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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

" Na idade da inocência", François Truffaut (1976) no Cinesesc

 


Fui porque já tinha comprado o ingresso,porque o dia não estava nada favorável a ir ao Cinesesc na rua Augusta, planalto de Sampa.

Os óculos eram pra esconder olheiras,
Porque sol mesmo não tinha


Tentei não ficar muito desarrumada, afinal o mundo não merece pagar pelo meu desânimo. Fui de mantinha nas costas e levei o coração (de quartzo rosa) fota do peito. Aquela história de "uns agostos por dentro" do Caio Fernando Abreu, vindo da friaca de fora.

Claro que valeu a pena, no cinesesc demore vale, especialmente se for para assistir a um filme clássico!

Foto da tela do Cinesesc 


"A idade da inocência" de Truffaut é um filme muito gostoso de ver, porque mostra aquilo que em geral gostamos de ver :as crianças agindo e reagindo no seu mundinho particular no meio do mundo adulto. Essa é uma diferença de postura para a história da infância a partir da segunda metade do século XX, o advento da História da criança. Nesse filme isso é evidente.

Crianças vivendo os conflitos com adultos e vencendo tantas vezes, porque são capazes de viver o tempo do instante com uma facilidade que adultos não conseguem mais.

Lembrei muito das discussões teóricas do meu pós doc, da experiência em escolas democráticas, meu oxigênio crianças século XX. Hoje me sinto como se tivesse sobrevivido a ele e já não acho mais os sentidos que achava antes. Enfim.

Se tiverem oportunidade, assistam ao filme, pode aquecer seu coração 💓 


sexta-feira, 26 de abril de 2019

A imagem das meninas negras



Meninas negras leitoras . In: Google imagens

Como sabem, desde pelo menos minha tese, eu amo falar sobre as meninas (crianças do sexo feminino),tenho artigos sobre isso , como este sobre as personagens meninas nas estórias, ou este sobre a correpondência desenhada entre o Vovô Joãozinhho e sua netinha Ooó .
Em fevereiro desse ano eu falei no SESC CPF, por breves trinta minutos, sobre a representação da menina negra na literatura infantil brasileira em três momentos que julguei importantes no que tange o tema da representatividade da criança negra nesse recorte de cerca de cem anos: a Princesa Flor Encarnada (1921), texto adaptado por Arnaldo de Oliveira Barreto, ilustração de F. Richter ; A Menina Bonita do Laço de Fita (1986), texto de Ana Maria Machado, ilustrações de Walter Ono e Claudius Ceccon e Menina Pretinha (2016), de MC Soffia. Na comparação, interessou-me observar e problematizar quem eram essas meninas, como e porque foram representadas como foram, nos textos e nas figuras a elas relacionadas, etc.

A discussão é cada vez mais pertinente, pois se hoje ainda é difícil representar adequadamente as pessoas negras (as dificuldades vão desde a falta de vontade ou a inabilidade, ou proibição mesmo como no caso do comercial do BB vetado pelo governo federal, até a falta de materiais próprios como paleta de cores, pro exemplo), imagina como era isso no passado. Mesmo que não tivemos tempo para discutir esses temas na ocasião, alguns pontos chegaram a ser levantados para reflexões futuras, e lembro que escrevi um texto que deve ser publicado em breve.

Como hoje eu já comecei a pesquisar outro tema relacionado aos meus estudos sobre História Cultural da infância, por ora me despeço desse assunto mostrando algumas figuras (diferentes das que eu analisei na palestra e no texto) dessas meninas, como aperitivo.
Flôr Encarnada (1921), por F. Richter



Menina Bonita do Laço de Fita (1986),
 por Walter Ono

Menina Bonita do Laço de Fita (1999)
por Claudius Ciccon


















Menina Pretinha (2016), Mc Soffia

domingo, 9 de abril de 2017

Por uma História da Criança

Outro dia vi no Facebook alguém lembrando do uniforme do pré primário que todas as crianças usavam nos anos 80 ... Eu  sabia que eu tinha uma foto usando ele, mas demorei tanto para achar que perdi a postagem. De qualquer forma, eis a foto comprobatória, diretamente de 1985:
Foto caseira de Camila Rodrigues indo à aula do pré-primário uniformizada em 1985
Eu vejo essas minhas fotos de criança e me lembro daquele livro que eu (será que só eu ?) considero uma obra prima para se pensar a história da criança no século XX, que é o "Infância em Berlim, 1900", de Walter Benjamin, no qual ele fala tanto das memórias das coisas do seu cotidiano infantil, as roupas que usava, os brinquedos, os lugares ... no meu pós-doc eu estou tentando iluminar isso: é preciso, porque depois do século XX já é possível, tentar contar a história da infância a partir das vivências dela...É essa minha proposta, construída lado a lado com Benjamin, que está na resenha que escrevi para outro livo dele, disponível aqui. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

As meninas na História Cultural da criança


Conversando com um amigo da História Econômica, ele comentou  que há uma dificuldade em encontrar fontes sobre as meninas nos registros referentes ao trabalho infantil, especialmente em comparação com a incidência dos meninos. Achei interessante, especialmente porque na História Cultural as meninas dominam, né?
Começando pelas cantigas <3 nbsp="" p="">