sexta-feira, 1 de abril de 2011
domingo, 20 de março de 2011
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
II SIMPÓSIO DE ESTUDOS SOBRE CULTURA
Apesar de tudo eu vou apresentar o que estou falando neste resumo:
Guimarães Rosa: Um escrevinhador de narradores
Camila Rodrigues*
Palavras-chave – Guimarães Rosa, oralidade, sertão, infância, modernismos
Resumo
A performance da escrita de João Guimarães Rosa (1908-1967) é a utilização da fala como ingrediente da sua escritura. Isso pode ser percebido a partir do alto grau de estranhamento que apresenta a leitores urbanos, pois aborda o cenário peculiar do sertão de Minas Gerais, que é tomado como emblema e alegoria do primitivo. Foi neste sertão - na cidade de Cordisburgo - que em 1908 nasceu o menino Joãozito, uma criança que ao completar oito anos, mudou-se para Belo Horizonte, onde seguiu seus estudos até tornar-se médico e depois atuar como diplomata.
Na fase adulta, Guimarães Rosa revisitou o sertão para viajar com vaqueiros e registrar, em seus conhecidos cadernos manuscritos, as narrativas e a linguagem tradicional dos sertanejos. Entender sua performance deve partir da existência desses registros, pois eles - tão parecidos com um relatório científico – não são, ainda, a sua obra literária final, mas apontamentos que serviram como sua matéria prima, já que a observação da realidade precisa de filtros ficcionais para tornar-se literatura.
A importância do contato com os sertanejos foi oferecer matéria prima para o artesanato de sua escritura, pois ao escrever sua literatura, Rosa não reproduz exatamente o que ouviu, mas faz escolhas de palavras ou expressões que – a partir de sua força sonora ou semântica – reproduzem não a fala, mas sim o ritmo do que foi ouvido, pois elege este elemento como a força motriz da comunicação, e isso passa a atuar como o corpo da narrativa. Assumindo essa visão, a escrita de Guimarães Rosa articula a linguagem de forma a potencializar a oralidade existente nela.
Se pensarmos na recepção da obra rosiana pela crítica no contexto de seu lançamento (1946-1967), em geral, a utilização desse artesanato que propicia uma escritura ligada a oralidade foi percebida, mas somente relacionada ao espírito do seu tempo (Zeitgeist), que começou a ser expresso na literatura brasileira pelo modernismo desde os anos 1920, especialmente no resgate de aspectos primitivos e orais em nossas manifestações populares. Após 1945, com a chamada 3ª.geração – a de Guimarães Rosa -, percebe-se uma busca ainda maior por experimentações lingüísticas, que refletiam uma ansiedade em inserir o Brasil nas grandes problemáticas da epistemologia do pós guerra, valorizando, entre outros elementos, a linguagem oral. A incorporação da perspectiva infantil a este novo olhar epistemológico também alterou a visão da História. Todos esses temas serão levantados, ainda que de forma sintética, nesta fala.
* Doutoranda em História Social na USP – Ma. Camila Rodrigues
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Programa - II Simpósio de Estudos sobre Cultura
Grata
Camila
II Simpósio de Estudos sobre Cultura:
Linguagens e Abordagens no campo da Performance
Evento cultural – 26h
Período: 18 a 20 de maio de 2010
Público-alvo: Estudantes, professores e interessados em geral.
Vagas: 200
Período de inscrição e matrícula: Em breve datas e horários
Critério de seleção: Ordem de chegada
Documentação exigida: O candidato deve apresentar RG.
Valor: Gratuito
Objetivo:
O II Simpósio de Estudos sobre Cultura: Linguagens e Abordagens no campo da Performance” tem como objetivo concretizar, sintetizar e aprofundar uma etapa das discussões desenvolvidas no grupo de estudos "Produção Cultural no Brasil". O grupo é interdisciplinar, composto por alunos de pós-graduação dos departamentos de História, Antropologia e Música da USP, e tem como proposta o estudo da cultura brasileira no século XX, abordando-a a partir de diversas linguagens, como literatura, música, dança e teatro. Com a proposta da realização de Simpósios anuais do grupo, buscamos contribuir para potencializar e ampliar os estudos nas áreas de conhecimento relacionadas à arte e à cultura brasileira.
Neste evento temos como temática central a questão da Performance, que será abordada através de diferentes focos e perspectivas teóricas e metodológicas pelos pesquisadores do grupo, professores e artistas convidados. A justificativa da escolha deste tema partiu da constatação da importância fundamental desta questão em nossos trabalhos, quando tratamos de estudar a cultura. Finalmente, entendemos o Simpósio como um espaço potencialmente rico para que possamos refletir e aprofundar as diversas possibilidades de estudo e acepção da questão da performance nas pesquisas sobre cultura, configurando-se em um espaço de construção do conhecimento, de maneira dinâmica e integrada, entre alunos, pesquisadores, professores, artistas e o público participante.
Coordenadores: Prof. Dr. Elias Thomé Saliba e Prof. Dr. José Geraldo Vinci de Moraes (FFLCH-USP)
Ministrantes:
Profa. Ana Karicia Machado Dourado
Prof. André Domingues
Profa. Camila Rodrigues
Profa.Carmen Lucia de Azevedo
Profa. Cristina Eira Velha
Prof. Dr. Elias Thomé Saliba
Prof. Giovanni Cirino
Profa Dra. Jerusa Pires Ferreira
Prof. Dr. John Cowart Dawsey
Prof. Luiz Felipe Correia
Prof. Dr. Marcos Francisco Napolitano de Eugenio
Prof. Dr. Nelson Schapochnik
Prof. Dr. Nicolau Sevcenko
Profa. Priscila Gomes Correa
Profa. Rafaela Lunardi
Prof. Said Tuma
Profa. Sonia Teller
Prof. Thiago Lima Nicodemo
Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto
Profa Dra. Vera Lucia Gonçalves Felício
Promoção: Departamento de História / FFLCH / USP
Grade horária:
Terça
Quarta
Quinta
10:30-12:30
Palestra
Prof. Dr. John Dawsey
12h30-14h
Intervalo - almoço
14h-16h
Abertura
Performance
Palestra
Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira
Mesa redonda
“Recortes musicais nas performances do popular: entre a oralidade e a cultura escrita”
Mesa redonda
“Inovação e reiteração na música popular”
16h-16h30
Intervalo
Intervalo
Intervalo
16h30-18h30
Mesa redonda
“Corpo, performance
e ritual”
Mesa redonda
“Performances da linguagem escrita: produção e recepção”
Mesa redonda
“Pra ficar tudo jóia rara: o tom da performance na música popular brasileira”
18h30-19h30
Intervalo - jantar
Intervalo - jantar
Intervalo – jantar
19h30-21h30
Palestra
Profa. Dra. Vera Lucia Gonçalves Felício
Conferencia
Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto
Encerramento
Conferência
Prof. Dr. Nicolau Sevcenko
Ao longo da programação
Atividades Performáticas
Atividades
Performáticas
Atividades
Performáticas
Programação:
18 de maio
14h – Abertura – Performance
14h30 – Palestra: Profa. Dra. Jerusa Pires Ferreira (Depto. de Comunicação e Semiótica- PUC/SP)
16h – Intervalo
16h30 – Mesa redonda: “Corpo, performance e ritual”
Prof. Giovanni Cirino (Depto. de Antropologia – FFLCH/USP)
Profª. Sonia Teller (Depto. de História – FFLCH/USP)
Profª. Ana Karicia Machado Dourado (Depto. de História – FFLCH/USP)
Debatedor: Prof. Dr. John Cowart Dawsey (Depto. de Antropologia – FFLCH/USP)
18h30 – Intervalo - jantar
19h30 – Palestra: Vera Lúcia Gonçalves Felício (Depto. de Artes Cênicas – ECA/USP)
19 de maio
10h30 – Palestra: Prof. Dr. John Cowart Dawsey (Depto. de Antropologia – FFLCH/USP)
12h30 – Intervalo - almoço
14h – Mesa redonda: “Recortes musicais nas performances do popular: entre a oralidade e a cultura escrita”
Prof. Said Tuma (Depto. de Música – ECA/USP)
Profª. Cristina Eira Velha (Depto. de História – FFLCH/USP)
Debatedor: Prof. Dr. Elias Thomé Saliba (Depto. de História – FFLCH/USP)
16h – Intervalo
16h30 – Mesa redonda: “Performances da linguagem escrita: produção e recepção”
Profª. Camila Rodrigues (Depto. de História – FFLCH/USP)
Prof. Thiago Lima Nicodemo (Depto. de História – FFLCH/USP)
Profª. Carmen Lucia de Azevedo (Depto. de História – FFLCH/USP)
Debatedor: Prof. Dr. Nelson Schapochnik (Faculdade de Educação – USP)
18h30 – Intervalo - jantar
19h30 – Conferência: Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto (The Liszt School of Music - Weimar/ Alemanha e Depto. de Antropologia – PPGAS - FFLCH/USP)
20 de maio
14h – Mesa redonda: “Inovação e reiteração na música popular”
Prof. André Domingues (Depto. de História – FFLCH/USP)
Prof. Luiz Felipe Correia (Depto. de História – FFLCH/USP)
Debatedor: Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto (The Liszt School of Music - Weimar/ Alemanha e Depto. de Antropologia – PPGAS - FFLCH/USP)
16h – Intervalo
16h30 – Mesa redonda: “Pra ficar tudo jóia rara: o tom da performance na música popular brasileira”
Profª. Priscila Gomes Correa (Depto. de História – FFLCH/USP)
Profª. Rafaela Lunardi (Depto. de História – FFLCH/USP)
Debatedor: Prof. Dr. Marcos Napolitano (Depto. de História – FFLCH/USP)
18h30 – Intervalo - jantar
19h30 – Encerramento – Conferência: Prof. Dr. Nicolau Sevcenko (Depto. de História – FFLCH/USP)
Obs.: Ao longo da programação estão previstas atividades performáticas.
Certificado: Para fazer jus ao certificado, o aluno deverá ter freqüência mínima de 85%.
Local das inscrições:
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Serviço de Cultura e Extensão Universitária
Prédio da Diretoria e Administração da FFLCH, sala 126
Rua do Lago nº 717 - em frente a Faculdade de Arquitetura - FAU
Acesso também pela Rua do Matão S/N - em frente ao Clube dos Professores
Cidade Universitária - São Paulo, SP - Tel.: (11) 3091-4645, CEP: 05508-080
Atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 9 às 11h30 e das 13 às 16h30
Contato: 55 - 11 – 3091-4645 – e-mail: agenda@usp.br

