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quarta-feira, 2 de julho de 2025

A tuba de Thiago Bernardes

 

A tuba de Thiago Bernardes 

Estava muito frio de verdade no primeiro dia de julho, mas fui no Instrmental! Não vou repetir junho, quando não quis enfrentar o frio, quase hibernei e pirei o cabeção! Bora ouvir música boa 😍😍😍 

Foi muito bom, me arrumei toda bonitinha e quentinha. Quis usar prata e preto, acho que a velha Camila vaidosa voltou...

Saindo pro Instrumental! falei "boa noite" pro cobrador do ônibus,
ele respondeu "Boa tarde"! 🤣😂 É que está escuro já 😛😛


Fazia tanto tempo que não vinha ao Instrumental de casa , que estou maravilhada  e fotografei as obras de arte,como se estivesse vendo pela primeira vez.
Acima minha "irmã leitora" no  metrô República.
Abaixo detalhe exposição Centenário Portinari no metrô Higienópolis 


Vamos ao show? Foi  muito maravilhoso e realmente diferente , tinha clima de música clássica, de opereta (teve até uma atriz), de concerto de jazz, de música africana e era profundamente o que os instrumentistas chamam de música brasileira ❤️, como você pode conferir :
                                

Na volta eu escrevi meu comentário sentadinha  no busão :
 
INSTRUMENTAL:A tuba de Thiago Bernardes e banda deu um ar de elegância aos shows do Instrmental. Na verdade foi um concerto inesquecível! Muitos instrumentos, todos os músicos muito elegantes  vestidos para um concerto clássico, mas o som foi do popular ao erudito! A  voz divinal da cantora Tabata interpretando Nanã do Moacir Santos, junto com Thiago, foi especial . Que bom que eu vim 😍

Na volta vim embalada por aquele som tão peculiar, como era desde o começo, quando caminhava até o metrô Santa Cecília pensando que o instrumental era.  um presente que dava a mim mesma. E era.
Acho que a velha Camila que frequenta o instrumental desde 2016 voltou😍

Algumas fotos 
Quando entrei:muitos instrumentos ❤️

As cores dos músicos 

Concerto 

Reparei no percursionista elegante 😀

Para a melhor música, a melhor roupa

Percussão chamou minha atenção 
Como sempre

Que beleza 😍

Piano 

Contorno feérico do som

Ai veio a fada :
Primeiro eu olhei muito para ela,
Depois fui arrebatada pela voz



sábado, 28 de dezembro de 2019

PRESENTES DE NATAL PARA CAMILA

capas

Porque eu passei  minutos  na loja do  Sesc Bom Retiro ontem, acabei me encantando com as coisas que eles vendem ali e isso  me levou aos dois presentes de natal mais legais para mim. Escolhi dois CD's que sabia serem completamente a minha cara e que estavam muito baratos, saindo R$ 10 e R$ 13.
O primeiro deles é  "Um gosto e Sol" (2011),  onde  Maria Eugênia Melo e Castro interpreta Clube da Esquina.

O disco da fadista  é graficamente uma obra de arte, com relevos e cores inspiradores realçados pelo projeto gráfico  assinado por Rodrigo Guimarães e explica porque, às vezes, é fundamental  ter o CD físico. A escolha das doze faixas  é muito boa :

Um Gosto de Sol
1-"Um gosto de Sol";
2- "Luz e Mistério";
3. "Fruta Boa";
 4-"Sol de Primavera";
5- "Tarde"; 
6-"Cais"; 
7-"Vaga no Azul"; 
8-"Fogo de Palha;
9-"O Cerco";
10-"Dança da Lua"
11-"Maldição"
12- "Vinheta do Bituca"




É  emocionante observar o resumo da percepção de Maria Eugênia a respeito do cancioneiro mineiro,  especialmente as canções eternizadas pelo Beto Guedes e a grande homenagem ao Bituca, o gênio. A voz de Maria Eugênia é doce, ao cantar docemente essas canções da minha vida, me emocionou demais, especialmente quando ela recita o excerto "A Hora Absurda" de Fernando Pessoa ao fim da canção "Cais". Ao fundo, a voz divina de Bituca pontua o CD e fica algo celestial.  Mas apesar de lindo, confesso que  o disco não ficou tão bom de se ouvir, especialmente de você é louco pelas versões mineiras, pois se sente a falta  de um pouco mais do frescor juvenil das versões originais. Mas é preciso entender que estamos diante de uma  homenagem que propõe um filtro fadista àquelas músicas, fica bonito, mas triste demais. 

Já o outro  disco/presente não tem nada de tristeza, é um desbunde musical e também  uma volta ao meu interesse em música instrumental, que andava meio esquecido,  trata-se do álbum  "Duo+Dois" (2019), do  quarteto   formado pelos violonistas do Duofel - Fernando Melo e Luiz Bueno - o percussionista do Clube da Esquina Robertinho Silva e o mestre dos sopros Carlos Malta. Como todo disco de  conjunto instrumental, estamos falando do som mais elegante produzido pelo homem! Nesse caso, as faixas dão um baile ao trazer canções deliciosas do cancioneiro brasileiro, como os afro sambas;Tom Jobim; Edu Lobo; Milton Nascimento; Ronaldo Bastos; Dorival Caymmi; João Donato...   que na interpretação desses mestres, brilham mais: 
Duo+Dois

"Canto de Yemanjá"
"Casa Forte"
"Upa Neguinho
"Ponteio"
"Águá de beber"
"Dindi"
"Cais"
"Marcangalha"
"Medley Emoriô/Bananeira"
"Medley Consolação/ Berimbau"
"Canto de Xangô"


Bom, se tem afro sambas, já bate um orgulho de ser brasileira, com mais Tom Jobim e Clube da Esquina, nem comento. Não paro de ouvir o  disco completo e quero repetir e repetir, o que comprova a veracidade do que diz o crítico musical e autor do blog Alma Negra, Carlos Calado, no encarte do CD:
"Depois de escutar este disco outras vezes, tenho certeza de que a alegria, a liberdade criativa e a fina musicalidade que o quarteto  "Duo+Dois" transmite nessas gravações também vai contagiar muitos ouvintes"
A mim contagiou e muito... parece um show do Instrumental Sesc Brasil, amei!

domingo, 4 de agosto de 2019

O samba Jazz da banda "Samba da Chinela voadora"


No dia  4 de agosto de 2019, primeiro domingo do mês mais amarguinho do ano, o Samba do Sol aconteceu num local diferente, o Espaço Mangaba, na rua Augusta, uma boite tropical, bem interessante. 

A última vez que eu tinha ido ao Samba do Sol foi na despedida dos domingos musicais nas Caldeiras em maio, e foi com muita alegria que revivi o gostinho do melhor rolê se Sampa, que me recebeu com um samba de roda maravilhoso

O espaço é bem alternativo, mesmo vários recadinhos críticos à realidade do Brasil 1019
o bloquinho passou por ali

Eu, vestida para o frio 

Espaço Mangaba
Porta azul e das menina
e porta rosa dos meninos
Fé não costuma faiá
cenário para fotos


Mas apesar do maravilhoso som do Xoroxangô, que tocam maravilhosamente, a pérola da noite foi mesmo o "Samba da Chinela voadora", uma baita banda de samba jazz que faz música para dançar , como eu não ouvia há tempos


Eles são bons, são bonitos e sempre protegidos dos santos e orixás
Boa noite povo que eu cheguei !
E teve quem dançou para celebrar aquela reunião inesquecível, pela alegria 



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Jorge Ben : Objeto de estudo?

Jorge Ben é muito genial. Não paro de ouvir (com meus ouvidos treinados para musica instrumental) e ele nos oferece pequenas sinfonias! Que beleza! Afora que a gente vai descobrindo como aquela obra reverbera em tanta coisa feita na música brasileira depois, assim como o Ivan Vilela destacou sobre o Clube da Esquina ... alguém tinha que estudar o Jorge, caso consiga ficar parado para analisar, claro rsrsrs


terça-feira, 18 de julho de 2017

Reflexões sobre Jorge Ben e Samba Rock


Depois do Samba Rock Plural domingo eu voltei a ouvir Jorge Ben e, como sempre, refletir sobre tudo. 
Quando passei dias ouvindo interruptamente os álbuns do Jorge, é claro que sentia o ritmo, mas sabia muito bem porque eles me agradavam tando: satisfazem o gosto gosto pela música instrumental que eu vim construindo, ai ontem tive a experiência corporal de participar ( ou tentar) de como aquilo funciona num baile, com as pessoas dançando: sensacional e tal.




Mas  como sou um fracasso com práticas (sou muito reflexiva), confesso que é um alento voltar a ouvir e refletira sobre a genialidade de Jorge. Até me emociono...

segunda-feira, 13 de março de 2017

Convite para ouvir o instrumental das canções




Eu simplesmente amo esse álbum, especialmente pelas composições instrumentais das canções. Convido vocês a ouvirem essa faixa, atentando para o instrumental. Na ficha técnica do CD dizem : 
Caetano Veloso voz e violão 
Dadi violão 
Luiz Brasil violão. 
Será engano, mas eles fazem esse som só nos violões? Se for mesmo, acho simplesmente deslumbrante observar que cada violão aqui tem uma voz bem distinta, até pensei que fosse um outro instrumento atuando ali. O que acham?

Hermeto Pascoal no imaginário sonoro dos instrumentistas brasileiros

Da esquerda para a direita: Hermeto Pasocal, seu filho de costas,  o filho do Heraldo do Monte, Heraldo do Monte e o Arismar do Espirito Santo

Ontem, 12 de março de 2017, estive novamente no SESC Pinheiros para ouvir um mito da música. Foi conturbado, quase desisti (estava atrasada e esse lazarento do SESC Pinheiros é bem contramão ) que bom que eu fui! Na verdade, Hermeto se destaca  sempre, é genial e muito engraçado, mas não estava sozinho ... tinha o Heraldo, tinha os filhos dos dois e, como já vi acontecer diversas vezes em shows aqui em Sampa, na platéia estava o Arismar do Espírito Santo, que é sempre intimado a subir no palco... e eu pensava: CARAMBA, TÔ MESMO ASSISTINDO TUDO ISSO?


Outro destaque do show foi ver as camisas negras do Quarteto Novo, pois estávamos lá para isso também!



Eu nunca tinha visto o Heraldo ou o Hermeto, já o Arismar é íntimo já (eu estou sempre nos shows de música intrumental e ele tb) kkkk Toda semana vou a um show de música instrumental com músicos excelentes, outro dia conversava com um amigo que também assiste a todos os show, dos compositores brasileiros que são mais lembrados sempre são o Moacir Santos em primeiro lugar, Hermeto Pascoal em segundo e por último Tom Jobim. Não é uma comparação qualitativa pois todos são excelentes mesmo, mas foi uma observação sobre como alguns compositores habitam o imaginário sonoro dos músicos. Como eu nunca tinha visto um show do Hermeto, perdi essa virgindade kkkk

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A voz do instrumento


A VOZ DO INSTRUMENTO era uma série de apresentações musicais que eu sempre assistia no Sesc Pompéia, mas eu não me lembrava mais quando foi isso, ai procurei no Google e encontrei essa imagem e vi que foi entre 2010 e 2011 (mas na minha memória começou até antes, mas isso não está no Google, então não posso comprovar).
Acho que foi assistindo esta série que eu moldei  meu ouvido para o instrumental, que eu acabei conhecendo instrumentistas, sempre pelo som que eles fazem (não me apegando aos nomes), e me deliciava. Agora isso já não existe mais no Pompéia (mais perto de casa), só que eu  sentia tanta falta que semanalmente  vou lá no Consolação, no Instrumental Sesc Brasil, e é no mesmo esquema: ir e escutar os instrumentos...pra que morrer?
Um aperitivo