quarta-feira, 9 de novembro de 2011
quarta-feira, 28 de abril de 2010
II SIMPÓSIO DE ESTUDOS SOBRE CULTURA
Apesar de tudo eu vou apresentar o que estou falando neste resumo:
Guimarães Rosa: Um escrevinhador de narradores
Camila Rodrigues*
Palavras-chave – Guimarães Rosa, oralidade, sertão, infância, modernismos
Resumo
A performance da escrita de João Guimarães Rosa (1908-1967) é a utilização da fala como ingrediente da sua escritura. Isso pode ser percebido a partir do alto grau de estranhamento que apresenta a leitores urbanos, pois aborda o cenário peculiar do sertão de Minas Gerais, que é tomado como emblema e alegoria do primitivo. Foi neste sertão - na cidade de Cordisburgo - que em 1908 nasceu o menino Joãozito, uma criança que ao completar oito anos, mudou-se para Belo Horizonte, onde seguiu seus estudos até tornar-se médico e depois atuar como diplomata.
Na fase adulta, Guimarães Rosa revisitou o sertão para viajar com vaqueiros e registrar, em seus conhecidos cadernos manuscritos, as narrativas e a linguagem tradicional dos sertanejos. Entender sua performance deve partir da existência desses registros, pois eles - tão parecidos com um relatório científico – não são, ainda, a sua obra literária final, mas apontamentos que serviram como sua matéria prima, já que a observação da realidade precisa de filtros ficcionais para tornar-se literatura.
A importância do contato com os sertanejos foi oferecer matéria prima para o artesanato de sua escritura, pois ao escrever sua literatura, Rosa não reproduz exatamente o que ouviu, mas faz escolhas de palavras ou expressões que – a partir de sua força sonora ou semântica – reproduzem não a fala, mas sim o ritmo do que foi ouvido, pois elege este elemento como a força motriz da comunicação, e isso passa a atuar como o corpo da narrativa. Assumindo essa visão, a escrita de Guimarães Rosa articula a linguagem de forma a potencializar a oralidade existente nela.
Se pensarmos na recepção da obra rosiana pela crítica no contexto de seu lançamento (1946-1967), em geral, a utilização desse artesanato que propicia uma escritura ligada a oralidade foi percebida, mas somente relacionada ao espírito do seu tempo (Zeitgeist), que começou a ser expresso na literatura brasileira pelo modernismo desde os anos 1920, especialmente no resgate de aspectos primitivos e orais em nossas manifestações populares. Após 1945, com a chamada 3ª.geração – a de Guimarães Rosa -, percebe-se uma busca ainda maior por experimentações lingüísticas, que refletiam uma ansiedade em inserir o Brasil nas grandes problemáticas da epistemologia do pós guerra, valorizando, entre outros elementos, a linguagem oral. A incorporação da perspectiva infantil a este novo olhar epistemológico também alterou a visão da História. Todos esses temas serão levantados, ainda que de forma sintética, nesta fala.
* Doutoranda em História Social na USP – Ma. Camila Rodrigues
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
ONDE ESTÁ ESTE ALGUÉM?
"Se alguém pudesse ser um siboney
Boiando à flor do sol
Se alguém, seu arquipélago, seu rei
Seu golfo e seu farol
Captasse a cor das cores da razão do sal da vida
Talvez chegasse a ler o que este amor tem como lei"
Eu sei onde ele não está: na academia, em baladas, em festas familiares, em shows e rock, em piadas...
Mas ele pode estar no SESC, na USP, no Reveillon da Paulista,nos shows do Tom Zé...
no neu cotidiano, onde existem muitos interditos ... vejam este vídeo :
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Sobre a eleição do reitor na USP: EU NÃO ENGOLI!
Li um comentário crítico, seguido por uma entrevista com o candidato vencedor pelos votos das congregações, mas ARBITRARIAMENTE PRETERIDO PELO GOVERNADOR JOSÉ SERRA, apesar de indicar a referência aqui, colo-o completo- já que você já está aqui mesmo ... só devo salientar que, ao contrário do que pensa Oliva - o candidato preterido,EU PENSO,SIM QUE A DECISÃO DO SERRA TOCOU PROFUNDAMENTE A AUTONOMIA DA UNIVERSADE DE SÃO PAULO (AFINAL,EMBORA A ELEÇÃO NÃO TENHA MESMO, PROPRIAMENTE, DESREPEITADO O ESTADO DE DIREITO, MAS SE CONSIDERARMOS O CONTEXTO ATUAL DA UNIVERSIDADE, OBSERVAMOS QUE A AUTONOMIA VEM SOFRENDO CONSTANTE ENFRAQUECIMENTO, O QUE FOI MARCADO POR ATOS EXTREMOS COMO A ENTRADA DA PM NO CAMPUS E AGORA POR ESSA ELEIÇÃO AUTORITÁRIA, COMO ATÉ JÁ ESTAVAMOS ...)
" Terça, 17 de novembro de 2009, 08h57
Oliva: Ingerência política é incompatível com a USP
Eliano Jorge
Embora tenha vencido a eleição para reitor da Universidade de São Paulo (USP), Oliva acabou preterido pelo governador paulista José Serra, do PSDB, a quem coube a escolha a partir da lista de três nomes apontados pelas urnas. Nomeado sexta-feira, 13, João Grandino Rodas alcançou apenas o segundo lugar nas várias etapas do escrutínio.
"É evidente que eu tinha toda a expectativa de que ele me indicaria porque tinha obtido o apoio explícito da comunidade universitária, numa campanha em que pautei exclusivamente - e talvez esta tenha sido minha falha - sobre a construção de um grande projeto e sobre o convencimento da comunidade universitária. Eu não tinha um viés político, grandes nomes secundando com carta de apoio, nenhuma manifestação política, caciques, ex-reitores", comentou Oliva, em conversa com Terra Magazine.
Ele se queixou da falta de análises mais profundas dos projetos por parte de Serra. A opção foi respeitada, mas não foi engolida a justificativa pela comparação de experiência e carreira dos candidatos: "Acho que ele não olhou direito os currículos. Não me pareceu convincente".
Tendo sempre Rodas na sua escolta, Oliva venceu as três votações do segundo turno, com diferença de 46, 56 e depois 57 votos entre eles. Nesta etapa, houve 85% de comparecimento às urnas, correspondentes a 274 membros do Conselho Universitário e dos Conselhos Centrais - de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e Cultura e Extensão Universitária.
"O resultado no colegiado menor traçou a mesma vontade da comunidade expandida", concluiu a reitora Suely Vilela, em declaração reproduzida no site oficial da USP.
"Se, de fato, a decisão (do governador) teve uma origem política, é um pouco ruim, né? Porque a universidade deve ser regida por princípios acadêmicos, e não necessariamente ingerências políticas de qualquer sorte, me parecem incompatíveis com o princípio universitário", observou Oliva. "Se você tenta contaminar eleições acadêmicas e técnicas com preferências políticas, isso é terrível", acrescentou.
Atual diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas comandou o Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade) entre 2000 e 2004, nomeado pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula. A partir do dia 26, será o 25º reitor de uma das mais conceituadas universidades do País.
Confira a entrevista com Glaucius Oliva.
Terra Magazine - Como o senhor começa a semana depois do processo eleitoral? Já não está mais ligando para isso?Glaucius Oliva - O fato é que terminou, acabou o processo, nós temos um novo reitor. Portanto, eu tenho que retomar minhas atividades normais, de pesquisa, ensino, as atividades administrativas como diretor do Insituto de Física. E continuar trabalhando pela Universidade de São Paulo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
SOBRE O NOVO REITOR DA USP
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Desemprego e racismo
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
NOTÍCIAS DA USP : ELEIÇÕES E VESTIBULAR