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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Último instrumental do ano Laís de Assis


Errata: é Laís de Assis, não de Lima

 O último instrumental do ano, uma violeira pernambucana  fechando bem esse ano tão musical que foi 2023! Como sempre no Instrumental a música muito boa, adorei conhecer o trabalho de Laís, que no site do Instrumental é descrito assim

                                         

Muito bom!

Eu estava simples e fresquinha , de shorts jeans mom e blusa branca

                            

A terapia foi densa, balanço de um ano não muito leve, mas com algumas perspectivas pra 2024. Vontade de chorar clássica de todos os dezembros, Serei forte!

Teve o último jantar pré instrumental no Sesc Consolação.


Não tinha fila para o instrumental  e consegui reservar o ingresso em casa mesmo 



Eu não conhecia o trabalho de Laís e foi um prazer conhecer. No site o descrevem assim  

                                     


O show 


Algumas fotos

Lindos 


o cartaz, a curiosidade 

                                                 

homenagem a Danilo Santos de Miranda

                                                   



belezas do Teatro Anchieta


palco 

Considerações 

Errata: é Laís de Assis, não de Lima









Ano que vem tem mais 

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Marcelo Cigano no Instrumental SESC Brasil

 


Estava um dia lindo de sol e calor , nem fui academia de manhã, não ia dar tempo, sai mais cedo de casa para não me atrasar, foi a sorte, porque algo aconteceu ao  redor  e todos os ônibus  foram desviados para a rua Clélia!  Perdi os 15 minutos de folga que sempre adianto pra passar nas lojinhas, no trânsito em frente ao Palmeiras! 

Já estive mais bonita, mas estava confortável, de pantalona preta.


Queria vestir azul homenageando Iemanjá

No caminho achei que, sem querer, copiei mas não fiz igual

Não fiz igual pq não sou igual 


Até aí tudo atrasado. Mas cheguei a tempo pra terapia.

Tinha muitas coisas pra dizer, sobre amor, sexualidade  e oportunidades de trabalho, foi legal... 

Falei do quanto ando sem tanto entusiasmo, mas mesmo assim , ainda tem uns caras que me tiram do eixo , porque estou viva e ainda tenho desejos. Ela questionou sobre o que, em mim, atrai homens que, no fim, não encaram tudo isso que aparento pra eles.. eu disse que queria, quero, gente nova na minha vida. Veremos.

Voltando à terça, rumo ao Sesc Consolação, vi que "nosso Livro" sobre Modernismo  ainda está em exposição na livraria. Amo! Juro que tinha tirado uma foto, mas não achei no cel ! O jantar, uma delicia : 

O jantar com sorvete 

 Inclusive, estava lá o rapaz que faz aula de viola no Sesc e ele me reconheceu!  Eu disse: nossa, reconheci por causa do fase com  instrumento que você carrega e ,de repente, começa a tocar !  Ai ele explicou , que não ia tocar dessa vez porque estava desmontado! E ERA UMA VIOLA!😔 Não se pode ter tudo, mas foi muito gostoso ter sido reconhecida como apreciadora de música no Sesc Consolação, meu mundo encantado!

Para o show Instrumental, não tive problemas, reservei o ingresso sem fila virtual

Instrumental: Sempre um momento especial

 E o show do Marcelo Cigano, como sempre, foi espetacular.

Sobre o Marcelo o site do instrumental explica : 



 Com esta carreira de longa data  divulgando música instrumental cigana, ele contou como sonhou, por mais de vinte anos, estar tocando naquele palco e o espetáculo contava um pouco da sua trajetória, das pessoas envolvidas, que iam se revezando com seus instrumentos no palco e, como estamos falando de ciganos, a presença familiar com três gerações tocando junto: seu pai e seu filho! Lindo, lindo, lindo! Música cigana é contagiante:


Apesar de ter uma plateia um pouco chata, perto de onde eu fiquei, que falou o tempo todo durante o show, mesmo eu olhando feio diversas vezes, foi maravilhoso.

 Um espetáculo inesquecível, claro, não ia caber em  90 minutos ou menos... por isso, lamentando, sai antes do bis... na saída encontrei  a Patricia Palumbo na saída do banheiro, comentei que saia com pesar, porque eu realmente amei o show, mas deu minha hora, precisava ir embora. Ela disse que, realmente, ele estendeu um pouco mais... eu respondi que sim, mas era justificado, devido a riqueza do espetáculo oferecido . Ainda pude comentar que da última vez que eu vim, adorei que a pianista  fez um show autoral lindo e enxuto, deu para ficar até o fim, com bis e tudo, como comentei aqui...Patricia sorriu: experiências com músicos, faz parte!




Teve o lance do ar condicionado. Eu detesto e  conheço bem esse ar do Teatro Anchieta nos dias muito quentes, o choque térmico acaba comigo. Mesmo eu tendo levado uma jaqueta para amenizar, no dia seguinte acordei gripando!

                             

sexta-feira, 24 de março de 2017

Show do violeiro Neymar Dias



Acabo de vir do show do Neymar Dias no aconchegante Espaço 91 e foi sensacional, como ele também é. O cara tem um talento excepcional, toca de tudo na viola, modas, rock, Bach... Chorei demais, lembrei do meu pai, lembrei de tudo... que emoção. Ao final fui falar com ele, e ele que já tinha se comunicado comigo essa semana, falou "que bom que você veio, Camila", suspirei e olhei muito fundo nos seus olhos, agradeci, dei abraços , beijos (ele lembra muito meu pai, é um caipira, super carinhoso, deixa a gente ser também) e trouxe 3 CDS com autógrafos e ele disse : não deixe de ouvir para saber se gosta... eu respondi: com certeza ouvirei sem parar e já gostei. Mas gente: que violas lindas ele toca!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Foi um presente que a vida me deu, quero mais, e mais 

domingo, 12 de março de 2017

Viola brasileira: Nosso instrumento


Copiando da Wikipéidia . Vejo que depois de longos anos acompanhando o trabalho dos violeiros, muita coisa que está escrito aqui eu já sabia, ainda que eu não toque viola, nem nada!

Viola caipira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Viola caipira
Viola caipira com trabalho de marchetaria
Informações
ClassificaçãoHornbostel-Sachs
Viola caipira, também conhecida como viola sertanejaviola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos símbolos da música popular brasileira.

Origem[editar | editar código-fonte]

Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

Tipos de viola[editar | editar código-fonte]


Viola caipira em exposição.
Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

O instrumento[editar | editar código-fonte]


Violeiro tocando, obra de Almeida Júnior.
A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.
Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são CebolãoRio Abaixo, Boiadeira e Natural. É comum a utilização da afinação Paraguaçu pelos repentistas nordestinos, apesar de também ser encontrada na região do Vale do Paraíba.
A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.
Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

Símbolo nacional[editar | editar código-fonte]

A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.
No Brasil, é um instrumento tradicional. Músicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presentes no nosso dia a dia da cultura brasileira.
Em ParanáMinas GeraisSão PauloGoiásMato GrossoMato Grosso do Sul e parte de Tocantins, dentre outros, a viola tem destaque na música, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração. A viola é um instrumento com um potencial fora do normal. O músico e instrumentista já falecido Renato Andrade comprovou isso em meio de estudos em que conseguiu imitar instrumentos como: Harpa de concerto, Harpa Paraguaia, Guitarra Portuguesa, Bandolim Napolitano, Balalaica Russa, e como ele sempre dizia: "...também imita a viola!"

Lendas e histórias[editar | editar código-fonte]

Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.
Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.
A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.
Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.
O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no "céu" querem violeiros por lá.
Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.
Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

Folclore brasileiro[editar | editar código-fonte]


Viola caipira.
A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como CatiraFandangoFolia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b Ivan Vilela (2003). O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras (PDF). Brasileira. Lisboa: ICS. pp. 173–189

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Araújo, Rui Torneze de (1998). Viola Caipira. Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A. 64 páginas. CDD 787.3
  • CASTAGNA, Paulo; SOUZA, Maria José Ferro de; PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves (2012). Domingos Ferreira: um violeiro português em Vila Rica. In: LUCAS, Maria Elisabeth; NERY, Ruy Vieira. As músicas luso-brasileiras no final do antigo regime: repertórios, práticas e representações; colóquio internacional, Lisboa, 7 a 9 de junho de 2008. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda e Fundação Calouste-Gulbenkian. pp. 667–704. ISBN 978-972-27-2026-7
  • Corrêa, Roberto (2000). A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor. 259 páginas. ISBN 85-901603-1-9
  • Moura, Reis (2000). Descomplicando a Viola. Método Básico de Viola Caipira. 1. Brasília: Edição do autor. 62 páginas. ISBN 85-901637-1-7 Parâmetro desconhecido |volumes= ignorado (|volume=) sugerido (ajuda)
  • Queiroz, Enúbio Divino de (2000). Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi. 76 páginas
  • Viola, Braz da (1992). A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi. 47 páginas
  • Viola, Braz da (1999). Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi. 74 páginas
  • Viola, Braz da (2001). Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor
  • Viola, Braz da (2001). 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor
  • Viola, Braz da (2003). Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor
  • Viola, Braz da (2004). Viola-de-Cocho. método prático. São Paulo: Edição do autor
  • Viola, Braz da (2004). Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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quinta-feira, 9 de março de 2017

Um chamamé azul para lembrar de meu pai



Se eu fosse o como o Menino do filme de Ale Abreu eu guardaria na minha caixinha de lembrança da minha infância com meu pai uma música como essa. Neymar Dias, além de excelente violeiro, é também compositor de lindos chamamés. Som da viola é sempre o retorno do meu pai, que saudade eterna!