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domingo, 23 de julho de 2017

Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa e o Humor


Um texto do poetinha que acho que tem tudo a ver com HUMOR:

"Realmente, quando em meio a um discurso lógico nos deparara um grão de 'não senso', somos inconscientemente tocados pelo riso, que é o tédio da lógica ou pela poesia, que é a lógica do mistério. Um nó qualquer se desfaz em nosso espírito e vivemos um instante de liberdade no seio de uma ordem sem nenhum dogma."

(Vinicius de Moraes - "A poesia do não senso" - trecho de uma fotocópia de jornal colada em um dos cadernos manuscritos de Guimarães Rosa em seu acervo no IEB, sem indicação de data ou veículo em que foi publicado. Mais sobre este texto, humor e Rosa, confira o artigo "ANEDOTÁRIOS NOS CADERNOS DE ANOTAÇÕES: UMA VEREDA ESPIRITIUOSA NOS MANUSCRITOS DE GUIMARÃES ROSA"

sexta-feira, 25 de março de 2016

A coleção de anedotas dos Cadernos de Guimarães Rosa

Meu artigo "Anedotários nos Cadernos de Anotações:uma vereda espirituosa nos manuscritos de Guimarães Rosa"(p.56 - 69) acaba de ser  publicado no número 29 da Revista Manuscrítica ( 2015). Nele eu trato da coleção de anedotas selecionadas por Guimarães Rosa em seus Cadernos literários e , além de abordar a Crítica Genética, também trato de humor de humor infantil e até das encantadoras anedotinhas da pequena Maria Teresa Kopschitz. Está bem divertido! Para ler clique aqui.
Em tempo, o resumo do artigo é
"Com as estórias publicadas na década de 1960, João Guimarães Rosa assumiu um distanciamento da lógica da História através de uma aproximação da comicidade pela via da anedota. Para abordar como teria se composto esse questionamento foram consultados alguns de seus manuscritos literários, mais especificamente os seus Cadernos de Anotações, nos quais encontramos um pequeno anedotário inspirador que nos permite acessar diferenciadas relações entre realidade e transcendência por intermédio da graça, é sobre isso que trata este artigo. Os manuscritos rosianos consultados estão disponíveis para pesquisadores no arquivo do IEB, no Fundo de sua segunda esposa Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (IEB-ACGR) e também no acervo rosiano na Fundação Casa Rui Barbosa (FCRB). Analisar estes documentos inéditos, além de ser uma oportunidade de abordar o complexo processo de escrita rosiano, também abre caminhos para que se reflita sobre humor, tema que não é usualmente abordado pela crítica do autor, o que torna esta contribuição original. Para analisar melhor esse conteúdo, nos apoiamos em recentes reflexões teóricas sobre Crítica Genética, História e Humor."

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Revista Manuscrítica divulga a defesa da minha tese



Cabe ressaltar que é defesa de uma tese na área de História que, porque faz uso de consultas a manuscritos, dialoga com a crítica genética, mas o que vale é a divulgação entre pessoas que podem de interessar pelo trabalho. Valeu Manuscrítica!

domingo, 20 de abril de 2014

"Poemas para ouvir: uma interpretação dos cadernos de estudos para a obra de Guimarães Rosa"

Imagem de um manuscrito avulso de "Grande Sertão: Veredas", publicada na
Revista de Estudos Avançados, no. 58, 2006, p.92

Aos interessados nos processos de criação literária, muito já se falou a respeito das tão comentadas cadernetas de João Guimarães Rosa, entretanto - talvez porque se pensasse que se tratava da mesma coisa - pouco se falou sobre seus  Cadernos manuscritos. Mas agora acaba de ser publicado na Revista Manuscrítica um artigo que escrevi, no qual proponho uma interpretação deles, enxergado-os como documentos autônimos, que são diferentes das cadernetas, e que nos contam muito sobre os processos de escritura de Rosa e também  dos do ofício dos literatos no século XX. 
Para fazer o download do artigo "Poemas para ouvir: uma interpretação dos cadernos de estudos para a obra de Guimarães Rosa", clique aqui .

Esta é a minha primeira grande publicação e sei  que sofro do mal do pioneirismo, então meu  artigo deve ter muitos tropeços, mas acho que aquela fonte é  rica e capaz de suscitar diálogos e debates. Ainda que não tenha saído na revista por algum engano editorial, cabe esclarecer que o conteúdo deste artigo é parte de um dos capítulos da tese "Escrevendo a lápis de cor: Infância e História na escritura de Guimarães Rosa", que desenvolvo na área de História Cultural e devo defender ainda no primeiro semestre de 2014, na USP.

Grata pela atenção
Camila Rodrigues