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segunda-feira, 10 de junho de 2024

4o . Encontro das Rodas de samba 2024

 

Minha roda de samba favorita, a mais aguardada de todas, especialmente depois de Maio, que não aconteceu porque era Dia das Mães e também porque eu estava doente. Dessa vez deu tudo certo, eu estava na estica  e tirei muitas fotos. Vejamos :


     Percussionista Samba do Tatu : Destaque do dia
        

Painel dos registros



Camisa do samba
                            

Minha imagem no samba :azul
                       

Como sou muito fão, ganhei uma camiseta dos Partideiros
vesti sobre o vestido, mas vou usar diretinho no próximo 

                                 

Detalhes da percussão
                       

Não sei parar de registrar essa percussão
                        
Gente grande 


Robson, o percussionista
                            

Camiseta Samba do Tatu
                                      
Robson


Nem me encantei (pouco) com os instrumentos na rosa
                       

Propaganda desse  vestido lindo
                            

Caso do vestido foi uma referência ao meu querido poema de Drummond
:"minha mãe ,que vestido é esse vestido?"
                         

Azul Dourado para me sentir bonita como um cavalo marinho.
Especialmente quando coloquei a jaqueta amarela! Loci Loci Login 
🩵💛

Toda foto dele é super 
                                 

SENDO FRANCA: Tudo bem que o percussionista do samba do Tatu é o tipo de homem que sempre me chamaria a atenção. Mas quando pedi para tirar foto com ele foi porque eu realmente fico impressionada com o que era faz na roda. Todo mundo tem seus instrumentos, ele tem uma fábrica deles, dessa vez até maquininhas ele usou. Percussão é assim, eu sei, mas sempre me impressiona. Fico sempre de olho nele e mal consigo acompanhar o ritmo que ele troca de instrumento... É o maestro de sua pequena orquestra. Que fotão!
                                   

Registro de momento feliz


Tattos do samba

Lua no Maria Zélia

Partideiros do Maria Zélia


Pagode da Preta. deu pra curtir um pouco
                        
mãozinha do Robson
Roupas do samba

Essa, Pagode de rua, não deu tempo de ver 




Quando cheguei


Amo esse lugar


Oci oci Logun Edé
                             

                          



muita gente
                         
      









  





terça-feira, 1 de novembro de 2022

Lello Bezerra no instrumentalmental SESC BRASIL

O dia não estava muito normal, uma garoa fina e constante (São Paulo , terra da garoa!), manifestações bolsonaristas contestando o resultado das últimas eleições (nada mais anti democrático) bloquearam as rodovias, causando uma espécie de caos no acesso à cidade, tinha tudo para eu não ir,mas eu fui. 

Tudo bem que foi mais fácil,  porque saí da terapia ali no metrô Praça da Árvore, ainda deu pra dar aquela passadinha na  Livraria Martins Fontes cheirar livro novo, tomar um capuccino  com um lanchinho na comedoria do Sesc Consolação. Todo esse ambiente que me faz bem frequentar.

Queria ter me arrumado mais, mas estava atrasada e estava frio, fui de cara lavada. Mas de azul...Ouvi  elogios de senhoras gentis no Sesc:"uma menina bonita dessas..." Eu recebi e tomei posse!🤩

Claro que não sabia quem ia se apresentar, foi Lello Bezerra, de olhar os instrumentos no palco antes de começar , achei que fosse um percussionista

Mas não é. Embora ele tenha trazido maravilhosas  mulheres pretas, Sthe e Valentina, que temperaram a percussão. No site do Instrumental o apresentam assim

Lello é um músico pernambucano, faz um som muito complexo, pra bons ouvintes, e como o teatro não chegou a encher muito devido ao contexto caótico daquela noite,  e o som não era simples,nem todos ficaram até o fim, o que lamentei.

Sobre Lelo, sua guitarra é doce e límpida, sempre ponteada por sons sampleados, me lembrei de certas faixas da Orquestra Popular de Câmara, é um som pra apreciadores de música Instrumental.

Como você pode conferir abaixo:  


Seu som limpo, mas sempre entrecortado de ruídos, era uma novidade para mim, fui recebendo e  curtindo como pude. Como era um som cheio de movimento,pareceu trilha sonora de algum filme, sonoplastia de alguma animação tipo "O menino e o mundo".

Lembrei de como estranhei quando, há muitos anos, ouvi o maravilhoso  grupo UAKTI  fazer a  sonoplastia de um filme ao vivo no Sesc Vila Mariana,mas meus ouvidos não estavam apurados. Imagina sem filme pra apoiar... Foi um espetáculo pra escutadores.

Quando entrou a Patrícia Palumbo o Lello enfim explicou que o "deposito emocional" daquele som contava uma história mesmo, a de um retirante chegando na cidade... Fez ainda mais sentido para mim ouvir aquilo. Amei.
Devia ter dado um zoom nos crespos delas.
Pena não ser fotógrafa

Mas bonita mesmo foi a participação das percussionistas negras maravilhosas, com seus crespos exuberantes os quais não conseguia parar de olhar ! Elas trocaram "muitos brinquedos" e até som eletrônico no computador (isso muito sonoplastia) e meu coração as aplaudiu.

Foi atípico, mas aprendo sempre ouvindo música Instrumental e estando num ambiente tão saudável como esse.



terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O Banquete de batuques de Michele Abu

Michele Abu em foto de divulgação 

O show do Instrumental dessa semana foi da percussionista Michele Abu, que é uma instrumentista muito foda... toca tudo que é percussão, de bateria, a atabaque, tambor, lata e também canta, toca chocalhos, flautas indígenas ... ao final a Patricia Palumbo perguntou "quantos instrumentos você acha que tocou hoje?" e ela disse, humildemente "nem contei" rs... 

Um momento do show de Michele Abu

Mas o som que ela faz não é apenas modal, aliás o show começa com um metal poderoso e ela na bateria, o rock vai dando a base sonora do show, com pontos de música  indígena, música eletrônica e a participação de  amigos musicistas que tocaram trompete, violoncelo, sanfona etc ... que BANQUETE MUSICAL! 
Um aperitivo do som, para se ter uma ideia, não é o melhor momento do show, mas foi quando eu lembrei de gravar, e mostra a Michele circulando entre os instrumentos 



Sobre os músicos, no panfleto do Instrumental constam: Michele Abu (bateria/percussão); Rovilson Pascoal (guitarra/microcorg/volões);Ricardo Prado (teclado/sanfona);Fábio Sá (baixo) ... mas ela trouxe alguns amigos, tocando outros insturmentos, dos quais não me lembro o nome. Um deles é esse de cabelo black power, que é muito simpático e  é um músico erudito, formado... apesar de não parecer. Segundo ele próprio, ele atrapalhou tanto as orquestras com seu black, pq ninguém enxergava o músico da frente , que migrou pra musica popular 😂
Bom mesmo foi ter estado lá, sentido a energia detox, mas vale lembrar que em um momento ela começa uma música, bem metal, com o canto de Oxum : "Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, sentada na beira do rio..." nunca tinha imaginado nada assim antes... foi maravilhoso! No debate final alguém perguntou sobre influências e ela disse nomes que eu conheço e admiro, como Walter Smetak, Sandra Peres e  Paulo Tatit) (Palavra Cantada),Uakiti, Frederico Poppi e etc,  o que não me espantou o fato de eu ter gostado tanto de seu som