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sábado, 14 de junho de 2025

Exposição Monet Ecológico no Masp

 

No dia 10 de junho eu tive a oportunidade de reencontrar minha amiga Rosane e fomos ao MASP, ver a exposição Monet ecológico.

Foi uma experiência singular voltar ao MASP para a exposição maravilhosa do Monet  💗

Estava muito frio e eu toda encapuzada 



Comecei com registros do vão livre do Masp, lugar onde fui muito feliz na vida





Na exposição, não fizemos muitos registros, afinal nenhuma foto capta o impacto da exposição e das obras, mas tentei dar um gostinho

CORES DE MONET : Como a maioria de nós aprendeu na escola, nós também sabíamos que um dos segredos da genialidade dele está no uso das cores, a relação com a luz ou sombra,etc.  

Na exposição em cartaz no MASP (imagem que abre o post) eu e Rosane Pavam   observamos isso com muita força nas mais de trinta telas vindas de diversas partes do mundo. Nos pareceu que o uso das cores  determinam  a presença ou ausência do movimento nas telas. E tantas vezes as cores são inesperadas ... Por exemplo,na mata fechada do detalhe que é a entrada da exposição, ao longe, só se vê o preto, é preciso se aproximar para, gradualmente, perceber que é um verde escuro e  ,escondido nele, cores mais claras , pontadas de amarelo, de vermelho (cor muito presente), que na primeira olhada são imperceptíveis. Por outro lado, algumas telas a gente vê melhor, na exuberância das cores,só de longe.
Ah pronto, agora já quero ir de novo 🤣😂





L






terça-feira, 6 de março de 2018

Morre Hayden White : o fim de uma era na historiografia

Historiador Hayden White, morto em 2018, aos 89 anos

Morre Hayden White e isso, significa uma mudança de patamar para a  historiografia! Eu sou uma cria temporã da era de White, desde o começo, briguei muito com suas ideias na graduação e no mestrado... como a juventude é apaixonada, não é mesmo?
Foi apenas durante o doutorado, quando eu já era uma profissional da História mais madura, que eu parei com a treta e fui entender o recado do morro de Hayden White, um historiador de Teoria, propriamente dito. UAU!
Nos "trópicos do discurso" de White eu vim me formando aos poucos e temo realmente que sua morte seja mesmo o fim de uma era para a historiografia, aquela que valorizava o caráter narrativo.  Talvez seja preciso uma grave reformulação geral do que chamamos História e especialmente sobre como narrá-la, depois de todo o século XX. Mas história é transformação, nunca fim.
Conforme adiantei, White foi um historiador californiano muito polêmico pelas formulações referentes à literatura, ressaltando certo "elemento poético" em toda escrita histórica, por isso 
"quando uma grande obra da historiografia ou da filosofia da história se torna antiquada, ela renasce para a arte".  (Trópicos do discurso, p. 136)
Que a arte de White continue nos alimentando, sempre!
Fica em paz e muito, muito, muito obrigada por tudo Hayden White!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

E se Van Gogh visitasse uma exposição de seus quadros em 2010?

Um grande amigo meu, sabendo da minha paixão por Van Gogh,  me marcou nesse vídeo no Facebook e eu achei a coisa mais linda! Adorei mesmo! Eu acho exatamente isso que o critico disse de Van Gogh: É o melhor por muitos motivos, mas especialmente porque para retratar a dor a transformou em beleza imensa e poucos souberam fazer isso. Outro que também é assim é o Guimarães Rosa, que conta as histórias mais terríveis, mas sempre encharcadas de lirismo... enfim.


(Retirado de um dos capítulo de Doctor Who)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Exposição História da Infância MASP

Detalhes fornecidos pelo MASP
A partir de 7 de abril, o MASP apresenta a exposição "Histórias da infância", que apresenta obras com representações da infância de diferentes períodos, territórios e escolas, da arte africana e asiática à brasileira, cusquenha e europeia, incluindo arte sacra, barroca, acadêmica, moderna, contemporânea, e a chamada arte popular, bem como desenhos feitos por crianças, posicionados no mesmo espaço, ao lado das demais obras. 
"Histórias da infância" reúne cerca de 200 trabalhos de acervos do MASP, outras instituições e coleções particulares e ocupa os espaços expositivos do 1º andar e 1º subsolo do museu até o dia 31 de julho de 2016.
A exposição é organizada em núcleos temáticos permeáveis: retratos, representações de família, imagens de educação e de brincadeiras, crianças artistas, crianças anjos, morte, natividade e maternidade. Obras icônicas do MASP -- como O escolar (1888), de Van Gogh, Rosa e azul (1881), de Renoir, Retrato de Auguste Gabriel Gaudefroy (1741), de Chardin, e Criança morta (1944), de Portinari -- aparecem em novos contextos ao lado de trabalhos de épocas diversas.
"Histórias da infância" reconhece e inclui as histórias das próprias crianças: em pé de igualdade com os demais trabalhos, são expostos desenhos feitos por elas nos anos 1970, anos 2000, e mais recentemente em 2016, durante oficinas no museu. É importante lembrar que eles não estarão em uma sala ou seção específica, separados do conjunto, mas integrados aos demais trabalhos, conferindo a eles uma situação de equilíbrio, para um diálogo possível e sem hierarquias pré-estabelecidas pela expografia. O museu entende que há muito o que aprender com esses desenhos, essas trocas e essas histórias.
A altura média em que as obras costumam ser expostas foi rebaixada da medida padrão: de 1.50 m para 1.20 m (na galeria do 1º andar) e para 1.30 m (no 1o. subsolo), buscando tanto um olhar mais direto da criança quanto uma maior aproximação corporal. Além disso, artistas contemporâneos conduzirão oficinas com crianças aos finais de semana, caso de Rivane Neuenschwander, Cinthia Marcelle, Nicolás Robbio, Lays Myrrha, Thiago Martins de Melo e Thiago Honório. O museu entende esta ação como uma outra maneira, inédita e experimental, de se relacionar com as ideias e a produção destes artistas. 
A exposição tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico; Fernando Oliva, curador; Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias; Luciano Migliaccio, curador-adjunto de arte europeia.
Para mais informações sobre a exposição e atividades de mediação, visite o site do MASP: http://goo.gl/tMZxiu
O evento é gratuito e aberto ao público.O MASP funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, e quinta, das 10h às 20h. Os ingressos custam R$25 (inteira), R$12 (meia). Às terças a entrada é gratuita. 
www.masp.org.brfacebook.com/maspmuseutwitter.com/maspmuseu instagram.com/masp_oficial

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Você conhece Theodor Hosemann?

Não? Digo que foi um pintor e ilustrador alemão que viveu entre 1807 e 1875. Aqui  vão   aperitivos de suas obras (representando crianças) que eu peguei no Google imagens. Enjoy.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ilustradora faz releituras de obras de arte para crianças !

Copio do Catraca Livre, nesse link aqui:

"A ilustradora infantil da Bélgica Thaïs Vanderheyden lançou o photo book chamado Big Art For Little Kids, que traz releituras de cerca de 30 quadros famosos para crianças começarem a apreciar arte.
Os quadros ganham animais no lugar de pessoas e se tornam um pouco mais alegres, mas mantém os cenários e estilos de cada pintor."





segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lápis de cor fazendo arte!


O artista colombiano Federico Uribe amplia as possibilidades de usar o lápis de cor para fazer arte... confira o site dele aqui.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A persistência da memória - Salvador Dali

"Em 1934, Salvador Dali, pintor catalão radicado em Paris e uma das figuras líderes
do grupo surrealista, expõe numa galeria de Nova Iorque, o quadro "A
persistência da memória", o que se tornaria num dos momentos fundamentais
da sua carreira artística, responsável pelo incremento da sua notoriedade
pública. De facto, os relógios moles - designação muitas vezes atribuída a este
quadro - transformaram-se de imediato num dos ícones mais fortes e
característicos da sua obra.Na tela encontram-se representados três relógios
que marcam diferentes horas tendo como fundo a paisagem de Porto Lligat,
localizado no norte de Espanha, (memória de infância de Dali). Segundo o
próprio autor, a solução formal dos relógios derivam de um queijo camembert que
Dali se encontrava a observar enquanto pintava. As suas formas sensuais têm uma
evidente conotação sexual, nomeadamente o que se encontra no centro do quadro,
estendido sobre uma pedra que simula o retrato do artista.
Dali via os relógios como instrumentos normalizados e exatos que traduziam de
forma objetiva a passagem do tempo. O facto de os dotar de formas orgânicas
remete-os para o universo de prazer, recordando a dimensão fugidía do tempo e o
sentido de ambiguidade que a evolução temporal introduz pelo cruzamento da
perceção da realidade com a casualidade e inexplicabilidade da memória.
Esta pintura traduz o interesse do pintor pelas conquistas da ciência moderna,
cruzando teorias mais abstratas de física, nomeadamente a relatividade de
Einstein, que colocou em causa a ideia de espaço e tempo fixos, com as
pesquisas de Freud relativamente ao inconsciente e à importância dos fenómenos
dos sonhos. A duplicidade de sentido das imagens e as inúmeras interpretações
que promovem assim como a tendência para a criação de cenas absurdas repletas
de signos indecifráveis, levaram a Dali a designar esta forma de arte de
crítica paranoica, em tudo oposta a uma visão racional do mundo. De um ponto de
vista técnico, esta pintura, assim como grande parte das criações de Dali,
perseguem um enorme virtuosismo e meticulosidade no desenho das formas e na
representação dos pormenores, com objetivo de obter atmosferas dotadas de
grande realismo, daí o frequente alinhamento desta fase criativa com o grupo
dos surrealistas ilusionistas ou veristas.
Contém uma grande quantidade de referências de carácter historicista,
particularmente as referentes à pintura maneirista ou à enigmática e fantástica
obra do flamengo Jerónimo Bosch. O quadro Persistência da Memória
(também conhecida por Relógios Moles), foi pintado a óleo, aplicado sobre tela
com 24,1 por 33 cm. Encontra-se exposto no Museu de Arte Moderna de Nova
Iorque."(
http://www.infopedia.pt/$persistencia-da-memoria-(pintura)
Neste texto enciclopédico sobre o quadro "A persistência da memória" (1934) , de Salvador Dali aqui na internetvi coisas que quase acontecem nos meus textos: não são inverdades que se coloca, mas são restrições, é como se só Dali tivesse se preocupado com o direcionamento do tempo ou o questionamento da linearidade no século XX. De qualquer forma, para quem (como eu) pretende se voltar a infância, imagens como esta são um prato cheio de questionamentos...

domingo, 17 de abril de 2011

Mira Schendel: a busca pelo antes do sentido


Nascida na Suíça e radicada no Brasil, Mira Schendel (1919-1988), artista que com suas monotipias , ou 'grafias no ar'. Em sua arte Mira utiliza datilografia ou adesivos para fazer aquilo que não são poemas, mas sim um regresso ao nascimento das línguas e das letras, a partir do ingresso em um vazio enquanto signo. Eu acho que a procura de Mira pelo que havia antes do sentido é o estabelecimento de uma outra relação entre escritura e pintura, pois se aproxima mais de uma espécie de rasura da escrita e isso me parece ser mais uma expressão da crise da linguagem. Será?

sábado, 5 de dezembro de 2009

LER O LIVRO DO MUNDO = DECODIFICAR LINGUAGENS

Os pensamentos que me atraem podem parecer bastante diversos (Caetano Veloso, Guimarães Rosa, Walter Benjamin, Tom Zé, Carlo Ginzburg...), mas para mim eles são atraentes porque se dedicam a produzir uma linguagem de signos e decodificá-los...

Caetano Veloso, nas suas palavras, lê processos de História do Brasil o tempo todo: somos um país mulato (cheio de “musas híbridas”, “pretas chiques”, “jaboticabas brancas”...), preso a uma mentalidade colonial (em pleno século XXI, somos apenas mulatos "natos no sentido lato mulato democrático do litoral: Sugar Cane Fields Forever) e embora estivermos cientes disso, ele alerta claramente:” E a crítica que não toque na poesia". Esse é Caetano pensador poeta. Isso é poesia.
Guimarães Rosa era um Peter Pan (eis a idéia do meu doutorado), ele nunca deixou de "ver o mundo como se fosse a primeira vez" - que é tarefa das crianças - e o mais interessante: exatamente como elas fazem o tempo todo, ele representava esse estado de catarse constante na linguagem (por isso as palavras tão herméticas de Rosa parecem - e são - ao mesmo tempo moderníssimas e arcaicas), e ele está percebendo os tempos e decodificando-os na linguagem. Isso é arte.
Walter Benjamin queria ler o livro do mundo, que é perceber que cada momento apresenta possibilidades de futuro e de passado, ou seja, “ler” o livro do mundo é encontrar diversas épocas em momentos alegóricos e demonstrar isso na linguagem. Isso é História.
Tom Zé é o mais complicado de entender (pelo menos para mim), porque ele usa diversas linguagens - muitas delas eu não domino nem um pouco-, mas todas elas possuem ligações diretas com os sentidos do tempo (sons, ruídos, psicanálise, poesia, culturas, danças, etc...). Isso é música.
Carlo Ginzburg é meu mestre - como historiadora - e o que ele pensa é muito simples, não existem ligações diretas entre a História e a realidade que não sejam pobres... Para ele, entre essas esferas encontram-se diversas camadas de sentidos inventadas e fabricadas, e decifrar esses códigos da linguagemé fazer narrativa da História. Isso é historiografia.

Resumindo, meu grupo é o grupo dos que se voltaram com amor e atenção para a linguagem. O que eu vou fazer com isso eu não sei... Ainda.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

OS DETALHES, A CIÊNCIA, A ARTE E A VIDA

Se quisermos falar de detalhes, coisas pequenas, podemos nos lembrar de um disco do Gilberto Gil chamado Quanta, que abre com uma canção que trás o mesmo nome, cuja letra é assim:

Quanta do latim
Plural de quantum
Quando quase não há
Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar
Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental
Quantum granulado no mel
Quantum ondulado do sal
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Canto de louvor
De amor ao vento
Vento arte do ar
Balançando o corpo da flor
Levando o veleiro pro mar
Vento de calor
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
Sei que a arte é irmã da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento e no mesmo
momento desfaz


Bom, a música diz muitas coisas interessantes, não acham? Essa preocupação com o quase ausente - como o que quase não há - que recentemente têm preocupado muito os cientistas (vide nanotecnologia), mas que esteve na literatura desde sempre...
Prestando atenção em detalhes é o único meio possível de se ler um livro como o Tutaméia, por exemplo.Voltando ao Gil, no encarte do disco Quanta é publicada uma carta do físico César Lattes (é, aquele mesmo da Plataforma Lattes) sobre a arte e a ciência nas canções ali expostas:

“Campinas, 05 de fevereiro de 1997
Agradeço as atenções e remessas. Não tenho conhecimento musical que me permital dar uma apreciação à altura do K7 que você me enviou. Posso dizer que gostei muito, assim como já havia apreciado toda a obra de Gilberto Gil que chegou ao meu conhecimento.
Peço apenas que me permita dizer o sentido que a física dá atualmente a algumas palavras que você usou, com muita felicidade, mas que em alguns casos me parecem licença poética:
O ‘infinitérrimo’ é uma ficção matemática. O Quantum é o mínimo de ação (energia x tempo). O Quantum de ação é mais real do que a maioria das grandezas físicas: seu valor não depende do movimento em relação ao observador. Tiraria ‘quark’ que está na moda com ‘cromodinâmica quântica’, mas que só pode aparecer escondido. Não engoli ainda, apesar dos livros modernos e da Enciclopédia Britânica.
Sobre as letras:
‘Ciência e arte’ : comovido agradeço a atenção.
A ciência se insemina subliminamente. A ciência é uma irmã caçula (talvez bastarda) da arte: Camões pediu ajuda do engenho e da arte – não da ciência. Salomão diz que ‘ciência sem consciência não é senão a ruína da alma’ – a arte, não.
Paro por aqui, porque Salomão também diz:
‘Não busques ser demasiado justo nem demasiado sábio: queres te arruinar?’
Para concluir cito um grande arquiteto:
‘Quando ciência se cala, a arte fala.” (Artigas).Com um abraço
César Lattes
Se até um físico reconhece a força do dedo da arte, porque não uma historiadora? rsrs