Mostrando postagens com marcador Gabriel Gacía Márquez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gabriel Gacía Márquez. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de setembro de 2026

"CEM ANOS DE SOLIDÃO " Série e livro

 


Terminei de assistir/ ler ! Fabulosa série!

​Como assisti com o livro debaixo do braço, também reli o clássico e pude conferir o quanto a série foi fiel ao original. Belíssima.

​A primeira temporada, achei mágica, com a criação de Macondo, alegoria da América Latina católica, com suas famílias conservadoras, revolucionários e guerras. No fim, acabei me divertindo com a confusão dos nomes  e dos perfis repetidos, tropeçando no labirinto de Gabo. Várias vezes recorri à IA: "Fulano é filho de quem, mesmo?"


​A segunda temporada foi mais séria. Aqui, a História entrou em cena e, nos dois penúltimos episódios, senti um gosto amargo, uma angústia diante da História, da memória e do destino se revelando.

​No magistral último episódio, com quase duas horas de duração, voltei a me divertir com os nomes e especialmente porque a literatura virou o centro da trama, com os manuscritos de Melquíades e a entrada de um tal "Gabriel García", que acreditava nas histórias das revoluções do Coronel Aureliano Buendía porque seu bisavô também lutou nelas e, sobretudo, reconheceu Aureliano Babilônia no bordel Menino de Ouro e estava partindo de Macondo para Paris! Autoreferencia total!


​Obrigada Gabo! Parabéns Netflix! 

Amei o retorno a Macondo e, no fim, aplaudi a TV: Bravo! Gabo teria se orgulhado também!

ALGUNS COMENTÁRIOS 











terça-feira, 18 de maio de 2021

terça-feira, 19 de setembro de 2017

A música do século XX


Na época da virada do século XX para o XXI eu ainda estava na faculdade e em uma aula do curso de História do Cotidiano fiquei sabendo que uma das listas, não me lembro mais qual, com as  melhores canções do século que findava apontou a belíssima canção dos Beatles In My life, como a mais representativa de todas.

E sobre o que ela trata?  Ela fala da história das nossas vidas, nos lugares que vivemos que podem até terem mudado, mas na nossa memória permanecerão para sempre como eram quando lá vivemos; com as pessoas que conhecemos amamos, odiamos, que se foram ou ficaram para animar esse cenários de nossas vidas.

Isso é viver a vida que se vive  para contar, sobre o que nos falava Gabriel Garcia Marquez, em sua auto biografia... 
Declamada por Sean Connery (22/12/16)
Vídeo belíssimo! 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Gratidão Inês Etiene Romeu


Na manhã de 27 de abril de 2015 faleceu, ao 72 anos, dormindo, a ex guerrilheira Inês Etiene Romeu, em Niterói no RJ. Inês era historiadora e foi a única sobrevivente da Casa da Morte de Petrópolis e, incrivelmente viveu o ofício de historiadora: (sobre)viveu para contar. Trata-se de uma das figuras que eu mais admiro entre todas, já falei dela aqui e não tenho palavras para expressar meu sentimento ao saber da sua morte , pois nunca que desejamos a morte de alguém, ainda uma pessoa assim tão admiravelmente corajosa, porém me lembro de tantas e tantas vezes que Inês quis morrer, quis se ver livre do inferno em que vivia e como nunca foi permitido a ela ter paz, nem em pleno século XXI, democracia no Brasil, ainda era preciso calar a voz de Inês. E ela morreu da forma que merecia: dormindo, como um anjo, como merecia. Agora se efetuam as palavras de sua irmã na Comissão da Verdade em 2014:
"Sua missão é de heroísmo. Você não tem mais o que temer. Você venceu".Celina Romeu

Nunca vou me esquecer da sua história, da sua coragem, da sua dignidade. Como escreveu Gabriel Gacía Márquez, "A vida não é a que se viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la." e a história de Inês é exatamente essa!
Gratidão, admiração, amor! Fica em Paz Inês!