segunda-feira, 29 de junho de 2026

DE VOLTA AO SAMBA 2026

 



Mais da metade do ano já passou, e junho de 2026 marcou o retorno do meu amado samba à minha vida. Para quem não passava uma semana sem ele, a abstinência não foi fácil, mas a pausa terminou e voltei com três sambas no mês mais gelado até agora.
O primeiro foi um churrasco em Niterói, meu primeiro samba no Rio de Janeiro, no dia 12 de junho. Foi do jeito que eu gosto: conduzido por um conjunto de excelentes instrumentistas, com ótimo repertório e muita expertise. Nessa roda, toda sublinhada pelo iluminado som da flauta como nas apresentações ao vivo do Rei Zeca Pagodinho, ouvimos muitos sambinhas do Chico Buarque, que toca pouco ou nada em São Paulo, clássicos como "Poxa", de Gilson de Souza, muitos Cartolas e "O Sol Nascerá", de Nelson Cavaquinho. Foi muito chique!
De volta a São Paulo, tive um fim de semana de Comunidade do Samba no Maria Zélia. No sábado, 27 de junho, mais um Terreiro de Crioulo. Mais um samba carioca, só que nos moldes do Cacique de Ramos. Muita coisa mudou no Terreiro. Já não vi nenhum dos instrumentistas que tanto admirava. Vieram outros. A roda ,de samba,  gira e o samba permanece. Só sei que até sambei e cantei "a alegria de não estarmos sós".
No domingo, 28, foi o aniversário da sambista, cantora e amiga Silvana Truva, e também um tímido retorno do Encontro das Rodas de Samba dos Partideiros MZ. E foi no Maria Zélia. Muito tempo depois, tudo diferente, e eu nem vi nem ouvi os Partideiros. Mas voltei, e o samba me abraçou de novo.
AMO ❤️

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Por trás dos seus olhos , Minissérie NETFLIX

 
         


POR TRÁS DOS SEUS OLHOS : Maratonei a minissérie inglesa da Netflix nesse fim de semana. Tinha expectativa , pois é uma série de suspense psicológico que gira em torno de um psiquiatra, sua bela e perturbada esposa Adele  e sua  secretária descolada Louise.. Achei que ia pirar o cabeção, mas foi bem morna e o final achei muito ruim. Ao invés de abordar a  complexidade da mente humana, preferiu partir pra temas como uso de drogas e experiências sobrenaturais. Não é meu tipo de narrativa. 


Uma coisa de bom trouxe dessa experiência,  os looks usados pela atriz britânica  Simona Brown, que interpreta a protagonista negra Louise. Ela lembra muito a Camila que fui às vésperas dos 30 anos e a paleta de cores de seus looks é minha preferida: Rosa, verdes, amarelo, laranja ... fotografei os melhores looks,  amei!




Muito inspiradora a Louise. É difícil encontrar personagens negras e lindas assim nos streamings. Foi um deleite e uma inspiração. 



A janela indiscreta, Alfred



Acreditam que eu nunca tinha assistido ao famoso filme de Hitchcock? Fui ver esses dias. Já tinha começado a ler o conto "It Had to Be Murder"(traduzido como "A janela indiscreta"), de Cornell Woolrich, mas não quis terminar para não tomar spoiler, porque queria assistir ao filme primeiro. Foi uma decisão acertada, afinal agora posso terminar de ler o texto.

Uma questão que me chamou atenção no conto, mesmo eu só tendo lido as primeiras páginas, é a atenção dada ao ponto de vista do narrador. A história do homem imóvel, preso à janela do seu apartamento e que só pode observar a vida de seus vizinhos se desenvolvendo através daquela janela, é um ótimo recorte visual; quase pediu para ser filme.

Lembro que, no texto, ele começa observando que não conhecia nenhum dos vizinhos, não sabia seus nomes, nunca tinha ouvido suas vozes. No entanto, podia acompanhar, meio que de perto, o desenvolvimento de suas vidas. É como um experimento laboratorial, e os vizinhos, suas cobaias. Tudo isso é, de algum modo, explorado com imagens no filme.

Valeu muito a pena assistir, enfim, a esse clássico dos anos 1950, onde todo mundo bonito tinha os olhos extremamente azuis. Destaque para a exuberância inquestionável de Grace Kelly no papel de Lisa Fremont, noiva do fotógrafo L. B. "Jeff" Jefferies, personagem interpretado por James Stewart. Jeff é um fotógrafo indeciso sobre se deve ou não se casar com uma mulher tão performática, e que vai, aos poucos, se mostrando mais sensível e inteligente do que ele poderia suspeitar. E livre! Decide, por si mesma, dormir em sua casa. Para uma mulher solteira da época, isso deve ter sido um choque.

Agora vou procurar novamente o conto e terminar a leitura para ver se vale uma comparação mais aprofundada. Por hora, foi muito bom assistir a esse clássico de Hitchcock.

domingo, 21 de junho de 2026

"Obsessão " e " O convite" : Dois filmes de terror

 


Assisti a Obsessão (2026), de Curry Barker, um filminho ainda em cartaz nos cinemas e muito comentado e elogiado. 


Ainda que pouco atraída pela sinopse fraca, resolvi arriscar, afinal muita gente que respeito adorou, e também para não ficar no vácuo das discussões. Contando a história de um jovem com dificuldades de se declarar a uma colega de trabalho,  então compra um amuleto realizador de desejos e pede que ela o ame mais do que tudo, o filme mostra como ela perde a personalidade e passa a persegui-lo como um zumbi. Desde a premissa, achei a feitiçaria saída de um conto de fadas; o restante também não se afastou de uma história adolescente. Não que eu seja consumidora de filmes de terror, mas sinceramente não sei de onde tiraram que seria o "melhor filme do ano" , mais de uma pessoa cogitou isso! Tomara que não! Por exemplo, ano passado assisti a Faça Ela Voltar (2025), dos irmãos Danny e Michael Philippou, um filme muito melhor, com roteiro encaixado e discussões humanas e existenciais, temas que passam longe deste aqui e foi menos comentado. Para o meu gosto Obsessão não serviu.


Para contrabalancear, assisti na TV ao suspense O Convite (2015), de Karyn Kusama, que achei muito melhor. Contando a história de um homem que recebe o convite para ir ,com a nova namorada , a um jantar na casa onde viveu quando era casado. . Lá estariam não só a ex esposa e seu novo marido, como  velhos amigos do casal. O filme cria desde o início uma atmosfera suspeita, o constranginmento é lavável e a  tensão é gradativa, pois sabemos que algo não muito bom vai acontecer, mas não de onde vai partir. Um suspense que chama a atenção desde o começo,  , que não me tirou por burra nem por adolescente. Valeu a pena assistir.


sábado, 20 de junho de 2026

0 ALERTA QUE NÃO ME ALERTOU

 



​Como quase todo mundo, eu também recebi o alerta severo na última madrugada. Estava dormindo, acordei apressada e não li, pois achei que era o alerta para tomar remédio às 7 da manhã de todo dia. Tomei e dormi. Quando tocou de novo às 7, percebi que tinha acontecido algo estranho e fui ler a mensagem de ódio. 😮
​Parece série distópica do Vince Gilligan!
​E o mais impressionante foi que o alerta não me alertou, só confirmou o hábito...
​Estranho, muito estranho!


segunda-feira, 15 de junho de 2026

SUSPIRIA (1977), de Dario Argento



SUSPIRIA (1977): Dirigido por Dario Argento, Suspiria é um clássico do horror sobrenatural italiano. O nome vem do latim e remonta todo um clima sobrenatural sentido na película 

Explicação fornecida pela IA

O filme conta a históra da jovem e esfusiante bailarina estadunidense Suzy Bannion (Jessica Harper), recém-chegada a uma prestigiada academia de dança na Alemanha. Após uma série de assassinatos brutais, Suzy passa a suspeitar que a escola pode ser amaldiçoada. Ao seu lado estão Sara (Stefania Casini), sua principal aliada na investigação, além das enigmáticas Madame Blanc (Joan Bennett) e Miss Tanner (Alida Valli), figuras de autoridade da academia que parecem saber mais do que revelam. 

Helena Markos,  a bruxa negra,  Mãe Suspirium

Pensando em filmes do gênero de terror, há algo diferente: aqui as mulheres não são apenas mocinhas sofredoras, uma vez que a maldição da escola de dança tem origem na atuação de bruxas malignas, dentre elas a marcante Helena Markos, a bruxa negra. Diretamente inspirado no expressionismo alemão, o longa mostra uma fotografia exuberante e, com a trilha sonora atmosférica da banda Goblin, é um dos filmes mais lembrados do gênero. 


Embora haja um remake de 2018, a obra que tivemos a sorte de assistir no telão do cinema da UFF é uma versão remasterizada do filme original dos anos 1970, todo colorido em Technicolor, o que dá um tom todo especial.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Playlist Monstros, irmãos Menendez



 PLAYLIST MONSTROS: Irmãos Menendez

Achei uma playlist da segunda temporada no Spotify e, por ser ótima, puro suco dos anos 1980 e 1990, voltei a pensar em por que essa série é tão boa. Na verdade, não posso afirmar que a série Monstros, sobre crimes reais famosos, seja boa, porque não a assisti por completo. Crimes, por si só, não costumam me interessar. Mas assisti a essa segunda temporada porque a história real e sua capacidade de movimentar a sociedade, a Justiça e a mídia em diferentes momentos do tempo me chamam mais atenção.

Especialmente essa temporada,  cheia de contradições e indefinições que a série explora muito bem no audiovisual. Quando terminamos de assistir, estamos mais em dúvida do que quando começamos. A série não define nada. Pelo contrário, deixa a batata quente na mão do espectador, e a impressão é que a história e suas discussões não têm fim.

A trilha sonora, escolhida a dedo, retrata e comenta essas questões e ambivalências. Para quem assistiu à série, ouvir as músicas e fazer a ligação com as cenas é a cereja do bolo. Para quem não assistiu, também recomendo: são canções muito boas.