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terça-feira, 29 de julho de 2025

CONHECENDO PARTE DA COMUNIDADE NEGRA DE NITERÓI

 


Na semana entre os dias 20 e 27 de julho de 2025 eu tirei umas férias salvadoras em Niterói RJ ,na casa do meu anfitrião, também negro ,Geraldo. Qual não foi minha grata surpresa ao descobrir que a cidade estava em clima de "mês da mulher negra" e a comunidade afro desenvolvendo eventos lindos e gratuítos no "Reserva Cultural Niterói", aquele espaço projetado por Niemayer e que ocupa o centro da cidade.  pudemos aproveitar bastante e foi muito bom.

Primeiro assistimos a um lindo desfile de Moda Afro do Projeto Emilia Brown,na quarta dia 23 de julho.
Como os negros estão em todos os lugares e acabam de conhecendo, foi uma grata surpresa saber que Emília e toda sua equipe, é ligada a minha queria Mama Nossa cultura, até conheço aqui da Casa das Cadeiras.
Com Mama Nossa Cultura nas Caldeiras
Em 2018

Foi muito bom ver que a beleza negra também vive em Niterói,não só no palco, mas também na plateia do desfile: negro é lindo ♥️

Algumas fotos 











No dia seguinte, quinta feira, no mesmo lugar, fomos prestigiar a peça CINDERELA NEGRA


Foi uma adaptação da história de Cinderela para a população negra , divertida e consciente! 
Para ver esse espetáculo o teatro lotou, teve  muitas crianças e todo mundo se divertiu. 

Dias depois, na sexta feira, para reforçar o tema da negritude em Niterói, fomos conhecer  um centro de umbanda e foi muito mágico. Era um dia de batismo (nem sabia que tem isso na umbanda), ficamos um pouco, vimos as incorporações e eu até tomei um passe do meu pai Oxóssi 🏹💚💙

Fiquei muito contente em conhecer um pouco da comunidade negra de Niterói. Agora só falta um samba 😍








quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

2022: Prêmio melhores do ano

 

Passando  o meio de dezembro, já dá para contar as melhores coisas que experimentei nesses meses de abertura pós quarentena, num ano bem difícil, mas também cheio de coisas legais, com gosto de vida real. Depois de dois anos de adaptações ou alterações nos quesitos, dessa vez deu pra fazer completo. Vambora :

1 Rolê: Samba do Sol Pagode 90

Como num sonho que nem ousava sonhar durante a quarentena, esse ano voltei aos rolês quase toda semana. Muito dificil escolher um  melhor, gostei de todos, mas mantendo a tradição, no pagodão me divirto mais. Nesse ano fui em dois, ambos no Mural da Casa de Cultura. Em 2023 tem mais! Vou rememorar os rolês um pouquinho: 

Muito Samba do Sol: Casa das Caldeiras; Casa Rockambole (antigo Espaço Rio Verde); Mural Casa de Cultura da Vila Madalena e, claro, foi o primeiro rolê que fui no ano, também o último! Inclusive, pela primeira vez, meu réveillon vai  ser  lá!


Com a Eta nas Caldeiras Maio

Pati e Amanda 
 Pagode 90 no Mural julho
 
Com Andressa Caldeiras
Fevereiro: beijo de máscaras
Volta ao Rio Verde 
Consciência Negra nas Caldeiras

Ensopada de chuva
Pagode 90 no Mural
Ultimo do ano
 em dezembro 
Pagodão em abril

No Maria Zélia fui no Quintal dos Prettos todos os meses, de maio a dezembro e foi tudo sempre ótimo

Agosto

Dezembro

Julho

Junho

Maio

Novembro

Outubro

Setembro



 


Também lá curti os Partideiros Maria Zélia , em julho com amigos, em dezembro com o Berço do Samba de São Matheus 

Julho

Dezembro

Explorando os sambas da ZL, conheci o Samba do  Fabiano Sorriso, na Fielzone, no Itaquerão 

Amigos agradáveis

Teve um rolê Boteco Prato do dia no Tendal da Lapa em abril e fui com amigos  que não via desde a quarentena e dancei muito 


Ligia e Vitor

E em Maio, realizando meu sonho, teve uma Caleifação Tropicaos Brass Brew  na Casa das Caldeiras, pena que estava frio e  eu estava tão triste 
 
Era dia das mães e eu queria chorar 


2 Música :One way ticket (to the blues) Eruption 

Apesar das festas, esse foi um ano triste, não  foi um ano muito musical. Não queria que nenhuma música que gosto, sambas, ficasse associada a esse ano. Então escolhi essa que conheci nas dancinhas do Instagram que amava, mas depois ouvia só ouvia a música mesmo. É contagiante



3 Livro e autor do ano:  Literário "O beijo na parede", de Jeferson Tenório, o autor do ano, autor da vida! Não literário "Racismo estrutural", Silvio Almeida

Feliz com esse livrinho lindo 

Um romance de estreia,  dou alguns descontos, especialmente porque sei que depois Tenório vai resolver melhor tudo isso, mas essa história é muito bonita, muito apaixonante, eu me emocionei demais e ainda quero tomar sorvete com o menino João, para conversarmos sobre nossas leituras! Durante a leitura eu escrevi:


E depois...



E além do mais, é a estreia do grande Jeferson, Tenório, autor mais impactante que leio faz tempo. Sobre ele venho refletindo sempre e devo continuar

                                     


No campo da não ficção o livro do ano que, enfim, eu li foi esse que mudou meu olhar para o mundo onde vivo. Silvio, erudito e objetivo, tira algumas vendas de nossos olhos e passamos a ver a realidade mais nua e crua. Para mim é leitura obrigatória a todos.

4 Filme: Pantera Negra II Wakanda Forever  

O Wakanda forever

Não porque tenha sido o melhor filme ever, o filme é bem emocionante, chorei muito pelo clima do luto, mas em geral  ele foi até bem decepcionante em relação ao primeiro, especialmente no campo da representatividade negra, mesmo assim vesti a camisa e mantive o gesto de wakandiana. Escolhi esse simplesmente porque foi o único filme que eu vi nesse ano (no cinema e fora). Sem concorrente é fácil ganhar !

5 Foto do ano: A super banana nanica 

Fui descascar a babanana nanica, pensando que era nanica
Mas era um bananão de mais de 25 cm! Adorei ! kkkk

Não tivemos fotos marcantes nesse ano. Escolhi esta que foi um meme recente e rimos muito com o tamanho desse bananão!

6 Bebida ou comida do ano: Claras 

Fiquei craque em separar gema e clara

Porque estou na dieta com a nutri, podia escolher  aveia, banana, cacau, mas esses já comia antes e sem a menor dúvida o que eu mais comi esse ano foram as claras de ovo. Por causa da dieta com a nutri para não perder massa muscular, todos os dias pelo menos quatro. Tanto que uso albumina  (clara em pó) para complementar. Me acostumei ao omelete de claras  e me faz super bem! Salve as claras! 

7 Show: Black Mantra Soul 

Depois de dois anos de lives na quarentena, nesse ano esse assisti alguns shows, no samba, com minha volta ao sesc instrumental, e foi sempre muito bom! Adorei o Pagode da Dessa, Berço do Samba de são Matheus, o Grupos Só vendo pra crer, Silas Prado Sexteto (que muito me emocionou) e outros, mas escolho como marcante o show da Black Mantra, que me trouxe um soul dançante e alegre (precisava) no meu aniversário. Gratidão!

8 Roupas ou acessórios: Camiseta Elza Soares samba amor revolução

Em setembro a Chico Rei me lembrou
 do aniversário da camiseta  

Até pensei um colocar um dos acessórios fodas que adquiri esse ano (como óculos Michael Jackson, gargantilha de búzios dourados, brinco e colar pan-africanismo, etc), ou uma das camisetas fodas que comprei (Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Oxóssi Oxum, etc), mas esses usei muito pontualmente. O prêmio é para o que usei mais de uma ou duas vezes no ano, então escolhi a camiseta da Elza Soares, que eu já tinha, mas para  homenagear a musa que nos deixou em janeiro, eu  e quis que fosse a roupa do ano, e foi! Usei algumas vezes: 

Virei o ano com a camiseta

Usei acompanhando minha mãe
no ICESP em junho

Usei no Quintal dos Prettos
em julho (com a gargantinha dourada)

Usei  no Primeiro rolê do ano
Samba do Sol Carnaval nas Caldeiras

Veste muito bem em mim, me sinto ligada a grande diva Elza Soares levando ela na camisa : "... mil nações moldaram a minha cara, minha voz uso pra dizer o que se cala" !Gratidão! 

9 Conquista do ano : Ter caído feio, levantado e me perdoado

Como nos últimos dois anos, a maior conquista e termos, eu e minha mãe, passado o ano com saúde, a pesar da pandemia e de todo o resto. Também é uma conquista poder escrever esse post completo, porque voltei a viver para escolher os melhores do ano. 
Mas como 2022 foi um ano de muitos não, facadas pelas costas, negatividade, a maior conquista foi ter sempre me levantado, me perdoado e seguido adiante. Isso é que é viver. Não posso deixar de lado que só consegui isso com a ajuda de muitas pessoas que chegaram ou  voltaram para minha vida: gratidão! 2023 vai ser mais leve! 

 10 Preto do ano : Professor. Silvio Almeida

Nem sempre esse prêmio escolheu o preto do ano, às vezes por falta de candidatos, outras vezes por excesso, mas esse ano encontrei ou reencontrei, pretos muito interessantes, por quem tive um crush, ou não, mas com quem aprendi muito. De todos, o que mais me ensinou, e sou muito grata por isso, foi o professor Silvio, pela erudição, pela clareza, pela generosidade com todos nós brasileiros. Gratidão!  

Foi no dia seguinte a essa postagem, horas depois, que ficamos sabendo que Ricardo foi chamado para assumir o Ministério dos Direitos Humanos no novo governo federal. 👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾

Parabéns! Super merecido!



quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Clara dos Anjos e a novela das nove!


Mesmo com a multiplicidade das mídias, a telenovela continua sendo um importante filtro da realidade brasileira. Atualmente, a mais famosa é "Amor de mãe", escrita por Manuela Dias e com direção artística de José Luiz Villamarim.

Nesta semana, uma cena da novela se destacou e muitos dos meus contatos a publicaram no status do Whatsapp e o crítico de televisão Mauricio Stycer comentou no Twitter como um momento de desabafo dizendo que "a gente não é gente não, a gente é sobrevivente". Na cena, a  personagem Camila, interpretada por Jéssica Ellen, que é uma professora de História negra  em uma escola da periferia do Rio de Janeiro, desabafa com sua mãe Lurdes, interpretada por Regina Casé . Vejamos do que se trata: 



Quando vi a cena só lembrei da cena  final da novela "Clara dos Anjos", escrita por  Lima Barreto (1922), que reli em 2019, contando a história das dificuldades para uma  moça negra e periférica no Rio de Janeiro do início do século XX:

"Num dado momento, Clara ergueu-se da cadeira em que se sentara e abraçou muito fortemente sua mãe, dizendo, com grande acento de desespero  
-Mamãe!Mamãe!   
-Que é minha filha?
         -Nós não somos nada nesta vida." (Lima Barreto "Clara dos Anjos", 1922)


Desde a novela de  Lima Barreto em 1922 até a telenovela global de Manoela Dias em 2020, passou  quase um século, mas nas duas cenas as  jovens negras e periféricas continuam falando a mesma coisa, como se o tempo não passasse ou a História pudesse atuar na vida de quem é  negra e  periférica nesse país! 
Agradeço à personagem Clara e à personagem Camila por usarem suas vozes para sublinhar que "tão ligadas que não é fácil, né manas".

sábado, 15 de junho de 2019

Poder negro

BLACK LOVE IS BLACK POWER!

É porque "a gente combinamos de não morrer", lembra?
BLACK LOVE IS BLACK POWER!