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quarta-feira, 28 de junho de 2023

Fabio Caramuru no Instrumental SESC Brasil

Novamente show do Instrumental 

Outra terça de terapia, Sesc e Instrumental.  A terapia não foi tão pesada, a palavra chave foi a Esperança, a única coisa que eu tenho na vida! Eu me sentia péssima e não conseguia não aparentar na imagem, com olheiras e espinhas, embora a camiseta com Manoel de Barros seja linda

À esquerda com camiseta do espetáculo Crianceiras,
que assisti no Teatro Ancheita há anos:
"Tudo o que não invento é falso" Manuel de Barros.
 À direita, a foto em casa antes das 22 horas .

No sesc uma exposição em montagem, coberta por uma cortina

GIL GIL GIL : No Sesc Consolação a  exposição sobre Gilberto Mendes está em montagem, protegida por uma cortina. Mas o entorno já está tudo preparado, paredes cobertas de  GILberto...tomando minha sopinha, ouvi mais de uma vez : "Gilberto Gil?" 🤪 Dessa vez não, é outro Gilberto, que o Sesc Consolação vai nos apresentar... Estou no aguardo!

Dessa vez teve sopinha, como nas melhores terças:


De tomar rezando,como dizem 

Ainda antes do show, umas imagens poéticas que o Sesc Consolação me proporciona 

Um moço com um girassol 🌻.
Para me lembrar que sou a
 Rainha de paus, a que carreta um girassol

Quando entrei no teatro: apenas um piano, majestoso :

O show foi uma delicinha de ouvir! No site do instrumental ele é apresentado assim: 

  Se quiser ver como foi, assista ao show completo:


Na hora comentei rapidamente sobre quem era Fábio Caramuru, que eu estava conhecendo: 
"Fabio Caramuru: muitos sons de passarinhos. Lembrei muito de Guimarães Rosa, que registrou a sintonia da natureza na sua escrita, assim como Caramuru parte deles para as composições que ele próprio recomenda sejam levadas em consideração no processo de inicialização musical de crianças. Caramuru também comentou muito sobre Tom Jobim e a natureza do Brasil... Sai de lá cantando CORRENTEZA :
" E choveu uma semana e eu não vi o meu amor
O barro ficou marcado aonde a boiada passou ..."
🌻
🥲
Tá floda!

Hoje amanheci refletindo sobre o espetáculo de ontem:

TOM JOBIM ECOLOGISTA: No instrumental ontem, Fábio Caramuru, que compõe pequenas jóias musicais inspiradas em sons da natureza, falou bastante do meu amado Tom Jobim, que é um dos compositores mais lembrados no Instrumental SESC Brasil,, desde 2016, quando comecei frequentar. Mas Fábio falou do meu Tom favorito, aquele que, segundo ele, talvez tenha sido nosso primeiro compositor ecologista, o que podemos ouvir nos álbuns da década de 1970/1980, meus queridinhos "Passarim"(1987), "Urubu"(1976), "Matita Pere" (1973)- este dedicado ao Guimarães Rosa, inclusive, etc. Para mim foi um deleite ouvir. Mas não pude deixar de lembrar da minha decepção ao assistir ,no cinema, a um filme chamado "A música segundo Tom Jobim" (2012) , de Nelson Pereira dos Santos, e só ver como o Tom da Bossa Nova foi aclamado mundialmente na década de 1960. A parte do som refinado ao mais alto requinte, quase uma sinfonia natural, é apenas citada no finalzinho, como se a música segundo Tom Jobim fosse apenas aquela tietagem repetida à exaustão no documentário de 2012... Fabio Caramuru fez mais justiça ao imenso legado de Tom Jobim ontem. Gratidão
🙏🏾

Assistir ao instrumental é sempre um respiro na minha semana! Vamos!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pré retrospectiva musical 2016

 O ano está quase acabando e eu ainda vou assistir alguns shows e, possivelmente, posso comprar mais álbuns, mas por agora já não sei mais qual o melhor disco que comprei esse ano (eu ainda compro CDS quando assisto aos shows e gosto). Como escolher?
Comecei com um disco da Banda Dissonatz, que ganhei de  um amigo, que me pediu para avaliar a banda dele, eu tentei discorrer sobre, mas entendo pouco de rock, mas achei que era muito clima rock brasileiro, anos 80 


De memória adquiri o  "Indomável" Gabriel Sater - viola moderna, coisa linda 




Ou então o  "Crianceiras e Manoel de Barros " do Márcio Camilo e as crianças, em um dos shows mais divertidos que eu já fui na vida 



Ainda sobre crianças, tem o emocionante  disco "Fala de Bicho, Fala de Gente", com  canções de ninar Jurunas, coletadas pela Marlui Miranda

Ai teve mais violas, com o primeiro dico que da Orquestra Filarmônica de Violas, como eu chorei ! 


Continuando nas cordas, fiz o curso de Música Caipira em julho e adquiri o sensacional disco "Alma Caipira", com o violeiro Claudio Lacerda, que é isso ai que tá no disco, o chapéu, os causos, as violas e as modas ... ele arrancou muitas lágrimas de mim quando tocou ao vivo no curso 



 Ainda no curso, joinha foi ouvir o virtuose na viola Sidney de Oliveira, com seu disco "Prólogo",disco que toda vez que ouço, quero aplaudir ao final das faixas,ele tocando ao vivo, então, até me envergonhei de tando que eu chorei, que beleza ter vivido para ouvir aquilo

 

Ai teve o que, em condições normais, seria o campeão de melhor disco do ano, porque é mesmo bom demais,  que é o  "Canções eróticas de ninar"  Tom Zé, mas é que esse ano a concorrência foi muito forte, Tom ... mas sua contribuição octogenária é excelente 

 mas o fim finzinho do ano me  reservou pequenas joias e agora nessa semana adquiri o belo disco de bandolim "Fábio Peron e a confraria do som" , outro cara que, ao vivo, me encantou demais
 



Mas nesse ano sonoro,  de todos os álbus que ouvi, ,o que não paro de ouvir e divulgar  é mesmo o "Ao Sertano" do João Omar. Sem palavras pra esse trabalho muito, mas muito acima da média! De lembrar já me emociono

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Toc Bloc, Toc, Bloc



Depois do espetáculo do Crianceiras eu ouvi um pai brincar com seu pequenino : toc ploc toc ploc e ambos riram muito, compartilhando diversão! Coisa mais linda do mundo! 

Me lembro do texto "Diversão partilhada: humor e ironia" publicado no livro "Explorando o discurso da criança",  no qual vários pesquisadores analisam  o surgimento do humor. Em um exemplo, um menino de 2 anos na época, interage muito com o pai para produzir humor e o texto afirma que isso acontecia facilmente muito porque o pai é  uma pessoa de extremo bom humor, estava sempre soltando uma piada, dai eles se unirem muito na diversão compartilhada ). Amo demais!

Em tempo, o poema de Manoel de Barros :

Prefiro as linhas tortas como Deus - Manoel de Barros

Prefiro as linhas tortas como Deus. Em menino eu sonhava de ter uma perna mais curta (Só pra poder andar torto). Eu via o velho farmacêutico de tarde, a subir a ladeira do beco, torto e deserto... toc ploc toc ploc. Ele era um destaque.
Se eu tivesse uma perna mais curta, todo mundo haveria de olhar para mim: lá vai o menino torto subindo a ladeira do beco toc ploc toc ploc.
Eu seria um destaque. A própria sagração do Eu.
Não é por me gavar
mas eu não tenho esplendor.
Sou referente pra ferrugem
mais do que referente pra fulgor.
Trabalho arduamente para fazer o que é desnecessário.
O que presta não tem confirmação,
o que não presta, tem.
Não serei mais um pobre-diabo que sofre de nobrezas.
Só as coisas rasteiras me celestam.
Eu tenho cacoete pra vadio.
As violetas me imensam.

Espetáculo Crianceiras e Manoel de Barros




No sábado, dia 02 de abril, assisti ao sensacional espetáculo da trupe Crianceiras, a partir da poesia de Manoel de Barros. Foi muito mais que lindo, o trabalho é muito bom, eles tocam, cantam, atuam... alimentam a imaginação da melhor forma. Imagina uma criança!

A maioria das crianças era pequena e tiveram que colocar uma almofada na poltrona para elas sentarem e poderem enxergar! Me encantou que todas tivessem ficado bem comportadas, como se já estivessem habituadas a esse tipo coisa.


No espetáculo o condutor Marcio de Camilo toca, conversa, dança... o cenário é composto pelo que ele chamou de iluminuras, com as quais a trupe toda interage o tempo todo, tornando os desenhos ainda mais mágicos para os olhos infantis.

Eles tocaram todas as músicas do disco sobre Manoel de Barros, e também outras músicas lindas. Os momentos que as crianças mais interagem são aqueles que os desenhos saem para o palco, viram garça, viram jacaré  - como a da garça que sai do desenho e vira uma moça vestida de branco, quando Sabastião aposta corrida com os peixes e com jacarés, esse que aparece no final, para interagir com as crianças ... muito belo, muito divertido.

O espetáculo vai ficar em cartaz por todas as manhãs de sábado no Sesc Consolação.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Crianceiras

Quem esta em São Paulo não perca nas manhãs de sábado de abril, no SESC Consolação o espetáculo Crianceiras :
"Crianceiras Portal
    Concebido a partir da obra de Manoel de Barros, o musical Crianceiras reúne poesia, música, imagem, ação e movimento em uma encenação delicada que pretende aproximar as crianças das artes: da literatura, da música, do teatro, do cinema de animação e da tecnologia digital, fazendo-se ponte da obra poética para a infância.
    A encenação apresenta a poesia interagindo com linguagens múltiplas, como as iluminuras da artista Martha Barros, filha do poeta Manoel de Barros, que ganham vida no cinema de animação e contracenam com os músicos, atores e bonecos, ilustrando a linguagem poética na cena.
    O CD “Crianceiras” lançado em 2011, foi indicado como “Melhor álbum Infantil” em 2012 pelo “Prêmio da Música Brasileira”. O musical está há três anos em circulação pelo país, já realizou 130 apresentações, foi visto por aproximadamente 130 mil pessoas e participou de importantes festivais nacionais: a 12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, o Sesi Bonecos do Mundo e a II Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.
    Elenco: Marcio de Camillo – cantor; Nath Calan – percussão; Tiago Sormani – sopro; Melina Menghini – atriz; João Bresser – ator.
    Ficha Técnica: concepção e direção musical: Marcio de Camillo; poesias: Manoel de Barros; ilustrações: Martha Barros; direção teatral: Luiz André Cherubini; assistência de direção: Andréa Freire; figurinos e cenografia: Telumi Hellen; desenhos de luz: Renato Machado; adereços: Carol Jordão; animação audiovisual: Josué Junior / Animatronic Estúdio e Andrea Senise; intérprete: Márcio de Camillo; VJ: Paulo Higa; operação de luz: Camila Jordão; técnica de som: Roberta Siviero; produção executiva: Izabella Maggi; produção: Criatto Promoções (MS).

    Duração: 55 minutos

    No Teatro Anchieta