segunda-feira, 17 de agosto de 2026

BALANÇO DA FLIN 2O26

 

 

BALANÇO DA FLIN 2026: Como sabem, acompanhei a Feira Literária Internacional de Niterói, a FLIN. Eu estava em Niterói, mas apenas para isso, então não deu para acompanhar o evento o tempo todo. Mesmo assim, fiz questão de ir um pouco todos os dias.

Logo descobri que não conseguiria escolher as falas. Tudo muito concorrido, ingressos esgotados, especialmente os mais disputados, como Jefferson Tenório. Mas eu ainda tentei. Consegui assistir a Ana Maria Machado e Luiz Antonio Simas, e não me arrependi. Não consegui ver Ondjaki. Mas acompanhei mesas muito interessantes sobre arquivos de escritores, psicanálise, crianças e Guimarães Rosa, meu amor!

De tudo, destaco o autógrafo da Machado, que a menina leitora Camila esperou tantos anos e mereceu! 


Viva Camila!


Depois, a fala emocionante de Luiz Antonio Simas. Bateu uma saudade da História, da cultura popular, do Brasil! Chorei mesmo!


No último dia, Dunker e os questionamentos sobre sermos humanos: problemas do nosso século. De todos os séculos. 


E, no final, a leitura de trechos de Grande Sertão: Veredas, incluindo a morte de Diadorim: "não escrevo, não falo, para assim não ser". E tocou "Na Primeira Manhã", do Alceu Valença. Chorei mesmo!

Que maravilha de festa, FLIN! Já me inspirou a comprar dois livros no sebo: A Audácia Dessa Mulher, da Ana Maria Machado (só 10 reais!), e A Reinvenção da Intimidade, do Dunker, para aprofundar questionamentos sobre nossa humanidade nestes tempos que vivemos.

Melhor que isso, impossível!

terça-feira, 4 de agosto de 2026

DEAR EX

 



Dear Ex (2018) é um drama taiwanês disponível na Netflix que aborda, com sensibilidade e certo humor, as tensões provocadas pela morte de um ator que deixa o seguro de vida para o seu amante, excluindo a esposa e o filho, o que acaba exigindo uma intensa reorganização familiar.

​É um filme muito legal sobre a temática gay e como ela ainda pode ser percebida de forma conservadora na sociedade de Taiwan. Contado a partir do ponto de vista do filho adolescente, é todo desenhado (literalmente) e insere o teatro na trama de forma  inteligente.  O mais interessante é ver cores diferentes na tela e, especialmente, ouvir outro idioma (o filme tem legenda, mas o áudio original é em mandarim!). Gostei muito e recomendo.

domingo, 2 de agosto de 2026

GRAVURAS DE REMBRANDT E PASSEIO NO CENTRO

 



Ontem eu e minha amiga Vera inauguramos o mês de agosto com um passeio delicioso pelo centro, para visitar a exposição de gravuras de Rembrandt do século XVII. E ver o espetáculo do centro de São Paulo.  A vida presta! 




Catedral da Sé 














quarta-feira, 29 de julho de 2026

Comecei a ler "Memorias de Adriano"

 

DIFICIL COMEÇAR 


ADRIANO : Leitura difícil de engrenar, mas  não vou desistir porque surgem trechos assim: 

 "Confesso que a razão  permanece confusa em presença do prodígio do amor, da estranha obsessão que faz com que essa mesma carne, que tão pouco nos preocupa quando  nosso corpo, limitando-nos somente a lavá-la, nutri-la e, se possível,  impedi-la de sofrer,  possa inspirar-nos  uma tal paixão de carícias porque é animada por uma personalidade diferente da nossa e porque representa certos traços de beleza sobre os quais, aliás,  os melhores juízes não estariam de acordo.  Aqui, como nas revelações dos , tudo se passa além do alcance da lógica humana. A tradição popular não se enganou ao ver no amor  forma de iniciação e um ponto onde o secreto e o sagrado se tocam. A experiência sensual equipara-se aos Mistérios quando a primeira aproximação provoca nos não iniciados o efeito de um rito mais ou menos assustador, escandalosamente desligado de todas as funções até então familiares,  como comer, beber e dormir, parecendo antes motivo de gracejo,vergonha, ou terror. Da mesma  que a dança das Mênades ou o delírio dis Coribantes, nosso amor arrasta-nos para um universo diferente,  onde, em situação normal, nos é  vedada a entrada e onde cessamos de nos orientar,  uma vez apagado o ardor e extinto o prazer. Cravado no corpo amado como um crucificado à sua cruz, penetrei certos segredos da vida que começam a desvanecer-se da minha lembrança por efeito da mesma lei que faz com que o convalescente, depois de curado , cesse de encontear-se nas misteriosas verdades do seu mal, e que o prisioneiro posto em liberdade esqueça a tortura, e o triunfador a embriagues da glória. " (Marguerite Yourcenar. Memórias de Adriano, p.21/2)

segunda-feira, 27 de julho de 2026

TOUCH (2024), Baltasar Kormákur

 


TOUCH (2024), dirigido por Baltasar Kormákur, é uma coprodução entre Islândia, Reino Unido e Estados Unidos. Baseado no  homônimo de Ólafur Jóhann Ólafsson. Na trama, Kristofer, um homem idoso que, ao perceber os sinais do avanço de uma doença  que ameaça sua memória, decide interromper a rotina e partir em busca de uma pessoa importante de seu passado, mesmo em plena pandemia de covid19. 

Assisti na Netflix esse filme calmo, lindo de viver, ou como chamam, um filme conforto. Mais perto do final da vida e procurando apenas resgatar uma memória,  Kristofer volta a Londres onde cursou a universidade e isso o leva a outro país,  onde descobre algo surpreendente sobre seu próprio passado. 

domingo, 26 de julho de 2026

Terreiro de crioulo, novamente


Ontem, 25 de julho, voltei ao Terreiro de Crioulo, no Maria Zélia. Já virou agenda mensal... Desta vez não foi tão maravilhoso como no mês passado. Também estava frio, mas eu estava com a autoestima bem lá embaixo. Saí toda de marrom dourado, mas não brilhando como poderia. Acontece.

No meio do caminho tinha um XOU DA XUXA no Allianz Parque. Como seria um show dela hoje? Não consigo imaginar! Lembrei que um dos três a que fui, nos anos 1980, quando era criança, o primeiro deles, foi ali no estádio do Palmeiras. Eu estava com outras crianças, era pequena e a Xuxa mesma não me encantava. Só lembro dela como um pontinho pequeno, como uma formiguinha no palco. Mas eu me diverti muito, como sempre, dançando na arquibancada, como fazia com minhas vizinhas ouvindo o LP em casa.

Estranho 

Não sei o que a Xuxa fez nesse show agora, só sei que tinha muita gente. Nenhum baixinho, só gente véia da minha idade, algumas vestidas de Paquita. Achei algo meio falha na Matrix... mas não me tocou nem causou saudade. Envelheci. Ainda bem.

Corta para a minha vida atual, no Terreiro de Crioulo. Não cheguei muito atrasada, mas até esqueci do meu ingresso. Sorte que a moça resgatou no app Sympla. Deu tudo certo, mas novamente fiquei bem longe da roda de samba. Pela primeira vez, eles atrasaram o início. Começou só depois das 17 horas! E eu, juro, fiquei até com sono no samba. Nesse samba carioca? Sentir sono? Pois foi...

Abel do bandolim e eu


Quando começou, reparei no retorno do Abel. O samba, pontilhado pelo som do bandolim que tanto amo, me alegrou muito. Como acompanhei pelo Instagram, ele passou todos esses meses em Paris tocando seu bandolim e foi recebido com o amor que merece.


O fato é que logo saí da roda. Estava com frio, estava angustiada e fui procurar amigos. Encontrei a deusa Sté Oliveira, com quem troquei um abraço muito apertado e cheio de saudade. Saudade dela, de quando a gente se encontrava todo fim de semana no samba. Saudade de um tempo bom. Foi lindo! No samba sempre encontro abraços 


Aí voltei para casa e encantei duas idosas no metrô, que me elogiaram muito: "Como você é bonita, esse sorriso ilumina tudo" rsrs.


Uma delas disse: "Todo dia dê bom dia para o Sol e se vista de laranja. Você veio para iluminar o mundo." ADOREI KKKK.

Enfim, aconteceu o de sempre: o samba foi minha cura! Gratidão!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Assusti "Dia D" (2026), de Steven Spielberg



Assisti a Dia D (2026), mais um filme sobre extraterrestres de Steven Spielberg. Lançado neste ano, é, antes de tudo, um banho de nostalgia para quem passou a vida assistindo aos filmes do diretor, um dos grandes ícones da indústria cinematográfica. Em termos de referências à sua própria filmografia, Spielberg entrega bastante: a música, algumas cenas de mãos dadas e certas revelações emocionais remetem imediatamente a obras anteriores.

Na trama, a presença alienígena é descoberta e revelada pela televisão, causando espanto em escala global. Desta vez, a abordagem é mais crua e direta. Quase não há espaço para conspirações governamentais; tudo gira em torno de instituições privadas que denunciam décadas de exploração conduzida por setores militares.

O que mais me chamou a atenção foi o fato de que a grande revelação da presença extraterrestre precisava ser feita pela TV — aquela velha televisão do século passado. Há algo de deliberadamente analógico nesse filme.

Sem esperar nada muito mirabolante, achei a experiência bastante satisfatória. Foi um filme divertido de assistir.