segunda-feira, 18 de maio de 2026

O drama : muito barulho por nada

 

​O Drama, escrito e dirigido pelo cineasta norueguês Kristoffer Borgli, é uma sátira romântica estrelada poe Zendaya  e por Robert Pattinson, vivendo o casal  Emma e. Charlie. Marcada por desconforto, angústia e humor negro, a obra conta a história de um casal que , ao organizar seu casamento, precisa lidar com as incertezas, medos e paranoias que surgem quando a vida está prestes a mudar drasticamente.

​Em um bar, às vésperas do grande dia, os noivos e um casal de padrinhos propõem o desafio: "O que você fez de pior na vida?". As respostas fazem com que os protagonistas comecem a questionar se realmente se conhecem.

​Evidentemente, percebe-se que a tensão principal funciona como um "muito barulho por nada", servindo mais para expor os conflitos internos dos personagens. Ainda assim, o filme é mestre em nos prender nesse universo mentalmente doentio por meio de imagens de memórias, sonhos, alucinações, absurdos e paranoias.

​Um filme para incitar reflexão e discussão. Gostei de assistir!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

BLADE RUNNER : caçador de androides

 


BLADE RUNNER (1982), direção Ridley Scott: mergulhando no meu momento “ficção científica”, fase robótica, assisti a esse clássico noir do qual só tinha ouvido falar. Na trama, uma corporação desenvolve clones humanos, chamados replicantes, para serem usados como escravos em colônias fora da Terra e, em 2019, um ex-policial interpretado por Harrison Ford é convocado para caçar androides disfarçados em Los Angeles.
É o tipo de trama que me interessa em ficção científica, pois  nos leva a questionamentos existenciais: o que nos faz humanos, diferentes de máquinas ou robôs? Sentimentos, memória, registros de nossa passagem? 🤔

Um trechos mais bonitos e existênciais é essa fala de um replicante antes de morrer, na qual ele se questionar se o que vou, viveu, merece ser descartado como lágrimas na chuva só porque ele não é humano:



VIDAS passadas: sutilidades do amor idades


VIDAS PASSADAS (2024)  é um drama coreano  romântico sensível ( não Dorama),escrito e dirigido por Celine Song. O filme conta a história de Nora (Greta Lee), uma escritora coreana que imigrou ainda criança para o Canadá e, anos depois, reencontra virtualmente Hae Sung (Teo Yoo), seu amigo de infância e primeiro amor. Ao lado do marido Arthur (John Magaro), Nora revisita memórias, escolhas e sentimentos ligados ao destino. Que filme coreano sutil e muito rico em detalhes, para ver com com atenção.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Os outros



 The Others (Os Outros, 2001)

Depois da ótima experiência com O Sexto Sentido,  assisti a outro terror psicológico antigo, este já do século XXI. Dirigido por Alejandro Amenábar, o filme parte da premissa clichê da casa mal-assombrada, mas entretém e, apesar de ser mais pretensioso do que consegue sustentar, diverte bastante.

Embora Nicole Kidman esteja muito bem como Grace Stewart, novamente eu diria que o elenco adulto perde de lavada para as crianças. Destaque para Alakina Mann, como Anne Stewart, e James Bentley, como Nicholas Stewart. 

O filme é uma adaptação de romance, mas não chamou tanto minha atenção , ao ponto de eu querer ler a obra original.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Sexto sentido


 SEXTO SENTIDO ( 1999) Sei que estou décadas atrasada , mas eu queria muito assistir a esse filme dirigindo por Night Shyamalan, o qual não tive oportunidade antes, demorei pra achar no streaming , mas quando conseguir não me arrependi em nada! 

 É um filme americano de terror psicológico para entretenimento, mas que aborda temas complexos. A vida e a morte têm tantos mistérios! Guimarães Rosa que o diga! Mil destaques  para atuação de Haley Joel Osment como o garoto protagonista que, apesar do Bruce Willis, leva o filme nas costas. Em uma olhada rápida, ele ganhou mais de quinze prêmios por essa atuação. Achei pouco...

Eu vejo gente morta!

Fantasia



 FANTASIA. Lançado em 1940

 pelos estúdios Disney, Fantasia  é uma ousada proposta misturando animação e música clássica, ele  apresenta segmentos  inspirados em obras de compositores famosos, conduzidos pela Orquestra da Filadélfia regida por Leopold Stokowski.

Assistir agora foi uma experiência abstrata  e sublime de ver e ouvir, muitas vezes aplaudi de tanta beleza, uma animação  da d
écada de 1940! É uma obra prima e eu ficava  me perguntando: imagina isso na telona do cinema😍 

Já em Fantasia 2000, surgido como uma homenagem ao primeiro filme, esse se propõe como continuação  moderna do clássico original, mantendo a proposta de unir animação e música clássica, mas agora num tom mais narrativo e visual atualizado digitalmente.  É um belo filme Mantém a proposta de unir animação e música clássica, mas com ritmo mais acessível e visual atualizado digitalmente.

Foi muito bom assistir aos dois e experimentar momentos significativos da história da animação.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

LEITURA CRÍTICA DE "Caçando carneiros "



Neste  grupo sobre Murakami no Facebook,  a leitora Osama Flåan divulgou um ensaio crítico de Streacher muito interessante sobre o romance "Caçando carneiros" (livro que primeiro eu odiei, ai estranhei, não conseguia largar e depois me deu ressaca literária).

A tradução foi pelo Gemini:

"The result is that the simplicity of the Murakami hero, marked by lethargy and nostalgia, emerges as emblematic of contemporary humankind, bereft of identity, direction, and meaning."

— Matthew C. Strecher, Dances with Sheep

​"O resultado é que a simplicidade do herói de Murakami, marcado pela letargia e pela nostalgia, surge como emblemática da humanidade contemporânea, desprovida de identidade, direção e sentido."

Matthew C. Strecher, Dances with Sheep

​Nos conta Osama Flåan :

"Este é o segundo livro que leio de Streacher e não me decepcionei...

​O que ele demonstra é como, em quase todos os romances de Murakami, existe um portal para "o outro lado"... um reino metafísico onde a temperatura cai, o tempo se comporta de forma diferente e o ar cheira a mofo... Eu já tinha notado essa repetição, mas Strecher a sistematiza de uma forma que foi uma verdadeira revelação para mim... Isso é uma coisa.

​A segunda é como Strecher captura os paradoxos dentro de Murakami... um autor que escreve sobre as grandes e dolorosas questões da vida em uma linguagem tão simples que ressoa tanto em adolescentes quanto em professores... Alguém que brinca com o pós-modernismo, mas que, simultaneamente, alerta contra as forças "achatadoras" do mundo moderno...

​Quando Strecher finalmente amarra tudo... a magia, a psicologia, a crítica linguística... somos obrigados a reconhecer mais uma vez... o herói de Murakami, lento e nostálgico, é verdadeiramente um reflexo de todos nós... Sem raízes, sem direção, presos em uma realidade que está sendo gradualmente esvaziada de sentido...

​Se você já sentiu que o mundo de Murakami contém algo que você não consegue expressar em palavras... leia este livro."

​Notas da Tradução:

  • "Eye-opener": Traduzi como "revelação", que transmite a ideia de algo que abre os olhos ou traz uma nova compreensão.
  • "Flattening forces": Usei "forças achatadoras", termo comum na crítica literária para descrever a perda de profundidade cultural ou individual na modernidade.
  • "Sluggish": Traduzi como "lento", capturando a inércia característica dos protagonistas do autor.

​ 

Simplesmente ADOREI.