios, dezesseis firmas (ou duas, ou quatro) que podem ser de divindades com as quais ela tem afinidade, ou com as quais sua filha estiver relacionada: Òsòsi, Sàngó, Yémánjá, por exemplo. Òsun dança os ritmos ijesa, com passos miúdos, segurando graciosamente a saia.
O toque Ijèsà é ritmado como o balanço das águas tranqüilas, e muito apreciado pelos fiéis. Quando estão Presentes Òsòsi e Logun Edé acompanham òsun. ògún também dança com òsun os ritmos Ijèsà, assim como òsányín. No terreiro jeje do Bogun, òsun (ÍYÁLODE) dança o bravum como Naná. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias, anéis e pulseiras. No dia do deká de uma filha de Yasan (Oya Bale) daquela casa, òsun manifestou-se para disputar Sàngó, empurrando-a e dançando, provocante, diante do deus do trovão.
São dezesseis qualidades de Òsun;
– ÒSUN ABALÔ é uma velha Òsun, de culto antigo, considerada Iyá Ominibú, tem ligação com Oyá, Ogun e Oxóssi, veste-se de cores claras, usa abebé e alfange.
– ÒSUN IJÍMU ou Ijimú, é outro tipo de Òsun velha. Veste-se de azul claro ou cor de rosa. Leva abèbé e alfange, tem ligação com as Iyamís, é responsável por todos os Otás dos rios.
– ÒSUN ABOTÔ também uma velha oxun de culto antigo, ligada as Iyamís, feiticeira, carrega abebe e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.
– ÒSUN OPARÁ ou Apará seria a mais jovem das Òsun, e um tipo guerreiro que acompanha Ògún, vivendo com ele pelas estradas; dança com ele quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na m ão e pode vestir-se de cor de marronavermelhado,a Senhora da Espada.
– ÒSUN AJAGURA ou Ajajira, outra òsun guerreira que leva espada, jovem, tem ligação com Yemanjá e Xangô
– YEYE OKE Oxun jovem guerreira, muito ligada a Oxóssi, carrega ofa e erukere
– YEYE ÌPONDÁ é também uma òsun Guerreira ligada a Ibuálàmò. Yeye Pondá é rainda da cidade que leva seu nome Ìponda, leva uma espada e veste-se de amarelo ouro e branco quando acompanha Oxaguiã.
– YEYE OGA é uma òsun velha e muito guereira, carrega abebe e alfange
– YEYE KARÉ é um osun jovem e guereira, ligada a Odé Karè, Logun edé.
– YEYE IPETU é uma Oxun de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn e principalmente a Oyá dada a sua ligação com Egun.
– YEYE AYAALÁ- é talvez a mais ancestral dentre todas, veste-se de branco, ligada a Orunmilá e as iyamis, considerada a avó.
-YEYE OTIN- Osun com estreita ligação com Ínlè, ligada a caça e usa ofá e abebé.
-YEYE IBERÍ ou merimerin- Oxun nova, concentra a vaidade e toda beleza e elegância de uma Oxun, dizem que ser a Oxun de mãe menininha do Gantois.
–YEYE MOUWÒ- oxun ligada a Olokun e Yemanjá, grande poder das iyamís, veste-se de cores claras e usa abebé e ofange.
–YEYE POPOLOKUN- oxun de culto raro, ligado aos lagos e lagoas,
-YEYE OLÓKÒ- Oxun guerreira , vive na floresta nos grandes poços de água, padroeira do pôço.
Revisão: Fernando D’Osogiyan