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quarta-feira, 1 de março de 2023

80 anos mãe: te amo !

 

São 43 anos juntas

Fiz um rell com algumas fotos e essa música de tens


Como não consigo comprartilhar vídeos, coloco as fotos. Obrigada, mãe. Te amo


Comigo no colo, anos 80

Com minhas tias Sueli e Marli

No casamento

As duas no chaveurinho do
                   Pão de Açúcar , RJ, anos 80

Se recuperando...

Aniversário dela em 2019

Jovem mulher

Aniversário dela em 2009

Festa na escola, primeiro ano primário

Casamento nós anos 1960

Com minha irmã e eu antes da Pandemia

Em Casa, há poucos anos

Comigo, 2018

Diva nós anos 60

Bela mulher

Na minha defesa de mestrado em 2009

Com 2 aninhos

Em casa

Na lavanderia

Com tia Alzira, há poucos anos



Belas plantas no quintal

Numa festa em família, começo anos 2000

Páscoa em casa na quarentena

Páscoa em casa, já quarentena

Durante o tratamento

Indo tomar vacina contra Covid

Vacinada

Em casa

No Facebook



No Instagram

Agora fotos dos 80

Com Isa

Com D. Maria (mimia)


Ela e eu


Família

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Clara dos Anjos e a novela das nove!


Mesmo com a multiplicidade das mídias, a telenovela continua sendo um importante filtro da realidade brasileira. Atualmente, a mais famosa é "Amor de mãe", escrita por Manuela Dias e com direção artística de José Luiz Villamarim.

Nesta semana, uma cena da novela se destacou e muitos dos meus contatos a publicaram no status do Whatsapp e o crítico de televisão Mauricio Stycer comentou no Twitter como um momento de desabafo dizendo que "a gente não é gente não, a gente é sobrevivente". Na cena, a  personagem Camila, interpretada por Jéssica Ellen, que é uma professora de História negra  em uma escola da periferia do Rio de Janeiro, desabafa com sua mãe Lurdes, interpretada por Regina Casé . Vejamos do que se trata: 



Quando vi a cena só lembrei da cena  final da novela "Clara dos Anjos", escrita por  Lima Barreto (1922), que reli em 2019, contando a história das dificuldades para uma  moça negra e periférica no Rio de Janeiro do início do século XX:

"Num dado momento, Clara ergueu-se da cadeira em que se sentara e abraçou muito fortemente sua mãe, dizendo, com grande acento de desespero  
-Mamãe!Mamãe!   
-Que é minha filha?
         -Nós não somos nada nesta vida." (Lima Barreto "Clara dos Anjos", 1922)


Desde a novela de  Lima Barreto em 1922 até a telenovela global de Manoela Dias em 2020, passou  quase um século, mas nas duas cenas as  jovens negras e periféricas continuam falando a mesma coisa, como se o tempo não passasse ou a História pudesse atuar na vida de quem é  negra e  periférica nesse país! 
Agradeço à personagem Clara e à personagem Camila por usarem suas vozes para sublinhar que "tão ligadas que não é fácil, né manas".