Mostrando postagens com marcador "Marrom e Amarelo". Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador "Marrom e Amarelo". Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de março de 2021

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS NEGROS

 

Essa peguei no perfil do Scott no Instagram

Era da minha vontade inserir no pequeno texto que escrevi sobre a representação afrodescendentes em "Clara dos Anjos" de Lima Barreto (que está para completar 100 anos em 2022) , algumas representações de Clara nas capas dos livros (cada uma de uma cor! )
Algumas representações de Clara dos Anjos em capas do romance

Especialmente inserir o trecho de "Marrom e Amarelo" de Paulo Scott (2019) (livro em que tantos nomes são citados e eu senti a falta de Lima) em que Lourenço (o irmão marrom), avisa o irmão Federico (o irmão amarelo), que ele não deveria desligar o flash porque
"tem que usar flash comigo, senão quando tá assim escuro eu não apareço direito"(65).
Essa questão da representação do negro, especialmente a gráfica, em todas as suas cores, como os descreve Lima, nunca foi simples: de cem anos para cá, alegou-se ausência de tintas que dessem conta de tantos matizes, a falta de modelos, ou mesmo a carência de equipamento fotográfico sensíveis a ponto de captar tantas nuances, que na verdade, lembra Schwarcz em seu instigante artigo "Clara dos Anjos e as cores de Lima", denunciam a falta de vontade de representar graficamente negros e pobres.
Mas nada disso "coube" nas 30000 caracteres, mas porque eu gosto tanto do tema, escrevo compartilho aqui com vocês!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

NÃO À NORMALIZAÇÃO DO RACISMO , por Paulo Scott

 


NÃO À NORMALIZAÇÃO DO RACISMO - "... ao longo de mais de 30 anos eu tinha sido um inferno que tornava todos os outros infernos eventuais do cotidiano meras fagulhinhas na normalidade geral, que o meu olhar, MEU MODO DE LER A VIDA, RECUSAVA A NORMALIDADE ENGESSADA PELO DISTÚRBIO QUE AS PESSOAS CHAMAVAM DE RACISMO, pela devastação psíquica por ele causada, não importa o que os outros dissessem para tentar me convencer de que não estava tão ruim assim de que o ódio contra os pretos e o nojo em relação aos pretos estavam menores, de que no passado a coisa tinha sido muito pior... " "Marrom e Amarelo", Paulo Scott, p. 60