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terça-feira, 4 de agosto de 2026

DEAR EX

 



Dear Ex (2018) é um drama taiwanês disponível na Netflix que aborda, com sensibilidade e certo humor, as tensões provocadas pela morte de um ator que deixa o seguro de vida para o seu amante, excluindo a esposa e o filho, o que acaba exigindo uma intensa reorganização familiar.

​É um filme muito legal sobre a temática gay e como ela ainda pode ser percebida de forma conservadora na sociedade de Taiwan. Contado a partir do ponto de vista do filho adolescente, é todo desenhado (literalmente) e insere o teatro na trama de forma  inteligente.  O mais interessante é ver cores diferentes na tela e, especialmente, ouvir outro idioma (o filme tem legenda, mas o áudio original é em mandarim!). Gostei muito e recomendo.

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sábado, 30 de março de 2019

Pastelaria da família


Se tem uma tradição na minha família , passada de geração a geração, é comer na Pastelaria Aurora, na rua Martim Tenório. Desde eu menina ia lá com minha mãe, ouvia minha madrinha falar de lá, etc. Essa semana fomos de novo e, ao reparar nesse adesivo lindo, denunciando a idade da pastelaria, a minha mãe contou que é dessa época mesmo, que conhece a pastelaria desde quando era solteira e trabalhava na Lapa! E como sempre, sempre, está cheia, imagina quantas histórias esse lugar tem pra contar!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Infância da minha mãe (década de 1940)



Maria Regina Moreno, 2 anos, década de 1940

MÃE NA INFÂNCIA - Um registro de infância na década de 1940. Segundo ela própria:
 "...minha madrinha mandou fazer quando eu tinha 2 anos. Assim minha mãe me falava. Bonita, né? A mesma carinha (risos)" D. REGINA

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal


Com algumas poucas recoendações, também recomendo a leitura deste conto de Clarice Lispector. 

domingo, 12 de abril de 2009

Onde acho as regências de uma alguma a minha família?

Eu não gosto de festas familiares como a Páscoa, isso porque nessas reuniões fica evidente que nem todos os elementos se encaixam. Eu nunca me encaixo, não me encaixei. Talvez minha busca nesse mundo seja essa: achar o grupo onde eu me encaixe de verdade. Isso nunca provei, só desejei muito e trabalhei (e ainda trabalho) duro para chegar a esse conforto. Eu sei que as pessoas encontram essas coisas, algumas sem mesmo nunca terem buscado... mas eu só me lembro de ter tido esse desejo em toda minha vida, mesmo sem saber que o tinha, busquei isso de todas as formas possíveis e imagináveis, como buscando anulações intensas do que eu sou para ver se me encaixava no que os outros eram, mas ainda eu não achei, apesar de saber que eu caminhei muitos passos dolorosos e reconfortantes nessa busca. Hoje, depois de toda a cena "familiar pascoalina", volto a me perguntar : O problema é meu? Sim, mas não só meu, eu mesma me respondo. Outro dia um amigo me perguntou como eu estava e como eu fui cruelmente honesta e respondi que andava muito azeda, ele retrucou dizendo que então era preciso que eu achasse a minha base, pois bases neutralizam ácidos... Ora, base quer dizer "suporte, raiz" e que é o único elemento capaz de neutralizar os ácidos. Base é família, é algo que deve ser parecido com a descrição que Guimarães Rosa fez do sentimento de Riobaldo quando reencontrou o menino em canoa: "O que entendi em mim: direito como se, no reencontrando aquela hora aquele Menino-Moço, eu tivesse acertado de encontrar, para o todo sempre, as regências de uma alguma a minha família."
Isso eu não sei se um dia já encontrei, nem se encontrarei ainda, mas sigo buscando porque amor -fundamental para abrigar a base - eu tenho até demais... Minha terapeuta diz que eu deveria focar minha atenção em coisas menores - mas não menos importantes ou prazeirosas - como a amizade que ampara, pois também ali podemos encontrar nossa família de alma. Isso eu vou descobrindo, devagar, devagar...