quarta-feira, 22 de abril de 2026

IAs comentando minha tese/livro

 

         


Mandei o PDF da minha tese/livro sobre as estórias de Guimarães Rosa , defendida na área de História em 2014. Vejamos os comentários....

CHAT GPT:


Entre História e Literatura, esta pesquisa parte de uma aposta: não olhar apenas para o texto final, mas para os processos de escrita.
Em Escrevendo a lápis de cor, leio  a partir de um conjunto heterogêneo de fontes: as estórias publicadas nos anos 1960, seus cadernos manuscritos preservados em arquivos públicos e uma correspondência singular — cartões-postais desenhados trocados com sua neta ainda em fase inicial da linguagem.
É nesse trânsito entre materiais que a tese se constrói. Ao invés de separar obra, rascunho e vida, o trabalho os coloca em relação, revelando uma escritura em movimento — fragmentária, experimental, muitas vezes próxima da lógica infantil de lidar com a linguagem.
A partir dessas fontes, a tese tensiona uma questão clássica: se a História tende a organizar o tempo em narrativas lineares, as “estórias” rosianas operam como interrupção — deslocando sentido, desmontando cronologias, abrindo espaço para o imprevisto.
A infância, nesse contexto, não aparece como tema, mas como chave de leitura: uma forma de relação com a linguagem marcada pela invenção, pela instabilidade e pela recusa de significados fixos.
O risco — e também a potência — está aí: ao privilegiar o processo, o fragmento e o inacabado, a análise exige do leitor uma postura menos passiva, mais próxima de quem também experimenta a linguagem.
No limite, a tese sugere que compreender  não é apenas interpretar suas obras, mas acompanhar os gestos de sua escrita — onde História e Literatura deixam de ser campos opostos e passam a se constituir mutuamente.

Gemini (gostei mais)

Esta tese de doutorado, intitulada "Escrevendo a lápis de cor: Infância e história na escritura de Guimarães Rosa", defendida por Camila Rodrigues em 2014 na USP, apresenta uma contribuição original ao campo da História Social ao investigar a produção rosiana da década de 1960 — as chamadas "estórias" — sob a ótica da infância e da ficcionalidade.  
​Abaixo, apresento um comentário crítico focado nos pontos solicitados:
​1. A Relação entre História e Literatura
​A pesquisa rompe com a dicotomia tradicional que separa a História (domínio da verdade factual) da Literatura (domínio da invenção).  
​Mediação pela Ficcionalidade: A autora utiliza o conceito de "ficcionalidade" como uma instância mediadora. Ela propõe que tanto o discurso literário quanto o historiográfico são construções narrativas, e que a escritura de Rosa, ao questionar o tempo linear, dialoga profundamente com as reflexões da historiografia contemporânea sobre a narrativa.  
​A "Escritura a Lápis de Cor": O título metáfora faz referência ao uso físico de lápis coloridos por Rosa em seus manuscritos, simbolizando uma função transitória e imaginativa que desafia o "peso da temporalidade" e a rigidez da História tradicional.  
​2. O Uso de Fontes e Arquivos Públicos
​Um dos pilares da tese é o rigoroso trabalho de pesquisa em arquivos, indo muito além dos textos publicados.
​Acervos Consultados: A pesquisa baseou-se em materiais do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) e da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB).  
​Os Cadernos Manuscritos: Foram analisados cerca de 30 cadernos, divididos em séries de "Estudos para a obra", "Anotações" e "Anedotas". Nesses espaços escriturais, a autora "flagrou" o processo de criação de Rosa, onde o registro de falas de terceiros e rascunhos de linguagens revelam uma escrita caleidoscópica que se alimenta do cotidiano e do espontâneo.  
​3. A Correspondência com as Netas (Vera e Beatriz)
​O trabalho destaca uma fonte documental inusitada e de grande valor sensível: os cartões-postais trocados entre Rosa (o "Vovô Joãozinho") e suas netas Vera e Beatriz Helena Tess, na década de 1960.  
​Diálogo com a Infância Real: Essa correspondência (publicada no livro Ooó do vovô) mostra Rosa tentando estabelecer comunicação com crianças de 3 a 4 anos que ainda não dominavam a norma culta da língua.  
​Laboratório Linguístico e Afetivo: A autora analisa como Rosa atuava quase como um "secretário" da neta, transcrevendo as falas dela e interagindo com seus desenhos. Esse exercício privado de flexibilidade linguística é visto como um reflexo da busca do autor por uma "visada adâmica" — uma relação com a palavra que precede os significados pré-estabelecidos, típica do universo infantil que ele explorou em obras como Primeiras Estórias.  
​4. Conclusão do Comentário
​A tese demonstra que a infância em Guimarães Rosa não é apenas um tema literário, mas uma experiência cultural e de linguagem. Ao utilizar fontes primárias manuscritas e documentos pessoais, a pesquisa prova que o processo criativo de Rosa era um fenômeno histórico em si, onde a "linguagem hermética" do autor se encontrava com a pureza e a ausência de normas da fala infantil.


A conclusão do Gemini é o qyeveu queria destacar: a infância , na escritura (termo de crítica genética) de Guimarães Rosa é um artifício de uso da linguagem, rumo a um resultado mais criativo, de qyem está vendo o mundo pela primeira vez, como uma criança. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Assisti Depois da cabana


 

DEPOIS DA CABANA Acabei de assistir.  É  uma minissérie alemã de suspense de 2023, disponível na Netflix, baseada no romance de Romy Hausmann , a trama foca em Lena, uma mulher que escapa do cativeiro e enfrenta as consequências do trauma. Reparem que não é propriamente uma história sobre o sequestro em si, mas sobre as marcas que ficam depois dele. No geral, é uma produção enxuta e interessante, embora não seja a melhor série alemã ou a melhor sobre o tema. Com momentos chocantes, especialmente ao focar a questão do sequestro,  serial killer, perseguição, e reviravoltas sobre o sequestrador, o maior brilho está no aprofundamento emocional da protagonista e em sua reação como ex-refém.



domingo, 19 de abril de 2026

Breaking Bad Temporada 2 (2009))

 

​A segunda temporada de Breaking Bad foi lançada em 2009 e conta com 13 episódios. Nesta fase, Walter White e Jesse Pinkman começam a arcar com as consequências de suas decisões. A relação entre eles se torna mais complexa ao envolver questões de família, culpa, pressão e dependência. Ao mesmo tempo, eles expandem o negócio e mergulham ainda mais no mundo do crime, enfrentando a oposição de Tuco Salamanca e sua família.

​Nesta temporada, novos personagens ganham destaque e ampliam o universo da série. Entre eles está Saul Goodman, o advogado picareta que se torna essencial para dar suporte às ações de Walter e Jesse. Também surge Gustavo Fring, um empresário aparentemente respeitável e dono da rede Los Pollos Hermanos, mas que esconde seu envolvimento com o tráfico. Além disso, aparecem Jane Margolis e seu pai, Donald Margolis, cujas presenças evidenciam o peso das escolhas dos protagonistas e como elas afetam diversas pessoas ao redor.


sábado, 18 de abril de 2026

Breaking Bad Temporada 1 (2008)

 

Conhecida como a melhor série de todos os tempos, achei que deveria pelo menos ver do que se trata a primeira temporada de Breaking Bad. A série estreou na TV americana em 2008, criada por Vince Gilligan. A trama acompanha Walter White, um professor de química do ensino médio que, após ser diagnosticado com câncer, decide produzir e vender metanfetamina para garantir o futuro financeiro da família, em parceria com seu ex-aluno Jesse Pinkman.
O que mais me chamou atenção é que não se trata apenas de uma história sobre o narcotráfico e o mundo do crime, mas de uma narrativa envolvente e surpreendente, na qual o que realmente se destaca é a construção da personalidade dos personagens. Assim como na vida, em que os acontecimentos moldam quem somos, é a partir do envolvimento do pacato Walter com a criminalidade que ele vai descobrindo outras camadas de si mesmo, ao mesmo tempo em que dá espaço para que pessoas ao seu redor também se envolvam nessa dinâmica.
Achei muito interessante e observei saídas de roteiro muito originais. De cara achei  melhor que Pluribus (2025),também uma história de de Vince Gilligan que parte de Albuquerque no Novo México e explora questões ficção científica,nas não teve uma primeira temporada tão interessante. Breaking Bad tem cinco temporadas e, como gostei da primeira, devo continuar assistindo aos poucos.


 


sexta-feira, 17 de abril de 2026

A Origem

                           

 A ORIGEM (2010), dirigido por Christopher Nolan, é um filme de ficção científica que explora o mundo dos sonhos e da mente humana.Na trama, um especialista em invadir sonhos , vivido por Leonardo DiCaprio , que recebe a missão de implantar uma ideia na mente de um alvo,um processo arriscado conhecido como “inception”.

Tema de meu interesse , tem até uma personagem chamada Ariadne trazendo um fio pra nos conduzir no labirinto,mas achei que se perde muito em lutas , tiro, porrada e bomba . Chega uma hora que a trama dos sonhos e inconscientemente perde tanta força que nem lembramos dela.

A grande dúvida: pq o título é A origem?  Mistério 

 Esse assisti em duas partes... mas valeu!

quinta-feira, 16 de abril de 2026

 

"O Testamento: O que é de Anita Harley" (2026) é uma série documental do Globoplay que aborda a batalha pela fortuna da bilionária dona das Casas Pernambucanas. O caso se arrasta há mais de dez anos, despertando disputas e conflitos familiares, revelando versões conflitantes entre pessoas próximas e levantando questões sobre afeto, interesse e controle patrimonial. É muito mundo da fantasia, parece uma novela mexicana, mas real e bem plausível.

Com cinco episódios, a série rapidamente ganhou grande repercussão. Eu fui porque eu vi corte  "titia Helena odiaaaaaaaaaava Suzuki!"Fiquei curiosa e aproveitei que estou numa casa com acesso ao Globo play, resolvi assistir.

É realmente um outro mundo, mas profundamente humano. Foi divertido e interessante!