Mostrando postagens com marcador Escrita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escrita. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de março de 2026

O jovem- Annie Ernaux


 ​"Se não escrevo as coisas,

elas não encontram seu termo,

são apenas vividas."

​O Jovem (2022), de Annie Ernaux, é um relato autobiográfico que narra a memória de um amor intenso entre uma mulher de mais de 50 anos e um rapaz décadas mais jovem. Sendo meu primeiro livro da autora, gostei muito da experiência. É um texto curto e poético.

​Para mim, aos 46 anos, foi salutar ingressar nas questões colocadas sobre mudança do corpo, sexualidade e o preconceito contra casais nesse modelo. Mas o principal aspecto foi perceber que a experiência do encontro ganhou os tons pastéis da memória e serviu de estímulo para a criação literária. Que belezinha de livro.

Belo trecho 


Frases...

"...produzia em mim a sensação, durante minutos, de que eu estava vagando pelo tempo inominável de um sonho." P. 19


"Certo verão,  em Chioggia, aguardando o vaporetto para voltar a Veneza, ele me disse: 'Eu queria estar dentro de você e sair de lá para me parecer  com  você." P.33


"...o papel desempenhado por ele - o de alguém que abria as portas do tempo na minha vida - tenha chegado ao fim..."p. 36




quarta-feira, 20 de julho de 2011

Emmerkar e o senhor de Aratta (498 ss) 2100 UR III

Para não dizer que passei em branco pela ANPUH que este ano está sendo aqui na USP, estou acompanhando o Mini curso "Escrita, saberes e tradições escribais na Antiga Mesopotâmia", ministrado pelos professores Marcelo Rede (FFLCH) e Carlos Henrique Barbosa Gonçalves.

Achei muito legal ficar vendo escrita cuineiforme... soube que a escrita, para os mesopotâmeos, era algo enviado pelos deuses, o ENK Ira muito inventivo...mas a escrita também estava sob a proteção da deusa NISABA e do Deus NABU, que era casado com TASHMETUM

O professor Rede trouxe uma narratinvinha sobre o nascimento da escrita na Mesopotâmia:


"Naquele dia, as palavras do senhor (...) sentado no (...) prole de princípes (...) eram muito longas e difíceis, seu significado não era compreensível. Uma vez que a boca do mensageiro era muito lenta e ele era incapaz de reproduzi-las, o senhor de Kullab (= Uruk) tomou argila e moldou as palavras (inim) em um tablete (dub). Antes desse dia, ninguém havia colocado as palavras sobre um tablete; mas agora, nesse dia, sob esse sol, isso foi feito."


Esta explicação é circustantial e tópica.