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terça-feira, 21 de julho de 2026

BACKROOMS : O NÃO LUGAR DO INCONSCIENTE LUR

 AVISO: Só depois que assusti so filme e escrevi esse comentário que eu soube sobre a origem do Backroom, em jogos online e etc. Como sobre isso não posso opinar, comento apenas minha impressão sobre o que vi no filme.

Observando agonia de Maria no cartaz🤣


​BACKROOMS: UM NÃO-LGAR (2026), de Kane Parsons
​Assistimos ontem à noite a esse terror absolutamente psicológico. O filme conta a história de Clark (Chiwetel Ejiofor), dono de uma loja de móveis que descobre, no porão do estabelecimento, uma passagem para uma espécie de outra dimensão: bege, abandonada, infinita e labiríntica, repleta de restos e ruínas, onde parecem habitar nossos próprios monstros. Como ninguém acredita em seu relato, ele decide levar algumas pessoas até lá para provar que está dizendo a verdade e registrar na tecnologia dos anos 1990 (VSH , Disquetes) o local. Entre essas pessoas está sua traumatizada terapeuta, Mary, vivida por Renate Reinsve (Valor Sentimental). Logo todos descobrem que entrar é muito mais fácil do que sair.
"Ganhei" um beijinho de Clark


​Geraldo comentou essa ideia de blackroom para a arquitetura, a ideia de local de passagem, mas sobre o filme , é claro que percebemos que as backrooms representam a própria mente inconsciente: seus vazios, seus excessos, seus medos e tudo aquilo que insistimos em esconder de nós mesmos. Apesar da premissa simples e de não ser um filme particularmente original, a direção cria uma atmosfera inquietante  e claustrofóbica.
Para mim as ​cenas de terror puro foram as da escada sobre um despenhadeiro (meus traumas!). É um terror psicológico bem legal. No final, já fora da sala  de cinema, alguém abriu uma porta do nada e eu, imersa na atmosfera do filme, levei um susto tão grande que simplesmente joguei longe a sacolinha que eu segurava. Nunca é fácil mexer com os nossos monstros, kkkkk!
Conhecemos Cali Buritis, 
Viramos fregueses 


Um último registro. Estamos na metade da sexta e última temporada de Better Call Saul e, no mês que vem, chegaremos ao fim da nossa viagem pelo universo de Breaking Bad, que tem povoado nosso imaginário e os simbolismos da nossa relação. Já estamos com saudades.
Antes do cinema, passamos em uma lanchonete de burritos para fazer um lanche, sempre lembrando do México, de Albuquerque e do Cartel dos Salamanca. Como havíamos acabado de assistir à cena em que Nacho Varga se suicida, comemos deliciosos nachos em "in memoriam"...

​

quarta-feira, 6 de março de 2024

Escavando, recordando, Walter Benjamin

 


ESCAVANDO RECORDANDO: Existem assuntos muito difíceis e que o racional finge deixar de lado. No meu caso, há algum tempo,  um desses assuntos queria vir à tona, eu me comportava como se não fosse nada importante, ou como se não fosse comigo. Mais de uma vez minha terapeuta puxou esse assunto e eu não reagi com emoção, foi como se ouvisse uma história de outra pessoa. Essa madrugada, no entanto, eu sonhei com tudo aquilo com o que eu  não conseguia lidar, e foi tão real,  doeu muito, mas não chorei, entendi que o sonho era o meu inconsciente  jogando pra  fora aquela  dor soterrada e inconcebível. Foi um vômito! Lembrei do sublime  texto "escavando recordando" de Walter Benjamin, e foi como se viessem às claras as imagens mais  primitivas, de medos e dores de um passado muito primevo meu e que ficaram guardadas nos "sóbrios aposentos do meu entendimento tardio". Agora, sobrevivente da minha pior ferida, mais uma vez, pude dizer alguns NÃOS sem culpa. Assim que se aprende a viver?🤔


segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Sonhei com Asa Branca

Ia sair, mas desisti pois  estava com dores e estava frio

 

Passei um domingo enfurnada em casa, não animei sair, muita cólica e dor de cabeça...

Quando fui dormir, sonhei com a música Asa Branca, na sua versão original com Luiz Gonzaga, de 1947. Foi um sonho muito forte, acordei bem arrasada. Escrevi sobre:

"Eu sonhei com essa música, nessa versão original que não lembro de ter ouvido. No sonho com "Asa minha sensação de desolação e desespero era real. Eu via mesmo "a terra ardendo, qual fogueira de São João", uma sensação de morte,  não sabia o que fazer. Não conheço a realidade da seca, nem de narrativas de amigos ou família, mas foi como se fosse algo tão meu! Uma pena que acordei antes da parte de "quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação", como Diadorim, fiquei só com a tristeza e a falta. Inconsciente é foda! 🤔"


Como podem ver, não está sendo fácil, mas se eu sonhei com a dificuldade, é sinal de que estou trabalhando as feridas! Amém 🙏🏾