quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Coração Satânico (1987), Alan Parker

 


CORAÇÃO SATÂNICO (1987), Alan Parker

Assisti pela primeira vez a esse filme tão característico da década de 1980. Nele, o ano é 1955, em Nova York, e Harry Angel (Mickey Rourke) é um detetive particular fracassado contratado por Louis Cyphre (Robert De Niro), cujo nome sugere uma referência a Lúcifer, para encontrar Johnny Favorite, um cantor que desapareceu depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa investigação, Angel encontra pessoas estranhas, segredos perturbadores e presencia mortes violentas, numa jornada sombria de autoconhecimento.

A dúvida: você aceitaria uma proposta Louis Cifer? Kkkkk

Como bom exemplo do cinema noir, o filme é melancólico, sombrio, perturbador e surpreendente. Um terror psicológico de alto nível. Gostei de assistir.


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 


A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO (2026), de Eliza Capai

É LULA 13


Acabei de assistir a esse documentário brasileiro. Adorei! Perfeito para hoje, Dia das Crianças e véspera de eleição para presidente: acompanhar os resultados do Bolsa Família em uma pequena cidade do Piauí, narrados pelas próprias crianças, especialmente meninas, que contam e filmam suas histórias de forma honesta e divertida.


Uma coisa interessante é que, além das políticas públicas,  o filme aborda com delicadeza questões caras às meninas que viram mulher,como a menarca. Uma delas,  perguntada se , caso estivesse na máquina do tempo, queria ir para o passado ou o futuro, responde que queria voltar ao passado para reencontrar quem não brinca mais porque já cresceu!



Às vésperas do pleito que pode abolir o bolsonarismo no Brasil,  mada msus oportuno que documentar a felicidade da infância nos rincões doml país , fruto de política publica que,  sim, midou a vida das pessoss!

Recomendo!


Que delicinha!

domingo, 11 de outubro de 2026

Passeio em Paquetá , 11 de outubro 2026

 


Comemorando meu aniversário antes do dia, fizemos uma deliciosa viagem à ilha de Paquetá, com o romance A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo em mãos e tudo mais. 

Foi muito maravilhosa a comemoração. 

Amei! 

Algumas fotos












domingo, 4 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026 1o. Turno

 


Como a coisa continua séria,  é o terceiro embate direto contra o facismo e a ameaça estadunidense à soberania nacional,  fui votar toda parlamentada de vermelho e usando  Nossa Senhora Aparecida,  a Padroeira do Brasil,  nos brincos. 

Votei Orlando Silva (PCdoB),  que é um político de carreira e um homem negro, para deputado federal .

Para Deputada estadual, desta vez, não votei na Leci Brandão,  uma mulher negra do samba, como na última. É que tinha Luisa Erundina, meu primeiro voto e minha referência de mulher na política.  VIVAS Erundina!

Deputada estadual 

Para o senado, segundo a recomendação da esquerda, voltei em duas mulheres, a Marina Silva e a Simone Tibet.

Pra governador,  o professor Haddad e para presidente o Lula, claro. 

Na esperança que, ja logo no primeiro turno,  a gente possa chutar a ameaça fascista novamente!











quarta-feira, 30 de setembro de 2026

ASSUNTO DE TERAPIA

 

Camilinha tinha um desejo


ASSUNTO DE TERAPIA: Na minha última sessão, dolorosamente,  apareceu uma palavra que representa um dos meus monstros internos mais terríveis... Eu lembrei e citei de cabeça um trecho de uma das obras mais importantes para mim:


"Todas as crianças têm uma fada a quem podem pedir a realização de um desejo. Mas só poucos são capazes de se lembrar do desejo que formularam; e por isso só poucos reconhecem mais tarde, ao longo da vida, que seu desejo foi satisfeito. Eu sei qual foi o meu..." Walter Benjamin, Infância Berlinense.


O desejo da Camilinha era justamente eliminar daminha vida aquela palavra-terror e tudo o que ela representa.

Porém, se ela apareceu na minha sessão agora, às vésperas dos meus 47 anos, só comprova que ou  minha fadinha se atrasou ou se esqueceu. Mas eu não esqueci, e dói cada vez mais, afinal nunca abrimos mão de um desejo! 


terça-feira, 29 de setembro de 2026

INSTRUMENTAL: Irmãos e brothers

 


Sesc Instrumental hoje: irmãos e brothers





Fui de Murakami embaixo do braço 

Eu estava até animada; afinal, era um show de samba-jazz com influências africanas e tal.


No começo foi uma delícia: um jazz bem legal. A plateis não era das melhores, não esperava a música acabar pra aplaudir, parecia família em festa de escola. O pianista contou uma historinha de como foi agraciado por uma ajuda divina... Achei desnecessário! E, com o passar do tempo, o show foi ficando um pouco monótono, com músicas enormes (jazz...). O rapaz ao meu lado até cochilou.


Até que o som ficou um pouco ruim, ou talvez meus ouvidos estivessem meio fechados, e, quando bateu 20h, terminou uma música e eu fui embora.


Não foi o retorno ao Instrumental que eu sonhei, depois de um longo e tenebroso inverno, mas foi bom rever amigas!



"IQ84" de Murakami: primeiras impressões de leitura

 



PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE LEITURA DE ​IQ84 volume I 

Lançado no Japão em 2009, o primeiro livro da trilogia só saiu no Brasil em 2012, e nesse volume temos duas histórias contadas em vinte e quatro capítulos alternados: uma é da jovem Aomame; a outra é do professor e escritor Tengo. Passadas entre abril e junho do referencial ano de 1984 (além do título, o livro clássico de George Orwell é citado logo no início desta obra. Lembro que é em 1984 que também acontecem outras histórias de Murakami, como a da obra-prima "Crônica do pássaro de corda").

​Estou na metade e adorando sentir o gostinho do ambiente do autor, mas sei que tem muito a acontecer neste e nos próximos volumes, mas por enquanto as histórias de Tengo e Aomame se tocam muito transversalmente e a única coisa que os une é certo estranhamento em relação à percepção da realidade que ambos sentem, especialmente Aomame, que chega a formular não estar mais em 1984, mas em 1Q84, onde o "q" seria uma dúvida. Será que ainda nesse volume as histórias de Tengo e Aomame se aproximam? A saber.

​Não sei classificar esse romance, afinal ele acontece no passado, entao não sei se posso chamar de distopia, também não é uma ficção científica... talvez uma fantasia beem realista (temos nele uma abertura no tempo cronológico) vamos ver por qual caminho ele vai se desenvolver.

Estou adorando habitar novamente o AMBIENTE  MURAKAMI.