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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Jorge Ben no Roda Viva em 1995

Ótima entrevista ... a gente descobre coisas surpreendentes, como o fato do mais carioca dos compositores morar em São Paulo há muitos anos pois se casou com uma paulista! rs

Legal é quando ele fala dos seus discos favoritos, acho que a lista é : Samba Esquema novo, Solta o pavão e África Brasil, mas o preferido mesmo é A Táboa Eseralda. Ok, ok... até suspeitava algo assim, mas para mim (uma ouvinte tardia) incluiria outros álbuns na lista : Ogum Xangô e Bidu Silêncio no Brooklin  ... esses discos também foram comentados na entrevista em outros momentos, sendo Ogum mostrado como algo muito experimental que não pode e nem poderia mais ser repetido, sem ter nenhuma musiquinha mais palatável de 3 minutos ...e o Bidu, quando alguém da roda lembrou dele, Jorge reagiu: ah,como fui me esquecer deste ?rs

sábado, 1 de dezembro de 2012

Abraçaço (do e no) Caetano Veloso!

A capa do mais novo  álbum de Caetano Veloso, assinada por FernandO Young
(não confundir com Fernanda Young, please), que representa o título do disco: um abraçaço!
 
Divulgando a capa tão significativa e carinhosa e a lista de faixas :
 
1. A Bossa Nova É Foda
2. Um Abraçaço
3. Estou Triste
4. Império da Lei
5. Quero Ser Justo
6. Um Comunista
7. Funk Melódico
8. Vinco
9. Quando O Galo Cantou
10. Parabéns
11. Gayana
 
Caetano Veloso, aquele lindo, comemora agora seus 70 anos, recheado de homenagens merecidíssimas e lançando seu último álbum intulado Abraçaço, termo que ele mesmo explica  lindamente assim:
 
"— Abraçaço é uma palavra muito bonita e tem essa reverberação, parece um eco, mais ainda quando escrito, esse a-ce-cedilha duas vezes. É como se fossem círculos concêntricos de abraços, que vão se expandindo. Não é apenas grande ou maravilhoso como é um golaço, por exemplo. É expansivo. No disco, o abraçaço abarca desde cena íntimas até o fato que "o império da lei há de chegar ao coração do Pará". Caetano Veloso, entrevista ao Globo em novembro 2012.

 
Adoro quando Cae comenta música a música como nesta entrevista (coisa que ou ele nem sempre faz, ou eu que acabo nunca tendo acesso). Eu ouvi poucas coisas do novo disco por enquanto, mas quando ouvi a música "O Império da Lei" claro que identifiquei de imediato a referência ao assassinato da missionária Dorothy Stang em 2005 e, consequentemente, isso me fez relembrar do alerta do Willi Bolle na época : esse universo sem lei, onde até Deus, se vier, que venha armado, do Grande Sertão : Veredas, não está morto no Brasil do século XXI. É o Caetano tocando o dedo na ferida novamente, colocando-se, sem querer agradar...
 
Acho ótimo, e sintomático, termos um artista como Caetano no Brasil, que tem suas opiniões e não tem medo de remodelá-las, nem de ser polêmico em alguma parte do processo de reflexão. Pensa e faz pensar. Penso que  precisamos de gente assim, por isso ele é meu "ídolo", afinal com ele não preciso concordar com tudo o que ele pensa ou faz (não é um modelo de vida), é um incentivador da reflexão ... e é um puta de um poeta! Agrada tantos  e também desagrada na mesma medida. Quem precisa de unanimidades?