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terça-feira, 4 de agosto de 2026

DEAR EX

 



Dear Ex (2018) é um drama taiwanês disponível na Netflix que aborda, com sensibilidade e certo humor, as tensões provocadas pela morte de um ator que deixa o seguro de vida para o seu amante, excluindo a esposa e o filho, o que acaba exigindo uma intensa reorganização familiar.

​É um filme muito legal sobre a temática gay e como ela ainda pode ser percebida de forma conservadora na sociedade de Taiwan. Contado a partir do ponto de vista do filho adolescente, é todo desenhado (literalmente) e insere o teatro na trama de forma  inteligente.  O mais interessante é ver cores diferentes na tela e, especialmente, ouvir outro idioma (o filme tem legenda, mas o áudio original é em mandarim!). Gostei muito e recomendo.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

"A ostra e o vento", Walter Lima Junior

                 


Depois que assisti ao excelente "O Filho de Mil Homens" (2025), o cenário praiano me lembrou "A Ostra e o Vento"(1997), um filme que me recordo de ter achado triste e  lindo, mas faz tanto tempo que pode ser que eu não me lembre direito.

Na primeira vez que procurei, não achei. Será que, depois de tantos anos, eu já estava pronta para rever? Aí fui ouvir a canção A ostra e o vento  que tanto evitei ouvir de novo, pois era como se abrissem meu "estojo" de ostra e tocassem minha solidão infinita. Eu ficava tão vulnerável! Dessa vez foi mais tranquilo. Que bela canção! Ouvi duas vezes sem sofrer.

Na verdade, sempre soube que o livro, o filme e a música de Chico Buarque são bonitos até demais. O problema estava em mim.

Essa história sobre uma solidão enlouquecedora sempre foi um monstro para mim. Eu reagi contra, passei anos resistindo a lembrar dela. Quando o filme saiu, eu mal tinha vinte anos, cabeça e sentimentos ainda não formados. Tudo que eu não queria era ser Marcela, a que tem o mar como cela. E não fui.

Mas anos se passaram. Será que eu já tinha suporte para enfrentar esse monstro e ver o filme com a delicadeza que ele merece? Tive!

Foi lindo reencontrar tudo aquilo. Nem doeu como se fosse em mim. Já não tenho mais vinte anos, superei muita coisa.

Agora assinei a Netflix e achei o filme lá, numa versão de muita qualidade. Não lembro onde assisti ao filme na época, teria sido no cinema? Teria em DVD? Não lembro! Mas pude rever com atenção e foi muito bonito. Como o cinema nacional tem belezas escondidas. A atuação da jovem Leandra Leal é sublime. Ela realmente vive Marcela, a moça presa numa ilha com seu pai, o faroleiro José, em uma solidão enlouquecedora, até se apaixonar por Saulo, o vento. É muito poético e brilhante como o filme consegue contar isso em imagens!

Ouvi a música, assisti ao filme, agora só falta dar uma olhada no livro de Moacir Lopes. Eu tenho ele aqui, mas deve estar escondido para que eu não corra o risco de trombar com ele, meu monstro de juventude.

Quando o encontrar, comentarei neste post mesmo. Por hora, fica a dica: assistam "A Ostra e o Vento". É triste, mas é muito bonito!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Morreu Rubem Fonseca, autor da minha juventude

 Foto: Divulgação in O Globo

Na tarde  15 de abril de 2020 morreu por um infarto aos 94 anos o escritor Rubem Fonseca.
Fonseca foi o grande autor da minha adolescência, li muito Fonseca, ainda muito jovem, depois não li mais, embora continue achando que ele foi um dos grandes autores brasileiros, o nosso maior contista. Por conta disso reservo em minha estante minha pequena coleção de seus livros, que nunca mais reli, mas guardo como tesouro:
Meus velhos livros de Rubem Fonseca
Na minha coleção temos da esquerda para a direita, os seguintes livro "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos"; Contos reunidos"; "Agosto"; "Bufo e Spallanzani"; Caso Morel", "Lúcia McCartney", "O Buraco na parede", "E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto"; "História de Amor"; "O Selvagem da ópera"; "A Grande arte". Ou seja, são onze volumes, destacando que no conteúdo de "Contos reunidos" temos outros seis livros de contos  mais famosos de Fonseca ("Os Prisioneiros"; A Coleira do cão"; "Lúcia McCartney"; "Feliz Ano Novo"; "O Cobrador" e "Romance Negro", além de dois contos inéditos "O anão" e "Placebo".
Como podem ver,  li muito Fonseca muito jovem... Amava! Meus favoritos são os contos de O Cobrador, Feliz Ano novo, "Lúcia McCartney"(enquanto conto experimental, tem um sabor especial). Nunca esqueci e mesmo não tendo relido, sempre lembrava quando assistia a algum filme do Tarantino, por exemplo.  Mas as  obras mais recentes não conheço.
Bravo meu contista favorito! Obrigada por tudo! 👏🏾👏🏾

domingo, 30 de dezembro de 2012

40 anos da série Vagalume, quem lembra?


Como a Série Vaga Lume foi importante na minha adolescência, especialmente com a coleção "Os Karas", do Pedro Bandeira! Que saudade!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Castelos de Vento

Destruir casas e arrastar pessoas pode ser obra do vento, ou do amor.
Quando eu era adolescente eu pirava com esse vídeo... o que acham?