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terça-feira, 13 de março de 2018

A MORTE DE VAN GOGH

Túmulos de Vincent e Theo van Gogh no cemitério de Auvers-sur-Oise

Sabemos que ele atirou em si próprio em um momento de crise que ninguém presenciou, mas demorou um tempo para morrer, tanto que seu irmão Theo (que morreu poucos meses depois dele) pôde acompanhar seus momentos finais e a descrição de sua morte, na página 315 da bio escrita por David Haziot,  é a coisa mais tocante...fui às lagrimas...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

VAN GOGH E A MODA FEMININA

A Arlesiana, 1890, presente no acervo do MASP

Van Gogh, como bom pintor, era sensível a todo estímulo visual...em sua biografia encontramos uma síntese de sua percepção quando, ao se mudar de Paris para Arles, surpreendeu-se com suas belas mulheres do lugar, que, ainda que fossem ignorantes em pintura, tinham certo senso da sua beleza, conforme escreve em carta :
'elas sabem por uma nota rosa num traje preto, ou confeccionar uma roupa branca, amarela, rosa,ou verde e rosa, ou ainda azul e amarela, na qual não há nada a mudar do ponto de vista artístico.' (Apud Van Gogh, biografia, David Haziot, p. 195)
Na imagem, o quadro "A Arlesiana", de 1990, que pertence ao acervo do MASP, nos mostra um registro de como uma francesa se vestia em Arles àquela época. Neste áudio, pertencente ao guia auditivo do museu, fala-se deste quadro:


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Van Gogh e o amarelo


"... o amarelo que emergirá na pitura de Vicente até os quadros dos girassóis amarelos, num vaso amarelo, sobre fundo amarelo, esse ouro bronzeado que vai brilhar e emitir seus últimos fogos no outono de 1888..." David Haziot

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Flash da vida amorosa de Van Gogh

Avançando um pouco na bio de Van Gogh muito bem escrita por David Haziot, percebo que assuntos amorosos não eram de seu maior interesse até ter uma vida adulta. Ele se interessou por uma jovem casada na adolescência e foi por ela rechaçado (quem nunca?), sofreu um pouco, mas superou. Já aos vinte e oito anos conheceu a viúva Kate Vos-Stricker e por ela se apaixonou de verdade, mas também foi rejeitado. Dela temos apenas essa foto com o filho que morreu cedo. 
Fotografia de Kate Vos-Stricke com o filho no século XIX
Tempos depois ela  também foi representada por ele no quadro "Memórias do jardim de Etten", de 1888. 
Memórias do jardim de Etten. Vicente Van Gogh, 1888
Esse jardim era o cenário das conversar dela com o jovem Vicent e esses diálogos mostraram a ele o que poderia ser ter o amor de uma mulher companheira, com quem ele poderia dividir sonhos, planos e angustias. Porém a viúva Kate já era uma criatura muito sofrida, não estava aberta para relacionamentos amorosos novamente, uma pena para Vicent.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Cores de Van Gogh

Noite de versão - Sol com pontilhado , 1888 - Vincent van Gogh

Muito antes das cores de Almodóvar - lindamente cantada em prosa em verso - o ser humano viu as extasiantes cores de Van Gogh, que "descobriu" sua importância, estudou suas relações e explorou tudo isso em suas telas, para nosso deleite.Especialmente o meu, que sou doutora em cores (minha tese se chama "Escrevendo a lápis de cor", lembram?). Na bio de Vicente me chamou a atenção esse trecho :


"Um dia , o pastor Theodorus (pai de Vicent) lhe escreveu palavras que ficaram gravadas no seu espírito, e ele retoma numa carta (ao irmão Théo) de outubro de 1875: 'Papai me escreveu um dia: Mas não esqueça a aventura de Ícaro, que quis voar até o sol e, tendo atingido certa altura, perdeu as asas e caiu no mar'.Espantosa persistência do pastor ou conhecimento da personalidade do filho, a menos que se suponha da parte deste uma conduta inconsciente tendendo a se conformar a um destino anunciado. Vicente Van Gogh é ícaro; ele de fato se elevará nas asas da pintura até o amarelo, até o ouro absoluto do final do verão de 1888, reencontrará a figura brutal do pai que quis ver em Gauguin, para então, após a queda através das formas rodopiantes de Saint-Rémy, se abismar nos azuis de Auvers-sur-Oise.
David Haziot. "Van Gogh". Trad. Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2010, P. 52

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A bio de Van Gogh

Comecei a ler ontem, estou amando, o livro é muito bem escrito. Logo no começo uma coisa me chamou a atenção, Van Gogh, ou apenas Vicent (como eles padronizaram chamar na bio), nasceu em 1853 num contexto muito estranho para nós que somos tão individualistas no século XXI: nasceu um ano depois de Vincent Willem van Gogh, que era seu irmão mais velho natimorto. 
O autor da bio tenta nos "acalmar" sobre isso dizendo  que isso era mais ou menos comum na época, quando mortes na infância eram muito comuns,mas certamente o fato dele ter lido uma lápide com seu nome logo que aprendeu a ler, não deve ter passado em branco para a sensibilidade do artista. Mas individualidade não era a especialidade dos Van Gogh, já que existiam pelo menos uns quatro Vicente Van Gogh na família de nosso gênio, que para nós é estranho e essa estranheza pontua uma sutil mudança de sensibilidade nas percepções. Resumindo: Já estou pirando