sexta-feira, 6 de novembro de 2026

AOMAME, A JUSTIÇA FEMININA

 

AOMAME, A JUSTIÇA FEMININA

Aomame é a melhor personagem de 1Q84, de Murakami! Todas as poucas vezes em que ela chora são por causa da violência cometida contra outras mulheres. Primeiro, aquelas que conhece; em última análise, todas as mulheres violentadas pelo patriarcado e pela brutalidade da História do Japão, pano de fundo crítico da literatura de Murakami.

Gosto de pensar que, quando mata um abusador, ela faz justiça também a outras personagens murakamianas: aquelas perdidas, etéreas, silenciadas, fragmentadas, usadas e traumatizadas pelos homens e pelo peso da História, que aparecem em obras anteriores ou posteriores à trilogia 1Q84.

Grande mulher!


quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Edições de Murakami pela Alfaguara

 

Algumas edições brasileiras de Murakami 

VIVA AS EDIÇÕES DE MURAKAMI PELA ALFAGUARA!
Em um dos grupos de leitores de Murakami no Facebook, alguém comentou que a tradução para o inglês, não sei se britânica ou estadunidense, teria “cortado trechos desnecessários” do original de "Crônica do Pássaro de Corda", tornando a leitura mais simples. Espero que não seja verdade, mas perguntei: “Esse livro tem partes desnecessárias? Quem decidiu isso?”
Não obtive resposta.
Sei que as obras de Murakami editadas  no Brasil pela Alfaguara são muito bem editadas e traduzidas diretamente do japonês por Lica Hashimoto. Claro que adaptar idiomas diferentes têm complicações, mas não ao ponto debjulgar trechos desnecessários!

Na edição q estou lendo 1Q84 LIVRO 3

No volume 3 de 1Q84, que estou lendo agora, quando são citadas no texto original  obras literárias em outras línguas, os respectivos tradutores são identificados. Isso me faz pensar que as chances de encontrarmos, nas edições brasileiras, cortes bruscos desse tipo são muito pequenas. Ainda bem, né?

Resposta da IA


Viva as edições brasileiras de Murakami!
Peguntei sobre os cortes a IA e ela confirmou que é verdade a questão dos cortes na versão inglesa😱😭


segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Um ano sem Lô Borges 😪

 

2015 Sesc Bom Retiro 


Obrigada por tudo, Lô!
Nesse show, conheci essa música linda,  poética, parceria com poeta Chico Amaral 




domingo, 1 de novembro de 2026

Literatura e autonomia, desde infância



Ruth Rocha e Ana Maria Machado são minhas autoras favoritas desde a infância, na década de 1980. Tive a sorte de ser criança na geração delas, no fim da ditadura militar (1964-1985), quando a literatura infantil reforçava seu caráter libertário e deixava de considerar o infante como um ser que deveria apenas RECEBER ensinamentos, passando a reconhecê-lo como SUJEITO capaz de pensar criticamente, questionar, interpretar o mundo, as linguagens e até perceber mecanismos de poder (só depois soube da pedagogia da autonomia de Paulo Freire). Esses livros trazem anseios que o Brasil vivia na época:

REIZINHO MANDÃO: Cala boca já morreu!
Ilustração Walter Ono

1. O Reizinho Mandão (1973/1978), de Ruth Rocha

Conta a história de um reizinho que governa IMPONDO sua vontade, impondo um "cala a boca" e levando todos a temer falar, até acabar falando sozinho! Eis que uma menina traz um papagaio que, imitando o reizinho, grita: "Cala a boca! Cala a boca!". Até que a menina reage:

— CALA A BOCA JÁ MORREU! QUEM MANDA NA MINHA BOCA SOU EU!

Assim, as vozes de todo o reino são libertadas e o reizinho foge!

ERA UMA VEZ UM TIRANO 
Ilustração Gabor Geszti

2. Era uma vez um tirano (1982), de Ana Maria Machado

Vai por uma trilha parecida. Fala de um país submetido a um tal TIRANO, que só sabia proibir tudo: de ter ideias e conversar a brincar e, especialmente, fazer música. Então, as pessoas passam a se organizar para afastar o tirano e recuperar a liberdade perdida.

Que alegria experimentar, desde a infância, o poder da literatura em reforçar minha autonomia e minha busca pela liberdade! Amo!

domingo, 25 de outubro de 2026

25 de outubro : Aniversário e eleições

 


Eu sabia que seria um dia tenso, domingo, meu aniversário, segundo turno de uma das eleições  mais complicadas,  tinha que virar contra o fascismo e a campanha pesadíssima... nas vesperas, eu me posicionei nas redes sociais e fiz o L


No dia virou o tempo, fez frio e  choveu o dia todo. 

Nas redes falaram pra não ir de vermelho, que era petigoso. Mas não ouvi: era a ultima vez que votaria em Lula, era o voto pela democracia e um chute na ameaça facista ... fui até de guarda chuva vermelho 


Na hora  de votar, percebi iuma ausência de pessoas e geral na minha sessão.  Pode ser a chuva,  mas entrei e votei. Quase não vi outros votantes.  Nada da overdose de idosos do primeiro turno.  Só  sei que fiquei de frente a urna, reparei bem na foto de Lula sorridente de chapéu Panamá,  me  emocionei e disse: muito obrigada por tudo.  E votei.

Última vez que vi a foto do Lula na urna! Ele sorria de chapéu Panamá.  Depois, em casa, até coloquei o meu pra tirar foto.Obrigada por tudo, Lula !🥰

Mas o medo era real, quando sai da sessão para ir embora,  disse para as mesárias ( só mulheres) : hoje é meu aniversário,  tudo de bom pra nós... e foi lindo qusndo todas responderam PARABÉNS, BOA SORTE! 


Sai sorrindo, mas o clima estava tenso. Lembrei que tinha comprado um Yakisoba de microondas e fiz para experimentar no almoço,  ficou muito gostoso.  Coloquei pijama pra passar a tarde com Murakami.

Ganhei presentinhos emocionantes, mas ainda faltava o presentão pra eu dividir com povo brasileiro: Lula presidente e um chute no fascismo.

Não foi rápido ou fácil,  mas ele também veio.

Lula fez história novamente , ganhou de virada , com um percentual muito maior que na última eleição, uma vitória incontestável: Mais de 4 milhões e 300 mil votos de vantagem!

Claro que só foi possível porque , realmente,  todas as forças se uniram contra a ameaça fascista , então vencemos. 

Parabens pro Lula. Parabéns pra nós. 












O dia mais longo do ano acabou, levou o fascismo,  levou meu inferno asteal.
Um novo ciclo se inicia 47 , lá vamos nós! 

sábado, 24 de outubro de 2026

Trilogia IQ84, Haruki Murakami, Volumes 1 e 2

 


Comentários sintéticos após leituras dos dois volumes. 

​1Q84 | Livro 1 
​A trilogia 1Q84 é frequentemente descrita como o projeto literário mais ambicioso de Murakami. Confesso que esse tipo de elogio costumava me entediar antes mesmo de eu começar a ler. Agora que entrei em seu universo, posso dizer que é realmente audacioso, consistente, fascinante e inconfundivelmente Murakami. Na verdade, eu diria que é Murakami em sua forma mais Murakami. Que romance!
​Uma daquelas obras cuidadosamente construídas para serem saboreadas aos poucos, até você se sentir tão imerso que tudo começa a fazer sentido. Até mesmo seu título reinventado capta o fluxo da narrativa: ABSOLUTAMENTE LITERATURA! 😜
​O Livro 1 é bem introdutório. Conhecemos os personagens principais, Tengo e Aomame, e começamos a entender a história à medida que um novo mundo surge através das frestas do mundo em que habitamos.
​Estou tão feliz por ter começado esta leitura. Eu merecia isso.

​1Q84 | Livro 2
​O Livro 2 mantém a alternância de capítulos entre Tengo e Aomame, mas aprofunda nossa compreensão sobre a conexão entre eles. Descobrimos que eles se conheceram na infância e como suas vidas se cruzaram brevemente na vida adulta, sem que nenhum dos dois percebesse.
​O ponto alto deste volume é a subjetividade dos personagens, explorada por meio do diálogo com outras narrativas, especialmente A Cidade dos Gatos e Crisálida de Ar, o livro fictício lido e recontado por Aomame. Através da criação de Tengo e Fuka-Eri, começamos a nos perguntar se esse universo fictício está realmente se materializando na nova dimensão de 1Q84.
​Os dois últimos capítulos ecoam os capítulos de abertura do Livro 1, revelando a arquitetura narrativa cuidadosamente construída por Murakami. O capítulo de Aomame termina com uma referência a Tengo, enquanto o dele termina com a intenção de procurá-la. Dessa forma, Murakami encerra a primeira etapa da trilogia, composta por dois volumes, ao mesmo tempo em que abre caminho para o Livro 3.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Eu sou de Escorpião!



 Na manhã de 23 de outubro  entramos no signo de Escorpião, que aparece muitas vezes no meu céu . 

Pedi a IA um comentário breve sobre a presença de  Escorpião na minha configuração astral.  A resposta:


"Em 23 de outubro, quase às vésperas do meu aniversário, Escorpião ocupa um lugar especial no meu céu astral: Sol, Lua e Vênus nesse signo. Identidade, emoções e amor atravessados pela mesma busca de profundidade. Há em Escorpião o desejo de ir além das aparências, de investigar o que se esconde sob a superfície e de viver os vínculos com intensidade. Meu Ascendente em Gêmeos acrescenta a curiosidade, a palavra e a necessidade de compreender. Talvez seja essa a combinação que me move: pensar, sentir e amar sem me contentar com o que é superficial. Transformar-se também é uma forma de permanecer fiel a si mesma."

Amo ser escorpiana e estou muito aliviada porque a entrada da temporada do meu signo tende significar que migro pra águas mais calmas. 

Assim seja!