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sábado, 14 de junho de 2025

Exposição Monet Ecológico no Masp

 

No dia 10 de junho eu tive a oportunidade de reencontrar minha amiga Rosane e fomos ao MASP, ver a exposição Monet ecológico.

Foi uma experiência singular voltar ao MASP para a exposição maravilhosa do Monet  💗

Estava muito frio e eu toda encapuzada 



Comecei com registros do vão livre do Masp, lugar onde fui muito feliz na vida





Na exposição, não fizemos muitos registros, afinal nenhuma foto capta o impacto da exposição e das obras, mas tentei dar um gostinho

CORES DE MONET : Como a maioria de nós aprendeu na escola, nós também sabíamos que um dos segredos da genialidade dele está no uso das cores, a relação com a luz ou sombra,etc.  

Na exposição em cartaz no MASP (imagem que abre o post) eu e Rosane Pavam   observamos isso com muita força nas mais de trinta telas vindas de diversas partes do mundo. Nos pareceu que o uso das cores  determinam  a presença ou ausência do movimento nas telas. E tantas vezes as cores são inesperadas ... Por exemplo,na mata fechada do detalhe que é a entrada da exposição, ao longe, só se vê o preto, é preciso se aproximar para, gradualmente, perceber que é um verde escuro e  ,escondido nele, cores mais claras , pontadas de amarelo, de vermelho (cor muito presente), que na primeira olhada são imperceptíveis. Por outro lado, algumas telas a gente vê melhor, na exuberância das cores,só de longe.
Ah pronto, agora já quero ir de novo 🤣😂





L






terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

VAN GOGH E A MODA FEMININA

A Arlesiana, 1890, presente no acervo do MASP

Van Gogh, como bom pintor, era sensível a todo estímulo visual...em sua biografia encontramos uma síntese de sua percepção quando, ao se mudar de Paris para Arles, surpreendeu-se com suas belas mulheres do lugar, que, ainda que fossem ignorantes em pintura, tinham certo senso da sua beleza, conforme escreve em carta :
'elas sabem por uma nota rosa num traje preto, ou confeccionar uma roupa branca, amarela, rosa,ou verde e rosa, ou ainda azul e amarela, na qual não há nada a mudar do ponto de vista artístico.' (Apud Van Gogh, biografia, David Haziot, p. 195)
Na imagem, o quadro "A Arlesiana", de 1990, que pertence ao acervo do MASP, nos mostra um registro de como uma francesa se vestia em Arles àquela época. Neste áudio, pertencente ao guia auditivo do museu, fala-se deste quadro:


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Sobre o catálogo da Exposição "Histórias da Infância"



Eu "participo" dessa exposição no MASP desde o curso antes dela acontecer, que eu assisti, mas não concordei muito com a maioria do que ali foi dito, mas valeu para que eu percebesse como existem perspectivas muito diversas da minha para pensar em História e crianças. O que me incomodava mais era que as crianças até apareciam, mas sua não aparecia nunca nas falas, tudo muito de "História da Infância", tudo muito perspectiva de adulto apenas.

Mas tivemos momentos ímpares no curso, inesquecíveis mesmo, como a participação da professora Telma Piacentini, do Museu do Brinquedo de Santa Catarina, e seu trabalho com o brincar (que, para ela, é o 'ser criança' e desde então para mim também é).

Porém a exposição foi ótima. reveladora, inspiradora, etc...Arte é sempre mais, não é? Ao contrário do que aconteceu na maioria do curso, na mostra, as crianças também puderam expressar a sua voz, não apenas nos desenhos que estavam emoldurados juntamente com as obras dos autores, mas também com vídeos delas realmente falando, conversando, tudo como acontece na vida real: criança e adulto estão sempre juntos, não faz sentido separá-los definitivamente. Assim que uma ala da atual antropologia da criança também pensa.

No catálogo eu reencontrei as duas faces : Inicialmente temos textos da Lilia Moritz Schwarcz, Maria Helena P. T. Machado e até do Philippe Àries, etc, mas nenhhum da Pieacentini... e eles meio que repetiram alguns discursos do curso.

Mas o catálogo vale mesmo pela amostra das obras expostas.. inclusive os desenhos e os diálogos do vídeo, tudo exposto detalhadamente, então podemos reencontrar algumas obras interessantíssimas. Acho que valeu a a pena ter comprado o catálogo de presente de Natal.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Exposição História da Infância MASP

Detalhes fornecidos pelo MASP
A partir de 7 de abril, o MASP apresenta a exposição "Histórias da infância", que apresenta obras com representações da infância de diferentes períodos, territórios e escolas, da arte africana e asiática à brasileira, cusquenha e europeia, incluindo arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, bem como desenhos feitos por crianças, posicionados no mesmo espaço, ao lado das demais obras. 
"Histórias da infância" reúne cerca de 200 trabalhos de acervos do MASP, outras instituições e coleções particulares e ocupa os espaços expositivos do 1º andar e 1º subsolo do museu até o dia 31 de julho de 2016.
A exposição é organizada em núcleos temáticos permeáveis: retratos, representações de família, imagens de educação e de brincadeiras, crianças artistas, crianças anjos, morte, natividade e maternidade. Obras icônicas do MASP -- como O escolar (1888), de Van Gogh, Rosa e azul (1881), de Renoir, Retrato de Auguste Gabriel Gaudefroy (1741), de Chardin, e Criança morta (1944), de Portinari -- aparecem em novos contextos ao lado de trabalhos de épocas diversas.
"Histórias da infância" reconhece e inclui as histórias das próprias crianças: em pé de igualdade com os demais trabalhos, são expostos desenhos feitos por elas nos anos 1970, anos 2000, e mais recentemente em 2016, durante oficinas no museu. É importante lembrar que eles não estarão em uma sala ou seção específica, separados do conjunto, mas integrados aos demais trabalhos, conferindo a eles uma situação de equilíbrio, para um diálogo possível e sem hierarquias pré-estabelecidas pela expografia. O museu entende que há muito o que aprender com esses desenhos, essas trocas e essas histórias.
A altura média em que as obras costumam ser expostas foi rebaixada da medida padrão: de 1.50 m para 1.20 m (na galeria do 1º andar) e para 1.30 m (no 1o. subsolo), buscando tanto um olhar mais direto da criança quanto uma maior aproximação corporal. Além disso, artistas contemporâneos conduzirão oficinas com crianças aos finais de semana, caso de Rivane Neuenschwander, Cinthia Marcelle, Nicolás Robbio, Lays Myrrha, Thiago Martins de Melo e Thiago Honório. O museu entende esta ação como uma outra maneira, inédita e experimental, de se relacionar com as ideias e a produção destes artistas. 
A exposição tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico; Fernando Oliva, curador; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias; Luciano Migliaccio, curador-adjunto de arte europeia.
Para mais informações sobre a exposição e atividades de mediação, visite o site do MASP: http://goo.gl/tMZxiu
O evento é gratuito e aberto ao público.O MASP funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, e quinta, das 10h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12 (meia). Às terças a entrada é gratuita. 
www.masp.org.brfacebook.com/maspmuseutwitter.com/maspmuseu instagram.com/masp_oficial

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Seminário História da Infância no MASP em 06 de outubro de 2015





Acompanhei  o Seminário História da Infância no MASP ...jornada pesada manhã, tarde e começo da noite e eu já conhecia as ideias da maioria dos palestrantes, por isso destaco as falas mais originais para mim, que abordaram mais diretamente a arte :  o curador-adjunto da Arte Europeia no museu, que comentou detalhadamente imagens do acervo e, especialmente, a da  professora Telma Anita Piacentini,que falou  das possíveis primeiras representações de crianças europeias nas esculturas e pinturas do quatrocento italiano! Até do Benjamin ela falou...
Ouvindo hoje a fala gravada, e podendo acompanhar com mais tempo detalhes das imagens pela internet, destaco dois momentos que eu achei fantásticos sobre isso. Telma começou dizendo que ia  falar sobre "imagens da infância" no sentido oposto ao que estava sendo falado até então no Seminário, porque seu desejo é o de  "abrir as portas do mundo infantil trilhar labirintos" onde o central está no surgimento de representações de um "sentimento de infância" (particularidades de crianças que servem para sensibilizar os adultos) e que a levaram a ter uma preocupação especial na utilização de um forte  apoio teórico metodológico para "não cair naquela coisa de esparramar o coração", porque realmente são imagens que representam momentos de onde se criou a ideia de infância na Europa e serviram para moldar a ideia de infância que temos hoje...
Um exemplo interessante são os "putos" (crianças em italiano) que Donatello esculpiu  no cetro do bispo San Ludovico di Tolosa, 1422-1425... muita fofura, mostrando que as crianças, que já estavam em toda a  parte, passaram a ser também representadas, mesmo que só o olhar de um especialista pudesse atentar para esse detalhe. Outra coisa  que muito me interessou: quando Donatello passou a representar, no bronze, as expressões de um "sentimento infantil", segundo Piacentini, isso marcou uma mudança de fase na sua arte e com isso ele teria sido ajudado pelas crianças e suas expressões de ser criança.Telma lembrou, também, que Donatello, e outros artistas da época, não produziam sozinhos, e corporações É preciso considerar mais as crianças pois o contato com elas pode revolucionar o status quo, entendem?



Em outro momento sensacional a professora comenta uma cantoria que está no museu do Duomo em Florença:



"Donatello aqui se esmerou em colocar aquilo que está no brincar, que é o ato de ultrapassar-se a si mesmo, então eles dançam, cantam ... é uma explosão tão grande alegria que você, no minimo, ri e fica simpártico à história e volta à sua própria infância " Telma Anita Piacentini (informação oral em "Seminário História da Infância - MASP 06 de outubro de 2015)


É  com essas ideias que eu quero dialogar.