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quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Primeira leitura do ano: África Brasil -um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver, de Kamille Viola,

Eu meu exemplar em 22.dez.2022

Então gente, a saga com esse livro vem de há tempos, começou quando eu comprei, de presente de aniversário atrasado para mim: 


 E a  respeito de livros sobre Jorge Ben:

Mas como, na época, eu estava presa na leitura do "Eu, Tituba",livro que acabei adiando ler para quando tiver paciência, guardei na sacola e nem  tirei saquinho.

Fiz até um vídeo, que não posso postar aqui, lendo o texto da última capa, uma declaração maravilhosa de Ben

Não é que, exatamente um mês depois da compra, abri o livro para começar a ler e tive uma surpresa desagradável?


Com tudo certo, comecei a leitura e ainda no ano passado já fazia comentários gerais sobre ela:

(a foto comentada é a que abre esse post)


Mas ai tive que dar uma pausa na leitura. Depois:




Enfim, rumei para o fim da leitura :



 Eu podia fazer comentários mais detalhados, capítulo a capítulo, emoção por emoção, mas francamente sinto pena de dar spoiler desse livro delicioso, que meio que destrincha certos aspectos da obra de Ben. 

Já sobre a repercussão, tinha comentado acima sobre o Mano Brown e a referência de Jorge para seu Boogie Naipe (que eu amo), mas não posso deixar de comentar também uma fala potente do professor de Direito  Marcos Queiroz (integrante das primeiras gerações de estudantes negros cotistas), que casa muito sobre o que venho pensando sobre representação do negro na cultura Brasileira, sobre a importância ímpar de Jorge Ben, de Lima Barreto:


Em geral é mesmo muito emocionante... Porque Jorge é auto estima de negros e negras do Brasil, é poder me fazer  acreditar por uns momentos que eu também posso ser, e sou, a Menina Mulher da pele preta! É maravilhoso, de  verdade, não precisa que ninguém escreva nada sobre sua obra, porém é significativo pensar que, mesmo nesse país iletrado ele, mestre da canção popular, teve dois livros escritos sobre dois de seus álbuns. Isso não é pouca coisa.

ERRO E CORREÇÃO : Sobre este post, acabo de publicar no Facebook

Vamos concluir essa postagem cheia de história e negritude ouvindo Jorge Ben?


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

O choro carioca do Nilze Carvalho quinteto


Não era dia de terapia, eu estava em casa e estava armando um temporal na cidade, novamente tinha tudo para eu não ir ao Instrumental, mas eu fui. Preciso dessa música para aguentar a semana. Quis me arrumar bem menina pretinha e acho que até  fiquei bem, de vermelho e negro, croped e jeans


Eu estava ansiosa para ir pela música, mas também para comprar meu último presente de aniversário na loja da SESC 

Sobre o livro, vejamos trecho da entrevista com Jorge na capa

Muito emocionante, afinal #omelhordoBrasiléJorgeBen, né?Mas não parou por aí :

Parece que, enfim, estou voltando a ser quem eu era e a vida que gostava de ter, depois dos baques de 2022.
Enfim fui aí instrumentalmental. Quando entrei no Teatro Anchieta  me surpreendi pois não tinha nenhum instrumento no palcolinfos

Que suspense! Quando começou eles entraram lindos, com os instrumentos. Eu escrevi:

Lindos

Nós que agradecemos


Era um choro lindo, tradicional, belíssimo. Me deu muita saudade de ouvir chorinho no Samba do Sol, quando era na Vila Madalena.
Pra variar, Nilze é uma musicista carioca da velha guarda, com uma carreira de décadas no chorinho, interesse que veio do pai: uma mulher linda e talentosa. No site do Instrumental falam assim dela


Quem quiser assistir, eu recomendo:



 E chegou só fim:
Como chorei! 
Mais uma vez foi um momento especial pra mim. Gratidão, vida!