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quarta-feira, 17 de julho de 2024
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Negritude, música e ancestralidade em Milton Nascimento
3. Negritude,
música e ancestralidade em Milton Nascimento -
Camila
Rodrigues (publicado originalmente em 16 julho de 2018)
Estamos chegando do fundo da
terra,
estamos chegando do ventre da
noite,
da carne do açoite nós somos,
viemos lembrar(…)
Estamos chegando do chão da oficina,
estamos chegando do som e das
formas,
da arte negada que somos,
viemos criar. (…)
Estamos chegando do chão dos
quilombos,
estamos chegando no som dos
tambores,
dos Novos Palmares nós somos,
viemos lutar.
A de Ó (estamos Chegando) –
Milton Nascimento e Pedro Casaldáliga
Existem
vários caminhos para se abordar o tema da negritude na vasta obra musical de
Milton Nascimento (Bituca), uma vez que
estamos falando de um dos artistas negros mais significativos do Brasil, pois
mesmo que sua sonoridade seja mundialmente reconhecida pela grandeza de sua voz
divinal, que segundo Paulo Thiago de Mello, apresenta um timbre de
“rara extensão e densidade”, o que lhe permite “restituir a força do canto, do entoar majestoso (…) acrescentando a ela ritmos e linhas melódicas”
e
também pelo refinamento harmônico apresentado em suas
composições e interpretações, olhando de perto, é possível perceber outras
influências recebidas por um ouvido musical treinado a reconhecer nas tradições
culturais e danças populares, um
material riquíssimo que é sintetizado e purificado em sua musicalidade. Naquela
obra também encontramos apontamentos a respeito de uma vivência do
que é ser negro no Brasil, juntamente com um
vasto conhecimento da história dos seus ancestrais que vieram nobres e
fortes da África e aqui foram escravizados, mas que, ainda assim, foram e são
capazes de criar e sustentar a cultura do
nosso país. Mesmo reconhecendo ser um dos muitos caminhos possíveis a partir dos quais seria possível
abordar o tema da negritude em Bituca, para
sintetizar neste breve texto esta forte manifestação expressa na música popular
brasileira, escolhemos abordar duas personagens que aparecem naquelas canções:
a Maria, Maria e o Pai Grande, que estariam diretamente relacionadas ao
reconhecimento de uma ancestralidade africana presente em território
brasileiro.
Maria
é personagem principal da canção Maria, Maria, composta para a trilha sonora da
coreografia de mesmo nome que foi a primeira peça apresentada pelo grupo de balé
Corpo, de Belo Horizonte, em
1976, com m´sica assinada por Bituca, roteiro de Fernando Brant e coreografia do
argentino Oscar Araiz, que ficou seis anos em cartaz e percorreu catorze
países. No espetáculo conta-se a história de vida de uma mulher negra do
interior de Minas Gerais, desde a sua infância, que é muito marcada por
referências ao passado escravocrata do país, conforme o roteiro de Fernando
Brant, que é lido enquanto os bailarinos dançam :
Maria
Maria nasceu num leito qualquer de madeira. Infância incomum, pois nem bem ela
andava, falava e sentia e já suas mãos ganhavam os primeiros calos do trabalho
precoce. Infância de roupa rasgada e remendada, de corpo limpo e sorriso
aberto. Infância sem brinquedos, mas cheia de jogos aprendidos com as velhas
que lavavam roupa nas margens do Jequitinhonha. Infância que acabou cedo, pois
já ao quatorze anos, como era normal na região ela já estava casada.
Sobre
o casamento ela se lembraria pouco, “ou não quer muito se lembrar daquele homem
estranho a lhe dar balas e doces em troca de cada filho”, que no total foram
seis, em seis ano de casamento, até que enviuvou, o que para ela foi um alívio,
que a permitiu se definir como “Maria solidária,solitária, operária e
brincalhona”e alegre como na música: “dança
Maria Maria, lança seu corpo jovem pelo ar, ela já vem, ela virá, solidária nos
ajudar”.
Á respeito da trajetória de Maria Maria a dissertação de mestrado A negritude através de
“Maria Maria” de Milton Nascimento, de Carlos Alberto da Silva nos lembra que,
nascida em meio a uma sociedade machista ocidental, Maria recria o destino a
ela destinado, que seria permanecer dedicando-se exclusivamente aos afazeres
domésticos e aos cuidados dos filhos pacificamente, como se fosse uma negra
amarrada e amordaçada ao modo de suas
ancestrais escravizadas, mas ela
quis ser mais, desejou se libertar dos
cativeiros aos quais estaria presa para sempre, por isso, em uma atitude de rebeldia, sempre enxergava
a vida de forma alegre e bondosa.
Já
no final da vida, ela se despede na bela
canção de Bituca em parceria com Sérgio Sant’Anna:
Eu sou uma preta velha aqui
sentada ao sol, não tenho um nome,nem idade, nem pátria, não vou à qualquer
parte, não quero nada (…) eu vou morrer aqui sentada ao sol.
Através
da figura de Maria Maria, o espetáculo conseguiu tratar de muitos assuntos de
interesse aos afrodescendentes, como o sincretismo religioso, que no roteiro do
espetáculo é apresentado em uma imagem
na faixa Santos Católicos x Candomblé:
Experimentem tirar pela força aquilo que faz um homem. Era crença dos católicos, que os santos africanos deviam ser esmagados. Impossível para os negros esquecer quem veneravam. Iludindo todos os brancos eles apenas mudaram o nome de seus santos. E daí surgiu a mistura preto-branco, afro-europeu, mexido bem brasileiro, farofa de religião.
Embora
já disponibilizado na íntegra no Youtube, este espetáculo ficou mesmo conhecido
através da canção Maria Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, que foi
gravada e consagrada por Bituca no álbum Clube da Esquina 2 (1978) e então a
experiência daquela mulher negra se apresenta como uma verdade para todas as
mulheres fortes, que “misturam a dor e e a alegria” , pois trazem “na pele essa marca” e possuem a
estranha mania de ter fé na vida”, e merecem “viver e amar como outra qualquer
do planeta”.
Mas
se Maria Maria era uma Preta Velha cheia de sabedoria, também no conjunto de
canções de Milton Nascimento encontramos sua versão masculina na figura do Pai
Grande, que na música de mesmo nome é rememorado pelo filho:
Meu
pai Grande,inda me lembro e que saudade de você
Dizendo:
eu já criei seu pai, hoje vou criar você
(…)
De minha saudade sem você cantar de onde eu vim
É
bom lembrar todo homem de verdade
Era
forte e sem maldade
O
dia vai, o dia vem
Todo
filho seu seguindo os passos
E
um cantinho pra morrer
Pra
onde eu vim não vou chorar
Já
não quero ir mais embora
Minha
gente é essa agora
Se
estou aqui, trouxe de lá um amor tão longe de mentiras
Quero
a quem quiser me amar.
Segundo
Carlos Alberto da Silva, nesta canção surge a
“figura masculina do curandeiro, do contador de estórias, do rememorizador das aventuras e desventuras de um povo sofredor e que, mesmo em meio ao sofrimento, canta, dança, brinca e se diverte”.
A memória do Pai Grande aparece aqui como a
própria ligação com a África de origem, da qual se deve lembrar, inclusive para
poder criar nesta nova terra um lugar de amor e longe de mentiras. Esta
canção já havia sido primeiro gravada
no álbum álbum Milton Nascimento (Beco do Mota), de 1969, porém é na versão de
1970, depois de passar por um aperfeiçoamento no arranjo com a ajuda do grupo
de músicos do Som imaginário, que ela
refinou-se na harmonia, tornando-se
ainda mais sofisticada, especialmente em
relação ao tratamento da percussão, que
ali já não aparece mais simplesmente como acompanhamento da voz do
cantor, mas já atuava autonomamente na canção,tornando-se definitiva.
Aliás,
o álbum Milton, de 1970, marca uma transformação visível de Bituca, no sentido
de assumir sua identidade negra, o que começa ficando claro através da capa e
no encarte do disco, feita pelo designer Kélio Rodrigues, nos quais Milton
aparece desenhado como um belo rei negro. No que se refere a sonoridade,
segundo nos explica o professor de canção popular brasileira Ivan Vilela (USP),
essa nova maneira de lidar com os batuques inaugurada por Bituca naquele no álbum
trouxe uma nova sonoridade africana para a música brasileira, esta não
mais ritmada e malemolente como a expressa pelo samba, mas mais clara e
direta. Vilela nos esclarece,ainda, que
isso seria explicado em trabalhos de
história antropológica como Tia Ciata e a Pequena África do Rio de Janeiro, de
Roberto Moura, que lembra as diferenças culturais entre os grupos de africanos
que vieram viver na Bahia e no Rio de Janeiro, que em geral seriam negros “islamizados, alfabetizados e muito organizados em suas lutas” para preservar
ao máximo sua cultura de mesclas e interferências; e Vilela exclarece que os que se instalaram em Minas Gerais, para
“sobreviverem, mesclaram seus traços à cultura dominante, ao catolicismo. Suas religiões foram amalgamadas a elementos do catolicismo popular para assim preservarem a sua essência. É essa a África que vem com Milton. A África dos congados e moçambiques, catopés e marujadas, caiapós, candombes e vilões.”Destacando o aguçado ouvido musical do nosso Bituca.
Em
nossa viagem panorâmica sobre a obra de Milton Nascimento, em busca de marcas
da negritude ali registradas, nos guiaram dois anciões, uma Preta e um Preto
Velho, que cheios de sabedoria, foram nos mostrando cada lugar onde se
escondiam marcas de uma tradição africana renovada, na letra e na melodia das
canções, comprovando que Bituca é, sim,
um forte representante da negritude na cultura brasileira, porque não apenas
retoma experiências culturais africanas
até então não divulgadas, como também as
recria devido a convivência com estímulos sentidos aqui, o lugar onde todos
merecemos viver e amar.
Referências
Milton Nascimento
CORPO, Grupo. Histórico.
Disponível em
http://www.grupocorpo.com.br/companhia/historico
BORGES,
MÁRCIO. Os sonhos não envelhecem:
Histórias do Clube da Esquina.
3ª.ed.São Paulo: Geração Editorial, 1996.
MELLO,
Paulo Thiago de. Clube da esquina: Milton
Nascimento e Lô Borges. Rio de Janeiro: Cobogó, 2018.(Coleção Livro do disco)
MOURA,
Roberto. Tia Ciata e a Pequena África do Rio de Janeiro. 2. ed. rev. Rio de Janeiro : Departamento Geral de
Documentação e Informação Cultural, Data de Publicação1995.
( Biblioteca carioca ; v. 32. Série Publicação científica)
NASCIMENTO,Milton.
Pai Grande (1970).
SILVA,
Carlos Alberto da. A negritude através de
“Maria Maria” de Milton
Nascimento. 2003.120f. Dissertação (Mestrado em Literatura)-
Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis.
VILELA,
Ivan. Nada ficou como
antes. Revista USP, São Paulo, n.87, p. 14-27, setembro/novembro 2010.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Show dos 40 anos do disco Clube da Esquina 2
Entre 31 de agosto e 02 de
setembro de 2018 o SESC Vila Mariana promoveu uma mini turnê em comemoração
pelos quarenta anos do disco Clube da Esquina 2 (1978), em três shows de Wagner
Tiso e Flávio Venturini, com convidados : Toninho Horta, Nelson Ângelo e Zé
Renato.
O disco de Milton Nascimento,
como o primeiro Clube da Esquina, em parceria com Lô Borges de 1972, contou com
a presença de um extenso grupo de músicos, todos aglutinados em torno de
Milton, o grande guru do Movimento Musical.
No curso que assisti sobre o Clube da Esquina, a
partir do artigo sensacional “Nada ficou como antes” do professor Ivan Vilela
só foi abordado o primeiro disco e suas saídas musicais criativas, apesar de
nós pedirmos muito para falar do disco 2, para Vilela o segundo disco não
apresentava novidades frescas como o primeiro, seria apenas uma celebração da
ideia daquele movimento musical. Se é verdade ou se é mentira, o certo é que em
determinado momento do curso Vilela, que propunha um método auditivo para
tratar das canções, separou três minutos e meio para ouvirmos a segunda
faixa do segundo disco, ” Nascente” na voz de Milton Nascimento, e todos
ficamos extasiados e emocionados.
O fato é que o disco Clube da
Esquina 2, tanto quando o primeiro disco de 1972, tem seu lugar definido na
memória afetiva e musical dos admiradores
da música mineira daquele álbum composto por vinte e duas faixas e
tantas delas foram interpretadas no show. Como eu tenho o álbum todo preservado
na memória, percebi que não foram interpretadas as faixas mais tristes do disco
(que é também fruto da ditadura, como todo o Clube da Esquina), como “Olho
dágua”, “e daí?”, “cancion por la unidad de latino America”, “Dona Oimpya”, “a
sede do peixe”(essa é outra do meu coração porque tem Rosa),”Toshiro” e “que
bom amigo”(que se eu escutasse ao vivo iria soluçar!)...
Além de boa quantidade de canções
do disco, tocaram músicas simbólicas que estão no primeiro disco como “Clube da Esquina 2”, “Paisagem na janela”
, esta a única que a plateia, visivelmente não composta apenas de clubeiros
(senti isso porque sempre vou a shows do
clubem sei como é quando tem clubeiros) pareceu
cantar com força).
Em geral, Wagner Tiso brilhou no
piano nos arranjos para uma banda muito boa executar e todos se
emocionaram muito. Uma canção, “o que foi feito devera” foi tocada duas
vezes e apesar de ter esquecido algumas
letras, Flavio Venturini se saiu até que bem interpretando as clássicas do
Bituca. Foi el quem contou a anedota mais
saborosa: quando o disco foi lançado, em 1978, a música de trabalho que puxava
o álbum foi a sua composição “Nascente”, que já tinha sido gravada pelo Beto
Gudes no seu primeiro disco “A página do relâmpago elétrico” (‘977), mas na voz
do Bituca tornou-se definitiva. Achei interessante porque hoje, como o Clube da
Esquina 1 e 2 são álbuns clássicos, nunca pensei em quais teriam sido suas músicas de divulgação ...
Como sempre, super valeu ouvir
música mineira, que eu amo, e estar entre clubeiros...
![]() |
| Agradecimento final |
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
PRIMEIROS DISCOS
Quando assisti ao curso do Ivan Vilela (professor de Canção Popular na ECA/USP) lembro dele comentar, sobre o fantástico A Página do Relâmpago Elétrico do Beto Guedes, que, geralmente, vale a pena prestar atenção nos primeiros discos dos artistas, porque eles costumam concentrar muita energia, tempo e expectativa até que ele finalmente viesse a existir. Quando eu ouço Samba Esquema Novo do Jorge Ben, que foi o seu primeiro e, se duvidar, continua sendo a gravação dele que mais ouço por completo, penso : UAU!
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terça-feira, 10 de outubro de 2017
Romaria : a canção das nossas vidas caipiras
Nessa reportagem emocionante, sentimos muito de perto o que seria a história das nossas vidas e da nossa fé no Brasil. Na música Romaria, de Renato Teixeira encontramos uma síntese daquilo que o professor Ivan Vilela chamou de cultura caipira e que é, também, a cultura onde eu fui criada, a dos meus pais, a da minha infância toda. Na infância, menos por influência direta dos meus pais do que por uma fé própria e incentivada por outras pessoas ao redor, tinha um pequeno altar com mini imagens de Nossa Senhora Aparecida de metal, que nunca mais achei para vender depois, não daquele jeito, mas que ainda ficaram gravadas na minha memória e no meu sentimento.
De vez em quando, durante toda minha vida, nós viajávamos ao santuário de Aparecida, mas foi só quando eu fiquei muito doente e nem conseguia ficar de pé, que meus pais me levaram para lá e eu prometi que, depois que eu ficasse bem, iria todos os anos, acender vela e agradecer. Nem todos os anos consegui ir, porque meu pai ficou doente e não podíamos nos afastar dele, mas nos últimos anos tenho voltado ao santuário e sinto cada vez mais forte a presença e a proteção de Aparecida, que é também Oxum, rodeada de dourado e ouro.
Essa é minha história, é a minha cultura brasileira mesclada.
![]() |
| Foto da Imagem no Santuário Nacional de Aparecida. Autor desconhecido |
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sexta-feira, 21 de julho de 2017
Jorge Ben : Objeto de estudo?
Jorge Ben é muito genial. Não paro de ouvir (com meus ouvidos treinados para musica instrumental) e ele nos oferece pequenas sinfonias! Que beleza! Afora que a gente vai descobrindo como aquela obra reverbera em tanta coisa feita na música brasileira depois, assim como o Ivan Vilela destacou sobre o Clube da Esquina ... alguém tinha que estudar o Jorge, caso consiga ficar parado para analisar, claro rsrsrs
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Certificado de Clubeira
Teve quem aqui está o meu diploma, sou uma clubeira certificada!
O curso. de 2015, era esse:
E o certificado :
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Milton Nascimento rocker
Para mim, pessoalmente, o fato do Milton Nascimento ser rocker importa muito pouco, mas esta é uma informação que surpreende muitos e pode, sim, inaugurar uma nova sensibilidade e compreensão do som do Bituca e da sua turma (Clube da Esquina) , ou seja, pode mudar a narrativa da sua participação na História da Música, como desejava o professor Ivan Vilela neste artigo ...
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sábado, 27 de agosto de 2016
BRASIL DE DENTRO com Marlui Miranda, Ana Miranda e Ivan Vilela
Acabo de chegar desse show ... ainda bem que levei lencinhos (o Ivan Vilela ia tocar viola e tocou), usei muito viu... muito emoção!
Além as irmãs Miranda e do Ivan, tínhamos outros músicos maravilhosos, Paulo Bellinati (violão), Ricardo Mosca (bateria) e Gilberto de Syllos (contrabaixo). e no violão só o Paulo Belinati ... coisa fina demais dessas que só o SESC nos proporciona!
Agora, gente, a Marlui cantando a uma espécie de versão original (acho que em guarani, mas não sei se é ) de Índia foi demais! Chorei de soluçar!
<3 span="">3>
https://www.sescsp.org.br/programacao/98851_MARLUI+MIRANDA+ANA+MIRANDA+E+IVAN+VILELA#/content=saiba-mais
Show de bola! Espetacular! Inesquecível!
Além as irmãs Miranda e do Ivan, tínhamos outros músicos maravilhosos, Paulo Bellinati (violão), Ricardo Mosca (bateria) e Gilberto de Syllos (contrabaixo). e no violão só o Paulo Belinati ... coisa fina demais dessas que só o SESC nos proporciona!
Agora, gente, a Marlui cantando a uma espécie de versão original (acho que em guarani, mas não sei se é ) de Índia foi demais! Chorei de soluçar!
<3 span="">3>
https://www.sescsp.org.br/programacao/98851_MARLUI+MIRANDA+ANA+MIRANDA+E+IVAN+VILELA#/content=saiba-mais
Show de bola! Espetacular! Inesquecível!
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
"Nada ficou como antes", de Ivan Vilela
Pessoas interessadas em Clube da Esquina e ou música popular brasileira. Não sei se já conhecem, mas acabo de ler o artigo "Nada ficou como antes" o professor Ivan Vilela, no qual ele comenta lindamente o Clube da Esquina as modificações que executaram e que não são usualmente creditas a eles. Vale muito a pena ler, para nós fãs (Lucas Bleicher, Cristiano Moreira, Bruno Gambarotto, Giuliana Lima e outros) é emocionante. No texto ele comenta muitas coisas ele comentou no curso que assisti no ano passado, com a diferença que no curso ele colocava as músicas para a gente ouvir, causando maior comoção ... imaginem só! Vale muito a pena! (aperte este link que o artigo aparece)
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Ivan Vilela,
Revista USP
terça-feira, 30 de junho de 2015
Cantando a nossa história, por Ivan Vilela
Já faz tempo que eu baixei a tese do Ivan Vilela, mas ainda não tinha dado tempo de ler direito. Hoje, visitando a livraria da Brasiliana, lá estava o livro, até com um CD da viola mágica de Vilela. Só de pensar eu choro : é a história dos meus pais, paulistas do interior, que ouviam "música caipira"logo cedo , bem baixinho, num radinho de pilha, toda a vida. Na minha memória sonora, aquilo não ficou registrado, propriamente, como música, era um som distante, distante, como a canção da estória de Sorôco:
"uma chirimia, que avocava: que era um constado de enormes diversidades desta vida, que podiam doer na gente, sem jurisprudência de motivo nem lugar, nenhum, mas pelo antes, pelo depois."
Muita emoção.
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Cantando a própria história,
Ivan Vilela,
Sorôco sua mãe sua filha
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