Alertada de que o filme irá sair do catálogo do Prime Video em breve, assisti à adaptação inglesa de Michael Radford para o famoso romance 1984, escrito em 1949 por George Orwell.
Apesar de ser um clássico da literatura muito conhecido e de ter inspirado uma das minhas canções favoritas da vida, Como Dois e Dois São Cinco (1971), eu nunca me interessei realmente em ler esse livro, contentando-me em saber daquilo que ficou popularmente conhecido sobre ele: o Grande Irmão, a Guerra como continuidade, a Novilíngua e a sociedade do controle total.
Assisti ao filme para saber um pouco mais do que se trata, porque vou começar a ler 1Q84, de Murakami, cujo título faz referência ao livro 1984.
Achei o filme uma distopia sombria e cinzenta. Pareceu empenhar-se em ser fiel à obra original, mas nada além disso enquanto filme.
Na história, dentre tantos pontos interessantes e discussões ainda atuais, o que realmente me chamou a atenção foi a questão do controle das mentes, inclusive pela Novilíngua, a redução do vocabulário para dificultar e até impossibilitar o raciocínio próprio, permitindo assim maior controle.
O uso dos dicionários para o controle da linguagem me lembrou o filme Alphaville, de Godard, da década de 1960, outro filme sobre uma distopia mencionado em obra de Murakami, onde o controle se dá pela proibição dos sentimentos e pela limitação do vocabulário.
Enfim, gostei de ter assistido e recomendo a quem puder e quiser aproveitar enquanto ainda está disponível no Prime Video.



















