FILHOS DE JOÃO – Acabei de assistir ao documentário Os Filhos de João: o Admirável Mundo Novo Baiano (2009), de Henrique Dantas, na Netflix. Para quem ama João Gilberto e os Novos Baianos, como eu, é uma preciosidade. É o complemento audiovisual do maravilhoso livro Acabou Chorare: o rock'n'roll encontra a batida de João Gilberto (2020), de Márcio Gaspar, só que com sons, depoimentos e imagens de época. É muito emocionante ouvi-los cantando a própria história. Foi um presentinho fofo para o fim deste dia quente e pesado. Super recomendo.
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quinta-feira, 26 de março de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2020
O cordel da Quarentena e o adeus ao Moraes Moreira
Em 13 de abril de 2020 nos deixou Moraes Moreira (72). Ainda não foi divulgado as causas da morte, apenas que morreu dormindo (por isso suponho que não tenha sido devido a Covid19, que ocasiona uma angustiante morte por falta de ar).
Sempre antento ao seu tempo, segundo esta reportagem, Moraes tinha composto um cordel sobre um assunto do momento, a quarentena deviso ao vírus:
QUARENTENA (Moraes Moreira)
Eu temo o coronavirus
E zelo por minha vida
Mas tenho medo de tiros
Também de bala perdida,
A nossa fé é vacina
O professor que me ensina
Será minha própria lida
Assombra-me a Pandemia
Que agora domina o mundo
Mas tenho uma garantia
Não sou nenhum vagabundo,
Porque todo cidadão
Merece mais atenção
O sentimento é profundo
Eu não queria essa praga
Que não é mais do Egito
Não quero que ela traga
O mal que sempre eu evito,
Os males não são eternos
Pois os recursos modernos
Estão aí, acredito
De quem será esse lucro
Ou mesmo a teoria?
Detesto falar de estrupo
Eu gosto é de poesia,
Mas creio na consciência
E digo não violência
Toda noite e todo dia
Eu tenho medo do excesso
Que seja em qualquer sentido
Mas também do retrocesso
Que por aí escondido,
As vezes é o que notamos
Passar o que já passamos
Jamais será esquecido
Até aceito a Policia
Mas quando muda de letra
E se transforma em milícia
Odeio essa mutreta,
Pra combater o que alarma
Só tenho mesmo uma arma
Que é a minha caneta
Com tanta coisa inda cismo...
Estão na ordem do dia
Eu digo não ao machismo
Também a misoginia,
Tem outros que eu não aceito
É o tal do preconceito
E as sombras da hipocrisia
As coisas já foram postas
Mas prevalecem os reles
Queremos sim ter respostas
Sobre as nossas Marielles,
Em meio a um mundo efêmero
Não é só questão de gênero
Nem de homens ou mulheres
O que vale é o ser humano
E sua dignidade
Vivemos num mundo insano Queremos mais liberdade,
Pra que tudo isso mude
Certeza, ninguém se ilude
Não Tem tempo, nem idade
Fica em paz e obrigada Moraes Moreira
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terça-feira, 23 de outubro de 2018
Nota da ANPUH pelo não apagamento da História da Ditadura Militar no Brasil
COLO AQUI A NOTA DA ANPUH CONTRA O APAGAMENTO DA HISTÓRIA DA DITADURA MILITAR, para NEM precisar nem entrar no site https://anpuh.org.br/…/4930-nota-da-anpuh-brasil-sobre-a-te…
"Segundo fontes da imprensa brasileira divulgadas no dia 20/10/2018, incluindo os jornais O Globo, Folha de São Paulo e UOL[1], entre outros, o ministro Luís Felipe Salomão, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), decidiu suspender a exibição na TV de um programa de campanha eleitoral que mostra cenas e depoimentos sobre a prática da tortura no período da Ditadura Militar, relacionando-os a várias falas do outro candidato que aprovam a prática da tortura e homenageiam militar Carlos Alberto Brilhante Ustra. A Associação Nacional de História - ANPUH-Brasil vem, através desta nota, repudiar a tentativa de apagamento da História da Ditadura instituída em 1964 no Brasil, que foi conhecida pelo desrespeito aos Direitos Humanos, pela prática de prisões, desaparecimentos e torturas, que foram recentemente comprovados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada pela Lei 12.528, de 18 de novembro de 2011, e que encerrou suas atividades em 10 de dezembro de 2014, com a entrega de seu Relatório Final, que pode ser consultado no site http://cnv.memoriasreveladas.gov.br/.
A ANPUH-Brasil se posiciona assim contra o apagamento da história da ditadura.
Tortura Nunca Mais"
Esta História não vai se apagar, está em livros, em filmes e ESPECIALMENTE NUM RICO E TRISTE CANCIONEIRO.
Todos contra o fascismo!
Já sabemos, inclusive na Academia, que uma legítima narrativa nacional é contada pelo cancioneiro popular. Pensando nas tentativas de APAGAMENTO DA HISTÓRIA DA DITADURA CIVIL MILITAR (1964-1985), devo dizer que isso será impossível, pois a narrativa do período está devidamente contada em livros, filmes e ESPECIALMENTE NO RICO CANCIONEIRO NACIONAL que tão bem a retratou em composições e interpretações maravilhosas de Chico Buarque a Odair José, passando pela voz da Elis, Milton Nascimento,Belquior, Aldir Blanc, Secos e Molhados, Novos Baianos, Clube da etc, etic, etc
Infelizmente aquela ditadura existiu sim, não foi um movimento como a Semana de Arte Moderna de 22, foi um golpe de Estado que matou e oprimiu muita gente e sua História foi contada de diversas formas e não pode ser esquecida.
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