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sábado, 26 de junho de 2021

— Prince, sobre a mudança de seu nome para um símbolo impronunciável:

 


"A Warner Bros tornou o nome "Prince" uma marca registrada dela, e usou-o como uma ferramenta de marketing principal para promover todas as músicas que eu escrevi. A empresa possui o nome "Prince" e toda a música relacionada comercializada sob o "Prince". Assim, eu me tornei meramente uma peça de penhor utilizada para produzir mais e mais dinheiro para a Warner Bros... Eu nasci com o nome "Prince", e não quero adotar outro nome convencional. O único substituto aceitável para o meu nome e minha identidade, é um símbolo sem pronúncia, que é uma representação de mim, e de minha música. Este símbolo estará presente em meu trabalho ao longo dos anos; é um conceito que tem evoluído a partir de minha frustração; é quem eu sou. É o meu nome."

E ele estava errado? Eu não acho ...

sexta-feira, 29 de março de 2019

IDENTIDADE PRETA E AUTO ESTIMA









O Youtube sempre me recomenda e às vezes (nem sempre) eu assisto aos vídeos do Canal Papo de Preta, com as belas Maristela Rosa e Nathalia Romualdo, que como diz o título, tratam de assuntos de interesses de mulheres pretas e tal. 
Mas do que eu gosto mesmo é de ver a beleza delas, especialmente a da Maristela Rosa (mais parecida comigo,rosto redondinho, e tal). Eu acho LINDO o modo como ela usa cores fortes, muitas cores, na make, nos looks, nos acessórios, nos batons, como eu sempre quis usar e uso (sempre usei, não me importando que nunca tinha visto ninguém usar cores assim, não sou de seguir modinhas), porque acho mesmo que meu tom de pele me permite tudo.
Maristela usa mais coisas do que eu usei na vida até agora (tranças, dreads, cabelos raspados quase a zero, por exemplo), mas essas fotos são de alguns vídeos nos quais me inspirei mesmo, pois ela usa um cabelão de cachos como eu. E acho que ficamos lindas mesmo. 
Escrevi até um e-mail para o canal, agradecendo por elas me permitirem o sentimento de IDENTIFICAÇÃO, que acontece quando eu entro em contato com pretos e pretas. Não todos, alguns raros e preciosos.

Pelas sombras azul turquesa, porque somos pretas e podemos usar TUDO! 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Um livro sobre o Candomblé


Fui la na FFLCH buscar este que é o último empréstimo de livro como ex aluna que me cabe e comecei a ler. Trata-se de "um livro sobre o candomblé", o "Segredos guardados: orixás na alma brasileira" de Reginaldo Prandi. Escrito por um professor e pesquisador (claro que é só uma percepção da coisa, um pouco de fora, bem acadêmica, mas é importante também, especialmente este bem claro, quase didático), uma leitura muito interessante! Só lamento que este, como a maioria das coisas sobre a cultura negra no Brasil seja tão mais caro! Só em biblioteca mesmo para conseguir pelo menos experimentar a leitura, enfim!
Faz tempo que estou fora das salas de aula, nesse país que rejeita seus especialistas, mas tenho muita saudade de dar aula. Recortei esse trechinho do livro porque ele é rico em questões para se discutir, dá panos para mangas, o que acham:


“Mesmo  quando o negro se expressa para afirmar a negritude, a condição africana, não resta a ele fazê-lo senão como um brasileiro. Ainda que o passado ancestral perdido seja a África pluriétnica, multicultural, o passado recuperável  é aquele que o Brasil logrou incorporar  na construção de uma nova civilização, passado que só pode ser reinventado, memória  recriada. Entre o Brasil contemporâneo e a velha África, bem como  entre a antiga Europa e as perdidas civilizações indígenas, situa-se a nossa própria história, que nos impede ou auxilia no reencontro do nosso ponto de partida, nos meandros da civilização que ela mesma engendrou. Do Brasil de hoje se faz  raiz África de ontem, África simbólica que é memória e identidade possíveis dos afro-brasileiros. O candomblé, nesse processo, deixa de ser religião e passa a funcionar apenas como fonte idealizada de identidade, mesmo porque o candomblé não tem a menor disposição   de se enfileirar com o movimento de afirmação do negro; pais e mães-de-santo, muitos deles brancos ou mestiços, querem ser apenas líderes religiosos, longe de qualquer outra instituição que possa interferir na comunidade que eles formam e dirigem com mão-de-ferro. Do outro lado, embora alguma parcela do movimento negro possa escolher o candomblé como símbolo de identidade africana, dificilmente o conjunto todo estará disposto a assumir uma religião e submeter-se às suas orientações. Candomblé e movimento negro têm a mesma origem, mas já não podem ser juntados. O candomblé tornou-se religião universal, já não pertence a raça ou etnias definidas, é religião “para todos nós”, para todos os brasileiros. “ Reginaldo Prandi. "Segredos guardados: orixás na alma brasileira", p. 172-3        

domingo, 14 de março de 2010

Rir para não chorar- professor sustenta que humor compensa a falta de identidade

Recebi esta manhã, repassei aos contatos por e-mail e colo aqui:
Dá um certo trabalhinho acessar pois tem que fazer inscrição no site .... mas vale a pena, é um comentário bem interessante, começando pelo título ( o mesmo deste post) que chama a atenção do leitor :"Rir para não chorar- professor sustenta que humor compensa a falta de identidade"
O texto rápido e ágil da resenha desperta a vontade de ler (ou reler) o livro, especialmente para mim que tenho pensado em e sentido na pele, mais do que nunca, os descompassos desta terra onde vivemos. Não sei porque só agora "descobriram" esse livro, mas acho que é fundamental ler esse livro nesse contexto de comemorações sobre a Copa do mundo e das Olimpíadas, onde todos se sentem orgulhosos de serem brasileiros e se emocionam com o Hino Nacional, mas alguém sabe o que significa, de verdade, ser brasileiro?
Espero, mesmo, que mais pessoas leiam esse livro do Elias porque é, ao meu ver, um daqueles trabalhos de pesquisas que muita gente tem que fazer até que se possa pensar em alguma identidade brasileira, que é toda mal costurada e construída sobre os paradigmas da individualidade e da exclusão.
Acessem o link
http://home.dgabc.com.br/diariovirtual/zomm.asp?pg=DiáriodoGrandeABC_14262/64002&prt=1
Grata pela atenção e boa leitura aos que se interessarem

sexta-feira, 22 de maio de 2009

I'M NOT GOOD

AMY WINEHOUSE É A NOVA CANTORA AUTO DESTRUTIVA, FUI OUVI-LA PELA PRIMEIRA VEZ NA SEMANA PASSADA E ACHEI QUE ELA SE ENCAIXA MUITO BEM AO PERFIL DOS ARTISTAS PERTURBADOS, PORQUE FAZ BEM AQUILO QUE DEVERIA FAZER, QUE É CANTAR. GOSTEI DA VOZ, COMO DIRIA O TOM ZÉ, É UMA VOZ DE NEGRA QUE CANTA R&B ... SÓ QUE A MENTE É BEM PERTURBADA... ADOREI A MÚSICA "I'M NOT GOOD"! ME IDENTIFIQUEI MUITO COM O DISCURSO "EU SOU UMA ROUBADA, ME ESQUEÇA" (RSRSRS)
AMY NÃO PERMITE QUE SE COPIE SEUS CLIPES, MAS EU ACHEI UM AO VIVO, MAS SE PUDEREM CONFIRAM O CLIPE ORIGINAL... É BEM LEGAL! PENA QUE ELA TEM FEITO MAIS SUCESSO PELOS DESASTRES QUE TEM COMITIDO CONTRA SI MESMA...