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sexta-feira, 29 de maio de 2026

A Casa dos espíritos (2026) Prime Vídeo

 



A CASA DOS ESPÍRITOS (2026)

​Terminei de assistir à minissérie do Prime Video, uma adaptação do romance de 1982 de Isabel Allende (sim, a prima do ex-presidente do Chile), que ainda não li. A trama narra cinco décadas da história da família do patriarca Esteban Trueba, desde os anos 1920 até 1970, a partir da visão de três gerações de mulheres: sua esposa Clara (a clarividente), sua filha  Blanca (a duquesa) e sua neta, a neta  Alba ( a revolucionária). Acho que assisti alguma parte do filme da década de 1990, estrelado por Meryl Streep, Glenn Close e Antonio Banderas, quando eu era pré-adolescente. Na época, não devo ter entendido nada, pois só me lembro de algumas imagens isoladas.

​Fui ver a série às cegas e a achei propositadamente desconfortável, pois ela expõe a violência, o machismo, a opressão na América Latina e de seus tiranos. Mas t também mostra a beleza natural do Chile, a força e a delicadeza povo com sua  a riqueza cultural. Vou falar bem da minissérie. Pensando nos pontos positivos, o primeiro é que a achei muito bonita e suntuosa, uma verdadeira superprodução. Isso me leva ao segundo ponto: ela é extremamente latina, inclusive nos seus momentos problemáticos. A abertura, que traz um clipe com cartas de tarô. em referência ao misticismo de Clara, é , acompanhada por uma música muito dramática, parecendo a trilha sonora de uma novela mexicana, mas a trama narrada na série não segue por esse caminho. De qualquer forma, talvez essa abordagem seja melhor do que "americanizar" a história, retirabdo seu teor profundamente político, como deve ter acontecido com o filme. O terceiro ponto positivo, talvez o mais importante, é é o olhar feminino, que destaca o poder,  das mulheres ao lidarem com as piores barbaridades, às vezes de forma sutil, outras misteriosamente. No gera ali l, assistimos  a uma alegoria da história do Chile no século XX e, só por isso, já valeu a pena. Só lamento não ter encontrado, ainda, muitos comentários sobre a obra na internet, pois adoraria iniciar uma conversa sobre ela.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Sobre política



Essa  semana o Nico Araújo me disse que meu texto “O simbolismo afro-brasileiro no cancioneiro de Jorge Ben” é extremamente político.  Embora esse não seja nunca o meu primeiro objetivo, confesso que adorei! Na verdade foi um grande presente, porque me lembrou a importância da individualidade  do leitor, ou em outras palavras, mostrou que  Nico sabe que  política não é só uma questão partidária, mas é a forma de organizar o estar no mundo. Mostrar esse conhecimento, neste contexto texto das eleições mais tensas dos últimos tempos (ocorre em meio ao golpe) tem todo o significado.

Nesse sentido, a existência da minha coluna “História Cultural” no Blog da Loja Axé, e também todo o meu trabalho como pesquisadora  em História (especialmente o pós-doutorado sobre Pedro Bloch e o poder do diálogo com as crianças), em maior ou menor intensidade, é e sempre foi político. Sobretudo a extensa pesquisa  sobre a obra de  Guimarães Rosa, que negava o discurso “anti-humano”  da política, mas se orgulhava se ser diplomata, profissional da harmonização. E esse tipo de posicionamento, expresso na década de 1960, não é extremamente histórico e por consequência, muito político? Eu acho que é sim.

Nessa semana, em virtude da urgência do tema, eu também, escrevi um texto contra Jair Bolsonaro  que não assinei, mas que foi publicado como um posicionamento institucional, e do qual muita gente gostou muito. Eu gostei menos. Embora ali esteja o meu posicionamento legítimo, não me reconheço naquela forma de expressar tão direta. Não sou da “palavra de ordem”. Mas claro que isso não quer dizer que não tenho posicionamento político, como comecei alertando.

 Termino setembro com esse ato político, até para muito além do #EleNão, mas que é fundamental que ele não, isso é!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Tom Zé e os tempos difíceis que vivemos



Depois de ter sido acusado, julgado no Tribunal do Facebook em 2013, o meu amado Tom Zé sofre novamente por se  mostrar politicamente nas redes. Segundo esta matéria de Mônica Bergamo, depois de ter composto , gravado e divulgado músicas contra o governo Temer na rede mundial , o compositor de 81 anos foi vítima de agressões de todos os tipos, carregadas desse ódio que sentimos no ar. 

Lamentável.
O triste, Tom,  é que também minha vida de sua fã não vem sendo fácil. Nesses tempos de crise eu, que sempre fui sua maior fanzoca,  não pude mais acompanhar a carreira do meu ídolo como sempre fiz, não tive grana pra ir aos shows ( o último que assisti foi o de quando ele completaria 80 anos), ele lançou um disco com temática infantil (a minha cara), mas nem esse eu não pude comprar.
Minha vida tem sido mais dura e sem graça, sem a energia que assistir Tom todo ano pelo menos uma vez me garantia.
Mas eu sou otimista, não é mal que sempre dure, continuarei te amando ao infinito e, não vamos esquecer: FORA TEMER

terça-feira, 29 de março de 2016

Comentário político dessa semana ... Ode aos Ratos

PMDB, como um bando de ratos que é, desembarca do governo. deixa só o vice presidente, que não larga o osso. Como disse meu amigo Mario Rui Feliciani via Facebook:
"Um juiz julgou em 28 segundos. Um partido deixou o governo em 4 minutos.
Assim vamos passando de país do futuro para país futurista. Ave, Marinetti."