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terça-feira, 16 de maio de 2017

Passagens, de Walter Benjamin


A obra historiográfica que me fez pirar desde o mestrado ... até hoje está de pé ao lado do computador para eu não esquecer nunca da fragmentação da narrativa (rs)
Aqui a referência completa do meu volume (com traduções e tudo mais):

BENJAMIN, Walter. Passagens. Trad. Irene Aron (alemão) e Cleonice Paes Barreto Mourão (francês). Belo Horizonte: Editora UFMG;São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009.
Sempre me perguntei : A narrativa constelacional da História de Benjamin poderia ser uma possibilidade de entrada na abordagem da narrativa humorística (também ela toda fracionada)? ... Não sei a resposta ainda, mas li um texto manuscrito de Benjamin chamado "Un historie comique à l'époque oú il n'y avait pas encore d'hommes" e o 'comique' aqui é mesmo HQ (este texto está publicado e no volume Les Cahiers de l'Herne - Walter Benjamin (2013) ... para quem pira na narrativa da história como eu : é demais! 
Voltando ao Passagens, cabe reforçar que esse material chega até nós em forma de um livro de 1166 páginas, mas não vamos esquecer que, originalmente, trata-se de um conjunto de MANUSCRITOS DE WALTER BENJAMIN... realmente eu não fui estudar os manuscritos de Rosa à toa, não ... é todo um oxigênio mental respirado no século XX. Sobre manuscritos, fragmentação e História, confiram meu artigo "A indagação da História nos manuscritos literários de Guimarães Rosa", publicado no vol 2 no. 2 da Revista Intelligere - História Intelectual ....

domingo, 17 de julho de 2016

Walter Benjamin e a essência do seu método historiográfico

Les Cahiers de L'Herne - Walter Benjamin(2013)

TEORIA DA HISTÓRIA -‘La quintessence de sa méthode réside dans as forme de présentation’ Walter Benjamin

Esses dias mesmo eu escrevi e submeti a um periódico de História um texto sobre os fragmentados manuscritos literários de Guimarães Rosa e alguns questionamentos que aquele material propunha à História. Mas, mesmo que eu tenha abordado, nele, que aqueles documentos são fruto de todo o contexto da crise da crise dos grandes paradigmas no século XX - quando passou-se a duvidar de grandes explicações para tudo -, não me será muito estranho se,  já no século XXI, meu artigo não seja  tão bem aceito de antemão, afinal ainda existem os que se  levam a sério demais.

Tem coisas que demoram para mudar, outras nunca mudam.


Acordei pensando nisso, ai abri meu 'Les Cahiers de l'Herne - Walter Benjamin' para reler o artigo "Les Passages - livre, arquives ou enciclopédie magique?" de Willi Bolle, no qual ele aborda a construção de um método historiográfico de trabalho de Benjamin (para mim eis o cerne daquela teoria da história constelacional que tanto me encanta).

Adoro e acho importante o meu estudo sobre História 'Cultural do Humor', com Pedro Bloch e as crianças, mas no fundo no fundo, sei que essa é uma forma original (e divertida) que encontrei de problematizar aqui no Brasil essas teoricamente complexas ideias historiográficas. 

Não será fácil ser aceita ou compreendida, mas acredito em tudo isso e vou insistir até não poder mais, perdoem-me.
Antes do fim eu espero ter publicado um ou outro artiguinho sobre, ou então ter "contaminado' com esses pontos luminosos artigos sobre outras coisas, como venho fazendo sempre...

EM TEMPO: Sem mais comentários sobre o significado de abordar esse tema teoricamente pesado numa manhã de domingo... eu nunca disse que eu sou uma mulher fácil, né? kkkkkkkkkkkk