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domingo, 27 de setembro de 2026

Vida e morte Madalena, Guto Parente,



 VIDA E MORTE, MADALENA (2025), de Guto Parente

Acabei de assistir a Vida e Morte, Madalena no CineSesc. É um filme bastante experimental, mas achei muito divertido. Dei várias gargalhadas, como já esperava de uma produção vinda do Ceará.

O roteiro é típico de apaixonados por cinema: cita Kubrick e Fellini e retrata pessoas capazes de trabalhar quase sem salário, de dar a vida,  e a morte, pelos filmes. A história começa no velório do pai de Madalena, realizado dentro de um cinema, já que ele foi cineasta. Ao mesmo tempo, descobrimos que ela está grávida e produzindo, ao lado do marido, o último filme escrito pelo pai. Estão ali as três grandes chaves da obra: morte, vida e criação.


O roteiro herdado do pai é uma ficção científica de baixo orçamento,  ambientada nas areias cearenses. Essa combinação rende alguns dos momentos mais engraçados do filme. Como acontece com qualquer filmagem, os perrengues aparecem, smas, para Madalena, concluir aquela obra é uma questão de honra, em memoria de seu pai.

Mesmo tantas vezes sozinha, Madalena segue determinada a parir tanto seu filho quanto seu filme. 

Viva o cinema!


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Ex-machina (2014)

 


Ex Machina (2014), de Alex Garland, é um filme de ficção científica que conta a história do jovem Caleb, que passa alguns dias na casa isolada de Nathan, um cientista bilionário que desenvolveu Ava, uma inteligência artificial com corpo humanoide. Cabe a Caleb interagir com Ava e determinar se ela possui ou não consciência semelhante à humana. Nesse processo, a todo momento nos perguntamos quem está testando quem, e os espectadores também acabam envolvidos nesse jogo, enquanto o filme levanta diversas outras questões filosóficas. Até agora, é o melhor filme sobre robôs que assisti.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Frankenstein (2025), Guilhermo DelToro

 


FRANKENSTEIN (2025): Assisti ontem, na Netflix, ao filme mais recente do meu queridinho Guillermo del Toro e gostei, claro, mas confesso que, entre seus  trabalhos do diretor que assisti mais recentemente, esse  foi o que menos me agradou. Inclusive do ponto de vista visual.


Não posso dizer nada sobre a adaptação, porque nunca li o romance de Mary Shelley. Falando apenas do filme, ele me parece mais um belo épico dramático do que propriamente um filme de terror. Aliás, o elemento de horror foi bastante suavizado.


Começando pela criatura, que, mais do que uma figura gótica composta por pedaços de cadáveres, é um LINDO (como as criaturas dos filmes de DelToro vostumam ser), construído para conquistar nossa simpatia, mesmo sendo algo que, em teoria, jamais deveria existir.


O foco desta adaptação está em outras questões centrais da história: a complexa relação entre criador e criatura, o sentimento de não pertencimento, a solidão e a busca por aceitação.


Muito para além de Frankenstein,  o interessante de  ter visto essa obra nessa deliciosa jornada de Del Toro que estou atravessando , foi me deparar com uma adaptação que privilegia menos o medo e mais a humanidade dos personagens.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Revi "Inteligência artificial " (2001)

 


AI Artificial Inteligence : Eu tinha assistido a "AI" quando foi lançado e lembrava pouco, só do Pinóquio (amo) e de que chorei muito no final (como sempre quando envolve Spielberg e crianças). Desta vez, quase trinta anos depois, chorei novamente.

São muitas questões levantadas sobre robôs, amor e humanidade, pertencimento, direito à existência, temas caros à ficção científica, que nos relembram tantos outros filmes, como Blade Runner. Desde o início, o filme nos liga ao robô David (Harley Joel Osment, esse ator mirim excepcional que nem pisca nesse filme, o mesmo de O Sexto Sentido!), que foi projetado com amor incondicional e para todo o sempre e, depois, configurado para amar especialmente sua mãe, Mônica. Não consegue fazer outra coisa: mesmo depois de séculos, da morte e até do fim da humanidade, segue buscando ouvir dela "eu amo você, David", quase como se fosse um humano movido pelo desejo.

Cabe lembrar que o filme começa com uma cena em que os cientistas discutem as questões éticas envolvidas na criação de um autômato feito para amar. Qual seria a real responsabilidade do objeto desse amor incondivional? A trama nos coloca justamente no olho desse furacão. 

Gostei muito de reencontrar esse filme complexo e salientar que foi, sobretudo, uma grande homenagem póstuma de Spielberg ao seu amigo Stanley Kubrick, idealizador do projeto!

domingo, 19 de julho de 2026

Devoradores de estrelas, ET ao contrário

 

 

DEVORADORES DE ESTRELAS (Project Hail Mary, 2026), dirigido por Phil Lord e Christopher Miller: Foi por recomendação que, enfim, assisti a essa ficção científica delicinha e emocionante, com uma trilha sonora muito boa. São duas horas de muita ciência, imagens incríveis e um roteiro cheio de graça, lambuzado de afeto e humor. Claro que me lembrou E.T. – O Extraterrestre, só que ao contrário. Como alguém disse nas redes, fazia tempo que a iminência do fim do universo não deixava na gente essa sensação de leveza.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Glintch: nada demais na sciecefi!




​Talvez por ser ficção científica, a Netflix me indicou a série Glitch (2015) e eu a maratonei. Não porque ela seja do tipo viciante, mas porque me divertiu mesmo. Trata-se de um produto desenvolvido para a TV australiana (como é bom ver um ambiente diferente dos EUA!) e conta a história de sete defuntos que levantaram do túmulo. Mas não se trata de uma série de zumbis ou terror: a tentativa de explicação, nem sempre desenvolvida com sucesso, vem primeiro da ciência, de um possível erro em experimentos com células-tronco, mas que deu origem a muitos conflitos, afinal, nenhum ressuscitado tinha deixado suas pendências resolvidas quando morreram na pequena cidade de Yoorana  e usam a segunda chance pra se resolverem . No polêmico final, do qual devo ter sido uma das poucas pessoas que até gostou no contexto aerado do roteiro, foi o mais perto de um final feliz possível, onde vida e morte se enfrentam.


​Não é um roteiro robusto, nem mesmo uma execução de encher os olhos. Não se compara às melhores séries de ficção científica, como Dark, mas me distraiu por algumas horas... passou meu tempo divertidamente.

UM PLUS : Assistindo essa série lembrei muito dos "ressurgidos" romance "oração para desaparecer" , de Socorro Acioli... especialmente pela forma como os sujeitos ressurgem da terra e depois ficam como corpos vazios de memória, consciência, significados...no livro a protagonista ressurgindo precisou até encomendar uma história do " vendedor de passados "...

​


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Matrix: Enfim posso dizer que assis

 
      

MATRIX (1999) - Mesmo sabendo que continua sendo uma referência, só fui assistir ao filme dirigido pelas irmãs Lana e Lilly  Wachowski porque soube que em poucos dias sairá do catálogo da Netflix e talvez fosse a melhor oportunidade para vê-lo. Não foi fácil, foi enfadonho. Apesar de a discussão filosófica proposta por ele ser inquestionável, tê-lo assistido não esclareceu mais do que já saber anres dessas ideias por terceiros . É que, apesar do conteúdo filosófico permanecer vivo, para meu gosto o filme envelheceu muito mal.

Primeiro, o senti  muito longo. Podiam encurtá-lo diminuindo as cenas de luta, jiu-jitsu, tiro, porrada e bomba. Que saco essa estética de ação, que também aparece em filmes como "Eu, robô ", que gostei muito mais,  e que não tem sequencias de ação  tão longas. Os efeitos especiais ficaram muito mais datados do que os de filmes ainda mais antigos que vi esse ano como Blade Runner.Na metade de Matrix,  aproveitando que assisti em casa, já senti vontade de pausar, lavar roupa, comer um lanche... Em geral, eu não gosto de filmes longos, mas prefiro aqueles em que nem percebo o tempo passar, o que não foi o caso.

Outra coisa que estranhei, mas depois entendi melhor por causa do contexto da época, foi a narrativa do escolhido. No século XXI, preferimos os anti-heróis das séries, não é mesmo? Em todo caso, agora já posso dizer que assisti  Matrix, mas preferi assistir a serie Dark, que nele se inspirou.

Sigamos!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

BLADE RUNNER : caçador de androides

 


BLADE RUNNER (1982), direção Ridley Scott: mergulhando no meu momento “ficção científica”, fase robótica, assisti a esse clássico noir do qual só tinha ouvido falar. Na trama, uma corporação desenvolve clones humanos, chamados replicantes, para serem usados como escravos em colônias fora da Terra e, em 2019, um ex-policial interpretado por Harrison Ford é convocado para caçar androides disfarçados em Los Angeles.
É o tipo de trama que me interessa em ficção científica, pois  nos leva a questionamentos existenciais: o que nos faz humanos, diferentes de máquinas ou robôs? Sentimentos, memória, registros de nossa passagem? 🤔

Um trechos mais bonitos e existênciais é essa fala de um replicante antes de morrer, na qual ele se questionar se o que vou, viveu, merece ser descartado como lágrimas na chuva só porque ele não é humano:



sexta-feira, 17 de abril de 2026

A Origem

                           

 A ORIGEM (2010), dirigido por Christopher Nolan, é um filme de ficção científica que explora o mundo dos sonhos e da mente humana.Na trama, um especialista em invadir sonhos , vivido por Leonardo DiCaprio , que recebe a missão de implantar uma ideia na mente de um alvo,um processo arriscado conhecido como “inception”.

Tema de meu interesse , tem até uma personagem chamada Ariadne trazendo um fio pra nos conduzir no labirinto,mas achei que se perde muito em lutas , tiro, porrada e bomba . Chega uma hora que a trama dos sonhos e inconscientemente perde tanta força que nem lembramos dela.

A grande dúvida: pq o título é A origem?  Mistério 

 Esse assisti em duas partes... mas valeu!

domingo, 8 de março de 2026

Cassanda e o Dia da mulher

 
  


CASSANDRA: Assisti hoje inteira à minissérie de ficção científica da Netflix. Fotografia impecável, pra gente perceber se estava no presente ou nos passados (anos 60/70)...Mesmo sendo bem de terror, me diverti bastante, sempre relevando o fato de que a família que vai morar na casa que tinha todo um equipamento para controlar tudo por uma IA dos anos 1970 é burra e tapada. A única exceção é a mulher que, claro, acaba indo parar no hospício.

Sem dar muitos spoilers, é claro que Cassandra é má e descontrolada, mas também fica evidente que há uma explicação trágica para ela ter se tornado esse monstro. E não é porque assisti no Dia das Mulheres, mas excetuando o filho gay,  os homens da série, são deploráveis ,bananas, idiotas, burros e covardes. Afff

Como disse um comentarista, já temos IA acoplada à nossa vida, mas a nossa Alexa é bem tapada. Cassandra, porém, não é. Ela está em todos os lugares da casa, sempre com aquele sorrisinho forçado. Terror total!

Passando por cima de vários furos, eu gostei e recomendo. 🎬

domingo, 16 de novembro de 2025

Anos-Luz : ficção científica no Prime

 


Anos luz (night sky) é numa série de ficção  científica e drama norteamericana fofinha que assusti no início de novembro. Como só tem uma temporada disponível no Prime vídeo, foi rápido e tranquilo 

Conta a história do casal de idosos Franklin e Irene que vivem tranquilos em uma casa isolada no interior dos EUA, mas guardam um segredo : mantém um portal para outro paneta em seu quintal. Tudo muda quando surgem outros personagens, a neta Denise, o forasteiro Judi para discutir questões humanas e segredos de família . Um portal semelhante também existe em uma igreja nos Andes argentinos, vigiados por Stela e sua filha Toni.A ligação entre esses dois portais não é explicada, talvez haja nova temporada...


Esteticamente não é nada de encher muitos olhos, o portal e o  "outro planeta" são  bem rudimentares mas também não é feia 

Embora tenha personagens muito ruins ou mal construídas (o vizinho inconveniente, a neta que no começo é uma pequena gênia bem sucedida, depois fica perdida e sem funçao na trama )A narrativa de Irene e Franklin é muito fofa, enterneceu meu coração, mas agora vamos aguardar segunda temporada para rever nossos velhinhos.

Toca essa música linda

Alguns fotos

Essa mensagem Jude, personagem de passado misterioso,encontrou num livro que pertenceu ao seu pai. Segundo a IA, o alfabeto é inventado, mas segue um padrão aparente do hebraico. Talvez Jude seja judeu?

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Essa linda foto é uma imagem do Planalto Andino na Argentina , com seu rebanho de lhamas que aparece na série Anos-luz. Não sei se  é imagem real ,mas é bonita. Também não sei ainda se gosto  da série, mas sei que, pelo menos, a passagem de um escuro porão nos EUA, para a paisagem andina  deslumbrante, com matizes de cor pastel nas montanhas, rendeu um bela foto.