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sábado, 17 de dezembro de 2022

Seminário "Livros e histórias infantis II: Rússia e outras paragens

 


Foram deliciosas manhãs para eu voltar a USP e desenferrujar de eventos presenciais.

                                 (De cima pra baixo, da esquerda pra direita palestrantes do dia: Aurora Bernardini,  Karin Mellone, Raquel Toledo e  Ricardo Ramos Filho)

No primeiro dia, além da emoção de voltar à USP desde o fim do meu pós doutorado em 2017, o primeiro dia do encontro foi uma delicia completa. Rever presencialmente a professora Aurora Bernardini, que não ia se lembrar, mas eu jamais esquecerei que me ajudou tanto em 2005, quando eu precisei e ela me acolheu tão bem, sem nunca ter me visto pessoalmente, sem eu ser das letras. Que mulher maravilhosa! Fique muito feliz de reencontrá-la tão bem! Ela apresentou o evento, mas me deu uma dica de leitura e estudo preciosa sobre um livro que ela prefaciou, o "Contos da nova Cartilha", uma oficina literária com crianças, experienciada pelo escritor Liev Tolstói e os alunos de uma escolinha rural que ele criou na segunda metade do XIX e que, em certa parte, pode se parecer  com a oficina que ministrei sobre Guimarães Rosa e as crianças. No mesmo dia comprei um dos 4 livros escritos sobre a atividade e hoje ele  me chegou, estou louca pra ler, estudar
Contos da nova cartilha, Tolstói

Em seguida ouvimos a emocionante fala de Karin Mellone sobre a autora de livros infantis Tatiana Belinky. Karin é da área do teatro e conheceu Tatiana, trouxe livrinhos, leu trechos, mostrou vídeos de peças infantis, foi a fala mais emocionante para mim. Porque ela leu um trecho delicioso de "A menina transplantada", livro meio autobiográfico de Tatiana, eu também comprei e recebi ontem

Quando chegou eu tinha acabado
de sair do banho e fui logo fotografar

Fiz um vídeo lendo esse texto
mas não consigo mais postar vídeos aqui, então...

Depois ouvimos Raquel Toledo, uma jovem pesquisadora de literatura russa que falou sobre escritoras russas que eu desconhecia.
Enfim falou Ricardo Ramos Filho, neto do Graciliano Ramos, que falou sobre uma reconstrução do Brasil pós governo Bolsonaro e sobre Monteiro Lobato...
No dia seguinte eu já estava mais ambientada 

No segundo dia fui vestida de estudante
da infância, toda garotinha 👧

Tivemos as seguintes palestrantes

(De cima pra baixo, da esquerda pra direita, palestrantes do dia:
Isabel Lopes Coelho , Flávia Moino, Lúcia Hiratsuka e a dupla Daniela Montian e Erika Aoki) 

Isabel Lopes Colho falou sobre a experiência de ter editado os contos populares dos irmãos  Grimm pela Coscac Naify, que é uma das obras que eu tenho mais afeição de tão linda. Porém o melhor foi que ela nos mostrou um livro que nunca chegou a ser publicado, mesmo que a obra estivesse pronta, porque a editora fechou, que é uma antologia de textos de Alexander Afanasyev, o desconhecido "irmãos Grimm russo", que também montou uma coletânea de contos populares , que foi a maior influência para obras de conhecidas de autores referenciais como "Morfologia do conto maravilhoso",  escrita por Vladimir Propp. No fim desejamos que, um dia, essa ora chegue a ser publicada.

Depois continuamos a falar de Afanasyev, com Flávia Moino, que o pesquisou e nos introduziu a essa obra interessantíssima. 

Representações de Baba-Yaga
Personagem da cultura popular russa

Depois ouvimos a ilustradora  Lúcia Hiratsuka, que trouxe um pouco das belas ilustrações que fez para livros infantis
Algumas ilustrações de de Lucia

Por fim, a dupla Daniela Montian e Erika Aoki trouxeram um livro infantil dos anos 1920, não para ser lido, mas para ser construído pelos leitores 



Enfim, foi uma bela jornada pelo mundo dos livros infantis! Ame!



sexta-feira, 8 de julho de 2022

Encontro com amigos pesquisadores

Bela selfie:  

Depois de anos, quase uma década, alguns dos ex membros do Grupo de Estudos sobre Cultura da USP, que participei durante após graduação, se encontraram para um happy hour. Foi muito gostoso estar entre eles novamente, especialmente depois do auge da Pandemia.


Esquerda /direita Priscila, Sônia, Camila e Luiz Felipe

Sobrevivemos em tempos sombrios, somos vencedores! Viva nossa amizade!

quarta-feira, 7 de abril de 2021

RIP Alfredo Bosi: Obrigada!

 




Assisti a um curso sobre Gregório de Matos ministrado pelo Bosi como ouvinte quando escrevia projeto de mestrado em 2004, nele eu, historiadora simpatizante das letras, "aprendi" a ler poemas, mais ou menos assim: aproxima muito, lê em silêncio, lê em voz alta, se lambuza dele, depois se afasta para visualizar melhor . Esse "método" simples,.mas eficaz, me ajudou a ler Guimarães Rosa, só que, no caso, de forma amplificada (palavra por palavra) usei pra ler as estórias no mestrado e doutorado.
Me ajudou também a ser uma leitora menos "infantil"(no sentido de estar mais preocupada com a composição literária mesmo) no geral. Muito,muito grata! 💖
Sinto muito mesmo! Pandemia maldita, passa logo








sábado, 23 de março de 2019

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PROTOCOLOS CIENTÍFICOS

Hoje, 08 de dezembro, eu estive no Instituto de Medicina Nuclear do HC, participando de uma pesquisa sobre imagens em processo de Esclerose Múltipla. Eu teria que realizar a tradicional Ressonância Magnética e também o novo PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), dai a comparação das imagens geradas pelos dois, desenhariam uma ideia de limites para esses exames. Essa pesquisa está sendo realizada pela neurologia da USP e por um grupo de pesquisadores holandeses. Para atender aos critérios internacionais, todo o procedimento obedeceu rigorosamente e uma série de protocolos científicos, e como hoje não era nosso dia de sorte, acabamos nem conseguindo realizar o proposto. Ficou para o ano que vem, mas mas uma observação que não posso deixar de fazer é sobre a seriedade dos pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, coisa que eu já sabia da minha experiência clinica (pois me trato com sucesso por lá há 13 anos). mas não os tinha visto atuar como pesquisadores. Achei sensacional !

quarta-feira, 4 de março de 2015

Biblioteca da FE abrigará exposição de esculturas lúdicas sobre infância da artista Sandra Guinle

Acabo de receber a divulgação e copio aqui:

Biblioteca da FE abrigará exposição de esculturas lúdicas sobre infância

A Biblioteca da Faculdade de Educação (FE) da USP vai abrigar, a partir do dia 11 de março, um parque de esculturas muito especial: as obras monumentais móveis da artista Sandra Guinle, que reproduzem o universo de jogos e brincadeiras de uma infância de outrora. Em Memórias de Uma Infância – Cenas Infantis, Sandra busca o resgate do universo infantil onde a imaginação e criatividade eram ingredientes fundamentais para as brincadeiras dos tempos passados.
As esculturas lúdicas de Sandra Guinle foram doadas ao Museu da Educação e do Brinquedo (MEB) da FE e encontram-se no segundo andar da biblioteca, em amplo e iluminado espaço destinado à pesquisa de acervos especiais, obras raras, entre mesas com computadores, aconchegantes e coloridos sofás, e a paisagem verdejante das tipuanas, que podem ser vistas pelas janelas. As obras permanecerão na biblioteca até que o prédio do Museu de Educação e do Brinquedo seja concluído.
Antes exclusiva dos livros, a biblioteca passa a ter, nos tempos atuais, uma nova concepção que integra o registro da cultura por meio dos livros com outras formas de registro, como obras de arte, brinquedos e espaços lúdicos. Tome-se como exemplo as bibliotecas da Bélgica, onde convivem em harmonia livros, brinquedos, arte e cultura. Livros e brinquedos podem ser emprestados, e os eventos nesses espaços incluem não apenas lançamentos de publicações, mas exposições de arte, inclusive da arte infantil, fruto do registro da cultura lúdica. A integração de espaços e de concepções é o foco que ilumina as ações do século 21.
Nesse ambiente destaca-se a brincadeira de amarelinha, balões, pipas, balanços, bambolê, carniça, bola de gude, carrinho de rolimã, balanços, trepa-trepa, ciranda e pular corda. Alguns jogos infantis retratados pela artista em esculturas de bronze colorido, que têm ainda a magia de poderem ser tocadas e até mesmo movidas pelas crianças. É um convite para imaginação, reflexão, produção e expressão da cultura. “Tudo pode ser tocado, e o público poderá sentir e sonhar”, avisa Sandra.
Trabalhando inicialmente com tela de arame, onde monta a estrutura de barro que será o molde da futura peça fundida em bronze e depois pigmentada com cores, Sandra Guinle recria o tempo de sua infância passada no interior de São Paulo, em que mulheres lavavam roupas no riacho enquanto as crianças brincavam com o barro. “A criança nunca estava sozinha”, lembra, ressaltando que seu trabalho denuncia a “tecnologia avassaladora que cerca o universo infantil, onde o jogo de amarelinha foi encaixotado”.
Para a professora Belmira Bueno, Diretora da Faculdade de Educação, “contar com esse conjunto de esculturas é um privilégio para a FE, que pode, além do mais, comunicar a seu público um novo sentido da biblioteca. Um espaço não mais formado unicamente por livros, mas também por acervos culturais diversos e espaços que valorizam a estética, o conforto e o prazer”.

E a artista não exclui nenhuma criança. Seu envolvimento com a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) provém da experiência de sua filha, Maria Isabel, que foi estudar essa forma de comunicação para conversar com crianças surdas. Essas vivências colaboram para viabilizar, inclusive, o direito das crianças cegas experimentarem pelo toque e descobrirem o brincar infantil, elas podem “ver” suas esculturas, em painéis táteis.
“A importância da doação desse acervo, para além da estética e riqueza material, é a de constituir peça fundamental na formação de professores brincantes dotados de atitude lúdica e capacidade de dar suporte à expressão lúdica das crianças. Nesse ambiente, professores podem ocupar o espaço da exposição para suas aulas interativas sobre o brincar e a cultura, assim como crianças e adultos podem relembrar suas brincadeiras, em reflexões, gestos e narrativas carregados de imaginação e de aprendizagens em visitas monitoradas”, afirma a professora Tizuko Morchida Kishimoto, curadora da exposição.

Instalação

Quarenta e duas esculturas pequenas, em bronze colorido, mostrando jogos como bola de gude, pião, gangorra e trepa-trepa estarão expostas. Exibe-se também, sete esculturas interativas de grandes dimensões – algumas atingindo três metros de altura e alicerçadas em roldanas embutidas – e duas de médio porte. Juntamente a isso, 15 painéis táteis para portadores de baixa visão. Por todo o espaço encontram-se frases poéticas de Sandra referindo-se a infância de outrora.
Uma vídeo instalação feita por Tereza Lampreia e Ricardo Gomes mostrará o processo criativo, da modelagem das peças à fundição, trazendo depoimentos da artista e imagens poéticas de uma infância cada vez mais distante dos tempos modernos. Tudo ao som do refrão da música Roda Viva, de Chico Buarque.
Interatividade é uma das características do trabalho de Sandra Guinle. Bases acrílicas giratórias permitem que as esculturas sejam movidas e sentidas. “Extrair do bronze, metal duro e frio; leveza, movimento e emoção sempre foi um desafio para mim”, relata a artista. A exposição conta todas as informações em braile.


Oficinas

Um dos segmentos mais importantes do projeto são as atividades e oficinas gratuitas para crianças a partir de cinco anos. Essas oficinas têm como alvo principal alunos da rede pública e crianças com necessidades especiais e o objetivo é acentuar ainda mais o encantamento e a ludicidade que as obras da artista provocam e fazer uma celebração da infância e do imaginário infantil. A intenção da artista é dar a essas crianças acesso a arte e estreitar ainda mais sua relação de respeito e carinho para com elas.
Através de rodas de histórias e oficinas de expressão, os participantes poderão desenvolver a sua criatividade confeccionando pipas, brinquedos populares, brinquedos com argila e outros elementos da natureza, além de vivenciar brincadeiras populares de diversas regiões do Brasil.

Sandra Guinle

Nascida e criada em Monte Mor, interior do Estado de São Paulo, Sandra Guinle residiu no Rio de Janeiro de 1998 a 2010. Iniciou seus estudos de Artes Plásticas em 1997, na Arquitec/Campinas, onde cursou desenho, pintura, cerâmica e história da arte. Na Escola de Artes Visuais do Parque Lage frequentou os cursos de desenho e pintura (1998 a 2001) e é uma autora autodidata. Sandra deu aulas nas oficinas “Fazendo Arte” da FE. Além de palestras, essas mesmas oficinas, foram dadas também em algumas comunidades carentes do Rio de Janeiro.
Procurando estreitar a admiração e o respeito pelos portadores de necessidades especiais, Sandra Guinle permite o toque em suas obras e informações em braile, estão presentes no espaço onde ocorre suas exposições.

Serviço

Abertura: 11 de março, quarta-feira, das 18 horas às 21h30
Agendamento de grupos: (11) 3091-3206 ou pelo email lina@usp.brEntrada gratuita
Horário: de segunda a sexta, das 9 às 12 horas (para crianças até 12 anos) e das 9 às 22 horas (acima dos 16 anos).
Local: Biblioteca da Faculdade de Educação da USP (Av. da Universidade, 308, 2. andar, Cidade Universitária).
Mais informações: (11) 3091-3206, email lina@usp.br
Biblioteca da FE abrigará exposição de esculturas lúdicas sobre infância
Editoria: EducaçãoUSP Online Destaque | Autor: Redação | Data: 2 de março de 2015
Palavras chave: ,

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Programa - II Simpósio de Estudos sobre Cultura

Estamos divulgando o programa do Simpósio 2010. Minha participação será na tarde de 19.05,quarta feira. Pedimos que divulguem aos interessados.

Grata

Camila



II Simpósio de Estudos sobre Cultura:

Linguagens e Abordagens no campo da Performance

Evento cultural – 26h




Período: 18 a 20 de maio de 2010



Público-alvo: Estudantes, professores e interessados em geral.



Vagas: 200



Período de inscrição e matrícula: Em breve datas e horários


Critério de seleção: Ordem de chegada



Documentação exigida: O candidato deve apresentar RG.



Valor: Gratuito



Objetivo:

O II Simpósio de Estudos sobre Cultura: Linguagens e Abordagens no campo da Performance” tem como objetivo concretizar, sintetizar e aprofundar uma etapa das discussões desenvolvidas no grupo de estudos "Produção Cultural no Brasil". O grupo é interdisciplinar, composto por alunos de pós-graduação dos departamentos de História, Antropologia e Música da USP, e tem como proposta o estudo da cultura brasileira no século XX, abordando-a a partir de diversas linguagens, como literatura, música, dança e teatro. Com a proposta da realização de Simpósios anuais do grupo, buscamos contribuir para potencializar e ampliar os estudos nas áreas de conhecimento relacionadas à arte e à cultura brasileira.

Neste evento temos como temática central a questão da Performance, que será abordada através de diferentes focos e perspectivas teóricas e metodológicas pelos pesquisadores do grupo, professores e artistas convidados. A justificativa da escolha deste tema partiu da constatação da importância fundamental desta questão em nossos trabalhos, quando tratamos de estudar a cultura. Finalmente, entendemos o Simpósio como um espaço potencialmente rico para que possamos refletir e aprofundar as diversas possibilidades de estudo e acepção da questão da performance nas pesquisas sobre cultura, configurando-se em um espaço de construção do conhecimento, de maneira dinâmica e integrada, entre alunos, pesquisadores, professores, artistas e o público participante.



Coordenadores: Prof. Dr. Elias Thomé Saliba e Prof. Dr. José Geraldo Vinci de Moraes (FFLCH-USP)



Ministrantes:

Profa. Ana Karicia Machado Dourado

Prof. André Domingues

Profa. Camila Rodrigues

Profa.Carmen Lucia de Azevedo

Profa. Cristina Eira Velha

Prof. Dr. Elias Thomé Saliba

Prof. Giovanni Cirino

Profa Dra. Jerusa Pires Ferreira

Prof. Dr. John Cowart Dawsey

Prof. Luiz Felipe Correia

Prof. Dr. Marcos Francisco Napolitano de Eugenio

Prof. Dr. Nelson Schapochnik

Prof. Dr. Nicolau Sevcenko

Profa. Priscila Gomes Correa

Profa. Rafaela Lunardi

Prof. Said Tuma

Profa. Sonia Teller

Prof. Thiago Lima Nicodemo

Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto

Profa Dra. Vera Lucia Gonçalves Felício



Promoção: Departamento de História / FFLCH / USP









Grade horária:




Terça
Quarta
Quinta

10:30-12:30

Palestra

Prof. Dr. John Dawsey




12h30-14h

Intervalo - almoço


14h-16h
Abertura

Performance



Palestra

Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira


Mesa redonda



“Recortes musicais nas performances do popular: entre a oralidade e a cultura escrita”


Mesa redonda



“Inovação e reiteração na música popular”









16h-16h30
Intervalo
Intervalo
Intervalo

16h30-18h30




Mesa redonda

“Corpo, performance

e ritual”








Mesa redonda



“Performances da linguagem escrita: produção e recepção”










Mesa redonda



“Pra ficar tudo jóia rara: o tom da performance na música popular brasileira”











18h30-19h30
Intervalo - jantar
Intervalo - jantar
Intervalo – jantar

19h30-21h30
Palestra

Profa. Dra. Vera Lucia Gonçalves Felício




Conferencia

Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto








Encerramento



Conferência

Prof. Dr. Nicolau Sevcenko





Ao longo da programação
Atividades Performáticas
Atividades

Performáticas
Atividades

Performáticas




Programação:

18 de maio

14h – Abertura – Performance

14h30 – Palestra: Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira (Depto. de Comunicação e Semiótica- PUC/SP)

16h – Intervalo

16h30 – Mesa redonda: “Corpo, performance e ritual”

Prof. Giovanni Cirino (Depto. de Antropologia – FFLCH/USP)

Profª. Sonia Teller (Depto. de História – FFLCH/USP)

Profª. Ana Karicia Machado Dourado (Depto. de História – FFLCH/USP)



Debatedor: Prof. Dr. John Cowart Dawsey (Depto. de Antropologia – FFLCH/USP)



18h30 – Intervalo - jantar

19h30 – Palestra: Vera Lúcia Gonçalves Felício (Depto. de Artes Cênicas – ECA/USP)



19 de maio

10h30 – Palestra: Prof. Dr. John Cowart Dawsey (Depto. de Antropologia – FFLCH/USP)

12h30 – Intervalo - almoço

14h – Mesa redonda: “Recortes musicais nas performances do popular: entre a oralidade e a cultura escrita”

Prof. Said Tuma (Depto. de Música – ECA/USP)

Profª. Cristina Eira Velha (Depto. de História – FFLCH/USP)



Debatedor: Prof. Dr. Elias Thomé Saliba (Depto. de História – FFLCH/USP)



16h – Intervalo

16h30 – Mesa redonda: “Performances da linguagem escrita: produção e recepção”

Profª. Camila Rodrigues (Depto. de História – FFLCH/USP)

Prof. Thiago Lima Nicodemo (Depto. de História – FFLCH/USP)

Profª. Carmen Lucia de Azevedo (Depto. de História – FFLCH/USP)



Debatedor: Prof. Dr. Nelson Schapochnik (Faculdade de Educação – USP)



18h30 – Intervalo - jantar

19h30 – Conferência: Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto (The Liszt School of Music - Weimar/ Alemanha e Depto. de Antropologia – PPGAS - FFLCH/USP)



20 de maio

14h – Mesa redonda: “Inovação e reiteração na música popular”

Prof. André Domingues (Depto. de História – FFLCH/USP)

Prof. Luiz Felipe Correia (Depto. de História – FFLCH/USP)



Debatedor: Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto (The Liszt School of Music - Weimar/ Alemanha e Depto. de Antropologia – PPGAS - FFLCH/USP)



16h – Intervalo

16h30 – Mesa redonda: “Pra ficar tudo jóia rara: o tom da performance na música popular brasileira”

Profª. Priscila Gomes Correa (Depto. de História – FFLCH/USP)

Profª. Rafaela Lunardi (Depto. de História – FFLCH/USP)



Debatedor: Prof. Dr. Marcos Napolitano (Depto. de História – FFLCH/USP)



18h30 – Intervalo - jantar

19h30 – Encerramento – Conferência: Prof. Dr. Nicolau Sevcenko (Depto. de História – FFLCH/USP)



Obs.: Ao longo da programação estão previstas atividades performáticas.



Certificado: Para fazer jus ao certificado, o aluno deverá ter freqüência mínima de 85%.



Local das inscrições:

Universidade de São Paulo

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Serviço de Cultura e Extensão Universitária

Prédio da Diretoria e Administração da FFLCH, sala 126

Rua do Lago nº 717 - em frente a Faculdade de Arquitetura - FAU

Acesso também pela Rua do Matão S/N - em frente ao Clube dos Professores

Cidade Universitária - São Paulo, SP - Tel.: (11) 3091-4645, CEP: 05508-080

Atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 9 às 11h30 e das 13 às 16h30

Contato: 55 - 11 – 3091-4645 – e-mail: agenda@usp.br

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NOTÍCIAS DA USP : ELEIÇÕES E VESTIBULAR

Para pessoas mais ou menos ligadas a questões políticas da USP (muito mais menos do que mais como eu), não deve ser novidade que as Eleições para reitor estão tomando o centro das atenções do movimento estudantil. A preocupação não é tola, não só para pessoas da comunidade USP - a quem foi apresentado um site com o tema Eleições USP 2009- mas também a todos os paulistas, pois a eleição do reitor da USP interfere diretamente na economia de poderes que sustem o poder do governador do Estado de São Paulo...


Como em todas as eleições, a do reitor da USP é repleta de jogos de politicagem, de disputas partidárias e de disputas ideológicas entre "esquerdas" e "direitas"...


Mas a lista com os 8 candidatos a serem avaliados pela Assembléia Universitária, composta pelo Conselho Universitário, pelos Conselhos Centrais e pelas Congregações das Unidades, já está disponível...
Como eu me envolvo bem pouco com questões políticas da USP, conheço bem poucos nomes da lista, mas um deles me faz pensar (e temer) que se as coisas seguirem o fluxo que estão seguindo, é bem capaz que quem substituirá Suely Vilena (a Suely"chama a PM pro campus"), será Sonia Penin!
Quem é Sonia Penin?
Quem participou da greve dos alunos da FFLCH em 2002, pela contratação de novos professores para a faculdade, pois contávamos com poucos e as salas estavam sempre lotadas, e o que pior, havia cursos como o e chinês, seria fechado pois seu único docente estava para se aposentar... CHINÊS, MEUS CAROS, QUE É UMA LÍNGUA QUE JÁ VINHA CRESCENDO MUITO EM IMPORTÂNCIA , DADA A COLOCAÇÃO DA CHINA COMO ESTADO QUE MAIS CRESCE DEMAIS NO MUNDO... E a Universidade de São Paulo quase aboliu o seu ensino.
Foram 4 meses de greve, que resultaram na contratação de muitos professores, não só de chinês, mas para a faculdade toda, mas até isso aocntecer, algumas cenas serão para sempre inesquecíveis, como na tarde que os estudantes convocaram a então "Pró reitora de graduação Sonia Penin" para ouvir as colocações dos alunos a respeito da contratação de novos professores.
Conhecendo como as coisas funcionam, os estudantes foram munidos de arsenal simbólico, caso a pró reitora nos falasse coisas absurdas (o que seria mais do que provável), poderíamos colocar os narizes de palhaços devidos...
Então , não foi que ela despejou absurdos? Sona Penin é da área de Educação, e teve a coragem de dizer que PROFESSORES NÃO PODERIAM SER CONTRATADOS, MAS QUE UM NOVO PRÉDIO PODERIA SER CONSTRUÍDO PARA RESOLVER A SUPER LOTAÇÃO DAS SALAS(???) E TAMBÉM OFERECER MUITOS COMPUTADORES MODERNOS PARA SEREM USADOS NAS NOVAS SALAS.
Isso não é chamar os alunos de palhaços?
Sempre, sempre, sempre, educação precisou, basicamente, de apenas duas coisas : mestres e alunos ... como alguém da área de educação estava propondo que os professores fossem substituídos por computadores? Ela fez isso. E agora está querendo ser reitora da USP...
Tomara que ela seja excluída agora em outubro e nem chegue a integrar a listra tríplice da qual o nosso "querido" governador José Serra indicará o novo reitor...
Veremos o que acontecerá.
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Mudando só um pouco de assunto
Por outro lado, a USP enfim se colocou a repeito da utilização do resultado do ENEM no vestibular. Ao contrário da UNICAMP, que assim que se soube da compra da prova, desconsiderou de cara a utilização, a USP ficou pensando, pensando.
Eu achei muito triste o que aconteceu com esse novo ENEM, que seria o primeiro passo de uma nova forma, proposta pelo MEC, de como ensinar os conteúdos, mas não sei... no caso de história (minha área) é muito claro que a mudança seria bastante radical... muito menos conteúdo tipo google, mas muito mais reflexão e compração de saberes (que é muito mais próximo do que se aprende nas faculdades de história), com isso os cursinhos pré vestibulares (os donos do dinheiro investido na educação) poderiam sair perdendo, né? Será mesmo que essa fraude foi um evento realizado para interesse financeiros de algumas pessoas? Achei muito estranho. Como uma prova tão conhecida teria sob si uma segurança assim tão fágil? Como confiar?
Se a USP estivesse mantendo essa utilização, mesmo com todo o cenário de questionamentos de legitimidade desta prova do ENEM, estaria assinando embaixo desse mar de questões, que pode ser bem sujo. Mas não manteve. Novamente, vamos ver as cenas dos próximos capítulos.
Chega de assuntos polícos e politiqueiros porque estamos entrando na semana das crianças: OBA!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

COMUNICADO OFICIAL DA DIRETORA DA FFLCH SOBRE OS TRISTES E PREOCUPANTES ACONTECIMENTOS DESTA SEMANA

Ainda não consegui ainda escrever muitas impressões pessoais sobre as cenas que eu vi na TV a respeito do coflitos entre membros da comunidade USP e a Polícia Militar ontem, dia 09de junho... o máximo foi um rápido depimento que deixei na comunidade História USP, no tópico "A USP ACABOU?", Orkut:
"Não podemos deixar que a USP acabe! Vamos explicar, quantas vezes for necessário, a importância da autonomia universitária! Estou na USP desde 1999 e nunca vi nada parecido com o que aconteceu hoje. Estamos tristes, mas não devemos abaixar a cabeça, a oportunidade está em nossas mãos: não vamos virar órfãos da USP assim tão facilmente, em honra a todos os que lá estiveram e para que a gente continue tendo orgulho de dizer que estudamos na USP, uma grande universidade! " Por enquanto só consigo ler sobre, ficar mortalmente triste e preocupada, mas por questões pessoais sérias, já não acho as palavras, muito menos tenho ânimo para voltar ao Campus para participar das reuniões, apesar de saber (como poucos)quão fundamental seria estar por lá (como sempre estive), afinal estamos falando do questionamento institucional da Universidade de São Paulo, que é a Univesidade de tantas mentes brilhantes, mas que também é a minha Univesidade! Ao começar a pensar nisso, no máximo eu acho lágrimas quentes...
O sonho de uma Universidade como esfera legítima de discussão autônoma acabou? Seria essa minha geração a última? Tomara que não, não pode ser!
Vamos aguardar as próximas cenas, todos sabemos que tudo o que aconteceu - não é pouca coisa terem permitido a invasão do campus, como se ali estivessem assassinos da maisor periculosidade! - leva a assinatura da primeira reitorA da USP, Suely Vilela, mas não podemos deixar de lembrar que uma ação como essa não ocorre sem ordem do Secretário de Segurança Pública e o aval do governador José Serra... sempre mais do mesmo, não é? Concordo com o que afirma o site do SINTUSP (Sindicato doa trabalahadores da USP): Esta senhora já não apresenta a menor condições morais de permanecer no cargo que ocupa: NÃO VAMOS FICAR ÓRFÃOS DA USP, NÃO MESMO!
Para maiores esclarecimentos burocráticos, colo aqui o comunicado divulgado aos alunos e professores pela Diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Sandra Nitrini:

COMUNICADO



Diante da gravidade dos acontecimentos ocorridos no campus da USP, na tarde de 09/06/2009, a Direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, as chefias de Departamentos e as Presidências das Comissões Estatutárias, reunidas em 10/06, vêm a público para manifestar o seguinte:

1. Por volta das 17hs, mesmo com a tentativa de mediação da direção da FFLCH junto ao comandante do efetivo da PM, bombas de efeito moral foram atiradas sobre o estacionamento do prédio de Geografia e História, tendo seus gases invadido o edifício, onde se encontravam muitos professores, alunos e funcionários de nossa unidade.
2. Independente das causas que tenham originado tal atitude, esta se constituiu numa agressão física e moral à Faculdade. Não podemos aceitar passivamente um ato violento que agrida um espaço que foi constituído para o pensamento e reflexão.
3. Inquieta-nos o fato de ser a primeira agressão direta sofrida pela faculdade desde 1968. Acreditamos ser urgente encontrar formas de reabrir o diálogo de modo a permitir que os meios tradicionais e próprios da comunidade universitária de resolver conflitos se imponham sobre a força.
4. A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em seus 75 anos de história conseguiu se transformar num patrimônio cultural do Brasil. É responsabilidade de todos nós, professores, alunos e funcionários da USP, encontrarmos meios de afastar todas as formas de violências do campus para preservar a Universidade como um espaço plural e democrático de geração e transmissão do saber.

Profa. Dra. Sandra Margarida Nitrini
Diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

terça-feira, 9 de junho de 2009

PELA AUTONOMIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO: FORA POLÍCIA MILITAR DO CAMPUS DA USP

Um belo e tocante texto da minha super amiga Lidiane, que conheci no primeiro ano da faculdade!

O pé na lua e o fim da Faculdade.
Postado por Lidiane Soares Rodrigues
Lembro-me com algum gosto da aula inaugural do meu curso. Como é típico dos discentes devo ter guardado o acessório e não o essencial, pois não me recordo do problema que movia a exposição do professor. E no entanto, guardo alguns comentários em parênteses, que fechados na hora, abrem-se continuamente em minhas reflexões. Contava o professor: “Eu estava nesta biblioteca aqui ao lado quando o homem chegou à Lua, lendo a bibliografia do meu doutorado, sobre a revolução industrial inglesa. Foi impactante”. Não pude compreender àquela altura que a chegada à Lua tocasse o coração do historiador da revolução inglesa, embora a relação mais óbvia se estabelecesse como evidente. Hoje, um pequeno passo na Universidade e um grande passo em direção à plena barbárie fizeram-me compreender que em certas circunstâncias há algo de ridículo e grandioso na dedicação que devotamos a nossos trabalhos acadêmicos. É evidente que me refiro à Polícia Militar na USP.
Sou roubada abruptamente do silêncio dessa sala de trabalho, em que numa monástica disciplina, entrego os melhores anos dessa sôfrega juventude que já se esvai à compreensão de nossa vida intelectual. Uma mensagem de telefone celular - afinal todos sabem que não atendo nada dentro desse convento ou bunker, como preferir - “ligue a TV, e prepare-se”. Meu amigo sabia perfeitamente que não poderia continuar o trabalho sobre “concepções divergentes do ofício de sociólogo nos anos cinqüenta e sessenta” sabendo, vendo, sentindo, o que ocorria nas ruas da Universidade de São Paulo.
Há cerca de sete anos, por volta desses dias de junho, muitos estudantes pensavam salvar a Faculdade de Filosofia da USP, empenhados numa greve, cuja reivindicação era simplesmente que a Faculdade continuasse a existir - o que, naquele momento significava: contratação de professores, em caso contrário, cursos seriam fechados. Para essa nobre missão, convidaram os nobres professores - os notáveis, as pratas da casa, para discursarem em apoio à causa. Eles foram. Quem podia ser contra estudantes que queriam... Estudar? Impossível não lembrar com saudade daqueles dias. Impossível não viver com pesar, estes.
Ontem, pela noite, soube que uma aluna do Departamento de História chamou a polícia e que a chefia do mesmo departamento foi responsável pela solução de um conflito que não existiu. Soube e acompanhei a tropa de choque agredindo os funcionários. Hoje, mais polícia. Polícia de lá, polícia de cá - expediente rotineiro, e não excepcional, na Universidade? Ela sempre foi o lugar do dissenso construtivo, do diálogo, do embate, do confronto de idéias. Ela deve ser isso. A polícia, a omissão a deslegitimarão dos espaços de dissenso - eis o cotidiano dela? Foi o que não quis notar quando, diante de minha indignação, um jovem, do alto da sabedoria de que eles se arvoram, disse: “não me espanta”.
Quando eu e alguns historiadores esperançosos e apaixonados por História manifestávamos nosso desejo de estudar a história da Universidade de São Paulo, ouvimos a resposta de algumas inteligências que vivem em eterno descanso: mas isso não é história. “Depois do século XVIII, só jornalismo” - nunca se deram ao trabalho de pensar a história pois deitam lânguidas nos divãs da tradição. Poderei agora responder, sem mais: “sim isso é história, afinal o objeto se tornou um cadáver”? Tristes tardes.