quarta-feira, 27 de maio de 2026

Matrix: Enfim posso dizer que assis

 
      

MATRIX (1999) - Mesmo sabendo que continua sendo uma referência, só fui assistir ao filme dirigido pelas irmãs Lana e Lilly  Wachowski porque soube que em poucos dias sairá do catálogo da Netflix e talvez fosse a melhor oportunidade para vê-lo. Não foi fácil, foi enfadonho. Apesar de a discussão filosófica proposta por ele ser inquestionável, tê-lo assistido não esclareceu mais do que já saber anres dessas ideias por terceiros . É que, apesar do conteúdo filosófico permanecer vivo, para meu gosto o filme envelheceu muito mal.

Primeiro, o senti  muito longo. Podiam encurtá-lo diminuindo as cenas de luta, jiu-jitsu, tiro, porrada e bomba. Que saco essa estética de ação, que também aparece em filmes como "Eu, robô ", que gostei muito mais,  e que não tem sequencias de ação  tão longas. Os efeitos especiais ficaram muito mais datados do que os de filmes ainda mais antigos que vi esse ano como Blade Runner.Na metade de Matrix,  aproveitando que assisti em casa, já senti vontade de pausar, lavar roupa, comer um lanche... Em geral, eu não gosto de filmes longos, mas prefiro aqueles em que nem percebo o tempo passar, o que não foi o caso.

Outra coisa que estranhei, mas depois entendi melhor por causa do contexto da época, foi a narrativa do escolhido. No século XXI, preferimos os anti-heróis das séries, não é mesmo? Em todo caso, agora já posso dizer que assisti  Matrix, mas preferi assistir a serie Dark, que nele se inspirou.

Sigamos!

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Gabinete de curiosidades de Guilhermo Del Toro

 


Foi indicação da Netflix,  com base no conteúdo que eu mais gostei, mesmo que eu não seja uma consumidora de terror, eles acertaram mais uma vez. De cara vi que era coisa fina, que não  valeria à pena ver rapidinho no celular,  as imagens são de encher os olhos. E são mesmo!

Pedi a IA o roteiro da minissérie com títulos direção para ilustrar esse comentário. 


Série antológicoa de oito episódios dirigidos por nomes diferentes  , contando  histórias retiradas da literatura de terror e  escolhidas pelo diretor Guilhermo Del Toro. Aqui elas ganham versão áudio visual que, no geral, primeiro me agradaram, depois que refleti e ouvi sobre, passei a gostar mais.
Logo percebi  que a série não é tãooo aterrorizante,só às vezes fechei ou desviei os olhos, mais por nojo ou aflição do que por medo... e que cada episódio,  até por sua base literária, conta uma história,  há "motivos" para o terror e a estética é muito trabalhada.
É tudo muito cibematografico, a imagem em movimento e o som preenchem a tela.  Incrível8. .

Fotos do episódio A AUTÓPSIA 
estrelas viram teias ,  pedras na parede e horizonte 


FOTOS Episódio O MURMÚRIO 
A casa assombrada por pássaros e fantasmas  parece um quadro 


Um comentário por episódio :

1 LOTE 63

Um cara grotesco compra o depósito de um idoso nazista e fica enfeitiçado pelos objetos que este usava na prática de bruxaria. Muito mais do que entidades, o terror aqui está no que é esse protagonista desprezível. Um detalhe que fez valer ter assistido são os minutos iniciais, quando passa ao fundo um telejornal destacando a justificativa do presidente norte-americano para os atentados no Kosovo, durante a Guerra do Golfo na década de 1990, para estabelecer a nova ordem mundial onde ele domina tudo. É o mesmo discurso que Trump propaga atualmente: os EUA alegando proteger a humanidade enquanto se desenham como um imperador violento.

2 RATOS DE CEMITÉRIO

Mesmo sendo um dos episódios mais mórbidos da série, o roteiro é bom. Conta a história de um ladrão de cemitério em Salém de séculos atrás e que agora está com dificuldades porque os ratos estão roubando tudo antes. O episódio começa com jovens ladrões em volta de um caixão, que são interrompidos pelo protagonista, que mostra ter  mais experiência no ramo, mas qyw não considera que, embora ele esteja nisso há tempos, deve respeitar os ratos,  que já estavam lá desde sempre. Aqui o terror é a ambição, que se materializa no reino dos ratos nos caminhos debaixo da terra.

3 AUTÓPSIA

Esse é, talvez, meu episódio favorito. Conta a história de um médico legista que procura brecar a energia maligna extraterrestre arrogante que parasita os corpos mortos de humanos. Essa força habitava um dos corpos que ele estava analisando e agora procura entrar no seu próprio corpo. É um dos episódios esteticamente mais bonitos e cheio de detalhes. Um momento de brilho é o diálogo inteligente entre o legista e seu parasita arrogante, que está prestes a cair do pedestal.

4 POR FORA

Episódio mais Black Mirror da série. Conta a história de uma moça alérgica a creme de pele, mas que insiste em usar, levada pelas propagandas na televisão, até que o produto acaba materializando o terror da sua história. Escrito e dirigido por mulheres, vemos aqui como as pressões estéticas são, para elas, as mais aterrorizantes.

5 MODELO DE PICKMAN

Essa é uma das duas adaptações de contos de terror de H. P. Lovecraft, escritos na década de 1930. Nesse episódio conhecemos a história de um pintor enfeitiçado por quadros amaldiçoados de um outro artista de obras mais macabras. Como sempre, a adaptação é muito requintada, mas achei um dos mais chatinhos da série; parecia um filminho de medo.

6 SONHOS NA CASA DA BRUXA

Outra adaptação de Lovecraft, segue o mesmo ritmo do último, mas desta vez conta uma história sobre dois irmãos gêmeos, separados na infância quando a garota morre; o irmão passa a vida buscando formas de acessar o mundo dos mortos para reencontrar a menina. Muitas coisas acontecem, envolvendo bruxas e casas assombradas, para que o episódio coloque a questão da não aceitação da morte. Nada de muita novidade...

7 A INSPEÇÃO

Um dos episódios mais bonitos, todo trabalhado nas luzes, cores e enquadramentos para trazer o ambiente da década de 1970. Conta a história de um colecionador que, ao encontrar um objeto nunca conhecido pela humanidade, convida algumas pessoas interessantes para inspecioná-lo. Foi o capítulo mais hermético para mim. Entender eu entendi, mas fiquei com a sensação de que perdi alguma, ou muita coisa...

8 O MURMÚRIO

É outro episódio esteticamente lindo e, dessa vez, muito poético. Trata de um casal de cientistas, pesquisadores de pássaros, que se isolam em uma casa dita mal-assombrada, onde vão poder observar melhor as aves. Nesse período, eles acabam tendo que conversar sobre uma perda que tiveram, enquanto, efetivamente, fantasmas se manifestam na casa. Não vou dar muitas informações ou spoiler, só que o fim é, talvez, o mais esperançoso que eu esperaria de uma série de terror.

​Enfim, essas foram minhas impressões rápidas sobre essa minissérie incrível. RECOMENDO.


segunda-feira, 18 de maio de 2026

O drama : muito barulho por nada

 

​O Drama, escrito e dirigido pelo cineasta norueguês Kristoffer Borgli, é uma sátira romântica estrelada poe Zendaya  e por Robert Pattinson, vivendo o casal  Emma e. Charlie. Marcada por desconforto, angústia e humor negro, a obra conta a história de um casal que , ao organizar seu casamento, precisa lidar com as incertezas, medos e paranoias que surgem quando a vida está prestes a mudar drasticamente.

​Em um bar, às vésperas do grande dia, os noivos e um casal de padrinhos propõem o desafio: "O que você fez de pior na vida?". As respostas fazem com que os protagonistas comecem a questionar se realmente se conhecem.

​Evidentemente, percebe-se que a tensão principal funciona como um "muito barulho por nada", servindo mais para expor os conflitos internos dos personagens. Ainda assim, o filme é mestre em nos prender nesse universo mentalmente doentio por meio de imagens de memórias, sonhos, alucinações, absurdos e paranoias.

​Um filme para incitar reflexão e discussão. Gostei de assistir!

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Reservart um ano!

 


Quando fui passear em Niterói há um ano, presenciamos a inauguração da galeria Reservart no Reseva Cultural de Niterói.  Todas as vezes que voltei a cidade depois,  e sempre passei por lá,  agora tivemos a chance de estar na comemoração de um ano, inclusive com amigos que conhecemos lá

.Muito bom !

Algumas fotos...











quinta-feira, 14 de maio de 2026

BLADE RUNNER : caçador de androides

 


BLADE RUNNER (1982), direção Ridley Scott: mergulhando no meu momento “ficção científica”, fase robótica, assisti a esse clássico noir do qual só tinha ouvido falar. Na trama, uma corporação desenvolve clones humanos, chamados replicantes, para serem usados como escravos em colônias fora da Terra e, em 2019, um ex-policial interpretado por Harrison Ford é convocado para caçar androides disfarçados em Los Angeles.
É o tipo de trama que me interessa em ficção científica, pois  nos leva a questionamentos existenciais: o que nos faz humanos, diferentes de máquinas ou robôs? Sentimentos, memória, registros de nossa passagem? 🤔

Um trechos mais bonitos e existênciais é essa fala de um replicante antes de morrer, na qual ele se questionar se o que vou, viveu, merece ser descartado como lágrimas na chuva só porque ele não é humano:



VIDAS passadas: sutilidades do amor idades


VIDAS PASSADAS (2024)  é um drama coreano  romântico sensível ( não Dorama),escrito e dirigido por Celine Song. O filme conta a história de Nora (Greta Lee), uma escritora coreana que imigrou ainda criança para o Canadá e, anos depois, reencontra virtualmente Hae Sung (Teo Yoo), seu amigo de infância e primeiro amor. Ao lado do marido Arthur (John Magaro), Nora revisita memórias, escolhas e sentimentos ligados ao destino. Que filme coreano sutil e muito rico em detalhes, para ver com com atenção.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Os outros



 The Others (Os Outros, 2001)

Depois da ótima experiência com O Sexto Sentido,  assisti a outro terror psicológico antigo, este já do século XXI. Dirigido por Alejandro Amenábar, o filme parte da premissa clichê da casa mal-assombrada, mas entretém e, apesar de ser mais pretensioso do que consegue sustentar, diverte bastante.

Embora Nicole Kidman esteja muito bem como Grace Stewart, novamente eu diria que o elenco adulto perde de lavada para as crianças. Destaque para Alakina Mann, como Anne Stewart, e James Bentley, como Nicholas Stewart. 

O filme é uma adaptação de romance, mas não chamou tanto minha atenção , ao ponto de eu querer ler a obra original.