Comentários sintéticos após leituras dos dois volumes.
Pequenidade é pequeneza, coisa de pouca elevação intelectual?
Comentários sintéticos após leituras dos dois volumes.
Na manhã de 23 de outubro entramos no signo de Escorpião, que aparece muitas vezes no meu céu .
Pedi a IA um comentário breve sobre a presença de Escorpião na minha configuração astral. A resposta:
"Em 23 de outubro, quase às vésperas do meu aniversário, Escorpião ocupa um lugar especial no meu céu astral: Sol, Lua e Vênus nesse signo. Identidade, emoções e amor atravessados pela mesma busca de profundidade. Há em Escorpião o desejo de ir além das aparências, de investigar o que se esconde sob a superfície e de viver os vínculos com intensidade. Meu Ascendente em Gêmeos acrescenta a curiosidade, a palavra e a necessidade de compreender. Talvez seja essa a combinação que me move: pensar, sentir e amar sem me contentar com o que é superficial. Transformar-se também é uma forma de permanecer fiel a si mesma."
Amo ser escorpiana e estou muito aliviada porque a entrada da temporada do meu signo tende significar que migro pra águas mais calmas.
Assim seja!
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| Com meu amarelinho |
Com um prazer inenarrável, fui convidada e participei novamente de um congresso sobre Guimarães Rosa. Dessa vez, fui falar especificamente do artigo “As novas realidades nas fictâncias de Guimarães Rosa”, um texto antigo, publicado em 2018.
Seguindo meus estudos, falei sobre a ficção, ou “fictâncias”, para usar um termo de Rosa, como mediadora e engendradora das relações entre História e Literatura. Filho de sua época, escrito há quase dez anos, meu artigo estava ancorado nas discussões propostas pelo professor Luiz Costa Lima, para quem a ficção é o “como se”, e por Carlo Ginzburg, que a via como uma zona intermediária em que se entrelaçam verdades e possibilidades capazes de iluminar a opacidade do passado.
Desde a publicação do artigo, o tema se desenvolveu e ganhou muitas outras complexidades. Mas, como sou historiadora, acho importante revisitar aquele momento da fortuna crítica rosiana.
Partindo dessa base teórica, propunha uma interpretação do livro Primeiras estórias (1962), que, em 1982, Costa Lima definiu assim:
“São as primeiras estórias de um Brasil novo, no começo do surgir.”
Do livro, abordei o primeiro e o último contos.
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| Nesse primeiro conto: só alegrias |
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| Nesse segundo conto, superação e maturidade |
Ambos tratam de duas viagens de um mesmo Menino para visitar o lugar de onde poderia observar o processo histórico da modernidade em curso “da janela do avião”. A narrativa da história de Brasília seria, assim, atravessada pelo olhar infantil, que a ficcionaliza criativamente.
Foi muito legal, uma pena que quase não consegui apresentar o trabalho! Tinha tudo pronto, com os slides feitos, mas nenhum dos meus dois computadores portáteis velhos queria funcionar. Até mesmo o Meet no celular não abriu e, mesmo na hora da apresentação, a conexão caiu mil vezes.
Mas as organizadoras do evento foram umas fofas, especialmente a professora Verônica Daniel Kobs, que recebeu meus slides e me permitiu apresentar pelo celular.
Que delícia passar uma tarde ouvindo falar de Guimarães Rosa!
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| Foto Google Images |
"Lágrimas escorreram dos olhos de Aomame. Ela chorava por todas as perdas que sofrera até então. e por tudo que estava para perder. Por fim- após um tempo que não pôde previsar - ,atingiu um ponto em que não conseguia mais chorar. Como se os sentimentos tivessem esbarrado numa parede invisível, e as lágrimas secaram."
"IQ84 vol2", Haruki Murakami, p.215
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| Ilustração Google Imagens |
1Q84 E A CIDADE DOS GATOS
Em meio à imensa trilogia de Murakami, no livro 2, Tengo, um dos protagonistas, lê um conto fictício alemão sobre um viajante que chega a uma estação tranquila e agradável, mas logo descobre que ali não há pessoas, apenas gatos gigantes que o veem como um forasteiro inimigo. Sua humanidade se torna um problema naquele lugar ao qual não pertence.
O viajante percebe que os trens continuam circulando, mas nenhum para na estação. Sem conseguir partir, compreende que aquela é a cidade onde se perderá para sempre, deslocado, inadaptado, prisioneiro de um mundo que não é o seu.
Poxa, será que também desembarquei na cidade onde vou me perder para sempre, sem ainda ter percebido? Nenhum trem parou, por enquanto!
LUA E SOLIDÃO: "O jeito de Aomame olhar a lua instigava-o a imaginar que havia nesse seu olhar algo de assustadoramente sincero.
Difícil saber o que Aomame teria pedido à lua. Mas Tengo conseguia imaginar o que a lua teria lhe oferecido . Possivelmente, a lua teria oferecido UM SENTIMENTO DE SOLIDÃO E SERENIDADE; era o que podia oferecer de melhor."
Haruki Murakami, 1Q84 v.2, p. 290
CORAÇÃO SATÂNICO (1987), Alan Parker
Assisti pela primeira vez a esse filme tão característico da década de 1980. Nele, o ano é 1955, em Nova York, e Harry Angel (Mickey Rourke) é um detetive particular fracassado contratado por Louis Cyphre (Robert De Niro), cujo nome sugere uma referência a Lúcifer, para encontrar Johnny Favorite, um cantor que desapareceu depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa investigação, Angel encontra pessoas estranhas, segredos perturbadores e presencia mortes violentas, numa jornada sombria de autoconhecimento.
A dúvida: você aceitaria uma proposta Louis Cifer? Kkkkk
Como bom exemplo do cinema noir, o filme é melancólico, sombrio, perturbador e surpreendente. Um terror psicológico de alto nível. Gostei de assistir.