Pequenidades
Pequenidade é pequeneza, coisa de pouca elevação intelectual?
sexta-feira, 1 de maio de 2026
"O CASTELO ANIMADO", o Dark do Ghibli?
quinta-feira, 30 de abril de 2026
A flaura dd Ariane Rodrigues no instrumental
EEu não estava tão arrumadeira como de costume, mas acreditem, foi o máximo que consegui
![]() |
| Um ponto amarelo pra alegrar |
Deois de uma sessão de terapia pesada, fui pro sesc comer. Dssa vez não tomei sopinha,comi um sanduíche de carne moída delicioso e o suco de polpa Sesc de abacaxi com capim santi, cujo único defeito é que ele acaba
Encontrei minha amiga de instrumental Mônica, que estava cim outra amiga e tiramos fotos divertidas
E ai veio show maravilhoso da flautista Ariane Rodrigues
A FLAUTA TRANSVERSAL DE ARIANE RODRIGUES
Depois de um tempo afastada, voltei ao Instrumental SESC Brasil para assistir a esse show delicioso. Muito jazz, muito Hermeto Pascoal e música boa. Quando vieram os convidados, com a percussão de Ari Colares e as maravilhosas flautistas Marta Moraes e Marina Bastos, tudo ficou ainda mais celestial. Fantástico mesmo foi no final, quando as flautistas trocaram a flauta pelo tífano e o show virou um baile de carnaval no Recife. Amei!
Que show inaugure dias de mais disposição para mim.!
quarta-feira, 29 de abril de 2026
O céu de Suely , Karim Aïnouz
O CÉU DE SUELY, dirigido por Karim Aïnouz, era um dos quatro filmes destacados pela Folha de São Paulo que eu ainda não tinha visto. Assisti ontem com minha mãe e gostamos. Mesmo sendo dos anos 2000, continua bastante relevante.
Embora não traga uma novidade estética ao retratar um Brasil de forma crua, algo que já aparecia em filmes como Bye Bye Brasil e depois na retomada com Central do Brasil, aqui essa abordagem é revisitada para tratar da sobrevivência feminina. A história de uma mãe solteira abandonada, sem perspectivas, em busca de mudar de vida, é contada com dureza e delicadeza ao mesmo tempo, com boa trilha sonora e atuações consistentes.
Apesar de partir de um enredo que poderia cair no clichê ou no julgamento moral, o filme opta por um olhar humanista. A sensação de aprisionamento naquela vida e naquela cidade, vivida por Hermila, se transmite gradualmente ao espectador. Mais do que julgá-la, passamos a compreendê-la, mesmo quando, sob o codinome Suely, ela transforma o próprio corpo em prêmio de rifa. Essas cenas são mais tristes do que chocantes.
Chamam atenção as imagens que evidenciam sua solidão, como as cenas nos orelhões tentando restabelecer vínculos rompidos, ou na rodoviária, primeiro esperando alguém, depois buscando uma forma de partir. A esperança em um futuro diferente, que persiste apesar de tudo, é o que o filme constrói como possibilidade de salvação.
Um possível spoiler: no início, ouvimos Hermila narrar o dia mais feliz de sua vida, quando engravidou, em uma manhã de domingo, com um cobertor de lã escura e um CD com suas músicas favoritas. Ao final, já não há narração; vemos o mundo por seus olhos, um lugar vazio e sem caminhos claros. Nas cenas finais, quase teatrais, tudo se passa sob a placa “Aqui começa a saudade de Iguatu”, sentimento que talvez ela nunca chegue a experimentar, caso consiga partir.
Gostei bastante do filme.
terça-feira, 28 de abril de 2026
A VIAGEM DE CHIHIRO
A Viagem de Chihiro (2001), dirigido por Hayao Miyazaki, vencedor do Oscar 2003 de Melhor animação.
Evitei por anos assistir, na esperança de ver no cinema; ontem não resisti e assisti na TV. Que filme maravilhoso! Lindo, aterrorizante, cheio de significados, exatamente como algumas crianças amam! Tudo perfeito, uma história sobre amadurecimento, identidade, relação com outras dimensões, busca de quem se é, tudo lindo e complexo. Feito para ver no escurinho do cinema, na tela grande, para sentir medinho de todos aqueles seres fantásticos enormes da casa de banho dos espíritos à sua frente! Quem sabe um dia terei essa oportunidade!
2026 vem sendo o ano de conhecer algumas obras-primas do Japão. Primeiro foi Crônica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami; agora, A Viagem de Chihiro, obra-prima do Studio Ghibli. Tudo muito bom!
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Cangaço Novo 2a. Temporada
Terminei de assistir à rápida e intensa segunda temporada de Cangaço Novo, série que adorei acompanhar, como comentei AQUI.
Como foi um sucesso internacional no catálogo do Prime e deixou gostinho de quero mais, a segunda temporada chegou, mesmo curta, com apenas sete episódios e sem muitas conclusões. Ainda assim, adorei assistir.
Nos primeiros episódios, a qualidade da produção encheu meus olhos! Tudo muito cinematográfico, com cara de grande produção nacional. Do centro para o final, a qualidade se mantém, mas o roteiro perde um pouco a força e as cenas de ação, de modo impressionante, se destacam.
MINHAS EXPECTATIVAS
Antes de assistir a segunda parte, já mantinha algumas expectativas.
Na primeira temporada de Cangaço Novo, do Prime, para mim o grande destaque foi que o protagonista Ubaldo, interpretado por Allan de Sousa Lima, acabou perdendo brilho para sua irmã cangaceira Dinorá, vivida pela maravilhosa Alice Carvalho.
Para a segunda temporada, minha expectativa era que outras mulheres também se destacassem na trama, sublinhando a força da mulher nordestina. Pensei especialmente na bela e misteriosa Dilvânia, interpretada por Thainá Duarte, e em Zeza, vivida pela veterana Marcélia Cartaxo.
Elas foram confirmadas nos primeiros episódios, muito bem produzidos esteticamente.
No segundo episódio, como eu queria, outras mulheres além de Dinorá estão ganhando destaque. O mais incrível, para mim, foi a citação textual de trechos de Grande Sertão: Veredas durante um sonho da irmã mais nova da família Vaqueiro, Dilvânia. Suponho também que haja uma referência direta à cena em que um homem tenta domar um cavalo no marcante filme A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos, que considero a melhor adaptação de Guimarães Rosa para o cinema. Nem comento que surgiu um cangaceiro chamado Fafafá, como no bando de Urutu Branco, em Grande Sertão: Veredas.
Além disso, a própria personagem Dilvânia, a menina milagreira, é uma figura comum no imaginário popular brasileiro e, por isso, lembra muito a protagonista do conto A menina de lá, que estudei na minha tese. Para ela, escolheram como tema a música Menina Jesus, de Tom Zé. Amei.
FINAL DA TEMPORADA E DESTINO DA SÉRIE
A figura da temporada foi Dilvânia, cuja história abre o primeiro episódio e cujo canto encerra o último. Foi muito bom ter trazido, na temporada mais cruelmente violenta, um fundo místico tão característico do sertão brasileiro. Dilvânia, com suas poções, a menina milagreira, encarna todo esse universo; em sua jornada, couberam preces, Grande Sertão e coragem.
O belo final, com Dilvânia professando sua fé e Ubaldo cumprindo seu quinhão na vida de um ladrão, permite tanto encerrar a série quanto dar continuidade a ela. Vai depender da recepção na plataforma. Se continuar, sugiro que invistam em bons roteiros, até pra sustentar a exploração de cenas de ação.
Foi muito bom ver uma produção nacional tão boa.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Lendo livro novo de Murakami com IA
O serviço de entregas da Kiki, Hayao Miyazaki
O SERVIÇO DE ENTREGA DA KIKI (1989), dirigido por Hayao Miyazaki, é uma animação do Studio Ghibli, disponível na Netflix. Iinspirado no livro homônimo da escritora japonesa Eiko Kadono, autora também de obras infantis como Brasil e "Meu Amigo Luiz". O filme é encantador e conta a história da jovem bruxa Kiki que, ao completar 13 anos, parte em uma jornada de independência tendo que se mudar pra outra cidade onde decide usar suas habilidades de voo na vassoura para trabalhar com entregas, em uma bela metáfora do amadurecimento.
Sendo um dos filmes Ghibli mais comentados, eu tinha visto pouco mais da metade há meses, mas só agora retomei pra concluir e ver que é mesmo encantador. A bruxinha Kiki é uma fofa e sua história, que parece leve, apresenta temas sérios como a responsabilidade para criar e manter ser próprio negócio, mesmo tão jovem. Adorei e recomendo.













