EMERGÊNCIA RADIOATIVA (2016)
Assisti à nova minissérie da Netflix sobre a tragédia real ocorrida em Goiânia, em 1987. Na ocasião, catadores de lixo encontraram uma cápsula de chumbo nos destroços de uma clínica de radioterapia desativada e a venderam para um ferro-velho. Lá, o chumbo foi cortado e encontraram o altamente radioativo Césio-137. Aquele pó azul e brilhante da morte contaminou uma família inteira, além de muitos outros moradores.
Pode ser uma memória inventada, já que eu tinha apenas 6 ou 7 anos, mas acho que me lembro de ter visto o caso na TV. Depois eu não conhecia os detalhes, e a série os explicou muito bem. A produção é muito fiel aos acontecimentos e mostra um Brasil completamente despreparado para uma situação assim, até porque ela foi sem precedentes, algo nunca visto antes na história, envolvendo pessoas tão simples e vulneráveis.
Me emocionei em vários momentos. Só achei que poderiam ter estendido a obra por mais alguns episódios e explorado uma história ficcional dentro desse contexto. Como sugeriu Isabela Boscov, o encantamento daquelas pessoas simples ao verem um pó azul tão bonito : o "pó das estrelas" que parecia mágico , e o desejo de compartilhá-lo com quem amavam seria um gancho poderoso para retratar o que há de profundamente humano, mesmo em meio à tragédia.
De qualquer forma, recomendo a obra.






