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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PRÊMIO GRANDE OTELO 2026

 




Ainda não tinha dado tempo de comentar o quanto fiquei feliz com o Prêmio Grande Otelo 2026, no começo de agosto, a grande premiação do cinema brasileiro.

Minha alegria foi porque percebi que tinha assistido a quase todos os indicados nas principais categorias. Também me alegrou constatar que, em geral, os filmes são muito bons. A safra do cinema brasileiro após o reconhecimento internacional de "Ainda Estou Aqui" é salutar.

E ver que filmes que adorei, como "O Último Azul", "Homem com H" e "O Filho de Mil Homens", foram todos laureados foi uma delícia.

Sobre as atuações, os prêmios foram uma chuva de rosas para mim: meus queridos Rodrigo Santoro, Alice Wegmann, Jesuíta Barbosa, Alice Carvalho etc.

No prêmio de Melhor Filme, deu empate entre "O Agente Secreto" (tinha que ser) e "Manas", que vi depois e gostaria de ter gostado mais, mas está valendo.

Oxalá esse prêmio marque não mais uma nova revitalização do cinema nacional, mas um crescimento real e duradouro dele por muito tempo, como marcou o discurso de agradecimento de Rpdrigo Santoro .

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

"O último azul" : o filme do caracal de baba azul, Gabriel Mascarro

          


Assisti "O Último Azul" (2025), dirigido por Gabriel Mascaro, em Niterói com Geraldo em 24 de setembro de 2025. Jurava que tinha escrito aqui sobre, pois é um filme do qual gostei muito e que sempre me volta à memória, mas certamente não tive tempo.


Assistimos no Cine Reserva Niterói 


Agora escrevo porque ele entrou no catálogo da Netflix e pude assistir novamente em casa, prestar atenção em detalhes, tirar fotos (que infelizmente perdi porque meu celular quebrou). Ele merece. E muito.

O filme conta a história de Tereza, interpretada por Denise Weinberg, que num futuro distópico, é uma idosa de setenta e sete anos residente de Manaus, que é muito ativa, vive sozinha e trabalha num frigorífico, mas foi pega pela nova iniciativa do governo federal de resgatar idosos com o Cata Velho, primeiro acima de 80 anos, depois acima de 75 anos, para viver numa colônia e tirar idosos de circulação. 

Tereza, que precisou se aposentar de forma compulsória, ainda tinha um sonho a realizar: voar. Depois de começar a ser perseguida pela idade, precisou fugir do Cata Velho e foi procurar realizar seu sonho. Nessa jornada conhece pessoas incríveis como o pescador Cadu, interpretado por Rodrigo Santoro, que lhe ensina a pilotar um barco e lhe apresenta o caracol da baba azul, explicando que não é você que o procura, é ele quem te acha. 

Ela também encontra a barqueira Roberta, interpretada por Miriam Socarrás, que lhe reacende a feminilidade e com quem ela vê realidades incríveis de seu Estado, como a briga de peixes ornamentais. 
O filme mostra o Brasil exuberante da Amazônia, que muitos brasileiros nem conhecem. 

Embora sejam incomparáveis, não tenho como negar que acho que gostei muito mais dele do que de "O Agente Secreto". Seria tão legal se ele estivesse no Oscar 2026. Não só porque surpreenderia o mundo por ser uma ficção científica BEM BRASILEIRA, mas também porque mostra um Brasil que eu gostaria de mostrar ao mundo, além de ter uma mensagem linda e cheia de vida!


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Prêmio :Melhores do ano 2025 blog Pequenidades

Demorou muito e foi muito corrido, como tudo esses ano, nem vou comentar muito tópico por tópico, mas aqui vai a lista dos melhores de 2025:

 

1 Rolê: Festival Cacique de Ramos no meu aniversário 


Foi um ano onde quase não fui a rolês, mesmo sambas pouco frequentei, em comparação a outros anos. O melhor foi o festival do Cacique de Ramos no dia do meu aniversário, um grande presente!

Eu toda de vermelho e negro 
Toda gatinha de samba 




Ganhei muito carinho 

                      

700 ml de Suco de LIMÃO 
Muito calor!


2 Música : "Corpo fechado" , Academicos do Salgueiro 


Algumas músicas foram muito importantes pra  trilha sonora da história mais intensa do ano todo, registrada aqui, tivemos pelo menos dois temas musicais. No fim do ano fiz um resumo e achei que entrei nela como "Pescador de ilusões", de O Rappa. Essa música representou minha coragem de mergulhar de cabeça num mar escuro, apesar do medo, afinal via os corais mais coloridos ❤️
Pedi a IA uma imagem sobre a música 

Pescador de ilusões 

Ainda nesse clima, o músico do ano foi Djavan, que reencontrei e sua música Samurai, que eu sempre  amei, foi o grande tema dessa história. Resgatar Djavan fez parte  das quebras de couraças que aconteceram em 2025, ano em que eu vesti a camisa do Djavan, que eu dei de presente e roubei sem dó para tirar a foto mais curtida no Facebook
Djavanear o q há de bom

A música que mais ouvi o ano todo foi o samba de enredo do Salgueiro, Corpo Fechado. E não é porque sou salgueirense, mas essa música é uma reza, me protegeu em vários momentos, especialmente quando fiquei presa na enchente durante a tempestade em fevereiro! Além do que só de poder gritar essa letra não tem preço

"Macumbeiro, mandingueiro, batizado no gongá
quem tem medo de quiumba não nasceu pra demandar 
meu terreiro é a casa da mandinga
quem se mete com Salgueiro acerta as contas na curimba!"

3 Livro e autor (a) do ano:  "Após o anoitecer", Haruki Murakami


Em 2025, li muita coisa, como sempre. Algumas leituras foram melhores do que outras, mas, desta vez, não consegui escolher um livro que, por si só, fosse o melhor do ano. Este foi o livro do ano  porque pontuou vários momentos importantes e é uma leitura da qual sempre vou me lembrar ao pensar em 2025.


O dia frio que chegou

Este também foi o ano em que mais li Haruki Murakami, o que o torna, naturalmente, o autor do ano. Entre seus livros, “Após o Anoitecer”, que li em julho, se destacou por trazer muitas questões atuais. São questionamentos que venho observando com frequência em produções audiovisuais no streaming, especialmente aqueles ligados a outras dimensões e a diferentes registros do audiovisual.

Assistimos Alphaville 


Emprestei o livro ao Geraldo, que adorou, e ainda tivemos a oportunidade de assistir ao filme Alphaville, citado no romance japonês, em uma sessão no CineSesc. Seguimos com planos de continuar reverberando essa leitura. Livro bom é aquele que se expande, e esse é exatamente o caso deste.


4 Filme ou peça teatral: "Senhora dos afogados"


Bom, nesse ano de áudio visual, não sei como escolher um filme ou série, afinal vi incontáveis e todos maravilhosos: Drive my car, Them, Amores expressos, Ritas, Homem com H, Contos do Loop, Anne with an E, Black Mirror, She, Alphaville, Retrato Fantasma, O filho de mim homens ... não saberia escolher. Então o prêmio vai para a sensacional Senhora dos afogados, minha primeira peça de Nelson Rodrigues, minha primeira peça do Teatro Oficina : histórico, surreal! E eu estava muito gata, cabelinho Mara



5 Fotos do ano : Todas da Baia de Guanabara a partir da Ponte Rio Niterói (que não tem fim) e nunca me canso de ver

Uma das minhas maiores paixões em 2025. A ponte Rio Niterói, que não tem fim, que não tem tempo. É só deslumbramento 



6 Bebida ou comida do ano: Carnes e sobremesas feitas COM AMOR só para mim 😍

Esse ano fui muito mimada, bem tratada, curtida: cozinharam para mim carnes e sobremesas : muito amor ! 

Algumas sobremesas

 Algumas Carnes ❤️

7  Show: Jorge Aragão no Carnaval 

Nesse ano shows não foram destaque. Ainda bem que assisti ao do Jorge Aragão ,em frente a Igreja da Consolação,no pré carnaval     Acadêmicos do Baixo Augusta. Claro até não levei celular, mas consegui umas imagens depois . Logo no começo o ano estava ganho!

8  Roupas ou acessórios: Chapéu de samba

Só tinha um, usava pouco. Esse ano usei mais. Até ganhei um Panamá de presente de natal. Quero mais!

Chapéu Panamá:
Presente de Natal do Geraldo 

Meu chapéu vovó cinza
Um banda no samba 


9 Conquista do ano : Uma possibilidade de amor (e preto)



Começo citando Caio Fernando Abreu:  
"Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro ". (In Pequenas Epifanias) .


Já sabem do que estou falando. Mas eu sei que "presente ambíguo de Deus"  não é propriamente uma conquista! Explico : o que ganhei foi uma oportunidade de amor, mas não veio pronta,  foi preciso trabalhar para transformar num amor possível. Isso foi feito e conquistei! Ficou tão possível que preencheu tanto meu cotidiano , que essa energia salpicou a retrospectiva e também os "melhores do ano", mostrando como se agregou à minha vida. Afinal, como "qualquer maneira de amor vale à pena", a nós, pescadores de ilusões, nos cabe fazer valer à pene . Nós fizemos!

10 Ícone da cultura negrado ano:  Stefano Vop


Infelizmente acompanhei a trajetória de poucos negro e negras. Mas li o livro de contos "Homens pretos (não) choram" , de Stefano Volp , um jovem  autor negro. Depoimentos de negras já temos inúmeras "escrevivências", mas é muito raro ler sobre a subjetividade do homem negro. Divulguei Falei tanto desse livro nas redes sociais, e foi com felicidade que ouvi que alguns tinham lido esse livro lindo! 

11 Menção honrosa: Rodrigo Santoro 

Não tinha quesito pra ele, então como eu sou dona desse prêmio, inventei um só esse ano ! Porque ele  estrelou dois lançamentos lindos e poético ("O último azul" e "O filho de mil homens), marcando seu amadurecimento como ator, um presente! Certamente 2026 pode ser ano que Wagner Moura concorre e possivelmente ganhe o Oscar de melhor ator por "O agente secreto", mas 2025, pra mim, foi o ano de me deleitar ao  rever Santoro nas telonas 😍



Parabéns e obrigada aos vencedores e vencedoras! Ano que vem tem mais!