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domingo, 18 de janeiro de 2026

Assisti "Retratos fantasmas" (2023) em dezembro e pq o "O agente secreto" não foi grande como poderia...

 


Em 30 de dezembro de 2025 eu assisti "Retratos Fantasmas" , do Kleber Mendonça Filho e fiquei muito emocionada.

É um documentário ficcional que mostra mais um pouco do amor do diretor pelo cinema e pelo Recife,como essas paixões surgem juntas e se auto alimentam,numa espécie de sinopse da biografia de Kleber.

Muito bonito.

O filme é dividido três partes , embaladas por 3 canções principais.

1- O BAIRRO SETUBAL : A história da família, a mãe historiadora, o apartamento cenário de memórias e cenografia dos primeiros filmes 🥰 

Aqui temos a canção "Happy End" de Tom Zé, embalando a história de amor ao cinema e ao Recife.

2 A segunda parte, o cinema, com suas marquises, como narrador da história do Recife e o hábito de ir ao cinema, de frequentar as salas , conhecer quem faz acontece, o projetista seu Alexandre e como os cinemas foram desenhando a cidade em direção oposta ao centro ... Como aconteceu em todas as cidade no século XX.

Pra essa parte a trilho sonora é O meu sangue ferve por você ,do Sidney Magal, sobre um amor que se declara e sofre , é paixão!

3 A terceira e última parte é sublime, fala de significados e ressifnificações: igrejas católicas que viraram cinema para se adorar cineastas e depois viraram igrejas evangélicas : o cinema templo,o  sagrado e o profano.

Pra esse final a trilha é Rise, do  trompetista Alpert Herb, que o taxista ouve pra treinar e tocar trompete no carnaval de Recife, outra declaração de amor, enquanto conversa com Kleber, um fazedor de cinema. Achei GENIAL.

Depois, ao assistir a essa RESENHA do PHSantos,me emocionei novamente e conclui que :

Ter assistido essa pequena jóia há tão pouco tempo, influenciou na minha recepção de O agente secreto: embora tenha entendido melhor muitas coisas, não posso negar que gostei imensuravelmente mais de Retratos Fantasmas ... 🥺




quarta-feira, 10 de março de 2021

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Virada Cultural 2019 e Festival Encrespa fim de semana no mundo afro brasileiro


Entre os dias 18 e 19 de maio a cidade de São Paulo viveu sua 15a. edição da Virada Cultural, uma experiência de 24 horas na qual foram apresentadas cerca de 1200 atrações espalhadas pela cidade,sobre a qual, segundo este artigo de  Jonas Carvalho, em 19/05:
"Apesar dos problemas que também contaremos aqui, a sensação é de que o evento deste ano devolveu as ruas para os paulistanos. E não importa gênero, sexualidade, cor, idade ou bairro onde mora: na Virada Cultural, todo mundo se sentiu um pouco mais dono da cidade de São Paulo"
Embora toda a programação tenha sido suculenta, não teria tempo e disposição de aproveitar mais, preferi curtir no Sesc Pompéia mesmo e foi uma grata surpresa porque executaram uma linda celebração à negritude..
Aliás a rede Sesc SP  como sempre, se comportou de maneira diva, com conteúdos especiais, desde as comedorias às atrações cada unidade. No caso da Pompeia, comi a deliciosa Moqueca de Banana da Terra com purê de acaçá, que é uma comida servida em terreiros de Candomblé da Bahia.

 Além disso, assisti ao Essênc'Iyá: lê Aiyê convida Paula Lima e Ellen Oléria", amei demais 

No domingo eu mudei de rolê e não curti as últimas horas da Virada, mas passei pelo Festival Encrespa, na Casa das Caldeiras, era um evento mais voltado ao publico afro brasileiro, pessoas lindas  e eu tentei ficar à caráter

Foi tudo muito bom, que venham mais finais de semana assim.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

RELEMBRANDO 2018 4: Balanço das metas




Uma última forma de revisitar o ano 2018 é revendo as metas que eu mesma propus atingir neles. Neste ano tinha uma lista de 10 metas e analisar se cumpri ou não pode ser surpreendente.

1 - Arrumar um emprego desafiador na minha área para produzir e arrumar grana para prestar  concursos;
Meta parcialmente cumprida. Era meu desejo principal para 2018, a partir do qual eu supunha resolver vários outros, mas não foi, mesmo, como eu imaginei e desejei que seria. Não arrumei um trampo que me deu grana, mas mesmo assim prestei concurso e fracassei. Por outro lado eu produzi, escrevi cinco textos para um blog, o que me manteve aquecida no ramo do trabalho. Não foi um mar de rosas, mas também não ficou paralisado.
 2 - Encontrar o mozão para construir uma relação feliz;
Meta não cumprida. Essa é uma meta da vida, mas ainda não deu certo. Se em 2017 eu conheci muita gente e tive experiências das mais diversas, em 2018 fui bem mais seletiva, mas ainda não achei alguém que aposte nos mesmos planos que eu. Sigamos.
3  Publicar os artigos que não publiquei em 2017 por conta do fim do pós doc;
Meta cumprida. Além dos textos para o blog, que valem como contribuições informais, comecei o ano publicando o artigo Pedro Bloch: Um escutador de crianças, sobre meu pós-doc em um periódico especializado neste link . Logo em janeiro submeti um artigo sobre os Dicionários de Humor de Bloch para a Revista de História da USP, ele foi aprovado para publicação em primeira instância, mas ainda não foi publicado, vamos aguardar. Mais para o final do ano, enfim, publiquei o artigo As novas realidades das “fictâncias” de Guimarães Rosa., este sobre as representações de crianças nas estórias do Rosa, na revista Tópoi. Para um ano difícil como este que se encerra, acho mais que bom.
4 - Continuar frequentando o "Todo Domingo Musical" na Casa das Caldeiras;
Meta cumprida. Não foi como em 2017, só alegria, porque tivemos meses em que nem todo domingo foi musical, infelizmente. Mas nos que tivemos festas, eu estive lá, me divertindo muito.
5 -  Voltar a assistir frequentemente o Instrumental SESC Brasil toda semana;
Meta não cumprida. Embora tenha começado bem, frequentando o evento muitas vezes em janeiro, em breve comecei a ter problemas, fiquei doente, tive que estudar, fiquei com preguiça... Acabei desanimando muito e no final não tive mais ânimo de ir ao Consolação. Algo que lamento muito, especialmente porque não sabemos como ficarão as coisas com os cortes de verba no Sistema S... tomara que não, mas infelizmente há a possibilidade de eu ter perdido essas oportunidades de ouro e não sei se vou poder retomar.
6 - Seguir firme no treino seis vezes na semana, pois cansa,mas me fez muito bem;
Meta cumprida. Apesar de tudo, acho que consegui me manter fisicamente esse ano. Posso não ter sido tão assídua na academia, como em 2017, mas é que eu tive problemas – tive que estudar muito, viajar para o concurso, acompanhar minha mãe no hospital muitas vezes, desânimo com a vida mesmo, mas não cheguei a parar ou dei passos para trás. Estou contente por estar como estou. Sigamos.
7 - Continuar minha imersão no  mundo negro em novas músicas e pessoas, pois foi muito rico para mim esse exercício de identificação;
Meta cumprida. Cheguei no ponto onde não me identifico, e isso doeu muito. Não sei lidar com o não pertencer. Mas não vou parar a imersão, um dia pode doer menos. Tomara.
8 -Viajar. Se em 2016 fui a MG  e em 2017 ao RJ, para 2018 minha meta é voltar aos dois Estados, ou então conhecer um novo, quem sabe Salvador, para ajudar a cumprir a meta 7?! ;
Meta parcialmente cumprida. Não viajei para Salvador, nem para o Rio de Janeiro, mas estive em MG, num das viagens mais doloridas que fiz até lá, acho que vou demorar um bom tempo até ter coragem de retornar àquele lugar que eu tanto amo. Mas Minas sempre haverá e um dia ainda volto para lá!

9 - Assistir a um show do Tom Zé novamente, já que em 2017, ano que vi muitos e muitos shows, o dele eu não  pude ver depois de tantos anos sendo público fiel do meu ídolo;
Meta cumprida. Depois de dois anos, finalmente me dei de presente de aniversário outro show do Tom Zé, meu amado. Deu para matar um pouco da saudade e sentir como é bom estar “em casa” e como ele me nutre de forma tão integral! Viva Tom Zé, sempre!
10 - Ajudar todo mundo a transformar os obstáculos em conquistas  sempre que puder, essa é a meta para a vida!
Meta parcialmente cumprida. Foi um ano que senti como muito ruim, não só para mim, mas para todos e suponho que muito mais do que ajudar, eu fui ajudada tantas vezes. Gratidão.
Finalmente, ao contrário do que eu mesma suponha antes dessa análise, o ano não foi de todo ruim, muito pelo contrário, aliás: das dez metas  só duas não foram cumpridas; três foram parcialmente cumpridas e a cinco, a metade, oram cumpridas com sucesso. Só tenho a agradecer ao universo, a Deus e aos Orixás pela oportunidade de ter vivido mais esse ano, apesar de tantas vezes ter querido desistir de tudo. Não desisti e nem desistirei, pois imersos na vida não a interpretamos bem, no final revendo as cosias, o bicho nem era tão feio quanto parecia. Sigamos em 2019. Em breve publico a lista de metas para o Ano Novo.
 


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Um livro sobre o disco "Clube da Esquina", de Milton Nascimento e Lô Borges, 1972

Capa do livro do disco Clube da Esquina


EM MAIO À LEITURA-  Acabei de adquirir, mas já estou na metade da leitura do pequeno volume sobre o disco Clube da Esquina (2018), escrito pelo jornalista e antropólogo  Paulo Thiago de Mello para a coleção “Livro do Disco”, da editora Cobogó e gostaria de escrever uma primeira impressão de leitura aqui, que pode mudar ao final,  mas que fique registrada aqui .  Como admiradora da história  canção, também sou desta coleção e os dois outros volume que li, achei sensacionais: o primeiro que li foi o sobre “Estudando o Samba”, de Tom Zé, escrito pelo professor de filosofa Bernardo Oliveira e depois do volume sobre “ A tábua de esmeralda”, de Jorge Ben, escrito pelo crítico musical Paulo da Costa e Silva. Duas coisas que me encantaram na coleção é que os autores usam o disco em questão para tratar de toda a produção do musical do compositor, o que sempre me revelou novidades, até mesmo sobre o caso do Tom Zé (de quem sou fã há décadas); outra coisa sedutora na coleção é que os escritores parecem ter se apaixonado pelo compositor em questão a partir das descobertas geniais que identificaram, resultando sempre em uma narrativa apaixonada e deliciosa, o que observei demais no texto sobre Jorge Ben.
Por enquanto, em se tratando do livro sobre o Clube, ainda não observei nenhuma dessas duas características. Claro que ainda tem meio livro pela frente, e minha consideração final pode mudar. Claro que sou uma pesquisadora do clube há anos, até curso sobre eu assisti, sabia que seria difícil o livro me surpreender, mas nesses primeiros capítulos Thiago fala mais sobre o contexto da canção brasileira na década de 1970, do que propriamente do disco, o que é importante para o leitor comum, mas para mim é meio sacal, confesso. E espero que nas próximas páginas o livro volte a me emocionar, como quando o abri e li a epígrafe “não se esqueça amigo, eu vou voltar”, ou quando achei, na página 19 uma das melhores definições sobre o Clube
"Mais do que um disco, mais que um movimento, uma aventura amorosa fundada na amizade"

segunda-feira, 26 de março de 2018

Tom Zé e os tempos difíceis que vivemos



Depois de ter sido acusado, julgado no Tribunal do Facebook em 2013, o meu amado Tom Zé sofre novamente por se  mostrar politicamente nas redes. Segundo esta matéria de Mônica Bergamo, depois de ter composto , gravado e divulgado músicas contra o governo Temer na rede mundial , o compositor de 81 anos foi vítima de agressões de todos os tipos, carregadas desse ódio que sentimos no ar. 

Lamentável.
O triste, Tom,  é que também minha vida de sua fã não vem sendo fácil. Nesses tempos de crise eu, que sempre fui sua maior fanzoca,  não pude mais acompanhar a carreira do meu ídolo como sempre fiz, não tive grana pra ir aos shows ( o último que assisti foi o de quando ele completaria 80 anos), ele lançou um disco com temática infantil (a minha cara), mas nem esse eu não pude comprar.
Minha vida tem sido mais dura e sem graça, sem a energia que assistir Tom todo ano pelo menos uma vez me garantia.
Mas eu sou otimista, não é mal que sempre dure, continuarei te amando ao infinito e, não vamos esquecer: FORA TEMER

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

10 Metas de Camila para 2018



Sobre metas, é sempre bom traçar alguma, não é? Em 2017 eu aprendi a fazer limonada, mousse e caipirinha dos limões que encontrei, eu tinha apenas  a meta de emagrecer com saúde e hoje posso dizer com alegria que  ela foi cumprida plenamente, o que é uma delícia.

Como  agora estamos prestes a adentrar 2018 e  achei interessante  apostar novamente em metas, mas como não é possível pensar somente em uma grande, como foi em 2017, achei legal traçar pelo menos 10 metas  que vou tentar ao máximo cumprir ao longo do ano. Lembrando sempre que, com o tempo, as metas devem e vão se modificar, mas o jogo agora é ver, em dezembro de 2018, quais dos desejos que eu tenho para mim agora foram cumpridos ou não. 
 Vamos jogar? As metas estão numeradas apenas para organizar melhor, não há hierarquia de importância entre elas, já que a ideia é conseguir alcançar todas em 2018: 


10 Metas para 2018
1 - Arrumar um emprego desafiador na minha área para produzir e arrumar grana para prestar  concursos; 

2 - Encontrar o mozão para construir uma relação feliz;


3  Publicar os artigos que não publiquei em 2017 por conta do fim do pós doc;

4 - Continuar frequentando o "Todo Domingo Musical" na Casa das Caldeiras;

5 -  Voltar a assistir frequentemente o Instrumental SESC Brasil toda semana;

6 - Seguir firme no treino seis vezes na semana, pois cansa,mas me fez muito bem;

7 - Continuar minha imersão no  mundo negro em novas músicas e pessoas pois foi muito rico para mim esse exercício de identificação;

8 -Viajar. Se em 2016 fui a MG  e em 2017 ao RJ, para 2018 minha meta é voltar aos dois Estados, ou então conhecer um novo, quem sabe Salvador, para ajudar a cumprir a meta 7?! ;

9 - Assistir a um show do Tom Zé novamente, já que em 2017, ano que vi muitos e muitos shows, o dele eu não  pude ver depois de tantos anos sendo público fiel do meu ídolo;

10 - Ajudar todo mundo a transformar os obstáculos em conquistas  sempre que puder, essa é a meta para a vida!; 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pré retrospectiva musical 2016

 O ano está quase acabando e eu ainda vou assistir alguns shows e, possivelmente, posso comprar mais álbuns, mas por agora já não sei mais qual o melhor disco que comprei esse ano (eu ainda compro CDS quando assisto aos shows e gosto). Como escolher?
Comecei com um disco da Banda Dissonatz, que ganhei de  um amigo, que me pediu para avaliar a banda dele, eu tentei discorrer sobre, mas entendo pouco de rock, mas achei que era muito clima rock brasileiro, anos 80 


De memória adquiri o  "Indomável" Gabriel Sater - viola moderna, coisa linda 




Ou então o  "Crianceiras e Manoel de Barros " do Márcio Camilo e as crianças, em um dos shows mais divertidos que eu já fui na vida 



Ainda sobre crianças, tem o emocionante  disco "Fala de Bicho, Fala de Gente", com  canções de ninar Jurunas, coletadas pela Marlui Miranda

Ai teve mais violas, com o primeiro dico que da Orquestra Filarmônica de Violas, como eu chorei ! 


Continuando nas cordas, fiz o curso de Música Caipira em julho e adquiri o sensacional disco "Alma Caipira", com o violeiro Claudio Lacerda, que é isso ai que tá no disco, o chapéu, os causos, as violas e as modas ... ele arrancou muitas lágrimas de mim quando tocou ao vivo no curso 



 Ainda no curso, joinha foi ouvir o virtuose na viola Sidney de Oliveira, com seu disco "Prólogo",disco que toda vez que ouço, quero aplaudir ao final das faixas,ele tocando ao vivo, então, até me envergonhei de tando que eu chorei, que beleza ter vivido para ouvir aquilo

 

Ai teve o que, em condições normais, seria o campeão de melhor disco do ano, porque é mesmo bom demais,  que é o  "Canções eróticas de ninar"  Tom Zé, mas é que esse ano a concorrência foi muito forte, Tom ... mas sua contribuição octogenária é excelente 

 mas o fim finzinho do ano me  reservou pequenas joias e agora nessa semana adquiri o belo disco de bandolim "Fábio Peron e a confraria do som" , outro cara que, ao vivo, me encantou demais
 



Mas nesse ano sonoro,  de todos os álbus que ouvi, ,o que não paro de ouvir e divulgar  é mesmo o "Ao Sertano" do João Omar. Sem palavras pra esse trabalho muito, mas muito acima da média! De lembrar já me emociono

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domingo, 30 de outubro de 2016

Entortando o Samba


Tom Zé e o preço da crítica ...


Sobre Tom Zé e a universidade, a partir da   canção COMPLEXO DE ÉPICO:

"... A identificação do aluno com "a rua" indica o tipo de distanciamento característico que os intelectuais mantêm em relação à maneira veloz e atual com que ocorrem os fenômenos na modernidade, turvados pela selva dos conceitos e da linguagem escrita, negando-se ao conhecimento de outras perspectivas culturais e saberes nos quais estão imersos, por exemplo, seus alunos"
Bernardo Oliveira. "Estudando o Samba", p. 38.

Ai, quando vejo a apologia sem nenhuma crítica à cultura livresca no Facebook e torço o nariz para esse 'monopólio cultural', as pessoas não gostam e tal, mas eu sei que o Tom Zé já havia sido banido por PENSAR DIFERENTE da massa (ainda que de intelectuais), faz muito tempo ... temos muito o que aprender com esse jovem de oitenta anos!  





terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Tom Zé no aniversário de Sampa, 2016


Tom Zé publicou no Facebook : "O Armazém da Cidade, que fica na Medeiros de Albuquerque, ao lado do Beco do Batman, na Vila Madalena, convidou o artista #Kobra para grafitar a fachada e comemorar o aniversário de São Paulo com Tom Zé. Segundo o pesquisador Assis Ângelo, Tom Zé é o compositor que mais fez músicas para a cidade. "São São Paulo, Meu Amor", "Augusta, Angélica, Consolação", tantas e tantas.
Bela imagem essa de Kobra, pessoal!#armazemdacidade Foto: VivaRua"

quarta-feira, 17 de junho de 2015

2009, O ANO QUE NÃO DEVIA EXISTIR...

Se 1958 foi o ano que não devia ter terminado...

1968 o ano que não terminou...

2008 o ano Rock's (de Caetano Veloso)


Receio que 2009 seja o ano que não deveria estar existindo... ô aninho ziquezira!

Nada está funcionando como eu esperava esse ano... nem currículos, nem encontros, nem shows do Tom Zé (!),nem reecontros, nem provas, nem vestidos ou perfumes, nem Gabriel Garcia Màrquez, nem Guimarães Rosa(!)...ou o mundo parou de girar e permaneceu de cabeça pra baixo esses quase seis meses, ou sou eu que já tive melhores humores...

Pode ser, também, uma soma de tudo isso...

Pé de pato, mangalô, três vezes!

Andar com pé eu vou que o pé acostuma a dançar, diz a canção de Tom Zé, meu lindoooo

segunda-feira, 23 de março de 2015

OMNIKESTRA E TOM ZÉ

OMNIKESTRA E TOM ZÉ 
No final, depois da chuva, do trânsito, do alerta de atenção na cidade eu teimei e sai : DEU TUDO MAIS QUE CERTO NO SHOW DA OMNIKESTRA E TOM ZÉ em 20 de março de 2015 Emoticon heart
Cheguei no Sesc Vila Mariana  e fui logo tomar minha tradicional sopa e, imagine só quem apareceu o TOM ZÉ! kkkk 
Eu e Tom Zé em 20 de março 2015

Não me aguentei e tietei mesmo :
Eu: " Tom Zé, eu te amo!!"
Ele, acariciando meus cabelos : "Eu também te amo, minha querida, acredite!"
GANHEI MEU DIA ! Como eu sou tiete e vou onde sei que o Tom Zé vai há anos, assisto a todos os shows e tal, estou sempre o vendo, simpático e receptivo, mas nem sempre vou abordá-lo, não quero atrapalhar, já falei com ele várias vezes, abracei, tenho autógrafos, fotos dele e com ele, então algumas vezes dou a chance pra outros abordarem o gênio, como quando assisti o show dele em fevereiro desse ano, era a mesma coisa, cheguei antes no sesc Belenzinho e na comedoria estava não só ele, como também a Neuza e a super banda fazendo um lanche, fiquei assistindo as pessoas abordando-o e sendo carinhosamente recebidas e o amei mais ainda , mas fiquei na minha, só que ... na sexta feira passada ele estava comendo só com o Marcelo (que ele acha que todo mundo sabe quem é... kkk ) e depois que terminou, foi tirar foto com uma criança e eu achei que era a minha chance de me aproximar para me declarar novamente ... foi bom pra todos. 
Depois  o show:   Que sons! Que demais ... tão intrauterinos, pré culturais, sei lá o que,  da Omnikestra... Tom Zé, como sempre GENIAL! Ele, convidado, foi recebido pela orquestra com uma composição que disseram ser como um espécie de Portal do Inferno ... ai ele veio todo prosa, tocando uma variação "smetresca" de Nave Maria (aquela sobre "quando eu cheguei das estrelas, entrei na Terra por uma caverna chamada nascer ...) e outros sons por demais de geniais! Adorei!
Alguns instrumentos criados por Smetrak

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

2015 e já show do Tom Zé !!!


O show do Tom Zé que assisti esse fevereiro , ao contrário daquele de novembro de 2014, foi um clássico show do Tom! Com muitas piadas, muitas gracinhas (usou até uma calcinha!), músicas clássicas do repertório dele e terminou com Xique xique... que saudade! Depois de tanto tempo ele tocou até Ogodô, que era meio que uma vinheta dos seus shows ... 
Como eu amo Tom Zé Emoticon heart

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Mick Jagger por Tom Zé

Este artigo escrito por Tom Zé está disponível aqui e copio para deleite geral.

O sêmen de Jagger e a perpetuação da raça rock and roll

"Mick Jagger diz que tentou imitar no palco a dança de James Brown. Mas seu movimento que mais me chama a atenção são as caminhadas altivas e longas, peito erguido, cabeça levantada, em que ele, lindo como cavaleiro da Coroa e orgulho da raça, lembra um Ricardo III que seja homem-e-cavalo de uma só vez. E lá vai o carteiro, atávico cavalo-estafeta, indo e vindo por toda a extensão do palco, sem pausa, levando e trazendo notícias de toda e para toda a parte. O rock foi uma grande notícia sobre a Terra. Imprimiu transformações na vida e nos costumes. Notícias como as que destruíram os cinemas americanos na estreia do inesquecível No Balanço das Horas, em que Bill Halley tocou o estonteante Rock around the clock (Deus tenha piedade de nós).

Apesar de guerreiro destruidor, o rock não é tão pessimista quanto a obra Angelus, de Paul Klee, porque, gostem ou não os conservadores, ele, mesmo avassalador, contém em seu ventre a semente para substituir o que foi.

Mickavalo Jagger é, mais que a enfraquecida Rainha Elizabeth e que o opaco príncipe herdeiro, o Cavaleiro que mantém um pouco do prestígio mundial que envolvia o Império Britânico, hoje contraído e despojado de Jagger. E assim segue o Cavaleiro em diversas frentes: 1) Recompõe, pela canção, parte da presença do Império e abarrota os cofres da Coroa com direitos autorais, pondo na boca e no coração do Planeta trovas e canções de fonte de inspiração britânica. 2) Empenha-se na tarefa de espalhar o seu sêmen imperial, mantendo um harém descontínuo nos cinco continentes, gerando filhos que se tornam conhecidos ou não – a depender das conveniências sociais de cada uma das régias concubinas eleitas.

Estas, numa função tão importante para a Coroa, são criaturas escolhidas com esmero. Sir Jagger não sairia por aí espalhando o régio sêmen a não ser na cavidade adequada das moças mais geneticamente promissoras, transformando o prazer pessoal numa experiência geradora que venha apurar a descendência do Rei Artur e de sua Távola Redonda. O harém imperial merece mais considerações técnicas. É criado com feições e estratégias de uma guerra de guerrilha. Não há quartel estabelecido, não há soldados fardados que possam de antemão ser reconhecidos, não se sabe dia, país ou hora em que o harém vai se instalar. Os detalhes ficam a cargo do feeling do cavaleiro Jagger.

Ele tem de possuir no olho um verdadeiro laboratório de avaliação genética que, com o ‘glimpse’ de um raio, identifique entre as moças que tiveram a astúcia e habilidade de passar pela segurança e chegar ao seu camarim qual seria uma parceira adequada para a procriação que, ali mesmo, num canto de banheiro, atrás de alguma porta, ou num fortuito corredor, possa ser a depositária do régio sêmen, passando a ter a responsabilidade de gerar um descendente digno de Galahad, Lancelote, Palamedes, Percival e de todas as Távolas e possessões.

No passado, os poderosos do governo britânico diziam que seu império era tão extenso que, com sua imensidão, “o sol nunca se punha”. Nos dias atuais do império enfraquecido, só o harém de Mick Jagger tem cacife para repetir o provérbio."



Ai você lembra da Christina Anguilera" You want the moves like jagger " rs



sábado, 20 de setembro de 2014