Assisti "O Último Azul" (2025), dirigido por Gabriel Mascaro, em Niterói com Geraldo em 24 de setembro de 2025. Jurava que tinha escrito aqui sobre, pois é um filme do qual gostei muito e que sempre me volta à memória, mas certamente não tive tempo.
Agora escrevo porque ele entrou no catálogo da Netflix e pude assistir novamente em casa, prestar atenção em detalhes, tirar fotos (que infelizmente perdi porque meu celular quebrou). Ele merece. E muito.
O filme conta a história de Tereza, interpretada por Denise Weinberg, que num futuro distópico, é uma idosa de setenta e sete anos residente de Manaus, que é muito ativa, vive sozinha e trabalha num frigorífico, mas foi pega pela nova iniciativa do governo federal de resgatar idosos com o Cata Velho, primeiro acima de 80 anos, depois acima de 75 anos, para viver numa colônia e tirar idosos de circulação.
Tereza, que precisou se aposentar de forma compulsória, ainda tinha um sonho a realizar: voar. Depois de começar a ser perseguida pela idade, precisou fugir do Cata Velho e foi procurar realizar seu sonho. Nessa jornada conhece pessoas incríveis como o pescador Cadu, interpretado por Rodrigo Santoro, que lhe ensina a pilotar um barco e lhe apresenta o caracol da baba azul, explicando que não é você que o procura, é ele quem te acha.
Ela também encontra a barqueira Roberta, interpretada por Miriam Socarrás, que lhe reacende a feminilidade e com quem ela vê realidades incríveis de seu Estado, como a briga de peixes ornamentais.
O filme mostra o Brasil exuberante da Amazônia, que muitos brasileiros nem conhecem.
Embora sejam incomparáveis, não tenho como negar que acho que gostei muito mais dele do que de "O Agente Secreto". Seria tão legal se ele estivesse no Oscar 2026. Não só porque surpreenderia o mundo por ser uma ficção científica BEM BRASILEIRA, mas também porque mostra um Brasil que eu gostaria de mostrar ao mundo, além de ter uma mensagem linda e cheia de vida!

