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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O Palhaço - Filme ... novamente
Quando assisti esse filme no cinema já abordei muito aqui. Mas agora, por conta da minha pesquisa de doutorado estou revendo o DVD e os extras para tentar entrar mais profundamente nesse clima e nesta pesquisa. No livro sobre o filme o diretor/ator Selton Mello deixa o seguinte depoimento que justifica deste filme para minha pesquisa sobre infância
:
Também porque eu acho (sempre achei, mesmo bem antes deste filme) que a cultura circense é fundamental para quem quiser entender nossa terra. Isso porque, também a história do Brasil, é aquela dos que se locomovem para garantir a sobreviência, o brasileiro é antes de tudo um nômade... mesmo que possa não ser no sentido exato de deslocamento do corpo, ele é um nômade interior ... é sobre isso que trata o maravilhoso filme de Selton Melo. Transcrevi um texto do ator Paulo José, lido pelo Selton nos extras do DVD que dá conta de tocar ligeiramente a experiência do circo e do seu rei que é o palhaço :
"Os palhaços raramente eram apenas palhaços. O palhaço tinha outras técnicas: podia ser a música; a acrobacia; o malabarismo; ser amestrador de animais. Meu pai sempre dizia que não se começava sendo palhaço, isso vinha depois. A primeira coisa era aprender um ofício, uma técnica. E com a vida, com a experiência do contato humano e com o gosto do contato humano, lentamente, a técnica ia se tornando menos importante e o mais importante ficaria sendo a personalidade.O fato de se morar dentro da cerca e ter pouco contato com o mundo lá fora, faz com que a convivência familiar seja mais intensa.O palhaço permanece sempre no absurdo, sempre no imaginário, no paradoxo, no grotesco. O palhaço deve fazer rir e pensar, sonhar e refletir. O palhaço não tem psicologismos: sua lógica é física, ele pensa e sente com o corpo. Na medida em que o mundo, cada vez mais, perde a capacidade de brincar e se reinventar, ainda mais fundamental se torna a figura do palhaço, este ser viajante no tempo e na história da humanidade."Paulo José
Ainda no livro sobre o filme, tem uma crítica linda :
Sempre fui e vou me tornando cada vez mais uma fã deste filme, por isso nem ligo que ele acabou nem indo ao Oscar ...quem tem esse repertório cultural e emotivo não precisa de uma estatueta...
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Lápis contra caneta
"Não uso caneta, não me acostumo. Não sei se o senhor já viu, mas a caneta corre no papel sem freio, então se a gente erra e quer arrumar, aí emporcalha tudo, fica aquela disenteria de tinta. Agora o lápis não, o lápis é maravilhoso, porque ele agarra o papel, ele aceita a borracha, ele obedece à mão e ao pensamento da gente. Eu sou um homem que só consegue pensar a lápis "
Antonio Biá no filme "Narradores de Javé"
Super interessante se lembrarmos do que escreveu Rosa em um de seus Cadernos de Rosa :
"M% o lápis é perdulário, a caneta usuraría " (CAD 4, P.16)
Mas na era dos tablets, que será que ainda liga para isso? Eu ligo!
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